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Mercado voluntário de carbono tem ano recorde

postado por Gabriel| junho 3rd, 2011 |Comentários 0 comentários

Maior interesse da iniciativa privada em ações de responsabilidade ambiental e novas metodologias para o carbono florestal fizeram que o mecanismo registrasse um crescimento de 34% do volume de negócios em 2010

Poucos dias após a divulgação de que o mercado global de carbono exibiu pela primeira vez uma retração, caindo 1,4% para US$ 142 bilhões em 2010, em virtude das incertezas sobre o futuro do Protocolo de Quioto, chega a informação de que aconteceu justamente o contrário no mercado voluntário, que registrou no ano passado um volume recorde de negociações.

De acordo com o relatório “Back to the Future: State and Trends of the Voluntary Carbon Markets 2011” (De Volta para o Futuro: Estado e Tendências dos Mercados de Carbono Voluntário 2011), publicado nesta quinta-feira (2) pela Ecosystem Marketplace e Bloomberg New Energy Finance, o mercado voluntário atingiu em 2010 o volume recorde de 131 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e), sendo estimado em US$ 424 milhões.

“Este grande volume reflete o crescimento da responsabilidade social corporativa com relação às mudanças climáticas. Além disso, é um sinal da força do mercado, que conseguiu ficar praticamente imune à turbulência gerada pela estagnação da legislação climática nos Estados Unidos”, explicou Katherine Hamilton, diretora gerente da Ecosystem Marketplace.

O relatório registrou também um aumento na demanda por créditos do mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD), que foram responsáveis por 29% de todos os cortes nas emissões relacionados ao mercado voluntário. Essa maior procura seria consequência das novas metodologias publicadas pelo Verified Carbon Standard (VCS), que responde por um terço dos créditos documentados em 2010.

Com relação à distribuição geográfica dos projetos, a América do Norte segue predominando com 35%, desses, 94% estão nos Estados Unidos. A América Latina aparece em segundo com 28%, tendo mais que dobrado o volume de transações relacionadas aos créditos florestais em países com o Brasil e Peru.

A Ásia está em terceiro com 17%, destaque para os projetos indianos de energia hidroelétrica. Essa região é a mais dependente do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), apesar da China estar começando programas piloto para estabelecer sua própria plataforma de mercado.

“Como nos anos anteriores, os Estados Unidos continuam como o epicentro do mercado voluntário de carbono, fornecendo e comprando mais de um terço dos créditos. Porém, com a chance de criação de uma legislação federal para as mudanças climáticas sendo praticamente nula, a parcela norte-americana no mercado já caiu com relação a anos anteriores dando espaço para o crescimento da América Latina e seus créditos florestais”, afirmou Milo Sjardin, analista chefe da Bloomberg New Energy Finance para os EUA.

Oportunidades

De uma forma geral, o relatório apresenta uma boa expectativa para o desempenho do mercado voluntário neste ano. A tendência é que a ferramenta continue amadurecendo e com a melhora da economia mundial a demanda por créditos siga em alta. Existe a previsão de que um novo recorde seja alcançado em 2011, com a negociação de 213 MtCO2e.

Seguindo esse ritmo, em cinco anos o mercado atingiria 406 MtCO2e. Porém, o número de projetos que estão em fase de aprovação até 2015 não conseguiria fornecer essa quantidade de créditos, o que sugere que existe um grande espaço a ser explorado por novos desenvolvedores.

O surgimento e a capacidade desses empreendedores é o que deve realmente determinar o tamanho que o mercado voluntário poderá alcançar nos próximos anos.

Os autores do “Back to the Future: State and Trends of the Voluntary Carbon Markets 2011” concluem que o “mercado voluntário conseguiu superar as dificuldades políticas e econômicas utilizando o mantra ‘O que não nos mata, nos torna mais fortes’. Assim, apostando na iniciativa privada e na vontade dos consumidores de contribuir na luta contra as mudanças climáticas, o mercado conseguiu construir parcerias e alianças que são dinâmicas e flexíveis, suportando melhor os momentos de crise”.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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Mercados de carbono buscam caminhos alternativos

postado por Gabriel| abril 7th, 2011 |Comentários 0 comentários

Com a dificuldade de se chegar a um acordo global para lidar com as mudanças do clima, as diversas partes envolvidas com o comércio de créditos procuram maneiras diferentes para acessar os benefícios de uma economia de baixas emissões

Uma nuvem paira sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), com discussões como da elegibilidade dos projetos provenientes de países emergentes e sobre a forma que as Ações Nacionais de Mitigação (NAMAS) tomarão.

Na União Européia, maior mercado de emissões do mundo, existe questionamentos sobre a possibilidade de apenas serem aceitos projetos em países menos desenvolvidos, como muitos africanos, e no caso da América Latina, apenas o Haiti.

A implementação das NAMAs também pode aos poucos ir tomando o lugar do MDL nos países emergentes, como o Brasil, ao passo que o sistema de redução das emissões com base em fatores determinados setorialmente entra em vigor.

Arnold Dixmude, representante das políticas ambientais da Comissão Européia na América Latina, ressalta algumas vantagens da abordagem setorial versus MDL, como a garantia de um esforço de redução de emissões mais abrangente, a exigência de um esforço compartilhado onde as ações domésticas de cada país são complementadas pela ajuda externa e uma administração menos problemática.

“Não é provável que o MDL desaparecerá dos (países) emergentes, porém será mais restrito, provavelmente aos excluídos do esquema setorial”, reforçou Dixmude durante o evento Carbon Market Americas em São Paulo.

Neste cenário um tanto incerto, o mercado, cada vez mais fragmentado exige soluções diferenciadas. Para Maria Netto, da Unidade de Mudanças Climáticas e Energias Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a responsabilidade dos governos é cada vez maior.

Tanto na parametrização das ações, no estabelecimento de benchmarks como no fornecimento de informações, o papel dos governos é essencial para auxiliar as empresas a terem posições mais claras em relação às oportunidades do cenário de carbono.

O papel do setor público através de políticas consistentes pode passar pelo estímulo e recompensa à melhoria na eficiência energética, promoção da abordagem setorial, desenvolvimento de programas que estimulem a participação do setor privado e no estabelecimento das NAMAs. Entretanto, em oposição ao que ocorre atualmente com os conflitos entre as mudanças no código florestal e os objetivos de redução do desmatamento determinados pela Política Nacional de Mudanças do Clima, as políticas têm que estar alinhadas entre si formando objetivos comuns. As grandes oportunidades atuais de redução das emissões, como no setor de transportes, dependem do engajamento do poder público.

Atualmente, a diversificação nas abordagens assumidas demonstra a força da iniciativa corporativa, como no caso citado por Maria do café colombiano que busca a neutralidade em carbono como uma forma de inserção no mercado.

Outro exemplo é o caso do Estado de São Paulo que está lançando este mês o seu esquema de comércio de emissões baseado na Politica Estadual de Mudanças Climáticas. Esta iniciativa importante no âmbito nacional já proporciona muitas oportunidades de projetos de empresas buscando se adequar às novas regras.

“Esta motivação que São Paulo nos proporcionou tem nos dado muito trabalho”, comentou Rodrigo Franco da empresa Carbon Market Consulting

Certificados de energias renováveis, como os negociados na India e nos Estados Unidos, também são alternativas interessantes que têm sido apresentadas regionalmente como forma de combater as crescentes emissões de GEEs.

Muito se fala também de acordos bilaterais, a exemplo do Japão que recentemente anunciou uma série de iniciativas neste sentido.

Para tornar a gama de informações sobre todas estas novas oportunidades disponíveis mais acessíveis aos latino-americanos, o BID está preparando um portal online chamado Finanzas Carbono. O site, em espanhol, contará com várias seções práticas sobre o mercado voluntário e compulsório de carbono.

A falta de informações tanto do setor público como privado ainda é um problema a ser superado no mercado brasileiro e na America Latina em geral para que a demanda existente no mercado seja atendida.

Consultorias brasileiras trabalharam em conjunto com a BM&F Bovespa e o Banco Mundial para a construção do ‘Projeto de Fortalecimento das Instituições e Infraestrutura do Mercado de Carbono Brasil’, que está disponível online na busca pela disseminação de informações práticas no país.

Fonte:Instituto CarbonoBrasil

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Japão quer novo esquema de compensação de CO2 para complementar plano da ONU

postado por Gabriel| março 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

A ideia do Japão para um novo esquema de compensação de carbono complementaria o mecanismo existente na ONU e tornaria mais fácil aos países em desenvolvimento o acesso à tecnologia japonesa de energia limpa, afirmou um representante de assuntos climáticos na quarta-feira.

O Japão prosseguiu com planos para acordos bilaterais, nos quais investiria em projetos de energia limpa em países em desenvolvimento, para trocar por créditos para alcançar parte das metas de redução de gases de efeito estufa (GEEs) de seu território.

As Nações Unidas operam um esquema de compensação de carbono chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), mas este tem sido criticado por ser muito complexo e rígido, e por levar muito tempo para aprovar projetos.

Muitos países em desenvolvimento já expressaram interesse pelo esquema bilateral proposto pelo Japão, que poderia ser mais acessível que o MDL, disse Kenji Hiramatsu, diretor geral para assuntos globais do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

“Nós estamos muito atentos ao que este mecanismo pode contribuir para complementar o sistema internacional de comércio de carbono”, afirmou Hiramatsu em um seminário realizado por um grupo de pesquisa japonês.

“Como o mecanismo será conectado ao sistema internacional, ou sistema MDL, nós ainda estamos discutindo entre nós, mas eu estou convencido que algum mecanismo deve ser elaborado”.

A Europa, cujo esquema de comércio de emissões domina o mercado de carbono mundial, também está considerando a possibilidade de acordos de compensação bilaterais, enquanto os Estados Unidos também propuseram uma ideia para pactos bilaterais.

Mas alguns países podem achar tecnicamente difícil lançar mecanismos ajustados ao mercado fora da estrutura existente na ONU, afirmou um representante do clima das Nações Unidas.

“Eu não vou dizer que é impossível, mas eu acho que é muito complicado fazer isso”, disse Christiana Figueres, diretora da secretaria de mudanças climáticas da ONU, referindo-se aos mecanismos propostos pelo Japão e pelos Estados Unidos.

“Isso provavelmente vai complicar desnecessariamente a vida desses países. Talvez seja possível, mas não fácil de fazer. Eu não sei se haveria vontade política também”.

Figueres, que está no Japão para uma reunião informal com representantes do clima de cerca de 30 países, acrescentou que limites na conversibilidade poderiam reduzir o apelo desses esquemas quando comparados ao plano global de comércio de carbono submetido ao Protocolo de Quioto.

Hiramatsu afirmou que estava aberto a uma discussão de como aperfeiçoar o esquema MDL.

“Eu entendo que alguns elementos do Protocolo de Quioto deveriam ser incorporados a uma nova estrutura”, disse.

“Nós estamos muito felizes de nos comprometermos nesse tipo de discussão, de como melhorar o MDL, o que pode gerar algumas novas ideias como um mecanismo de compensação bilateral ou mesmo um tipo de mecanismo regional em um sistema de comércio de carbono”.

Retirado de: Instituto CarbonoBrasil
Tradução: Jéssica Lipinski
Fonte original: Reuters
Leia na íntegra (inglês)

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Brasil ocupa 3º lugar em número de projetos via MDL

postado por enerbio| fevereiro 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

Comunicado do Ipea nº 80 mostra oportunidades do país com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

“A maior utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo poderia ser um elemento importante para viabilizar projetos ou políticas públicas que contribuam ao desenvolvimento brasileiro sustentável”, afirmou a técnica de Planejamento e Pesquisa Maria Bernadete Gomes no lançamento do Comunicado do Ipea n° 80: Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 23, no auditório do Ipea no Rio de Janeiro, e também contou com a presença do técnico Albino Alvarez.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é originário das disposições do Protocolo de Quioto, no âmbito das discussões das mudanças climáticas. O Comunicado nº 80 trata dos panoramas brasileiro e mundial do MDL, do mercado de carbono – com seus volumes e valores –, das políticas públicas e medidas de desenvolvimento sustentável, do setor de saneamento básico do Brasil e do tratamento dos resíduos sólidos e projetos de geração de energia a partir de aterros.

Bernadete lembrou que a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, em 2005, lançou as bases para um mercado global de carbono, constituído por diferentes mercados regionais ou nacionais, assim como por mecanismos de projetos redutores de emissões do MDL ou Implementação Conjunta (IC). Alguns desses mercados foram criados com o objetivo de atender a compromissos de redução de emissões negociados no Protocolo de Quioto, em que se insere o MDL, enquanto outros são de natureza voluntária.

A participação brasileira no mercado de carbono tem se limitado, segundo a técnica, ao segmento de oferta de projetos via MDL, ocupando o terceiro lugar em número de projetos (13%), sendo que China e Índia responderam por 31% e 21% do total em 2008. O texto revela que o MDL vem sofrendo modificações importantes que podem ampliar a utilização pelos países beneficiários e se constituir em instrumento importante para o crescimento sustentável brasileiro.

O setor de saneamento básico, em particular o de tratamento de lixo, apresenta elevada potencialidade para a utilização de um MDL setorial. A elaboração desse mecanismo deve incorporar as principais lições derivadas da experiência acumulada dos créditos de carbono setoriais em outros países: o tamanho das fontes de emissão; a formulação de políticas setoriais de forma integrada com políticas ambientais; e o fortalecimento das instituições já existentes no MDL, em particular a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.

Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Brasileiro: Inserção internacional soberana; Macroeconomia para o desenvolvimento; Fortalecimento do Estado, das instituições e da Democracia; Infraestrutura econômica, social e urbana; Estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; Proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e Sustentabilidade ambiental.

A série Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, economia e bem-estar humano faz uma análise de diversos setores relacionados ao meio ambiente no Brasil. E busca servir como uma sistematização e reflexão sobre os desafios e oportunidades do tema meio ambiente, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da sustentabilidade ambiental.

Fonte: Portal Ipea

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Crédito de carbono serve como incentivo

postado por Gabriel| fevereiro 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

Crédito de carbono é um instrumento de incentivo a empresas de países em desenvolvimento. Apesar de causar polêmica pela forma como o benefício é concedido, o fato é que obras importantes para determinadas regiões têm sido viabilizadas por conta desse “certificado” liberado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como esclarece Eduardo Baltar, o representante da Enerbio – Energia e Meio Ambiente. “O crédito de carbono é colocado pela ONU na conta da empresa que o solicita. Ele é disponibilizado para grupos com obras que comprovadamente têm redução na emissão de gás do efeito estufa”, afirma.

Para ter o crédito de carbono aprovado pela ONU, é preciso apresentar um estudo apontando os resultados na redução dos gases efeito estufa e passar pela análise de uma auditoria credenciada pela própria Organização das Nações Unidas. Depois, o documento é submetido a uma comissão brasileira presidida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para ter o aval do Governo Federal e obter o registro do órgão internacional. O procedimento leva um ano e seis meses para ser concluído.

“Um crédito de carbono corresponde a uma tonelada de gás carbônico que deixou de ser emitida em um país em desenvolvimento. Uma usina eólica que tem 60 megawatts de potência instalada vai gerar em média R$ 941 mil anuais só com venda de crédito de carbono”, enfatiza Baltar. Cabe a empresa que ganha os créditos vendê-los para uma outra empresa de um país desenvolvido que tem metas para redução de emissão de gás efeito estufa e não consegue atingi-las. É a partir dessa negociação que a primeira capta o dinheiro necessário para tocar a sua obra. “É um recurso importante para as nações em desenvolvimento da África, América Latina”, conclui.

Fonte: Folha de Pernambuco

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BNDES lançará Fundo do Índice Carbono Eficiente na BM&F BOVESPA

postado por Eduardo Baltar| janeiro 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

O BNDES selecionou o BlackRock Brasil para ser o gestor de um novo fundo de índice formado por ações de empresas que compõem o Índice de Carbono Eficiente (ICO2).

O instrumento, conhecido internacionalmente como Exchange Traded Fund (ETF), deverá ser constituído por ações da carteira da BNDESPAR e terá quotas negociadas na BM&FBOVESPA. Após o devido registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), seu lançamento ocorrerá por meio de oferta pública, semelhante às realizadas em operações com ações, destinadas às pessoas físicas e aos investidores institucionais.
O ETF refletirá o desempenho do ICO2. Sua carteira acompanhará a composição do índice, sendo formada pelas mesmas ações presentes no ICO2, com idêntica participação proporcional.

O Índice Carbono Eficiente teve o melhor desempenho na comparação com os índices amplos (não setoriais) da BMF&BOVESPA no último quadrimestre do ano, com rentabilidade de 10,69% de setembro a dezembro de 2010. No mesmo período, o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) apresentou uma evolução de 9,25%. Ou seja, os dois indicadores ligados a investimentos chamados “verdes” apresentaram desempenhos superiores aos demais.
Outros índices amplos com melhor performance na Bolsa foram o IBrX 100, com alta de 8,83%, seguido de IBrX 50, com 8,45%, e do Ibovespa, que apresentou rentabilidade de 6,38% no período.

Embora tenha sido lançado em dezembro do ano passado, o desempenho do ICO2 pôde ser calculado retroativamente a setembro de 2010 porque foi baseado na carteira do IBrX50, que é reponderada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro. O mesmo ocorrerá com a carteira do ICO2.
Metodologia – Desenvolvido pelo BNDES e pela BM&FBovespa a partir das ações que compõem a carteira do IBrX-50, o ICO2 considera em sua metodologia de cálculo, além da participação das ações no IBrX50, as emissões de gases de efeito estufa das empresas na definição de suas respectivas participações no novo índice. Ou seja, em uma comparação setorial, quanto maior forem as emissões em relação à receita, maior será a perda de participação da empresa no índice.
Trata-se de um instrumento econômico importante para estimular as maiores empresas brasileiras com ações em Bolsa a levantar e divulgar suas emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), primeiro passo para a adoção de práticas de gerenciamento das emissões.

Com o novo instrumento, o BNDES criará uma oportunidade para investidores de renda variável sensíveis às questões ambientais, bem como contribuirá para o desenvolvimento do mercado de ETF no Brasil. A primeira iniciativa do Banco nessa direção ocorreu em 2004, quando lançou o primeiro ETF brasileiro, o Fundo PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa, com excelentes resultados.
A estrutura final da operação ainda será definida pelo BNDES e pelo BlackRock e levará em consideração as condições de mercado vigentes à época da oferta pública das quotas do ETF.

A popularidade e a aceitação dos ETFs no mercado internacional cresceram quando os investidores identificaram a possibilidade de diversificar suas carteiras, aplicando em fundos com liquidez diária e que seguem vários índices representativos de diversas classes de ativos financeiros. No mundo, o valor dos ETFs ultrapassa US$ 1 trilhão. No Brasil, além do PIBB existem outros seis ETFs.
A BlackRock é líder mundial em gestão de investimentos, administrando cerca de US$ 3,2 trilhões de ativos.

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Projeto de MDL Paragominas foi registrado hoje na ONU

postado por Gabriel| janeiro 12th, 2011 |Comentários 0 comentários

O Projeto de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) da Usina Termelétrica (UTE) a resíduos de madeira Paragominas, situado no estado do Pará, foi aprovado nesta manhã pela ONU (Organização das Nações Unidas). Com isso, a termelétrica Paragominas poderá comercializar os créditos de carbono gerados pela sua redução de emissões de gases do efeito estufa.

O empreendimento pertence à empresa Uaná Energias Renováveis e além de gerar energia através de uma fonte limpa proporciona inúmeros benefícios sócio-ambientais à população local. Atualmente os resíduos de madeiras, que serão utilizados pela usina, são ou depositados a céu aberto nos pátios das indústrias madeireiras, ou despejados em terrenos baldios ou destinados às carvoarias e às caieiras, fornos rudimentares utilizados para a produção de carvão. Essa situação, além de gerar poluição, vem provocando doenças respiratórias e diversos problemas sociais, principalmente pelo contato de crianças com esses fornos rudimentares.

A Enerbio foi responsável por desenvolver o projeto de MDL e será também responsável pelo monitoramento dos créditos que serão gerados e por sua comercialização com empresas dos países desenvolvidos. Toda equipe do Grupo Enerbio está de parabéns e agradece à Uaná pela confiança que foi depositada ao longo do desenvolvimento do projeto.

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MDL registra 120 novos projetos em dezembro

postado por Alice| janeiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Dezembro foi um mês movimentado para o Comitê Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) com a expedição de 21,6 milhões de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) e a entrada de 120 novos projetos no processo de registro (pipeline), o maior número em dois anos.

 As projeções do UNEP Risoe indicam que 953 milhões de RCEs devem estar disponíveis no MDL até 2012, quase a mesma projeção das análises realizadas há um mês.

 Devido à atividade extremamente alta no secretariado de mudanças climáticas da ONU, resultando no alto nível de emissão de RCEs nos últimos dois meses, a expedição total em 2010 alcançou 132 milhões de RCEs em comparação com 123 milhões em 2009.

 A quantidade de RCEs expedidas até agora é de 496 milhões, com sucesso médio de 95,1%, referentes a apenas 844 dos 2.703 projetos registrados sob o MDL.

A quantidade de projetos registrados automáticamente aumentou para cerca de 75%, similar ao índice do início de 2007, o que significa que o período do ciclo de revisão dos projetos está diminuindo.

 O pipeline do MDL contém atualmente 5760 projetos de MDL após a subtração dos 816 que tiveram a sua validação cancelada pelas Entidades Operacionais Designadas (EODs), 180 onde as EODs deram validação negativa, 180 rejeitados pelo Comitê Executivo e 52 projetos retirados.  No total, 221 projetos estão em processo de registro.

 O número mensal de novos Programas de Atividades (PoAs) submetidos ao MDL está aumentando, com seis novos em dezembro (assim como em novembro). O total agora é de 71. A África abriga a maior parte dos PoAs com 21%.

 IC

 Doze projetos track 1 (Clique aqui para saber mais) foram submetidos sob a Implementação Conjunta (IC) em dezembro: 4 da Bulgária, 3 da Rússia, 2 da Ucrânia, 2 da Romênia e 1 da Polônia. Três projetos track 2 da Rússia foram submetidos, sendo que dois já possuem ERUs emitidas.

 O primeiro projeto de IC track 2 programático foi submetido à aprovação em dezembro referente ao uso de boilers a biomassa na Ucrânia.

 Traduzido por Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil

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Japão adia criação de sistema de cotas industriais de emissão de CO2

postado por enerbio| dezembro 29th, 2010 |Comentários 0 comentários

O governo do Japão decidiu nesta terça-feira (28) adiar até depois de 2013 a criação de um sistema de cotas de emissão de gases poluentes para a indústria, no meio de uma forte resistência do setor empresarial, informou a agência local Kyodo.

O Partido Democrático do Japão (PD) propôs a criação deste sistema de cotas mais estrito durante as eleições gerais de agosto de 2009, mas no início deste mês quis prorrogar o prazo de aplicação da medida pela oposição empresarial.

Este sistema para controlar as emissões de carbono propõe fixar cotas para cada empresa japonesa e aquelas que excederem o limite comprarão direitos de emissão de outras companhias mais limpas.

O governo japonês, que se comprometeu a reduzir suas emissões de dióxido de carbono em 25% em 2020 frente ao nível de 1990, apresentou recentemente um projeto de lei para resistir aos efeitos do aquecimento global, que inclui a introdução de um imposto meio ambiental e a compra a um preço fixo de eletricidade gerada por energias alternativas.

O novo imposto se traduziria em um aumento dos encargos sobre a gasolina, o gás natural e o carvão, que serão aplicados em vários períodos desde outubro de 2011.

O governo do primeiro-ministro, Naoto Kan, decidiu analisar “cuidadosamente” a proposta para fomentar a partir de 2012 o uso de energias renováveis, entre elas a solar e a eólica, embora tudo aponte que encontrará oposição da indústria energética, segundo alguns analistas. (Fonte: Folha.com)

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Califórnia aprova programa de comércio de carbono

postado por Eduardo Baltar| dezembro 17th, 2010 |Comentários 0 comentários

Com o potencial de se tornar o segundo maior mercado de permissões de emissão do planeta, o cap-and-trade californiano deve entrar em vigor em 2012 e pretende reduzir a atual liberação de gases do efeito estufa do estado em 15% até 2020

A oitava economia do mundo, o estado norte-americano da Califórnia, aprovou nesta quinta-feira (16) um pacote de medidas com mais de três mil páginas com o objetivo de frear as emissões de gases do efeito estufa. Entre essas ações está a criação de um mercado de carbono em 2012 que contará com mais de 600 indústrias e só será menor que o esquema europeu (EU ETS).

Chamado de Ato Californiano de Solução para o Aquecimento Global, o grupo de ações foi lançado em 2006 e tem como objetivo final limitar as emissões em 2020 para o nível de 1990, uma redução equivalente a 15% do nível atual.
Com a aprovação do Ato, a Califórnia espera que outros estados norte-americanos entrem também para o cap-and-trade ou criem sua própria iniciativa.

A Diretoria de Recursos do Ar, entidade responsável pela aprovação das medidas, afirmou que a Califórnia pretende assim preencher o vácuo deixado pela falta de ação do governo federal.

“A estagnação das novas leis climáticas e energéticas no congresso são um vexame para o país. Não podemos mais esperar. Porém, nós temos ainda muito que fazer até que o modelo da Califórnia esteja funcionando”, explicou Mary Nichols, presidente da diretoria.

Já para o governador Arnold Schwarzenegger, grande defensor do uso de ferramentas de mercado no combate às mudanças climáticas, a aprovação demonstra o pioneirismo e a coragem da Califórnia mesmo em momentos de crise econômica.

“Nós estamos liderando os EUA no desenvolvimento de políticas limpas e vendo a recuperação da nossa economia por isso. Desde 2006, o setor de empregos verdes criou vagas 10 vezes mais rápido do que qualquer outra área”, afirmou o governador, que participou da sessão de 10 horas que aprovou o conjunto de medidas.

Assim como em outras iniciativas de cap-and-trade, no começo serão distribuídas permissões de emissão para as indústrias, que só precisarão comprar créditos se ultrapassarem os limites estabelecidos pelas regras.
Nos primeiros três anos, o governo irá distribuir 90% das permissões, porcentagem que deve ser reduzida em uma taxa constante ainda não definida.

A idéia é incentivar as empresas a melhorar seus processos para emitirem menos ou para que comprem créditos provenientes de projetos de redução de emissões e assim impulsionem esse tipo de ação.

Entre esses projetos podem estar, por exemplo, programas de conservação florestal e de uso de biodigestores de metano na criação de animais, o que interessa diretamente o Brasil. Apesar das regras ainda não estarem detalhadas, o cap-and-trade da Califórnia deve seguir a política defendida por Schwarzenegger, que durante o Encontro Climático Global de Governadores fechou uma parceria com o Acre para a preservação ambiental.

Setores como cimento, geradoras de eletricidade e agronegócios estão incluídos no mercado e a intenção é que 85% dos maiores poluidores da Califórnia sejam obrigados a limitar suas emissões desde o início do programa.
Muitos criticaram o fato das permissões não serem leiloadas já a partir de 2012, medida que seria muito mais eficiente para reduzir as emissões e para movimentar o mercado.

“Os leilões nos dariam um preço base mais alto e diminuiria o risco de depois termos as permissões sendo negociadas por valores irrisórios”, disse Michael Hanneman, economista da Universidade de Berkeley.

Outra preocupação é com o preço da eletricidade e como isso vai afetar a vida das pessoas mais pobres. O único voto contrário à aprovação do pacote de medidas veio do físico John Telles, justamente com esse argumento.
“Não há elementos de proteção para as famílias de baixa renda se o custo da eletricidade subir demais. Além disso, esse tipo de mercado é aberto à manipulação, como já vimos acontecer nos anos 1990 quando a Califórnia mudou as regras do setor de energia”, afirmou Telles.

A importância do cap-and-trade californiano está ainda no fato que ele pode representar a grande motivação para a integração dos mercados já existentes.

Representantes do estado já estão conversando com a União Européia, assim como trocando informações com a China e o Canadá, países que estão perto de criar suas próprias iniciativas de cap-and-trade. Com isso, o mercado global de comércio de carbono pode ter ficado mais próximo.

Fonte:Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais – Autor: Fabiano Ávila

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