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Obama pede investimentos em energia limpa

postado por Gabriel| janeiro 26th, 2011 |Comentários 0 comentários

O presidente norte-americano Barack Obama anunciou novas estratégias de governo em seu discurso anual ao Congresso Americano, realizado na última terça-feira (25). Entre os diversos assuntos tratados a energia limpa foi um dos pontos de destaque.

Barack Obama anuncia novas estratégias de governo em seu discurso anual ao Congresso Americano. l Imagem: Pool/Reuters

Obama pretende modificar o cenário econômico americano, reduzindo investimentos feitos na área petrolífera e direcionando-os às energias renováveis, entre outras medidas, como redução de gastos e novos investimentos em educação e saúde.

Para alcançar o cenário ideal, o presidente lembrou que é necessário que os dois grandes partidos opositores dos EUA, democráticos e republicanos, se unam. “Sabemos das diferenças que tivemos nos últimos anos. Nós temos que trabalhar juntos amanhã, no futuro”, pediu ele.

Ao falar sobre as energias renováveis Obama utilizou uma comparação com o período da Guerra Fria, em que os americanos disputavam a corrida espacial com a União Soviética. Para ele, se os cientistas americanos “reunirem as melhores mentes em seus campos, e se focarem nos problemas mais difíceis em energia limpa”, o governo pode financiar o Projeto Apollo desse tempo, em alusão à primeira viagem espacial.

Os investimentos para tornar isso real devem vir da mudança econômica, que pretende eliminar os bilhões de dólares destinados aos subsídios petrolíferos. “Em vez de subsidiar a energia de ontem, vamos investir na do amanhã”, acrescentou Obama.

Para finalizar o discurso direcionado a essa área, o presidente lançou o desafio de que o país tenha 80% de sua energia proveniente de fontes limpas até 2035.

Obama ainda falou de sua vinda ao Brasil em março deste ano e tratou de assuntos como o Afeganistão, reforma migratória, educação, acesso à internet e reorganização do Estado. As informações são do G1.

Redação CicloVivo

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Estados Unidos e China surpreendem em Cancún

postado por Gabriel| dezembro 1st, 2010 |Comentários 0 comentários

Os dois maiores emissores de gases do efeito estufa do planeta desembarcam no México anunciando que passaram as últimas semanas negociando e que um consenso está mais próximo que o esperado.

O chefe da delegação norte-americana na 16ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP16), Jonathan Pershing, revelou que nas últimas semanas foram mantidas conversas com os representantes chineses para discutir os principais pontos de conflito entre os dois países.

“Percebo que houve progressos, agora depende de como a COP irá caminhar”, afirmou Pershing.

A informação foi confirmada por Su Wei, chefe da delegação chinesa, que reconheceu que conversas bilaterais aconteceram.

“Nós tivemos um diálogo franco e aberto com os nossos amigos norte-americanos e posso afirmar que as duas nações desejam o melhor resultado possível para Cancún”, disse Wei.

Essa aproximação inesperada pode representar que a Conferência, que até então se focava em objetivos modestos, poderá ter metas mais ambiciosas, uma vez que o conflito entre EUA e China era tido como o maior obstáculo nas mesas de negociação.

No que já parece um avanço, o representante Chinês Xie Zhenhua afirmou em entrevista para agências internacionais que o país pode rever sua oposição ao monitoramento das medidas de redução de emissões. A China considera esse tipo de controle um ataque a sua soberania.

Os Estados Unidos são irredutíveis na idéia de criar mecanismos de verificação e notificação (reporting and verification mechanisms – MRV), para de maneira independente acompanhar as ações de cada país. Esses mecanismos seriam para os norte-americanos uma parte central de qualquer acordo climático.

“Nós percebemos que no passado realizamos ações de redução e não contamos para ninguém. Agora nós pensamos que se fizermos algo, devemos tornar isso público. O que realizamos, o que não realizamos, que dificuldades temos…estamos dispostos a discutir essas coisas”, afirmou Wei.

O negociador ainda comentou que uma maior transparência poderá fazer com que os outros países dêem mais crédito para as políticas chinesas.

“Esta falta de comunicação que levou no passado a mídia a distorcer nossas políticas e medidas. Se tivéssemos sido mais transparentes isto não teria acontecido. Mas queremos saber com detalhes o que realmente podem vir a ser os mecanismos de monitoramento”, explicou Wei.

Perda de Relevância

A COP16 começou com uma série de discursos que alertaram para os efeitos das mudanças climáticas que já estão visíveis e que todo o modelo de negociações multilaterais internacionais está em risco se a conferência fracassar.

Representantes da Aliança de Pequenos Estados Insulares também discursaram e afirmaram que muitos países estão atravessando o que podem ser as últimas décadas de sua existência a menos que medidas concretas de redução das emissões sejam adotadas.

Já a comissária climática da União Européia, Connie Hedegaard, afirmou que o bloco chega otimista para a COP16, mas teme pela perda de relevância do encontro por causa do pequeno empenho de alguns países importantes, como os EUA.

“A UE está pronta para tomar medidas ambiciosas, mas infelizmente outras grandes economias não estão. Nenhuma nova legislação conseguiu passar pelo Senado norte-americano. É crucial que Cancún termine em progresso, pois se não o processo de negociação sob a ONU perderá força e relevância”, explicou Hedegaard.

A presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, afirmou que apesar de todos os obstáculos a COP16 pode representar um avanço.

“Os governos precisam provar que o processo intergovernamental pode ter bons resultados. Eles sabem que é possível. Eles sabem que precisam se comprometer. Não estou dizendo que vai ser fácil, mas é possível”, concluiu Figueres.

Video: Abertura da coletiva de imprensa de Christiana Figueres na COP16.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

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