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Energias renováveis atingiram rendimentos recordes em 2011, diz relatório

postado por Micaela| março 15th, 2012 |Comentários 0 comentários

Apesar da instabilidade econômica que impactou o ano de 2011, as energias renováveis tiveram um bom ano, chegando a atingir rendimentos recordes e grandes aumentos de produção e instalação. Pelo menos é o que indica o Clean Energy Trends 2012 (Tendências da Energia Limpa 2012), novo relatório da Clean Edge, empresa de consultoria e pesquisa e energia limpa.

De acordo com o documento, todas as principais fontes de energia renovável (solar, eólica e biocombustíveis) tiveram altas taxas de crescimento em 2011, além de recordes de receita. A energia solar fotovoltaica, por exemplo, cresceu 69% em relação ao ano anterior, indo de 15,6 GW de capacidade instalada mundialmente em 2010 para mais de 26 GW em 2011.

Com relação aos rendimentos, a solar fotovoltaica teve um aumento de 29% em relação a 2010, subindo de US$ 71,2 bilhões para US$ 91,6 bilhões. A análise aponta que o percentual de crescimento dos rendimentos ficou menor do que o de capacidade instalada devido à queda do preço dos equipamentos e das instalações solares, que caíram de US$ 4,55 por watt de energia gerado em 2010 para US$ 3,48 em 2011.

E segundo o relatório, a tendência é que o crescimento nas instalações e nas receitas e a queda nos custos continuem na próxima década. O mercado deve atingir US$ 130,5 bilhões em 2021, enquanto o custo deve chegar a US$ 1,28 por watt gerado.

A energia eólica também apresentou crescimento semelhante. A capacidade instalada chegou a 41,6 GW, em grande parte graças à China, que foi responsável por 40% deste total, com 18 GW. Em segundo lugar ficou a União Europeia, com 10 GW, seguida dos Estados Unidos (7 GW), da Índia (3 GW) e do Canadá (1,3 GW).

Em relação às receitas, houve um crescimento de US$ 60,5 bilhões em 2010 para US$ 71,5 bilhões no último ano. Para 2021, a Clean Edge estima que os rendimentos da energia eólica cheguem a US$ 116,3 bilhões.

Já os biocombustíveis se mantiveram relativamente estáveis em se tratando de produção, subindo de 102,8 bilhões de litros gerados em 2010 para 105,4 bilhões em 2011. As receitas, por sua vez, subiram de US$ 56,4 bilhões em 2010 para US$ 83 bilhões em 2011.

Esse grande aumento foi impulsionado, sobretudo, pela alta nos preços das commodities, como o açúcar e os óleos vegetais, que subiram entre 10% e 20%. Para 2021, o relatório espera que os rendimentos dos biocombustíveis cheguem a US$ 139 bilhões.

Juntas, as três fontes de energia geraram US$ 246,1 bilhões em 2011, um crescimento de 31%em relação aos US$ 188 bilhões de 2010. A consultoria estima que esse valor chegue a US$ 385,8 bilhões nos próximos dez anos.

Mas apesar do enorme volume de capital movimentado e do crescimento da produção, o relatório sugere que todos esses ganhos não foram apropriadamente creditados devido aos revezes sofridos pela indústria renovável no último ano.

Um dos exemplos que o documento cita é o caso da companhia Solyndra, cuja falência ofuscou outras conquistas do setor, e fez com que muitos críticos das tecnologias limpas afirmassem que estas só se desenvolvem às custas de subsídios.

“O último ano pegou muitos na comunidade de tecnologia limpa de surpresa, à medida que a indústria se tornou um bode expiatório moderno. Os ataques esqueceram o fato de que muitas tecnologias de energia limpa estão se tornando custo-competitivas, são essenciais para a expansão dos mercados de energia em lugares como a China, o Japão e a Alemanha, e são uma proteção importante contra as formas mais voláteis de energia tradicional”, explicou Ron Pernick, co-fundador e diretor de gestão da Clean Edge.

O documento cita ainda outros pontos chave que favorecem e defendem o desenvolvimento do setor renovável: a indústria do petróleo, do gás e do carvão ainda recebe grandes subsídios; os projetos de energia nuclear requerem consideravelmente mais garantias de empréstimos do que as renováveis, e o acidente em Fukushima está estimulando a adoção das renováveis em detrimento da nuclear; o setor militar tem ajudado a desenvolver a energia limpa; a adaptação de edifícios está começando a desenvolver a eficiência energética; 2011 teve desenvolvimentos que apontam para um grande crescimento das tecnologias limpas etc.

 

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Clean Edge

Autor: Jéssica Lipinski

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Brasileiro pagará menos por energia elétrica

postado por Alice| agosto 4th, 2011 |Comentários 0 comentários
Com chuva dos últimos meses, gasto com termelétricas não deve chegar a R$ 250 milhões no ano, avalia o ONS
 

As fortes chuvas do início do ano encheram os reservatórios das hidrelétricas do País ao maior nível dos últimos 10 anos. Por conta disso, os brasileiros deverão pagar menos para garantir o abastecimento de energia, já que menos usinas termelétricas deverão ser ligadas. A energia gerada nessas usinas é mais cara que nas hidrelétricas. Segundo o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, até o momento nenhuma usina termelétrica precisou ser ligada no País. Segundo ele, o gasto com o despacho das termelétricas neste ano não deve chegar a R$ 250 milhões, metade dos R$ 500 milhões gastos em 2010. Nas regiões Sudeste e Centro- Oeste, os reservatórios em 31 de julho estavam com 80,7% de sua capacidade; na região Nordeste, com 79,6%; e no Sul, com 95,4%. Na comparação com a mesma data de 2010, Sudeste e Centro-Oeste tinham 66%, enquanto o Nordeste tinha 65% de sua capacidade total. Chipp acredita que, com o cenário positivo, há a possibilidade de não precisar acionar nenhuma térmica neste ano. “Não posso afirmar que nenhuma usina será ligada, mas existe essa possibilidade. E, mesmo que isso não aconteça, o custo não deve passar de R$ 250 milhões. Estamos com excelente nível de segurança energética.”Para Chipp, essa boa situação será mantida. Ele disse que o País se encontra em uma situação confortável, com sobra de energia. Esse cenário deverá se manter até 2015. Segundo o planejamento estratégico do ONS, existem 2.500 MW médios de sobra de energia em 2011, para uma oferta de 58 mil MW médios. Para 2015, o ONS prevê uma sobra de 5 mil MW médios, para uma oferta de 71 mil MW médios, considerando crescimento de 5% ao ano no PIB no período – em média 1% de elevação do PIB corresponde a 1% de aumento no consumo de energia elétrica.
 
Fonte: Jornal do Comércio. Terça – feira. 02/08/2011.

 

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Bons ventos para o Brasil

postado por Alice| agosto 4th, 2011 |Comentários 0 comentários


Em menos de uma década, a energia que vem dos ventos conquistou espaço no mercado brasileiro, atraiu investimentos bilionários e tem hoje potencial superior ao hidrelétrico.

Levantamento inédito da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com base nas informações recebidas pelas empresas, está redimensionando de 143 gigawatts (GW) para pelo menos 300 GW o potencial de geração de energia eólica no País.
No caso da hidreletricidade são estimados 261 GW. Os dados farão parte de um sistema que já está pronto, mas que só deve se tornar público no fim do ano. A ideia é garantir ao mercado o maior número de informações sobre os ventos e as localidades de maior incidência em tempo real, segundo o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. É atrás desses bons ventos que grandes multinacionais estão desembarcando no País. O Brasil tornou-se o 12º mercado mais atraente do mundo para negócios em energia renovável e pode subir para a 10ª posição até o fim deste ano, no ranking da Ernst & Young Terco para 35 países, segundo o sócio da área de transações da consultoria, Luiz Claudio Campos.
“Esta é a melhor posição que o Brasil já atingiu no ranking, que não inclui as hidrelétricas por não considerá-las tão verdes”, disse.
A China se mantém na liderança, endo seguida dos Estados Unidos. As companhias do setor já não esperam nem sequer os leilões realizados pelo governo e começaram, este ano, a negociar energia eólica no mercado livre, o que também é inédito. É o caso da belga Tractebel Energia. A Eletrosul, que deve aumentar de 15 para 45 torres o número de aerogeradores – como são chamados os imensos ventiladores que produzem energia eólica – no parque de Cerro Chato, no Rio Grande do Sul, se prepara para entrar no mercado livre também.
O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo Custódio, diz que, neste momento, todos os esforços da companhia estão concentrados no leilão que será realizado nos dias 17 e 18 de agosto. “Estamos inscritos com 120 MW. Já estamos nos formatando para o mercado livre depois do leilão”, afirmou o diretor, lembrando Bons ventos para o Brasil que, em breve, a empresa poderá exportar energia para o Uruguai a partir de acordo negociado entre os governos brasileiro e uruguaio.
Só em 2011 o Brasil está recebendo R$ 100 milhões em duas novas fábricas de equipamentos. Em outubro, a francesa Alstom inaugura a sua primeira fábrica no Brasil de aerogeradores. A planta ficará no polo de Camaçari, na Bahia. O investimento de R$ 50 milhões tem por objetivo marcar espaço num mercado que cresce a olhos vistos, enquanto o europeu, que ainda luta para vencer a crise econômica, parece ter arrefecido.
“É um mercado muito promissor e com alto potencial. Inicialmente, a fábrica está dimensionada para produzir 300 MW/ano. A ideia é atender ao Brasil, que ficará com dois terços do total, e alguns países da América Latina”, disse
Marcos Costa, vice-presidente do setor Power na Alstom Brasil e América Latina. Há duas semanas, a espanhola Gamesa também inaugurou sua primeira fábrica no país, no polo de Camaçari. Um investimento de R$ 50 milhões com capacidade de 400 MW/ano, a unidade vai produzir equipamentos com 40% de conteúdo nacional, conforme negociado com o Bndes.
A expectativa da empresa é ter um índice de nacionalização de 50% em 2012 e de 60% em 2013.Até 2013, o País receberá nada menos que R$ 25 bilhões em novos recursos para a energia eólica. Este é o valor que já está contratado. Ou seja, ainda não considera os projetos do próximo leilão. Segundo Tolmasquim, o País parte de uma capacidade instalada de praticamente zero em 2003 para mais de 11 GW em 2020. Ele explica que a revisão do potencial do País de 143 GW, como está no Atlas Eólico Brasileiro de 2001, para 300 GW se dará pelas novas tecnologias (as torres, que há até pouco tempo tinham 50 metros, agora têm 100 metros de altura), a qualidade das informações e do próprio vento brasileiro.Outra vantagem do mercado brasileiro, segundo Tolmasquim, é o fato de a energia eólica aqui não ser subsidiada, diferentemente de alguns países europeus como Espanha e Portugal. “O valor que está se formando é compatível com o mercado. Não é artificial como em outros países.”

Fonte: Jornal do Comércio. Segunda – feira. 01/08/2011.

 

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Siemens confirma venda de 63 turbinas para eólicas da Tractebel Energia.

postado por Alice| julho 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

Equipamentos serão instalados em quatro parques no Ceará e um no Piauí. Início da operação está marcada para 2012

A Siemens confirmou contrato para fornecimento de 63 turbinas para os cinco parques eólicos que serão construídos pela Tractebel Energia no Nordeste do país. No ceará serão quatro parques – Mundaú (30 MW), Fleixeiras I (30 MW), Trairi (25,4 MW) e Guajirú (30 MW) e no Piauí será construído o parque Porto das Barcas (30 MW). Os empreendimentos entram em operação a partir de 2012 e a comercialização da energia se dará no ambiente de contratação livre, segundo informação divulgada nesta segunda-feira, 18 de julho.
De acordo com a Siemens, nos últimos seis meses, o volume de contratos de turbinas eólicas alcançou o equivalente a 310 MW que serão instalados no país entre 2012 e 2013.
As usinas poderão pleitear créditos de carbono.
O projeto de créditos de carbono desse empreendimento será assessorado pela Enerbio.
Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
18/07/2011

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2012: Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

postado por Jhulie| julho 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

Mais de 1,4 bilhão de pessoas, em todo o mundo, não têm acesso à eletricidade e, por isso, possuem péssimas condições de vida. Para tentar mudar essa realidade, a ONU proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

 Dados da Rede de Conhecimento ONU-Energia* apontam que, atualmente, mais de 1,4 bilhão de pessoas de todo o mundo não possuem acesso à eletricidade e cerca de um bilhão tem acesso intermitente, ou seja, não contínuo, o que acarreta em problemas de saúde, déficit educacional, destruição ambiental e, até mesmo, atraso econômico. 

Para chamar a atenção da população mundial para este problema e, assim, fomentar ações que possam ajudar a mudar essa realidade, a ONU – Organização das Nações Unidas proclamou que 2012 será o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

O anúncio faz parte de uma iniciativa maior – também batizada de Energia Sustentável para Todos (Sustainable Energy for All*, em inglês) –, comandada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que até o ano de 2030 pretende alcançar três grandes objetivos. São eles:

– assegurar que todos tenham acesso a serviços modernos de energia;

– reduzir em 40% a intensidade energética global e

– aumentar em 30% o uso de energias renováveis em todo o mundo. 

Para isso, a iniciativa espera receber apoio dos governos, empresas do setor privado, ONGs e da própria sociedade civil, que pode acessar o site do Sustainable Energy for All e participar ou, mesmo, propor ações que garantam a universalização da energia sustentável. Faça parte desse movimento! 

No portal do projeto ainda é possível conferir o calendário de eventos  que a ONU está preparando para a celebração do Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

Sustainable Energy for All
* Rede de Conhecimento ONU-Energia

Fonte: Planeta Sustentável – Débora Spitzcovsky

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Enerbio realizará projetos de crédito de carbono para eólicas da Tractebel

postado por Gabriel| maio 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Até dezembro do próximo ano, a Tractebel Energia passa a contar com a energia renovável de cinco parques eólicos – um no Piauí e quatro no Ceará – totalizando 145,6 MW de capacidade instalada e investimento de R$ 630 milhões. Na primeira etapa da obra estão sendo realizados o projeto executivo e a fabricação de equipamentos, ficando a Siemens responsável pelo fornecimento e a montagem das torres e aerogeradores – unidades modelo SWT 2.3-101, de 2,3 MW cada. Já as obras dos parques iniciam até o final deste ano.

Já a Enerbio Consultoria ficará responsável pelo desenvolvimento dos projetos de créditos de carbono para as cinco eólicas, gerando uma receita para a Tractebel proveniente da redução de emissões de gases do efeito estufa que os parques eólicos irão gerar por se tratar de uma fonte de energia limpa. Através do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), a Tractebel poderá comercializar os créditos gerados pelos empreendimentos para países que possuem metas de redução de emissões de gases do efeito estufa de acordo com o estipulado pelo Tratado de Kyoto.

Com informações de Setorial News

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Energias Renováveis no Brasil

postado por Gabriel| maio 11th, 2011 |Comentários 0 comentários

Por Eduardo Baltar*

Em março passado, ocorreu, em Manaus, o Fórum Mundial de Sustentabilidade. O evento contou com a presença de figuras ilustres internacionais, como o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, o ex-presidente americano Bill Clinton, o megaempresário britânico Richard Branson e o cineasta James Cameron. Muito se falou sobre o papel das energias renováveis para o futuro sustentável do mundo. Compreensível, já que, para os países desenvolvidos, a matriz energética é um dos principais problemas ambientais, principalmente pelas altas taxas de emissões de gases do efeito estufa.

Como muito se propaga, a nossa matriz é predominantemente limpa. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 71% da potência instalada no país é proveniente de fonte hidrelétrica, e apenas 17% da capacidade energética é proporcionada por fontes termelétricas de origem fóssil, como carvão mineral e óleo diesel ou óleo combustível. A participação atual de outras fontes de energia renováveis, como a eólica (0,81%) e a solar (0,00001%), é irrelevante.

De acordo com a previsão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em decorrência do crescimento econômico do Brasil, teremos até 2019 um aumento médio anual de 5,9% no consumo energético do país, sendo esse crescimento mais intenso até 2014. Prevê-se um aumento de oferta de energia de aproximadamente 48% até 2019, ainda se fundamentando em fontes limpas e renováveis.

A maior parte desse crescimento será viabilizada por grandes usinas hidrelétricas, com suas maiores interferências socioambientais. Em 2019, a oferta por energia eólica representará cerca de 3,5% da oferta de energia de nosso país. O crescimento da oferta de energia solar na matriz nacional é tão insignificante que não chega a ser especificado no estudo da EPE.

Essas fontes alternativas de energia menos impactantes podem tomar um maior impulso com o desenvolvimento tecnológico, que podem barateá-las, inclusive para autoprodução de energia. Existem nos países desenvolvidos diversos incentivos para a implantação de painéis solares e pequenas turbinas eólicas para geração em residências, prédios comerciais e empresas. É possível gerar energia para consumo próprio e, inclusive, fornecer o excedente para a rede.

Imagine uma situação onde você instala painéis solares em sua residência. Como na maior parte do tempo você está trabalhando fora de casa e consumindo pequena quantidade de energia, a sua conta ficará mais barata. Você pode também não pagar nada ou ainda receber certa quantia em dinheiro pela sua geração energética.

Para isso se tornar realidade no Brasil, é preciso um marco regulatório que regule essas relações e forneça transparência a todos. Além disso, instrumentos financeiros devem ser pensados para incentivar o investimento por parte das pessoas físicas, como contratos de compra de longo prazo para essas fontes
energéticas, linhas de financiamento diferenciadas, benefícios fiscais etc.

Não é à toa que recente relatório sobre investimentos em energias renováveis da ONG americana The Pew Charitable Trust aponta que os investimentos em geração de energia solar em pequena escala cresceram 100% em relação a 2009 na Alemanha e na Itália. Isso é resultado de políticas governamentais atrativas aos investidores de pequeno, médio e grande portes. A capacidade instalada mundial de energia solar cresceu 70%. A do Brasil não cresceu nada. Parece um desperdício com o potencial que temos para essa fonte no país.

As políticas públicas são fundamentais para a viabilização da microgeração de energia renovável para o autoconsumo. São fundamentais tanto no incentivo à pesquisa e desenvolvimento que possa tornar essas tecnologias mais baratas e acessíveis, como na definição do ambiente regulatório que fornecerá segurança aos pequenos e médios investidores. Dessa forma, poderemos diversificar a nossa matriz energética e continuar crescendo economicamente de forma sustentável.

Matéria publicada no Jornal Zero Hora do dia 18/04

* Eduardo Baltar é diretor da Enerbio Consultoria, responsável por diversos projetos de créditos de carbono e estratégias empresariais de combate à mudança do clima. Criador do Programa Emissão Zero de Carbono, participou das COP 15 e 16 como membro da delegação brasileira.

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Energia eólica é campeã em investimentos

postado por Gabriel| abril 7th, 2011 |Comentários 0 comentários

Setor levou mais de U$ 100 bilhões em 2010

Foto: Diogo Martins / Creative Commons

A energia eólica foi o investimento preferido do setor de energia limpa, atraindo investimentos de mais de U$ 100 bilhões nos países do G-20, de acordo com relatório publicado esta semana. Eles cresceram 34% em 2010, e a energia eólica segue sendo o maior recipiente de investimentos em energia limpa, segundo o estudo Quem Está Ganhando a Corrida da Energia Limpa? “Os investimentos significaram a adição de 40 GW de capacidade e responderam por 48% dos investimento de energia limpa no ano passado”.

Publicado pelo Pew Charitable Trusts, o relatório examinou o financiamento de energia verde nos países do G-20, que incluem Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e o Reino Unido. Os investimentos totais em energia limpa chegaram a U$ 258 bilhões em 2010. China, Alemanha e Itália estão entre os países que mais tiveram sucesso em atrair investimentos privados. “A China continua a consolidar sua posição como líder mundial. Seu recorde de investimentos, de U$ 58 bilhões, representa um aumento de 39% sobre 2009″.

A Alemanha teve um aumento de 100% nos investimentos, ficando em segundo lugar entre as economias desenvolvidas, com U$ 43 bilhões. A Itália atraiu quase U$ 15 bilhões. O Reino Unido apresentou o maior declínio entre os países do G-20, caindo para décimo terceiro lugar no ano passado.

O dinheiro está sendo atraído para países que apoiam padrões de energia limpa, metas de redução de carbono e/ou incentivos para investimento e produção que criem segurança no longo prazo, nota o relatório, de acordo com o Renewable Energy World. “O setor de energia limpa está emergindo como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo, com um crescimento de investimentos de 630% desde 2004″, afirma Phyllis Cuttino, diretora do Programa de Energia Limpa do Pew.

Fonte: Planeta Sustentável

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Alstom lança pedra fundamental de fábrica na Bahia

postado por Gabriel| março 25th, 2011 |Comentários 0 comentários

Planta terá capacidade instalada de 300 MW por ano e deverá ser entregue no segundo semestre

A Alstom lançou na última quarta-feira, 23 de março, a pedra fundamental de sua fábrica de equipamentos eólicos na Bahia. A fábrica, em construção no Pólo Industrial de Camaçari, será entregue no segundo semestre deste ano e vai gerar 150 empregos diretos e 500 indiretos. A planta terá capacidade instalada de 300 MW por ano, dentro de uma área total de 50 mil m², com 30 mil m² de área construída.

Cerca de R$ 50 milhões serão investidos no projeto, entre construção e aquisição de equipamentos. A nova unidade será responsável pela fabricação de aerogeradores, tornando-se a primeira planta dedicada a materiais eólicos da empresa no Brasil e sua oitava fábrica entre todos os seus setores de atuação.

Atualmente, a companhia realiza serviços de terraplanagem e, de acordo com o cronograma da obra, a partir de abril terá início a edificação do galpão, local onde serão fabricados os aerogeradores.

Em Julho de 2010, a Alstom assinou um contrato no valor de € 100 milhões com a empresa brasileira de geração de energia renovável Desenvix, subsidiária do grupo econômico Engevix, para a construção de um complexo eólico de 90 MW, também na Bahia. O Complexo de Brotas consistirá em três usinas eólicas denominadas Macaúbas, Novo Horizonte e Seabra. De acordo com os termos e condições do contrato, a Alstom está fornecendo 57 turbinas eólicas ECO 86 de 1,67MW cada, e os principais componentes estão sendo fabricados na Espanha e no Brasil. As três usinas eólicas deverão entrar em operação em julho deste ano.

Fonte: Agência CanalEnergia

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Tractebel vai construir cinco parques eólicos voltados para o mercado livre

postado por Gabriel| março 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

Projetos vão demandar investimentos da ordem de US$ 368,2 milhões e terão capacidade instalada de 145,4 MW. Aerogeradores serão da Siemens

A Tractebel vai implantar cinco projetos eólicos, cuja venda da energia será destinada ao mercado livre. Os projetos demandarão investimentos da ordem de US$ 368,2 milhões e terão capacidade para produzir 145,4 MW. A construção dos projetos foi aprovada durante reunião do Conselho de Administração da companhia, que aconteceu na terça-feira, 22 de março. A previsão é que os projetos estejam concluídos até outubro de 2012.

Os investimentos serão realizados nas seguintes empresas controladas: Central Eólica Mundaú, com capacidade instalada de 30 MW; Central Eólica Fleixeiras I, com 30 MW; Central Eólica Trairi, com 25,4 MW; Central Eólica Guajirú, com 30 MW; e Eólica Porto das Barcas, com 30 MW. Segundo a Tractebel, os quatro primeiros parques serão instalados no município de Trairí, no Ceará, e o último, no município de Parnaíba, no Piauí.

A Siemens será a responsável pelo fornecimento dos aerogeradores, enquanto a WEG vai fornecer o pacote eletromecânico. A empresas controladas, ainda segundo a Tractebel, deverão desenvolver todas as atividades necessárias para a obtenção de Créditos de Carbono relativos aos projetos.

Fonte: Agência CanalEnergia

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