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As lixeiras do mundo desenvolvido

postado por Jhulie| julho 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

Parte das 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico produzida no mundo até o final do ano vai chegar ao Brasil, à China e a outros 20 países em desenvolvimento. Isso significa que o celular e o computador pessoal que os americanos jogam fora são “exportados” em forma de e-lixo

 Até o final de 2011, o mundo vai produzir 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico. É o equivalente a todo o detrito gerado por uma metrópole como São Paulo ao longo de oito anos. Apesar do volume, ninguém sabe o que fazer com computadores, TVs e celulares usados. Uma pequena parcela é reciclada por empresas interessadas em explorar metais usados na fabricação de componentes. A maior parte, no entanto, não recebe nenhum tipo de tratamento. O e-lixo gerado em países ricos é incinerado, despejado em aterros sanitários ou exportado ilegalmente para lugares como China, Índia e Brasil.

CORRIDA AO OURO
Quanto há de metais preciosos nos aparelhos eletrônicos (1)

Notebook
500 g de cobre
1 g de prata
220 mg de ouro
80 mg de paládio 

Celular
9 g de cobre
250 mg de prata
24 mg de ouro
9 mg de paládio

SEGUNDA VIDA
Japão e europa são as regiões que mais reciclam o lixo eletrônico no mundo (2)
84% – Japão
40% – Europa
14% – Estados Unidos
10% – Austrália
7,6% – Canadá
6% – China
4% – Índia

50 milhões de toneladas é a quantidade de lixo eletrônico gerada no mundo ao ano. Só na União Europeia são cerca de 9 milhões de toneladas (3)
21 bilhões de dólares é o potencial de receita do mercado global de recuperação do lixo eletrônico até 2020, segundo a consultoria GBI Research
80% do lixo eletrônico enviado para reciclagem nos Estados Unidos é exportado (4)
14% das 3,1 milhões de toneladas de lixo eletrônico produzidas nos Estados Unidos em 2008 foram para reciclagem. As outras 86% acabaram em aterros sanitários, foram incineradas ou exportadas para outros países (5)

Fontes: (1) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, em inglês) (2) GBI Research (3) UNEP (4) Basel Action Network (5) Environmental Protection Agency

O QUE FAZER COM O LIXO ELETRÔNICO?
A pior opção é jogar o celular ou o monitor no lixo de casa. veja aqui cinco dicas de como se livrar de aparelhos usados sem poluir o meio ambiente.

Doação
Aquele velho smartphone pode parecer pré-histórico para você, mas existem milhares de pessoas que fariam um bom uso dele. Algumas ONGs retiram os aparelhos em casa. 

Nova função
Comprou um iPod novo e não sabe o que fazer com aquele tijolo que ficou guardado na gaveta? Uma boa opção é transformá-lo num disco rígido portátil. 

Reciclagem
Já existem algumas empresas cujo negócio é reaproveitar de forma adequada o material usado na fabricação de computadores e outros equipamentos. 

Logística reversa
Empresas como HP, Vivo e Philips contam com um setor responsável por coletar produtos usados de suas marcas e dar um fim adequado a eles. 

Não compre
Ok, é difícil. Mas tente resistir ao impulso de comprar o último lançamento sempre. Ao usar seu computador, smartphone ou notebook por mais tempo você vai economizar e ajudar a produzir menos lixo eletrônico.

Fontes: Organização das Nações Unidas (ONU), Greenpeace, Silicon Valley Toxics Coalition, Solving The E-Waste Problem, All Voices, Interpol e Basel Action Network

Fonte Principal da Matéria: Planeta Sustentável

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Exibição de ‘Lixo extraordinário’ e do Oscar reúne 2,5 mil em Caxias (RJ)

postado por Gabriel| fevereiro 28th, 2011 |Comentários 0 comentários

Documentário não levou o prêmio, estatueta ficou com ‘Trabalho interno’. Para catadores, filme trouxe autoestima e esperança.

Na principal praça de Jardim Gramacho, bairro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mais de 2,5 mil pessoas se reuniram para assirtir à exibição do filme “Lixo extraordinário”, que concorreu ao Oscar de melhor documentário, e à parte da cerimônia da premiação nos Estados Unidos.

A ideia de fazer o evento foi de Tião Santos, presidente da Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho (ACAMJG), que é um dos principais personagens do filme. Ele queria que todos da comunidade pudessem se sentir parte da conquista.

Tudo foi organizado em menos de uma semana, com o apoio da iniciativa privada e da Prefeitura de Caxias. Para muitos moradores foi a primeira oportunidade de ver o documentário. Jorge Soares Júnior, estudante de cinema, ficou fascinado. “Eu estou achando fantástico poder ver essa realidade. Apesar de morar aqui, eu estava longe de conhecer o trabalho dos catadores e, na minha profissão, eu vou querer retratar esses temas”, contou o universitário. A catadora Elaine da Silva Moraes se viu pela primeira vez na telona e não conseguia parar de gritar. “Eu estou emocionada, me sentindo uma celebridade. Antes do filme, eu era catadora de lixo, agora sou catadora de material reciclável”, afirmou ela.

Além de Elaine, outros catadores que participaram do longa destacaram os benefícios que a produção trouxe para eles. “Agora as pessoas me reconhecem, me abraçam e eu dou entrevistas. Hoje eu já sabia que seria muito requisitada. Estou muito mais alegre, mais feliz”, comemorou Leide da Silva. “Eu entrei no Jardim Gramacho com 12 anos e ninguém reconhecia o lixo. Hoje o lixo é extraordinário graças ao Tião Santos. Agora que começaram a valorizar nosso trabalho”, frisou Carla Simone dos Santos que é catadora há 25 anos e teve que parar de ir ao aterro por problemas de saúde.

João Carlos Leite, mais conhecido como Zumbi, contou que sempre gostou muito de ser catador e, após o filme, ele ficou com mais orgulho de sua profissão. “Nós éramos marginalizados na sociedade e ninguém queria saber da nossa classe. Agora todos vão entender a importância do nosso trabalho. Mesmo se não ganharmos o Oscar, vamos ficar marcados para sempre”, enfatizou Zumbi que passou toda a entrevista com um sorriso “de orelha a orelha”.

Antes da exibição da premiação, vários grupos de funk, pagode e samba se apresentaram e levantaram o público. “Lixo extraordinário” não conquistou a estueta em Hollywood, o prêmio ficou com “Trabalho interno”, de Charles Ferguson. Mesmo após a derrota, a festa em Gramacho continuou por mais meia hora com a bateria do grupo Cem Por Centro Samba Show.

Aterro de Gramacho vai acabar

O Aterro de Jardim Gramacho será desativado em dezembro de 2011. Os 2,5 mil catadores do local ainda não sabem onde vão poder trabalhar. Um novo aterro será construído em Seropédica, mas lá não será permitida a entrada de catadores.

A diretora financeira da ACAMJ, Glória Cristina dos Santos, explicou que a próxima reunião com a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), está marcada para o dia 21 de março. Glória disse que a primeira exigência da categoria é continuar a trabalhar com material recivlável. “Além disso, queremos um contrato que permita nosso acesso às cinco usinas de triagem do lixo que serão construídas em diferentes pontos do Rio. Assim vamos garantir a sustentabilidade das cooperativas”, acrescentou a diretora.

Documentário premiado

“Lixo extraordinário” foi gravado durante dois anos no lixão de Gramacho – maior aterro sanitário da América Latina -, que fica na periferia do Rio de Janeiro. O filme que mostra a trajetória do lixo até se tornar arte e expõe a vida dos catadores de lixo também foi rodado em Londres e em Nova York, onde fica o estúdio do artista plástico Vik Muniz. Seu trabalho apareceu recentemente na abertura da novela “Passione”.

O documentário, resultado de uma coprodução entre Brasil (O2) e Reino Unido (Almega Projects), com direção de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, teve uma trajetória vitoriosa ao longo de 2010 em diversos festivais, como Sundance, Berlim, Rio e Paulínia. Veja a lista de prêmios.

“Lixo extraordinário” concorreu com “Exit through the gift shop”, do artista plástico Banksy; “GasLand”, de Josh Fox; “Trabalho interno”, de Charles Ferguson; e “Restrepo”, de Tim Hetherington e Sebastian Junger.

Fonte: G1

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Será criado comitê para regular devolução de recicláveis

postado por Gabriel| fevereiro 3rd, 2011 |Comentários 0 comentários

Cinco ministros iniciam este mês a elaboração das normas que vão regular o retorno aos fabricantes do material reciclável consumido no país. Os ministros da Agricultura; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Fazenda; da Saúde; e do Meio Ambiente vão integrar o Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de Logística Reversa, um dos órgãos previstos no decreto que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Segundo o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Silvério da Costa, a criação do grupo deve ser formalizada no dia 17. A partir daí, o grupo vai trabalhar para garantir que todo resíduo sólido seja reutilizado, reciclado ou recolhido pela indústria responsável. A ideia do MMA é que sejam firmados acordos setoriais com cadeias produtivas de vidros, latas, embalagens e óleo, entre outras. Fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores vão compartilhar a responsabilidade pelos resíduos.

Caso os setores não cheguem a um acordo, o comitê irá editar normas sobre a logística reversa dos materiais. Essas normas serão válidas para todo país e terão como base a PNRS.

“O comitê se instala em fevereiro e, ao longo de 2011, tem uma série de atividades. Inclusive, a definição da estratégia da logística reversa e um cronograma para sua implantação”, complementou Costa.

O secretário, que participou de um debate sobre a PNRS promovido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), afirmou hoje (1º) que alguns setores já demonstraram interesse em fechar um acordo para retorno de resíduos. Os fabricantes de embalagens de vidro, de bebidas e de óleos e lubrificantes são alguns deles.

Costa disse, entretanto, que o comitê deve priorizar a regulação da logística reversa dos resíduos mais prejudiciais ao ambiente. Por isso, lâmpadas, produtos eletrônicos e embalagens (devido ao grandes volume) devem ser os primeiros resíduos que terão regulamentados os procedimentos de retorno à indústria.

Além do comitê de logística reversa, Costa afirmou que também deve ser criado até o mês que vem o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O grupo será formado por representantes de dez ministérios e será responsável por acompanhar o cumprimento da PNRS.

A lei que instituiu a política de resíduos sólidos foi sancionada em agosto do ano passado e regulamentada em dezembro. Ela estabelece diretrizes e responsabilidades sobre descarte, reciclagem e reutilização do lixo. Um dos principais pontos da PNRS determina que todos os lixões do país sejam fechados até 2014. O lixo que não pode ser reciclado terá de ser enviado a aterros sanitários, onde serão estocados de forma adequada para evitar a contaminação do solo e da água. “É uma meta difícil, mas está na lei. Temos que cumprir”, afirmou Costa.

Fonte: Planeta Sustentável.

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A nova camisa (ecologicamente correta) da Seleção Brasileira

postado por Gabriel| janeiro 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Desde a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a seleção brasileira veste a amarelinha com um novo tipo de tecido, um poliéster a base de garrafas PET recicladas. E no dia 31 de Janeiro será lançada a nova camisa da seleção brasileira, com algumas novidades visuais e tecnológicas.

A principal novidade e a mais impactante é a faixa verde no peito, que a primeira vista parece algo solto no meio da camisa, entretanto, há um significado pra essa faixa verde. Ela representa um ‘escudo guerreiro’, com inspiração nas pinturas que os indígenas faziam em seus corpos antes das batalhas, e assim, ‘fechar o corpo’ dos nossos jogadores.


Quanto à tecnologia do tecido, a fornecedora oficial de materiais esportivos da seleção (Nike), informou que todo o uniforme será confeccionado com base em tecidos ecológicos, produzidos a partir de garrafas PET recicladas, e sua evolução tecnológica será considerável em relação ao modelo anterior.

Continuando a inovar, dessa vez os calções e as meias também compartilharão da mesma tecnologia das camisas, o que nos permite dizer que o uniforme todo da seleção brasileira será ecologicamente correto.

Isso comprova a força que a Moda Sustentável vem ganhando a cada dia, conquistando consumidores e pressionando a indústria a desenvolver novas e melhores tecnologias têxteis, sempre com o objetivo maior de preservar o meio ambiente.

Fonte: E esse tal meio ambiente?. Por: Vitor Shintani.

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