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BNDES assina contrato de US$ 300 milhões com JBIC

postado por Gabriel| abril 5th, 2011 |Comentários 0 comentários

Recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil

O BNDES e o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) assinaram contrato de financiamento no valor de US$ 300 milhões no âmbito da Linha Green. Os recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil.

O contrato foi assinado no último dia 26 pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e pelo vice-presidente do JBIC, Yoshihiko Morita, em Calgary, Canadá, por ocasião da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Também esteve presente a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

A Linha Green (Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation) tem como objetivo apoiar projetos que favoreçam a preservação global do meio ambiente, promovendo a redução da emissão de gases do efeito estufa, a eficiência energética e o uso de energias renováveis.

Desde a década de 50, o BNDES opera em parceria com organismos multilaterais e agências governamentais para diversificar e ampliar seu funding.

Com a celebração de mais um contrato de empréstimo com o JBIC, o Banco dá continuidade à sua estratégia de diversificação de fontes de recursos e ampliação do seu relacionamento com instituições financeiras internacionais.

O relacionamento entre o BNDES e o JBIC começou em 1962, quando foi assinado o primeiro contrato de empréstimo com o The Export-Import Bank of Japan (JEXIM), antecessor do JBIC.

Desde então foram assinados 14 contratos, incluindo a nova cooperação da Linha Green. Ao longo desses mais de 40 anos, o BNDES e o JBIC têm buscado permanentemente desenvolver atividades com o propósito de estreitar seu relacionamento institucional.

O JBIC é uma instituição financeira integralmente controlada pelo governo do Japão. Desempenha importante papel na execução da política de cooperação econômica do governo japonês, apoiando o desenvolvimento estável e sustentável dos países estrangeiros. Assim, promove o fortalecimento das relações econômicas entre o Japão e a comunidade internacional.

Fonte: BNDES

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Vazamento cria dúvidas sobre futuro da energia nuclear

postado por Gabriel| março 14th, 2011 |Comentários 0 comentários

Tragédia na usina de Fukushima, no Japão, faz com que a sociedade civil peça a alteração dos planos de diversos países de expandir a geração nuclear de eletricidade, considerada por alguns como uma das soluções para frear o aquecimento global

A energia nuclear é vista por muitas nações como uma das apostas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do setor elétrico e assim evitar os piores efeitos das mudanças climáticas. Por isso, com o crescimento da preocupação com o aquecimento global houve também o aumento no número de projetos de novos reatores. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) existem mais de 350 em andamento em todo mundo.

Imagem: Explosão na usina nuclear de Fukushima / NTV

Porém, diante do terremoto seguido de um tsunami no Japão que provocou o vazamento de material radiotivo da usina de Fukushima nos últimos dias, uma nova onda de preocupação com o uso da energia nuclear vem ganhando força.

Grupos ambientalistas nos Estados Unidos, União Européia, Índia, China, Turquia e Indonésia estão pedindo a suspensão dos novos projetos de usinas nucleares e que sejam criados padrões mais rigorosos de segurança.

“As usinas japonesas eram consideradas resistentes a terremotos e as melhores do planeta para lidar com desastres, mas veja o que está acontecendo. Instalações em zonas com abalos sísmicos é uma temeridade”, afirmou Karuna Raina, do Greenpeace da Índia, que vem combatendo os planos do governo indiano de construir uma grande usina no estado de Maharashta. Entre 1985 e 2005 esse estado sofreu 91 tremores que chegaram até 6.3 de magnitude na escala Richter.

Atualmente 20% das 442 usinas nucleares em funcionamento estão em áreas de “significante” atividade sísmica, de acordo com dados da AIEA. O problema se agrava se forem levados em conta os novos projetos, que vão aumentar em muito as chances de que uma catástrofe natural cause vazamentos radioativos.

A Turquia, por exemplo, está planejando três usinas em Akkuyu, no mar Egeu, próximas à falha geológica de Ecemis. Em 1999 um terremoto matou quase de 20 mil pessoas na região.

Usinas nucleares geralmente são construídas para suportar terremotos de até 8,5 de magnitude, mas raramente leva em conta tsunamis. Em 2004, a onda que varreu o sudeste asiático provocou o fechamento de quatro instalações em Taiwan e afetou até a geração na costa oeste dos Estados Unidos.

Segurança

A preocupação da sociedade civil já afetou autoridades na Europa, onde o ministro de relações exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou em uma coletiva de imprensa que algumas das usinas mais antigas do país poderão ser paralisadas para a análise de suas medidas de segurança.

A declaração veio depois do anúncio da Suiça de suspender os planos para a construção de novas instalações até que todo o caso do vazamento no Japão seja estudado.

O comissário de Energia da União Européia, Guenther Oettinger, declarou que a responsabilidade pelas usinas é antes de tudo de cada uma das 14 nações européias que fazem uso delas. Mas não descartou que o bloco pode vir a recomendar mais controle e até o fechamento temporário das instalações.

“Se assumirmos a seriedade da tragédia no Japão e analisarmos que o vazamento pode ter alterado o que antes definíamos como ‘seguro’ em termos de energia nuclear, nada, nem mesmo o fechamento de usinas, pode ser descartado dos nossos planos”, disse Oettinger.

Para o presidente da General Eletric, Jeff Immelt, ainda é cedo para avaliar os impactos do vazamento radioativo na indústria de energia nuclear.

“Ainda estamos nos primeiros dias do caso. Tudo é muito recente para que se tire alguma conclusão sobre o futuro da energia nuclear. São quase 50 anos de utilização da eletricidade gerada por essas usinas, as pessoas devem olhar todo esse histórico antes de fazer julgamentos”, afirmou Immelt para a agência Reuters.

Esta também é a opinião da AIEA, que se manifestou atravéz de um porta-voz dizendo que ainda é prematuro adotar qualquer decisão de longo prazo. A agência acredita que o caso japonês ainda deve ser analisado antes que seja possível pensar em ações concretas.

Se ainda não é possível descrever os impactos para o futuro da energia nuclear, uma coisa certa é que o setor está muito mais vulnerável a críticas.

Um exemplo disso foram os 50 mil alemães que protestaram em Berlim neste fim de semana para pedir que o governo pare com a sua política de extender a vida dos reatores. Em 2010, a Alemanha decidiu extender por mais 12 anos a utilização dos reatores que deveriam ser aposentados.

Outra certeza é o ganho de força das fontes renováveis, como deixa claro a porta-voz do governo das Filipinas, Abigail Valte, que afirmou que não é hora de se pensar em usinas nucleares no país. “Fontes alternativas são menos polêmicas e não encontram tanta oposição. São tecnologias que agradam a todos”, concluiu.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil

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Japão quer novo esquema de compensação de CO2 para complementar plano da ONU

postado por Gabriel| março 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

A ideia do Japão para um novo esquema de compensação de carbono complementaria o mecanismo existente na ONU e tornaria mais fácil aos países em desenvolvimento o acesso à tecnologia japonesa de energia limpa, afirmou um representante de assuntos climáticos na quarta-feira.

O Japão prosseguiu com planos para acordos bilaterais, nos quais investiria em projetos de energia limpa em países em desenvolvimento, para trocar por créditos para alcançar parte das metas de redução de gases de efeito estufa (GEEs) de seu território.

As Nações Unidas operam um esquema de compensação de carbono chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), mas este tem sido criticado por ser muito complexo e rígido, e por levar muito tempo para aprovar projetos.

Muitos países em desenvolvimento já expressaram interesse pelo esquema bilateral proposto pelo Japão, que poderia ser mais acessível que o MDL, disse Kenji Hiramatsu, diretor geral para assuntos globais do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

“Nós estamos muito atentos ao que este mecanismo pode contribuir para complementar o sistema internacional de comércio de carbono”, afirmou Hiramatsu em um seminário realizado por um grupo de pesquisa japonês.

“Como o mecanismo será conectado ao sistema internacional, ou sistema MDL, nós ainda estamos discutindo entre nós, mas eu estou convencido que algum mecanismo deve ser elaborado”.

A Europa, cujo esquema de comércio de emissões domina o mercado de carbono mundial, também está considerando a possibilidade de acordos de compensação bilaterais, enquanto os Estados Unidos também propuseram uma ideia para pactos bilaterais.

Mas alguns países podem achar tecnicamente difícil lançar mecanismos ajustados ao mercado fora da estrutura existente na ONU, afirmou um representante do clima das Nações Unidas.

“Eu não vou dizer que é impossível, mas eu acho que é muito complicado fazer isso”, disse Christiana Figueres, diretora da secretaria de mudanças climáticas da ONU, referindo-se aos mecanismos propostos pelo Japão e pelos Estados Unidos.

“Isso provavelmente vai complicar desnecessariamente a vida desses países. Talvez seja possível, mas não fácil de fazer. Eu não sei se haveria vontade política também”.

Figueres, que está no Japão para uma reunião informal com representantes do clima de cerca de 30 países, acrescentou que limites na conversibilidade poderiam reduzir o apelo desses esquemas quando comparados ao plano global de comércio de carbono submetido ao Protocolo de Quioto.

Hiramatsu afirmou que estava aberto a uma discussão de como aperfeiçoar o esquema MDL.

“Eu entendo que alguns elementos do Protocolo de Quioto deveriam ser incorporados a uma nova estrutura”, disse.

“Nós estamos muito felizes de nos comprometermos nesse tipo de discussão, de como melhorar o MDL, o que pode gerar algumas novas ideias como um mecanismo de compensação bilateral ou mesmo um tipo de mecanismo regional em um sistema de comércio de carbono”.

Retirado de: Instituto CarbonoBrasil
Tradução: Jéssica Lipinski
Fonte original: Reuters
Leia na íntegra (inglês)

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