Brasileiro pagará menos por energia elétrica
postado por Alice| agosto 4th, 2011 |
Tags: Energias Renováveis, Sustentabilidade
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A cidade de Belo Horizonte baniu a utilização de sacolas plásticas derivadas de petróleo no comércio através da Lei 9.529/2008, a medida causou polêmica e muita discussão a respeito da utilização de sacolas plásticas. A aposentada Geraldina Soares, de 80 anos, escolhia uma sacola retornável para compras. “Vou fazer minha parte, mas não acho que as sacolinhas de plástico sejam as vilãs do meio ambiente. E as garrafas PETs e embalagens de isopor?”, questionou. Já a advogada Juliana Schmid, de 30, foi a favor da lei “Concordo com a mudança. As pessoas só criam consciência quando há uma lei” disse.
Segundo a Agência Ambiental da Inglaterra, as sacolinhas plásticas de supermercado causam um menor impacto ambiental do que outros modelos, quando a comparação leva em conta o uso da sacola uma única vez. Porém, deve-se levar em conta que o estudo foi realizado na Inglaterra, onde a matriz energética é principalmente de fontes não renováveis, ao contrário do Brasil. Também, que a idéia dos demais materiais é a sua reutilização e não apenas utilizado em uma única compra.
A questão legal a respeito das sacolas plásticas deve ser discutida, mas o certo é que temos reavaliar nosso comportamento na hora da compra independentemente de leis. Utilizar os conceito dos 4 R´s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Repensar) para evitar aqueles excessos de sacolas plásticas recebidos a cada compra feita, até em produtos o qual você pode carregar na mão mesmo.
A utilização de sacolas retornáveis é uma questão de costume, mas dificilmente estaremos a carregando em todas as compras. Por isso, devemos analisar bem se há necessidade de aceitar uma sacola plástica, que após isso será destinada ao lixo em pouco tempo sem um grande reaproveitamento.
Com informações do Jornal Estado de Minas e do Jornal do Comércio.
Tags: Belo Horizonte, lei, Sacolas Plásticas, Sacolas retornáveis, SustentabilidadeRecursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil
O BNDES e o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) assinaram contrato de financiamento no valor de US$ 300 milhões no âmbito da Linha Green. Os recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil.
O contrato foi assinado no último dia 26 pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e pelo vice-presidente do JBIC, Yoshihiko Morita, em Calgary, Canadá, por ocasião da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Também esteve presente a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
A Linha Green (Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation) tem como objetivo apoiar projetos que favoreçam a preservação global do meio ambiente, promovendo a redução da emissão de gases do efeito estufa, a eficiência energética e o uso de energias renováveis.
Desde a década de 50, o BNDES opera em parceria com organismos multilaterais e agências governamentais para diversificar e ampliar seu funding.
Com a celebração de mais um contrato de empréstimo com o JBIC, o Banco dá continuidade à sua estratégia de diversificação de fontes de recursos e ampliação do seu relacionamento com instituições financeiras internacionais.
O relacionamento entre o BNDES e o JBIC começou em 1962, quando foi assinado o primeiro contrato de empréstimo com o The Export-Import Bank of Japan (JEXIM), antecessor do JBIC.
Desde então foram assinados 14 contratos, incluindo a nova cooperação da Linha Green. Ao longo desses mais de 40 anos, o BNDES e o JBIC têm buscado permanentemente desenvolver atividades com o propósito de estreitar seu relacionamento institucional.
O JBIC é uma instituição financeira integralmente controlada pelo governo do Japão. Desempenha importante papel na execução da política de cooperação econômica do governo japonês, apoiando o desenvolvimento estável e sustentável dos países estrangeiros. Assim, promove o fortalecimento das relações econômicas entre o Japão e a comunidade internacional.
Fonte: BNDES
Tags: BNDES, Brasil, Japão, JBIC, Projetos sustentáveis, SustentabilidadeA Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, fez um alerta nesta quinta-feira (31) sobre o que chamou de “potenciais efeitos catastróficos” das mudanças climáticas na produção de alimentos entre 2050 e 2100.
A agência apresentou um documento à Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, sugerindo aos governos medidas para evitar que a segurança alimentar seja comprometida.
Países em desenvolvimento – Segundo a FAO, as consequências do aquecimento global devem cada vez mais atingir nações em desenvolvimento. A agência exortou os governos a preparar suas populações para estes impactos, investindo em agricultura para que se tornem mais resistentes.
Apesar de ressaltar a importância de lidar com os riscos mais imediatos, o diretor-assistente geral para Recursos Naturais da FAO, Alexander Müller, reforçou que não faz sentido tentar mitigar as mudanças de longo prazo após seus efeitos começarem a ser sentidos.
Genética – A FAO aconselhou que se crie um banco de genes, porque algumas espécies correm o risco de desaparecer. Além disso, a organização afirmou ser necessário desenvolver variedades de alimentos melhor adaptadas às condições climáticas futuras.
Como impacto do aquecimento global na agricultura, os preços dos alimentos tendem a subir, tornando as populações mais pobres ainda mais vulneráveis. A Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico, Escap, revelou que 20 milhões de pessoas foram impedidas de sair da pobreza no ano passado devido à elevação dos preços no setor alimentar.
(Fonte: Portal Terra)
Tags: Agricultura, Alimentação, aquecimento global, Meio Ambiente, SustentabilidadeO que é?
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.
Quando?
Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.
Onde?
No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa… Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.
Fonte: http://www.horadoplaneta.org.br/index.php
Tags: aquecimento global, Mudanças Climáticas, SustentabilidadeO novo secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, tem dois recados para os empresários do país: se quiserem investir em energia alternativa, haverá crédito barato do governo. Se não quiserem, vão ter de investir do mesmo jeito.
Engenheiro com doutorado em hidrologia, o pesquisador da Embrapa Informática assumiu o cargo na semana passada, com carta branca da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) para formular a política climática.
Ele diz que o recém-criado Fundo Clima, que começa neste ano com R$ 229 milhões, será o principal incentivador do desenvolvimento de tecnologias como energia solar, de marés e biodiesel.
Mas avisa que essas mesmas linhas de crédito devem abrir no governo o debate sobre restrições a financiamento para quem não quiser adotar tecnologias limpas. “Soltou-se essa lebre”, afirma.
Um entrave sério, para ele, é a maneira de pensar em energia no Brasil. “Num país cuja mentalidade de geração de energia nos últimos 50 anos foi hidrelétrica, você tem posições que são refratárias imediatamente”, diz.
“Se eu puder tomar meu banho com energia solar, será um passo razoável. Isso não é novo: a classe média alta em todas as cidades brasileiras já faz isso. Por que o pobre não pode fazer?”
Folha – O que muda na secretaria de Mudança Climática?
Eduardo Assad – Estamos num processo de discussão. Hoje a secretaria se chama Secretaria de Mudança Climática e Qualidade Ambiental, provavelmente vai se chamar Secretaria de Mudança Climática e Recursos Hídricos, talvez florestas, para você ter mais aderência nessas questões todas. Uma das nossas missões é acompanhar o desmatamento. Outra é acompanhar políticas para reduzir desertificação. Acompanhar reduções de gases de efeito estufa. Discutir, acompanhar e participar dos sistemas de alerta.
Existe uma previsão no Fundo Clima de recursos para pesquisa em energia solar. Mas é pouco, não?
É pouco. Mas a boa notícia é que agora tem. Vamos competir com o setor elétrico? Absolutamente! O que nós queremos é que, naquelas regiões do Brasil onde você tem problemas de distribuição, áreas pequenas, municípios com 5.000, 10 mil habitantes, por que não utilizar energia solar, pelo menos para aquecer a água? Isso não pode ser uma opção somente das áreas urbanas, da classe média alta. Por que o pobre não pode usar coletor solar?
O Brasil tem condições hoje de usar energia fotovoltaica?
Tem. Existe um grupo no Rio Grande do Sul que desenvolveu um material muito legal e bastante eficiente. Então vamos agitar isso para encontrar soluções que falem, por exemplo, de refrigeração solar para preservar alimentos no sertão? Isso não é novo, é do meu tempo de estudante. É caro? É caro. Mas nas áreas mais afastadas dos grandes centros talvez não seja tão caro.
Vamos começar pelo começo, por aquelas áreas onde você pode fazer isso de uma forma mais eficiente. Isso gera demanda de pesquisa, de novos materiais, de eficiência. E você vê a partir daí se é possível.
Num país cuja mentalidade de geração de energia nos últimos 50 anos foi hidrelétrica, obviamente você tem posições que são refratárias imediatamente. E cálculos enormes dizendo que não é isso, que não é aquilo…
Quando você discute essas coisas, tem de olhar para o futuro, num horizonte de 40 anos, de 50 anos. Só que 30 anos atrás já se falava disso. E não se fez. Outra coisa importante: 8.000 km de costa e você não tem energia de marés. Por quê?
Também existem populações na beira do mar que têm dificuldade de ter energia. E é um absurdo não ter nenhum protótipo instalado. A iniciativa privada não quer? Tá bom, o governo quer.
E o Brasil comprou um protótipo da Alemanha?
Não sei se da Alemanha, mas comprou de fora.
Não é um pouco ingênuo achar que só porque existe dinheiro e expertise no país o negócio vai ser feito? Nosso empresariado é cronicamente ruim de inovação.
Vamos dizer que nós estamos mais ou menos na situação em que os EUA estavam em 1930, 1940, quando se decidiu que todos os equipamentos usados em ciência e tecnologia deveriam ser americanos. No momento em que isso foi feito, várias indústrias cresceram. Nós em grande parte perdemos esse “timing” no Brasil. Mas o governo pode sinalizar que está trabalhando nessa linha, energia renovável. Se eu coloco esse dinheiro a juros de mercado, ninguém vai pegar. Então nós vamos atrair recursos para isso.
Mas não basta oferecer a cenoura do juro barato, é preciso dar o chicote da regulação.
Vamos tentar pensar na posição mais favorável, não na cobrança, mas no incentivo: você tem de um lado esse incentivo, de outro um programa imenso no MCT de inovação, que precisa de recurso nosso para avançar.
Alguns exemplos importantes no Brasil surgiram nessa linha de energia. O exemplo de São Paulo e de Gramacho, do aterro sanitário, é fantástico. Você recicla, gera energia e atende 600 mil pessoas. É o melhor dos mundos. Dentro da lógica da redução de emissões, opções novas vão ter de surgir. Jogar pedra em energia solar, isso se faz há 30 anos.
Fonte: Folha Online
Tags: Energia Solar, Energias Renováveis, Mudanças Climáticas, SustentabilidadePranchas feitas de madeira seca, retirada de planta morta, sem apelar para o desmatamento, é a novidade que paira no esporte radical do surf, criada por Marcelo Ulysséa, que criou a Agave Hunter Wood Blanks
Para criar pranchas mais sustentáveis, Marcelo Ulysséa voltou o olhar para os antigos surfistas. Afinal, a adrenalina dos pioneiros não tinha nada a ver com o poliuretano dos modelos de hoje: feitas a partir de blocos de madeira, garantiam alta performance e a perfeita integração do surfi sta com a natureza. Marcelo aprendeu a técnica de fabricação de pranchas de madeira na Califórnia e criou a Agave Hunter Wood Blanks.
Como os blocos são feitos a partir da madeira seca, retirada da planta já morta, não há desmatamento. Todo o processo de fabricação é artesanal e leva de 30 a 60 dias, envolvendo apenas resíduos biodegradáveis, que viram adubo orgânico.
Fonte: Planeta Sustentável
Tags: Pranchas recicladas, Surf, SustentabilidadeA Igreja quer mobilizar fiéis sobre os impactos das mudanças climáticas e estimular ações práticas para preservar o meio ambiente. Com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou hoje (9) a 48ª Campanha da Fraternidade, que pretende alertar os católicos para a gravidade das consequências do aquecimento do planeta.
No texto-base da campanha, a CNBB expõe as principais conclusões da ciência sobre as mudanças climáticas e a participação humana no problema, faz críticas ao modelo energético que ainda privilegia fontes fósseis – grandes emissoras de gases de efeito estufa, ao desmatamento e até ao agronegócio.
Segundo o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, a ideia é aproximar o debate sobre mudanças climáticas das pessoas e estimular mudança de hábitos e políticas públicas que ajudem a preservar a vida e o planeta.
“Pergunta-se o que o cidadão comum pode fazer. As enchentes em São Paulo e em outros capitais, por exemplo, poderiam ser minimizadas se não houvesse uma massa de detritos jogados nos rios”, citou dom Dimas.
Entre as ações práticas sugeridas pela campanha estão a redução do uso de sacolas plásticas, o uso de energias renováveis e mudanças de hábitos de consumo. “As campanhas da Fraternidade são caracterizadas pela capilaridade, chegamos ao ribeirinhos da Amazônia e aos grandes condomínios. Isso contribui para o alcance da reflexão.”
Durante a apresentação da campanha, o secretário-geral da CNBB criticou a falta de investimentos em fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, o risco de aprovação de mudanças no Código Florestal sem considerar a opinião de movimentos ligados à terra e a construção de grandes projetos de infraestrutura sem garantia de contrapartidas sociais.
Dom Dimas reiterou críticas da CNBB a algumas das propostas de mudanças no Código Florestal previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), como a possibilidade de anistia para desmatadores e a redução de limites de áreas de preservação. “Nossa preocupação é que o código não seja votado de forma apressada porque as consequências serão duradouras.”
Fonte: Agência Brasil
Tags: aquecimento global, Energia Eólica, Energia Solar, Energias Renováveis, Gases do efeito estufa, SustentabilidadeMônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
As Nações Unidas acreditam que a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, oferecerá uma chance na luta contra a pobreza. A reunião está marcada para junho de 2012, no Rio de Janeiro.
A afirmação foi feita pelo subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais, Sha Zukang, em entrevista a jornalistas nesta terça-feira, em Nova York.
Acordo
Segundo ele, o encontro tentará fechar um acordo de transição para a “economia verde” que deverá ajudar a reduzir o número de pobres no mundo.
O subsecretário-geral falou após dois dias de reunião da Comissão Preparatória da conferência, na sede da ONU. Segundo analistas, a Rio + 20 também será uma oportunidade de troca de experiências sobre iniciativas de energia limpa entre vários países.
Um dos participantes do evento, o especialista de mercados, e ex-analista do Banco de Investimento Português, Dirk Schnittker, falou à Rádio ONU sobre o interesse de empresas estrangeiras no setor energético brasileiro.
Energia Eólica
“O problema é que a tecnologia verde, am alguns casos, ainda é cara. Então, muitas vezes sai mais barato utilizar o carvão que a energia solar ou eólica. O Brasil é muito verde em várias coisas, como eletricidade. Para as empresas estrangeiras, existem projetos muito grandes como hidrelétricas, energia eólica e até o petróleo, cuja área ainda não está muito verde”, afimou.
A Rio+20 vai marcar os 20 anos da realização da ECO-92. Zukang afirmou que “não se pode esperar mais outros 20 anos” para se alcançar um compromisso.
Fonte: UNIC Rio de Janeiro
Tags: Energia Eólica, Energia Solar, Energias Renováveis, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, SustentabilidadeO povo chinês usa os palitos para comer há três milênios, mas nos últimos anos, por causa da saúde pública, em quase todos os estabelecimentos são utilizados descartáveis. Para sua elaboração são consumidos 1,6 milhão de metros cúbicos anuais de madeira, principalmente de álamo e bétula.
“Antes tínhamos palitos não descartáveis de bambu, mas deixamos de utilizá-los porque os clientes não os queriam por higiene”, assegura à Agência Efe uma funcionária de um restaurante chinês em Pequim, a senhora Dang, enquanto anota pedidos nos quais inclui vários pares de palitos descartáveis em cada um.
Este estabelecimento cumpre com os padrões de qualquer típico restaurante chinês de baixo custo: é pequeno, tem mesas e cadeiras baixinhas e os clientes deixam o lugar pouco mais de 20 minutos após chegar.
Os garçons saem a todo instante com pratos recém feitos da cozinha, que os clientes podem ver a partir de seu assento. O fluxo de comensais é contínuo e o estresse reina entre as fornalhas, por isso que não há tempo para esfregar ou os usuários não acreditam que os palitinhos estejam suficientemente limpos.
A funcionária do restaurante conta que eles limpavam os palitos em uma máquina de lavar pratos onde se esfrega o resto das louças, mas depois do pedido de seus clientes começaram a utilizar os descartáveis, que após serem usados não são reciclados.
Herança da cultura japonesa
Como este restaurante há milhares em Pequim e em toda a China, e o uso dos descartáveis, frente ao uso de outros de bambu, metal, plástico ou madeira reciclável, entre outros, é herança de duas décadas da cultura japonesa, acostumada a usar este tipo de palito, prático para a vida acelerada de suas cidades.
“É um símbolo do rápido desenvolvimento e urbanização da China”, assinala a organização ambientalista Greenpeace à Agência Efe, um conceito ligado ao crescimento que experimenta este país há 30 anos, quando se implantou uma política de abertura econômica que neste curto período de tempo lhe permitiu se transformar em uma potência econômica mundial.
O Greenpeace assegura que o consumo anual de madeira para a produção de palitos descartáveis na China, principalmente de álamo e bétula, é de 1,6 milhão de metros cúbicos, ou o que é o mesmo, tanta quantidade como para encher 553 piscinas olímpicas.
Por sua vez, a Associação de Palitos da província de Heilongjiang (nordeste da China) situa este consumo em 1,2 milhão de metros cúbicos ao ano, dos quais 200 mil procedem de árvores russas.
Este grupo assinala que com tal quantidade acontecem na China 50 bilhões de pares de palitos descartáveis ao ano, um número que se traduz em oito vezes a população mundial.
Condenações aos descartáveis
O Ministério de Comércio chinês, junto com outras cinco pastas governamentais, anunciaram em meados deste ano que iam penalizar as companhias que fabricam palitos e outros utensílios descartáveis para frear sua produção.
No entanto, o presidente de uma fábrica de palitos descartáveis da província de Heilongjiang, Zhang Rui, assegura à Agência Efe meses depois do anúncio desta medida que não lhe foi notificada nenhuma sanção, e Greenpeace também afirma que o Ministério não divulgou detalhes, como algum tipo de imposto a implantar.
Contatada pela Agência Efe, a pasta chinesa de Comércio ainda não respondeu às questões acerca do tipo de medidas que vai tomar para frear a produção dos descartáveis.
Em 2004, o Governo comunista cancelou a devolução de impostos a estes fabricantes e começou a arrecadar 17% de IVA, e em 1° de abril de 2006 implantou 5% de imposto de consumo e em 1° de novembro desse mesmo ano aplicou um imposto de 10% à exportação.
A China é o maior produtor de palitos descartáveis do mundo, mas não o principal consumidor, já que esse posto é ocupado pelo Japão, seguido do gigante asiático, Coreia do Sul e Estados Unidos, segundo dados da Associação de Palitos de Heilongjiang.
Da produção da China, 60% é exportada para cerca de 30 países e regiões, e é o Japão o país que mais os compra.
Entre os usuários destes palitos, há quem os preferem, como os clientes do restaurante onde trabalha a senhora Dang que os solicitaram, e outros que não.
É o caso do motorista de Pequim Zhang Yong Kun, cliente que assegura ser consciente com o meio ambiente e que por isso prefere usar palitos não descartáveis, como faz em sua casa, que os utiliza de bambu ou madeira não descartável.
“Os descartáveis são mais higiênicos, mas na maioria dos restaurantes há máquinas de lavar pratos desinfetantes, por isso que nestes é melhor utilizar os não descartáveis”, conta à Efe neste estabelecimento, após comer tortas fritas de carne e partir em dois os palitos descartáveis que tinha utilizado ao término de seu almoço.
A dois quilômetros deste restaurante se encontra uma das áreas de lazer mais luxuosas de Pequim, Sanlitun, na qual há dezenas de restaurantes que, ao contrário do anterior, onde uma pessoa pode comer por 15 iuanes (US$ 2,25), seu preço mínimo a pagar por cabeça é de 70 iuanes (US$ 10,5).
Um destes estabelecimentos é o japonês Hatsune, no qual os clientes comem com palitos de madeira não descartáveis.
“Nossos clientes não têm nenhum problema em utilizar este tipo de palitos. Pertencem a uma classe social alta e são conscientes com o meio ambiente”, explica à Efe o encarregado da compra de pratos e palitos do Hatsune, Zhang Hongkuan.
Segundo Zhang, os palitos neste restaurante são primeiro limpos pelos funcionários e depois introduzidos em máquinas de lavar pratos.
Greenpeace, atrás da conscientização
Apesar de o consumo de madeira para a produção de palitinhos descartáveis representar, segundo dados do Greenpeace de 2007, 0,44% do consumo total anual na China, que chega a 371 milhões de metros cúbicos esse ano, esta organização ressalta a importância de se conscientizar na proteção do meio ambiente os cidadãos consumidores deste tipo de palitos.
Um censo florestal de 2006 aponta que a superfície de florestas na China, com uma extensão similar ao do continente europeu, é de 18,21% e entre 2004 e 2008, de acordo com o sétimo inventário nacional florestal do estado e recursos das florestas, mais de oito milhões de hectares foram reconvertidos para outros usos, desde a agricultura à indústria.
O presidente da Associação de Palitos de Heilongjiang, Liang Guang, assegura que a produção de palitos não descartáveis não tem relação direta com o desmatamento na China.
“A produção de palitos descartáveis é uma utilização eficiente e razoável dos recursos florestais”, explica para acrescentar: “O álamo e a bétula são duas árvores com menos valor econômico, que se reproduzem e crescem rápido e nunca são cortadas depois que completam 30 anos”.
Liang, além disso, defende esta produção porque cria “benefícios econômicos e sociais” com os 300 mil postos de trabalho que gera nas 500 fábricas que se estendem pelo país.
Neste ponto, a tradição milenar dos palitos volta a bater de frente com a saúde e a ecologia, sendo a economia o advogado do diabo. Segundo Liang, a China “ainda não é muito avançada”, os restaurantes pequenos não podem garantir o padrão de saúde e por isso usam os descartáveis.
No entanto, o Greenpece diz que o problema é que estes estabelecimentos não querem enfrentar as despesas de esterilização e que, por isso, não só usam os descartáveis, mas também pratos de plástico e papel.
Fonte: MSN Notícias
Por Eva Garrido
Da Efe