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Quase 70% das empresas não monitoram a origem dos materiais que compram

postado por enerbio| março 9th, 2011 |Comentários 0 comentários

Uma pesquisa realizada pelo Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental (IRES) fez um mapeamento do perfil socioambiental de pequenas, médias e grandes empresas das cinco regiões brasileiras. Entre os dados compilados, alguns preocupantes: apenas 32% delas possuem políticas ou algum procedimento para realizar compras de “materiais verdes” ou “ambientalmente certificados”. Na mesma linha, somente 28% das 3.214 companhias que responderam à pesquisa tomaram alguma iniciativa para organizar uma rede de fornecedores socialmente responsáveis.

A 11º Pesquisa Nacional sobre Responsabilidade Social e Práticas Sustentáveis nas Empresas enviou questionários por correio e e-mail, de setembro a novembro do ano passado, a 8.930 empresas cadastradas na Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), Ires e outras entidades parceiras. Destas, 36% responderam. O levantamento também inclui empresas públicas de nível municipal, estadual e federal.

Das 3.214 empresas que retornaram os questionários respondidos, apenas 33% eram de grande porte (das quais 4%, públicas). A maioria, 56%, eram de médio porte (2% públicas) e outros 11% de pequeno porte.

Das muitas informações trazidas ao público pelo documento, algumas se destacam:

- 82% das empresas responderam que a alta administração participa e se envolve nos programas sociais;

- 15% das empresas não atendem à legislação quanto à contratação de portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida;

- As principais categorias da sociedade beneficiadas pelos programas sociais das empresas são jovens; comunidades em geral e crianças;

- 47% das empresas publicam o balanço social. Destes, 19% elaboram o documento segundo o modelo GRI (Global Reporting Initiative, principal modelo de relatório de sustentabilidade);

- Somente 28% das empresas desenvolvem alguma ação de modo a organizar uma rede de fornecedores socialmente responsáveis;

- Apenas 32% das empresas possuem políticas ou alguns procedimentos para efetivar compras de “materiais verdes” ou “ambientalmente certificados”;

- 61% das empresas não incentivam seu corpo funcional para práticas de consumo consciente;

- Com relação à nova norma internacional de Certificação em Responsabilidade Social (ISO 26000), 59% das empresas têm interesse em implantá-la.

- 79% das empresas não conhecem a opinião de seus clientes e consumidores sobre empresas socialmente responsáveis.

Fonte: Revista Época Online

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Investir em atividades sustentáveis pode ajudar a combater pobreza, defende ONU

postado por enerbio| fevereiro 23rd, 2011 |Comentários 0 comentários

Brasília – O investimento de 2% da atual riqueza mundial em setores que estimulem o desenvolvimento sustentável pode levar a economia global a crescer acima do limite máximo imposto pelo atual modelo econômico, ajudando no combate à pobreza e ao desperdício. A conclusão consta de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma) que contesta o argumento de que investimentos ambientais retardariam ou impediriam o crescimento econômico.

O relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado hoje (21) e disponível na internet, aponta a agricultura, o setor de construção, de abastecimento de energia, a pesca, silvicultura, indústria, o turismo, os transportes, o manejo de resíduos e o abastecimento de água como áreas fundamentais para tornar a economia global mais sustentável, ou seja, que contribua para melhorar o bem-estar das populações e diminuir as desigualdades sociais, reduzindo também os riscos ambientais.

Segundo o documento que será apresentado a ministros do Meio Ambiente de mais de 100 países durante a abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, promovido pelo Conselho de Administração do Pnuma, o redirecionamento por meio de políticas nacionais e internacionais de cerca de US$ 1,3 trilhão anuais para iniciativas sustentáveis beneficiaria não apenas os países desenvolvidos, mas principalmente os em desenvolvimento. Nessas localidades, em alguns casos, cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) estão ligados à natureza ou a recursos naturais como a água potável, que se quer preservar.

O estudo indica que, atualmente, o mundo gasta entre 1% e 2% do PIB global subsidiando atividades que, a médio e longo prazo, tendem a esgotar o recursos naturais, tais como o atual modelo de agricultura, pesca e de dependência de combustíveis fósseis. De acordo com o relatório, grande parte dessas ações contribui para intensificar os danos ambientais e ampliar a ineficiência da economia global e parte dos recursos necessários para os investimentos em soluções poderia vir do que seria poupado combatendo os desperdícios.

Ou seja, a transição para a Economia Verde envolve políticas e investimentos que desassociam o crescimento econômico do consumo intensivo de materiais e energia. Como exemplo, o estudo cita o Brasil, onde a reciclagem já gera retornos de U$S 2 bilhões anuais ao mesmo tempo em que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.

O Pnuma acredita que, com o estímulo de políticas públicas adequadas, mais vagas de trabalho serão criadas em nova atividades econômicas como as ligadas à produção de energia renovável e de agricultura renovável, compensando os empregos que fatalmente serão extintos devido ao esgotamento do atual modelo, caso da pesca, setor em que, segundo o relatório, subsídios de pelo menos U$S 27 bilhões ao ano acabaram por fazer com que a captura de pescados superasse em duas vezes a capacidade de reprodução deles.

Fonte: Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

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UE crê em redução de 25% de CO2 europeu com economia de energia

postado por enerbio| fevereiro 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

A Comissão Europeia acredita que a União Europeia possa reduzir em 2012 suas emissões de dióxido de carbono (CO2) em 25% só cumprindo seu objetivo de economia energética para esse ano (uma melhora na eficiência de 20% com relação a 1990), indicaram à agência de notícias Efe fontes comunitárias.

A ideia está no “Mapa de caminho para uma economia baixa em carbono em 2050″, que a comissária europeia de Ação pelo Clima, Connie Hedegaard, apresentará em 8 de março e à qual teve acesso a Efe.

A nova estratégia prometia lançar luz sobre o dilema europeu entre manter para 2020 seu objetivo de corte de emissões de CO2 em 20% e elevá-lo até 30%, mas, longe de esclarecer os termos, desvia a atenção em direção à necessidade de fazer mais em matéria de eficiência energética.

O documento garante que a oferta da UE de chegar a 30% em sua redução de emissões, se outros países fizerem esforços similares, “segue na mesa”.

O texto afirma que, para alcançar o outro grande compromisso comunitário em matéria de emissões (corte entre 80% e 95% para 2050), será necessário alcançar até 2030 uma redução de 40% com relação aos níveis de CO2 de 1990.

Por outro lado, só com o compromisso alcançado pela UE de 20% mais eficiência do ponto de vista energético até 2020, seria possível alcançar uma diminuição de 25% das emissões poluentes.

Evitar o desperdício energético e reduzir a dependência das importações –a UE compra do exterior 54% do gás e do petróleo que consome– reportará benefícios no valor de entre 175 bilhões de euros a 320 bilhões de euros anuais nas próximas quatro décadas.

A UE prometeu em 2007 triplicar a meta de reduzir suas emissões em 20% (compromisso que em 2008 ampliou para 30% de forma condicional), alcançar que 20% da energia consumida provenha de fontes renováveis e adote as medidas necessárias para que a economia energética chegue até 20%, tudo até 2020.

Dos três objetivos, o de eficiência energética é o único que não é obrigatório e o que pode não ser cumprido, como reconheceu a cúpula dos líderes da UE em 4 de fevereiro.

Por isso, Hedegaard insiste na necessidade de seguir em frente, embora não reivindique diretamente a fixação da meta vinculativa, como quer o Parlamento Europeu e as organizações ambientalistas.

A bola está no telhado do comissário de Energia europeu, Günther Oettinger, reticente de contrair novas obrigações. O alemão deve apresentar seu plano energético para os próximos anos.

A rivalidade entre ambos os comissários já foi sentida em outras ocasiões, como foi o caso dos subsídios às minas de carvão deficitárias.

Hedegaard defendeu eliminar as ajudas em 2014, mas Oettinger pediu que se mantivessem até 2018 para contentar a Espanha e a chanceler alemã, Angela Merkel, com a qual compartilha nacionalidade, partido e interesses.

O colégio de comissários da UE respaldou autorizar as ajudas até 2018.

Fonte: Folha Online

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ONU apresenta solução financeira para economia sustentável

postado por enerbio| fevereiro 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

As Nações Unidas revelaram nesta segunda-feira um estudo estratégico que, se colocado em prática, garantirá um futuro sustentável para o planeta através de investimentos no valor de US$ 1,3 trilhão de dólares por ano –ou 2% da riqueza gerada pela economia global– em dez setores-chave.

Esta mudança de paradigma em prol de uma “economia verde” também ajudaria a aliviar a miséria crônica, afirma o Unep (Programa Ambiental da ONU) em seu relatório, apresentado em uma reunião com mais de cem ministros do Meio Ambiente em Nairóbi.

De acordo com a estratégia da ONU, a renda individual superaria as trajetórias previstas pelos modelos econômicos tradicionais, ao mesmo tempo em que reduziria à metade a “pegada ecológica” per capita da humanidade até 2050.

Entretanto, o Unep admite que reestruturar a economia global contrariaria uma série de interesses poderosos, e seria um desafio para o mercado de trabalho.

O plano, porém, promete gerar índices de crescimento iguais ou maiores que a abordagem tradicional para os negócios, que, apesar de ter alimentado dois séculos de industrialização vertiginosa, deteriorou pouco a pouco os recursos naturais da Terra.

“Precisamos continuar a desenvolver e expandir nossas economias”, disse Achim Steiner, diretor executivo do órgão, ao apresentar o estudo.

“Mas este desenvolvimento não pode vir às custas dos próprios sistemas que sustentam a vida na terra, nos mares e em nossa atmosfera, que por sua vez sustentam nossas economias e a vida de cada um de nós”, acrescentou.

As mudanças climáticas cada vez mais rápidas, a dramática redução da biodiversidade, a frequente escassez de comida, o crescente abismo entre a demanda e o fornecimento de água doce, a destruição das florestas tropicais são todos lembretes de que o equilíbrio e a generosidade da Terra não podem ser considerados eternos, destaca o documento.

GERENCIAMENTO

A crise financeira global de 2008 também jogou luz sobre problemas estruturais profundos do sistema econômico. “Embora as causas de crises como esta variem, em um nível essencial todas elas compartilham uma característica comum: a má alocação de recursos”, indicou por sua vez Pavan Sukhdev, analista do Deutsche Bank, que participou do estudo da ONU.

O relatório aponta incentivos “perversos” que encorajam o comportamento não sustentável, incluindo os US$ 600 bilhões gastos anualmente com subsídios à produção de combustíveis fósseis e os US$ 20 bilhões destinados à indústria da pesca, cada vez mais predatória.

A ONU lançou um apelo aos líderes políticos, para que abram a cabeça e não tenham medo de inovar.

“Os governos têm um papel central na modificação de leis e políticas, investindo dinheiro público na riqueza pública para tornar esta transição possível”, ressaltou Sukhdev.

Além disso, ações e iniciativas do setor público certamente “atrairiam trilhões de dólares em capital privado em prol da economia verde”, afirmou.

O relatório do Unep deseja, acima de tudo, combater o que descreve como “mitos” acerca do crescimento sustentável, a começar pela ideia de que a preservação do ambiente necessariamente acarreta menor crescimento econômico.

“Hoje há evidência suficiente (para provar) que tornar as economias mais verdes não inibe a criação de riqueza e muito menos a criação de empregos”, indica o texto.

Fonte: Folha Online

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BID praticamente dobra crédito para sustentabilidade

postado por Gabriel| fevereiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

O BID (Banco Inter-Americano de Desenvolvimento) aumentou fortemente a destinação de fundos para melhoria ambiental, mudança climática e energias renováveis, chegando ao recorde de US$ 3,5 bilhões em 2009 –quase o dobro do ano anterior.

Os dados são de um relatório elaborado por um grupo independente comissionado pelo BID para revisar suas ações em sustentabilidade. O texto, obtido pela Folha, está sob avaliação pela diretoria do banco e ainda não foi aprovado oficialmente.

O BID deu um salto de US$ 11,2 bilhões em 2008 para US$ 15,5 bilhões em seus empréstimos totais em 2009.

Um total de 15 dos 33 empréstimos aprovados em 2009 (aproximadamente US$ 2 bilhões) estão relacionados a mudança climática e energias renováveis.

Outros US$ 1,8 bilhão foram destinados a projetos sobre água e sistemas sanitários, e US$ 55,3 milhões foram para gerenciamento de risco de desastres naturais.

Os autores mencionam a necessidade de foco em prevenção e mitigação de desastres, citando o terremoto no Haiti, as enchentes na Colômbia e os recentes deslizamentos no Brasil.

Fonte: Folha.com

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Banco do Nordeste aplica mais de R$ 777 milhões em financiamentos ambientais

postado por Gabriel| fevereiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Em 2010, o Banco do Nordeste destinou mais de R$ 777 milhões para atividades econômicas e empreendimentos que propiciam ou estimulam a sustentabilidade ambiental, desempenho recorde na sua história. O montante supera em cerca de 18% a meta estabelecida para o período no programa estratégico da instituição, sendo ainda 23% mais do que o resultado obtido em 2009, quando foram contratados R$ 629,5 milhões para o setor.

Desse montante, foram contratados R$ 753 milhões no âmbito do Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental (FNE Verde), e R$ 24 milhões nas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinadas a projetos ambientais (Pronaf-Floresta, Pronaf-Semiárido, Pronaf-Agroecologia e Pronaf-Eco).

De acordo com o superintendente da Área de Políticas de Desenvolvimento, José Rubens Dutra Mota, o Banco do Nordeste vem implementando ações que buscam posicionar a Região como destaque no desenvolvimento de atividades sustentáveis. “Com esse expressivo resultado, o BNB coloca-se como grande indutor da sustentabilidade ambiental nos empreendimentos da Região”.

Parte dos recursos foi destinada a projetos de geração de energias por fontes renováveis. A implantação de usinas eólicas, por exemplo, contou com recursos da ordem de R$ 673,2 milhões, cerca de 87% do total investido. Outros R$ 26,6 milhões foram concedidos à instalação de pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Ainda receberam investimentos atividades como florestamento e reflorestamento (R$ 7,5 milhões), indústria siderúrgica (R$ 10,7 milhões), silvicultura (R$ 13,1 milhões) e grãos (R$ 9,7 milhões).

Agricultura de Baixo Carbono

Ainda com relação à sustentabilidade ambiental, o Banco do Nordeste aplicou mais de R$ 179 milhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), nas finalidades relacionadas ao Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), gerido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Referido programa tem como objetivos principais promover a redução das emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias e contribuir para a redução do desmatamento. As finalidades apoiadas envolvem recuperação de áreas de pastagens degradadas, implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta e implantação e manutenção de florestas comerciais.

Fonte: PB Hoje

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Compras sustentáveis na Administração pública ganham em eficiência econômica

postado por Eduardo Baltar| janeiro 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

O governo brasileiro consome 15% do Produto Interno Bruto (PIB) anual em produtos e serviços, algo em torno de R$ 600 bilhões. Com esse volume de consumo, a Administração Pública vem percebendo que, ao adotar critérios de sustentabilidade em suas contratações, indiretamente acaba induzindo mudanças no padrão de produção e consumo.

A partir desse entendimento, um bom exemplo vem acontecendo no Rio de Janeiro, onde oito órgãos do Executivo Federal instalados no estado se juntaram, em setembro de 2010, e realizaram a primeira compra compartilhada de almoxarifado sustentável.

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Fiocruz, Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Ministérios da Fazenda, Educação, Agricultura, entre outros órgãos, compraram 48 itens de materiais de escritório sustentáveis e, mais do que isso, conseguiram cadastrar todos os produtos no sistema oficial de compras do Executivo Federal, o ComprasNet, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), facilitando assim o caminho para que outros órgãos também comprem esses produtos.

A iniciativa nasceu do Fórum de Lideranças Executivas de Órgãos Federais no Rio de Janeiro (GesRio), composto por mais de 35 órgãos, e para o diretor de Gestão do JBRJ, Renato Cader, – idealizador desse pregão compartilhado -, a organização dos gestores públicos em rede foi um dos fatores que contribuiu para a concretização da compra. “Apenas oito órgãos aderiram nessa primeira compra, porque os demais estavam com os estoques de almoxarifado cheios, mas as próximas contratações com certeza irão agregar cada vez mais participantes”.

Com essa experiência, foi possível especificar os produtos, considerando material empregado, dimensões, cor, tipo, aplicação e os órgãos só compraram produtos de material reciclado, como: lápis preto com corpo de madeira de manejo sustentável, papel A4 reciclável, almofada para carimbo com caixa de plástico reciclado e blocos de papel, classificador de papelão, copos descartáveis de papel, envelopes, etiquetas adesivas, formulários contínuos, entre outros materiais, tudo de papel reciclado.

O aumento do número de unidades do pedido permitiu ganho de escala e a economia de 49,89 % do valor estimado, representando R$ 723 mil a menos do que estava previsto na pesquisa de mercado realizada antes do pregão. Estima-se que 10 mil servidores serão atendidos, fora os que serão beneficiados com a adesão a esse registro de preço.

“Com as aquisições compartilhadas sustentáveis, ganhamos com eficiência econômica, menos impacto ambiental e maiores benefícios sociais, o que vai de encontro à perspectiva do desenvolvimento sustentável”, afirma Cader.

A ideia é que a iniciativa comece a ser replicada em outros estados, especialmente, em Brasília onde vários órgãos federais poderão fazer algo semelhante. (Fonte: Melissa Silva/ MMA)

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BNDES lançará Fundo do Índice Carbono Eficiente na BM&F BOVESPA

postado por Eduardo Baltar| janeiro 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

O BNDES selecionou o BlackRock Brasil para ser o gestor de um novo fundo de índice formado por ações de empresas que compõem o Índice de Carbono Eficiente (ICO2).

O instrumento, conhecido internacionalmente como Exchange Traded Fund (ETF), deverá ser constituído por ações da carteira da BNDESPAR e terá quotas negociadas na BM&FBOVESPA. Após o devido registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), seu lançamento ocorrerá por meio de oferta pública, semelhante às realizadas em operações com ações, destinadas às pessoas físicas e aos investidores institucionais.
O ETF refletirá o desempenho do ICO2. Sua carteira acompanhará a composição do índice, sendo formada pelas mesmas ações presentes no ICO2, com idêntica participação proporcional.

O Índice Carbono Eficiente teve o melhor desempenho na comparação com os índices amplos (não setoriais) da BMF&BOVESPA no último quadrimestre do ano, com rentabilidade de 10,69% de setembro a dezembro de 2010. No mesmo período, o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) apresentou uma evolução de 9,25%. Ou seja, os dois indicadores ligados a investimentos chamados “verdes” apresentaram desempenhos superiores aos demais.
Outros índices amplos com melhor performance na Bolsa foram o IBrX 100, com alta de 8,83%, seguido de IBrX 50, com 8,45%, e do Ibovespa, que apresentou rentabilidade de 6,38% no período.

Embora tenha sido lançado em dezembro do ano passado, o desempenho do ICO2 pôde ser calculado retroativamente a setembro de 2010 porque foi baseado na carteira do IBrX50, que é reponderada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro. O mesmo ocorrerá com a carteira do ICO2.
Metodologia – Desenvolvido pelo BNDES e pela BM&FBovespa a partir das ações que compõem a carteira do IBrX-50, o ICO2 considera em sua metodologia de cálculo, além da participação das ações no IBrX50, as emissões de gases de efeito estufa das empresas na definição de suas respectivas participações no novo índice. Ou seja, em uma comparação setorial, quanto maior forem as emissões em relação à receita, maior será a perda de participação da empresa no índice.
Trata-se de um instrumento econômico importante para estimular as maiores empresas brasileiras com ações em Bolsa a levantar e divulgar suas emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), primeiro passo para a adoção de práticas de gerenciamento das emissões.

Com o novo instrumento, o BNDES criará uma oportunidade para investidores de renda variável sensíveis às questões ambientais, bem como contribuirá para o desenvolvimento do mercado de ETF no Brasil. A primeira iniciativa do Banco nessa direção ocorreu em 2004, quando lançou o primeiro ETF brasileiro, o Fundo PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa, com excelentes resultados.
A estrutura final da operação ainda será definida pelo BNDES e pelo BlackRock e levará em consideração as condições de mercado vigentes à época da oferta pública das quotas do ETF.

A popularidade e a aceitação dos ETFs no mercado internacional cresceram quando os investidores identificaram a possibilidade de diversificar suas carteiras, aplicando em fundos com liquidez diária e que seguem vários índices representativos de diversas classes de ativos financeiros. No mundo, o valor dos ETFs ultrapassa US$ 1 trilhão. No Brasil, além do PIBB existem outros seis ETFs.
A BlackRock é líder mundial em gestão de investimentos, administrando cerca de US$ 3,2 trilhões de ativos.

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Renova Energia garante mais de R$ 900 milhões em financiamento para parques eólicos

postado por Eduardo Baltar| janeiro 5th, 2011 |Comentários 0 comentários

A Renova Energia anunciou nesta terça-feira, 4 de janeiro, que garantiu um total de R$ 904,6 milhões em financiamento junto a BNDES e Banco do Nordeste para a construção de 14 parques eólicos na Bahia. O valor corresponde a 77% do valor total de investimento previsto de R$ 1,170 bilhão. Os empreendimentos, que comercializaram no leilão de energia de reserva de 2009, totalizam uma capacidade instalada de 294,4 MW e terão os aerogeradores fornecidos pela GE. A expectativa é de uma receita bruta de R$ 168,3 milhões para os parques, considerando-se uma tarifa de R$ 151,33 por MWh. Esse valor é uma atualização sobre o preço de venda do certame de R$ 145,81/MWh.

Os parques Pajeu do Vento, Planaltina, Porto Seguro, Nossa Senhora da Conceição, Guirapa, Serra do Salto, Guanambi, Alvorada e Rio Verde obtiveram aprovação junto a diretoria do BNDES em um volume total financiado de R$588,9 milhoes. O volume representa aproximadamente 74% do total dos investimentos nestes projetos. O financiamento possui taxa de juros de 1,92% mais Taxa de Juros de Longo Prazo, até dois anos de carência de juros e principal e 16 anos de prazo de amortização. Os nove parques totalizam 195,2 MW de capacidade instalada e 84 MW medios de energia firme contratada.

Os parques Candiba, Ilheús, Igapora, Licinio de Almeida, e Pindaí financiados junto ao BNB tiveram aprovados R$315,7 milhões, sendo R$183,7 milhões referentes a linha FNE Verde. Os projetos totalizam 99,2 MW e 43 MWmed contratados. Além desse valor, foram assegurados mais R$ 132 milhões de repasse da linha PSI-FINAME do BNDES, correspondendo na totalidade a aproximadamente 80% do total dos investimentos previstos nestes parques.

A linha FNE, tem taxa de 9,5% ao ano com bônus de adimplência de 25% por se localizarem na região do semiarido, resultando em uma taxa efetiva de 7,13% a.a. A linha tem carência total de principal de até dois anos, e prazo de amortização de 18 anos. A linha PSI-FINAME, tem taxa de 5,5% a.a. com carência total de principal de até dois anos, e prazo de amortização de oito anos.

As obras civis de todos os parques estão a cargo do consórcio Queiroz Galvão – Mercurius Engenharia e o pacote eletromecânico da ABB.

Fonte: Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

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Fundo de adaptação aprova dois projetos

postado por Eduardo Baltar| dezembro 16th, 2010 |Comentários 0 comentários

Fonte:Instituto Carbono Brasil

A diretoria do Fundo de Adaptação às mudanças do clima da ONU aprovou dois projetos, na Nicarágua e Paquistão, para receber financiamento e deu o sinal verde para a avaliação de cinco conceitos, das Ilhas Cook, Equador, El Salvador, Geórgia e Maldivas, em sua próxima reunião.

O projeto da Nicarágua visa a redução de riscos de enchentes e secas através da introdução de práticas agro-ecológicas e gerenciamento participativo dos mananciais em comunidades rurais altamente vulneráveis.

O projeto do Paquistão lida com os riscos de enchente de lagos glaciais através da capacitação e conscientização. Os dois projetos totalizam US$ 9,4 milhões.

“A diretoria está confiante que pode atuar como elemento-chave na futura arquitetura das mudanças climáticas suprindo as necessidades dos países em desenvolvimento”, ressaltou o presidente do fundo Farrukh Iqbal Khan.

Projetos em Honduras e no Senegal já haviam sido aprovados em reuniões passadas (Leia mais).

O encontro do fundo foi realizado durante a conferência do clima em Cancun, sendo o primeiro em que a diretoria abriu um canal de diálogos com a sociedade civil. A Organização Meteorológica Mundial recebeu a aprovação da diretoria para atuar em conjunto com outras seis agências multi-laterais credenciadas na implementação dos projetos.

Também foram realizadas eleições, sendo os novos presidente e vice-presidente do fundo, respectivamente, a espanhola Ana Fornells de Fruto e o uruguaio Luis Santos.

Farrukh renovou a sua convocação aos países desenvolvidos para financiamento dos projetos sob o Fundo de Adaptação.

“Até agora, recebemos quase 20 projetos para financiamento. Isto demonstra que a demanda por recursos para a adaptação é enorme. Os países estão prontos para apresentar propostas. Porém, o Fundo de Adaptação está restrito a permanecer cauteloso na sua abordagem devido a fundos limitados a sua disposição”.

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