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ONU quer solução imediata de países para corte nas emissões de carbono

postado por Gabriel| maio 31st, 2011 |Comentários 0 comentários

A secretária-executiva para o clima da ONU (Organização das Nações Unidas), Christiana Figueres, afirmou nesta segunda-feira (30) que as estimativas divulgadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), de que as emissões internacionais de gases bateram recorde histórico em 2010, é uma dura advertência aos governos para uma rápida progressão quanto aos acordos climáticos neste ano.

Ela cobrou avanços nas pré-negociações do clima, que vão acontecer na próxima semana na cidade de Bonn, na Alemanha, em preparação para a COP-17 (Conferência das Partes), que será realizada em Durban, na África do Sul, entre novembro e dezembro.

“Está claro que eles (os governos) precisam direcionar o mundo para o caminho certo e afastar as perigosas mudanças climáticas. Eu não vou ouvir que isso é impossível. Os governos precisam tornar isto possível para que a sociedade, as empresas e a ciência executem este trabalho”, afirmou.

As emissões internacionais de gases responsáveis pelo efeito estufa bateram um recorde histórico no ano passado, colocando em dúvida o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global em menos de 2 graus, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pela AIE.

Segundo a agência, as emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, cresceram 5% no ano passado em relação ao recorde anterior, em 2008. Em 2009, as emissões haviam caído graças à crise financeira global, que reduziu a atividade econômica internacional.

A AIE estimou ainda que 80% das emissões projetadas para 2020 no setor de energia já estão comprometidas, por virem de usinas elétricas atualmente instaladas ou em construção.

Metas – Christiana Figueres afirmou que na conferência do Clima de Durban, os governos terão que se comprometer a resolver dois grandes desafios. Segundo ela, o primeiro será reforçar as condições internacionais que permitem as nações trabalharem juntas para cortar emissões globais, o que inclui decisões sobre o futuro do Protocolo de Kyoto.

O segundo desafio é sobre a realização de um acordo eficaz para apoiar nações em desenvolvimento através de projetos como o Fundo Verde e mecanismos de tecnologia. “Em Durban, no fim do ano, os governos precisam assumir novos passos para avançar nestas duas tendências de forma muito rápida”, disse.

Fonte: Globo Natureza

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Japão quer novo esquema de compensação de CO2 para complementar plano da ONU

postado por Gabriel| março 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

A ideia do Japão para um novo esquema de compensação de carbono complementaria o mecanismo existente na ONU e tornaria mais fácil aos países em desenvolvimento o acesso à tecnologia japonesa de energia limpa, afirmou um representante de assuntos climáticos na quarta-feira.

O Japão prosseguiu com planos para acordos bilaterais, nos quais investiria em projetos de energia limpa em países em desenvolvimento, para trocar por créditos para alcançar parte das metas de redução de gases de efeito estufa (GEEs) de seu território.

As Nações Unidas operam um esquema de compensação de carbono chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), mas este tem sido criticado por ser muito complexo e rígido, e por levar muito tempo para aprovar projetos.

Muitos países em desenvolvimento já expressaram interesse pelo esquema bilateral proposto pelo Japão, que poderia ser mais acessível que o MDL, disse Kenji Hiramatsu, diretor geral para assuntos globais do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

“Nós estamos muito atentos ao que este mecanismo pode contribuir para complementar o sistema internacional de comércio de carbono”, afirmou Hiramatsu em um seminário realizado por um grupo de pesquisa japonês.

“Como o mecanismo será conectado ao sistema internacional, ou sistema MDL, nós ainda estamos discutindo entre nós, mas eu estou convencido que algum mecanismo deve ser elaborado”.

A Europa, cujo esquema de comércio de emissões domina o mercado de carbono mundial, também está considerando a possibilidade de acordos de compensação bilaterais, enquanto os Estados Unidos também propuseram uma ideia para pactos bilaterais.

Mas alguns países podem achar tecnicamente difícil lançar mecanismos ajustados ao mercado fora da estrutura existente na ONU, afirmou um representante do clima das Nações Unidas.

“Eu não vou dizer que é impossível, mas eu acho que é muito complicado fazer isso”, disse Christiana Figueres, diretora da secretaria de mudanças climáticas da ONU, referindo-se aos mecanismos propostos pelo Japão e pelos Estados Unidos.

“Isso provavelmente vai complicar desnecessariamente a vida desses países. Talvez seja possível, mas não fácil de fazer. Eu não sei se haveria vontade política também”.

Figueres, que está no Japão para uma reunião informal com representantes do clima de cerca de 30 países, acrescentou que limites na conversibilidade poderiam reduzir o apelo desses esquemas quando comparados ao plano global de comércio de carbono submetido ao Protocolo de Quioto.

Hiramatsu afirmou que estava aberto a uma discussão de como aperfeiçoar o esquema MDL.

“Eu entendo que alguns elementos do Protocolo de Quioto deveriam ser incorporados a uma nova estrutura”, disse.

“Nós estamos muito felizes de nos comprometermos nesse tipo de discussão, de como melhorar o MDL, o que pode gerar algumas novas ideias como um mecanismo de compensação bilateral ou mesmo um tipo de mecanismo regional em um sistema de comércio de carbono”.

Retirado de: Instituto CarbonoBrasil
Tradução: Jéssica Lipinski
Fonte original: Reuters
Leia na íntegra (inglês)

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Ministra brasileira integra painel da ONU sobre sustentabilidade

postado por enerbio| fevereiro 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira (foto), passará a integrar um painel das Nações Unidas sobre sustentabilidade global. O convite foi feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Criado em agosto de 2010, o painel reúne 21 membros e busca a discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. É copresidido pela presidente da Finlândia, Tarja Halonen, e pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e reúne personalidades para formular um novo projeto de desenvolvimento para o mundo.

Segundo as Nações Unidas, as alterações climáticas, a escassez de água, a perda da biodiversidade, a destruição de ecossistemas e as mudanças nos padrões demográficos e de consumo exigem novas abordagens para garantir o alcance dos Objetivos do Milênio, grupo de metas da ONU para erradicar a pobreza e garantir o bom uso dos recursos naturais. O painel pretende explorar abordagens para a construção de uma economia verde, de baixo carbono, capaz de erradicar a pobreza. O primeiro encontro foi realizado em setembro de 2010, em Nova York.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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