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Medição de carbono vira diferencial competitivo

postado por Gabriel| junho 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Atributos como alvura, textura e resistência marcam a qualidade do papel desde que os chineses o inventaram, há quase dois milênios. De uns anos para cá, no rastro da maior consciência ambiental e das pressões do mercado, a origem a partir de fontes recicladas ou produção sustentável passou a contar no valor do produto, que agora incorpora um diferencial estratégico capaz de interferir na decisão de compra: a pegada de carbono.

“É forte a demanda externa para a iniciativa, que permite comparar produtos e embute o compromisso com a redução de emissões de gases do efeito estufa”, aponta Marina Carlini, consultora de sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose, empresa que saiu na frente ao medir o carbono associado às diferentes linhas de papel.

A metodologia PAS 2050, desenvolvida pelo Departamento de Meio Ambiente do Reino Unido e Instituto Britânico de Padrões, tem a chancela do Carbon Trust – certificadora internacional que atesta e valida emissões.

“É um trabalho que envolve desde os insumos florestais e fabris com suas emissões até a produção, comercialização, uso pelo consumidor e disposição final do papel após o descarte, abrangendo toda a cadeia”, explica Carlini. No caso da marca mais popular da empresa, uma folha de papel sufite vendida no Brasil está associada a gases equivalentes a 6 gramas de dióxido de carbono (CO2).

Em termos comparativos, toda emissão de gases-estufa do município de São Paulo corresponderia a cerca de 2,6 trilhões de folhas. O papel exportado para a Europa tem pegada de 8,5 gramas. Para os EUA, fica em 9,5 gramas, incluindo o carbono atrelado ao transporte e ao uso na região de destino.

“O mais importante não é o número em si, mas o claro aceno para o mercado sobre o propósito de reduzir emissões, pois o Carbon Trust obrigatoriamente recalcula os dados da empresa a cada dois anos, propondo cortes gradativos”, afirma. O selo Carbon Reduction Label, que estampa o desenho de um pezinho simbolizando a “pegada”, já está nas embalagens da Suzano ao lado dos emblemas da reciclagem e da origem socioambiental. “Para uma empresa que exporta 40% da produção de papel, chegar primeiro é importante no cenário de concorrência acirrada”, atesta Adriano Canela, gerente de estratégia e marketing. “É uma questão de credibilidade”, diz o gerente, também válida para a celulose da empresa, 80% exportada. Vendida para a China, cada tonelada de celulose produzida em Mucuri (BA) “carrega” gases equivalentes a 900 quilos de CO2. Para a Europa, a pegada cai para 750 quilos.

“A gestão do carbono funciona como um raio X de todo o processo de produção e, a partir da pegada de carbono, podemos detectar pontos críticos e mapear oportunidades de redução para futuramente estabelecermos metas”, ressalta Canela. O próximo passo, segundo ele, é envolver no cálculo também a captura de carbono da atmosfera pelos plantios de eucalipto que alimentam as fábricas, o que depende de uma metodologia que tenha o consenso global. “Por conta da substituição de combustível fóssil na matriz energética, também olhamos para o mercado de crédito de carbono, mas é necessário aguardar as decisões dos países sobre o período posterior ao Protocolo de Kyoto, válido até 2012″, revela o gerente.

Mapas de carbono se tornaram rotina entre concorrentes, como a Fibria, que investe na medição sobre o potencial de suas florestas – inclusive as nativas. “As áreas de conservação têm grande poder de melhorar o balanço de carbono”, estima João Augusti, gerente de meio ambiente florestal. Para cada tonelada de gases emitida na produção, seis são sequestradas da atmosfera pelas árvores. A companhia segue a metodologia do GHG Protocol, que não faz cálculos sobre a matéria-prima e o uso dos produtos, restringindo-se às emissões das operações internas.

“Daremos prioridade à compra de insumos de quem estiver no mesmo processo”, revela João Augusti.

Fonte: Jornal Valor Econômico – Especial Negócios Sustentáveis

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As Políticas Estaduais de Mudanças Climáticas

postado por Gabriel| abril 26th, 2011 |Comentários 0 comentários

Com a instituição da PNMC (Política Nacional de Mudanças Climáticas) os estados brasileiros também criaram suas próprias legislações referentes ao combate as mudanças climáticas. Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros já instituíram suas políticas e saíram na frente no combate às mudanças climáticas.

Algumas políticas são muito semelhantes às outras, como, por exemplo, a PGMC (Política Gaúcha de Mudanças Climáticas) que se assemelha muito com a política de São Paulo. Porém, o Rio Grande do Sul não se comprometeu em realizar um inventário de emissões de gases do efeito estufa do próprio Estado, o que facilitaria muito na redução de emissões, já que se teria o conhecimento das principais fontes de suas emissões.

Um bom exemplo disso vem do Inventário realizado em São Paulo, que contabilizou as emissões de cinco grandes áreas do Estado: setor energético, indústria, agropecuária, resíduos e ocupação do solo. Com isso, descobriu-se que o setor energético é o mais poluidor, com 57,2% das emissões. O que contraria o cenário nacional, onde o principal fator de emissões é o desmatamento.

A seguir segue a tabela comparativa entre as emissões de São Paulo e do Brasil no ano de 2005, para visualizar o Inventário completo de São Paulo clique aqui.

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São Paulo apresentará inventário de Gases de Efeito Estufa

postado por Gabriel| abril 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

O governo do Estado de São Paulo apresentará oficialmente no dia 20 de abril às 10 horas, no Anfiteatro Augusto Ruschi, o 1º Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo.

Elaborado por uma rede composta por instituições especializadas nos setores inventariados, diversos especialistas e coordenado pela CETESB/SMA, o Inventário Estadual é resultado de uma iniciativa inédita no Brasil de elaboração de um amplo e detalhado diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo no período 1990-2008.

Instituído pela Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC – Lei Estadual nº 13.798/2009) e regulamentado pelo Decreto 55.947/2010, o Inventário Estadual foi desenvolvido com apoio da Embaixada Britânica no âmbito do Projeto “Apoio à Política Climática do Estado de São Paulo”, desenvolvido sob a responsabilidade do Programa de Mudanças Climáticas do Estado de São Paulo – PROCLIMA da CETESB.

O documento adota o mesmo método recomendado pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) para a elaboração de inventários nacionais, com adaptações para adequá-lo às condições objetivas de um governo estadual.

Ainda assim, buscou-se seguir fielmente as diretrizes gerais do método, visando à elaboração de um documento cujos resultados sejam comparáveis àqueles obtidos pelos Inventários Brasileiros de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa. Seguindo a classificação utilizada pelo IPCC, o Inventário foi classificado em cinco grandes setores, de acordo com a origem das emissões: energia; processos industriais; uso da terra, mudança no uso da terra e florestas; agropecuária e resíduos.

Mais informações e inscrições para a apresentação http://sistemasinter.cetesb.sp.gov.br/eventos/inventario/default.asp

Fonte: Instituto CarbonoBrasil

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Aliança foca geração de energia

postado por Gabriel| fevereiro 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

Grupos trabalham com projetos relacionados à biomassa, eólica e PCHs

PAULO MARINHO
A aliança entre os grupos Di Cavalcanti & Associados – Consultoria Empresarial e a empresa Enerbio – Energia e Meio Ambiente pode agregar mais cinco projetos de inventário de gases de efeito estufa só neste ano. A expectativa positiva vem do próprio consultor de empresas e representante do grupo que há 18 anos leva seu nome, Ricardo Di Cavalcanti. De acordo com ele, já existem negociações em andamento com três empresas do setor de geração de energia. “A nossa aliança foi firmada no ano passado e nós ficamos responsáveis pela parte financeira e de comercialização da Enerbio na Região Nordeste e, principalmente, em Pernambuco”, ressaltou.

Na prática, a Enerbio fez a aproximação com a Di Cavalcanti porque queria prospectar clientes no Nordeste através do grupo de consultoria. Segundo o pernambucano Eduardo Baltar, que dirige a Enerbio em Porto Alegre, o foco é trabalhar em cima de projetos relacionados à biomassa, eólica e PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). “Pela nossa aliança, conseguimos fechar dois contratos. Primeiro, fechamos com a Baterias Moura ainda no primeiro semestre para desenvolver um projeto de emissões de gases de efeito estufa. No segundo semestre, quantificamos as emissões do gás e sugerimos algumas ações para reduzir o volume. Isso faz parte do programa de sustentabilidade da Mou­ra”, explicou. Além de haver retorno ambi­en­tal, há o ga­nho mercadológico. “Multina­cionais e com­panhias brasileiras grandes vão passar a exigir dos seus fornecedores esse tipo de estudo”, complementa Baltar.

O outro contrato obtido através da aliança com a Di Cavalcanti foi o de desenvolvimento de um projeto de crédito de carbono para a usina eólica Casa Nova, da Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). O contrato foi assinado em dezembro de 2010. A nova obra acontecerá numa área localizada a 69 quilômetros da usina de Sobradinho, na Bahia. “Esperamos elaborar o projeto em três me­ses para que a ONU (Organização das Nações Unidas) possa fazer a avaliação sobre o documento”, disse Eduardo Baltar. Em mé­dia, a ONU demora um ano e seis meses para dar retorno so­bre um estudo desse porte.

Fonte: Folha de Pernambuco

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