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Siemens confirma venda de 63 turbinas para eólicas da Tractebel Energia.

postado por Alice| julho 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

Equipamentos serão instalados em quatro parques no Ceará e um no Piauí. Início da operação está marcada para 2012

A Siemens confirmou contrato para fornecimento de 63 turbinas para os cinco parques eólicos que serão construídos pela Tractebel Energia no Nordeste do país. No ceará serão quatro parques – Mundaú (30 MW), Fleixeiras I (30 MW), Trairi (25,4 MW) e Guajirú (30 MW) e no Piauí será construído o parque Porto das Barcas (30 MW). Os empreendimentos entram em operação a partir de 2012 e a comercialização da energia se dará no ambiente de contratação livre, segundo informação divulgada nesta segunda-feira, 18 de julho.
De acordo com a Siemens, nos últimos seis meses, o volume de contratos de turbinas eólicas alcançou o equivalente a 310 MW que serão instalados no país entre 2012 e 2013.
As usinas poderão pleitear créditos de carbono.
O projeto de créditos de carbono desse empreendimento será assessorado pela Enerbio.
Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
18/07/2011

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Enerbio realizará projetos de crédito de carbono para eólicas da Tractebel

postado por Gabriel| maio 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Até dezembro do próximo ano, a Tractebel Energia passa a contar com a energia renovável de cinco parques eólicos – um no Piauí e quatro no Ceará – totalizando 145,6 MW de capacidade instalada e investimento de R$ 630 milhões. Na primeira etapa da obra estão sendo realizados o projeto executivo e a fabricação de equipamentos, ficando a Siemens responsável pelo fornecimento e a montagem das torres e aerogeradores – unidades modelo SWT 2.3-101, de 2,3 MW cada. Já as obras dos parques iniciam até o final deste ano.

Já a Enerbio Consultoria ficará responsável pelo desenvolvimento dos projetos de créditos de carbono para as cinco eólicas, gerando uma receita para a Tractebel proveniente da redução de emissões de gases do efeito estufa que os parques eólicos irão gerar por se tratar de uma fonte de energia limpa. Através do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), a Tractebel poderá comercializar os créditos gerados pelos empreendimentos para países que possuem metas de redução de emissões de gases do efeito estufa de acordo com o estipulado pelo Tratado de Kyoto.

Com informações de Setorial News

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Mercados de carbono buscam caminhos alternativos

postado por Gabriel| abril 7th, 2011 |Comentários 0 comentários

Com a dificuldade de se chegar a um acordo global para lidar com as mudanças do clima, as diversas partes envolvidas com o comércio de créditos procuram maneiras diferentes para acessar os benefícios de uma economia de baixas emissões

Uma nuvem paira sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), com discussões como da elegibilidade dos projetos provenientes de países emergentes e sobre a forma que as Ações Nacionais de Mitigação (NAMAS) tomarão.

Na União Européia, maior mercado de emissões do mundo, existe questionamentos sobre a possibilidade de apenas serem aceitos projetos em países menos desenvolvidos, como muitos africanos, e no caso da América Latina, apenas o Haiti.

A implementação das NAMAs também pode aos poucos ir tomando o lugar do MDL nos países emergentes, como o Brasil, ao passo que o sistema de redução das emissões com base em fatores determinados setorialmente entra em vigor.

Arnold Dixmude, representante das políticas ambientais da Comissão Européia na América Latina, ressalta algumas vantagens da abordagem setorial versus MDL, como a garantia de um esforço de redução de emissões mais abrangente, a exigência de um esforço compartilhado onde as ações domésticas de cada país são complementadas pela ajuda externa e uma administração menos problemática.

“Não é provável que o MDL desaparecerá dos (países) emergentes, porém será mais restrito, provavelmente aos excluídos do esquema setorial”, reforçou Dixmude durante o evento Carbon Market Americas em São Paulo.

Neste cenário um tanto incerto, o mercado, cada vez mais fragmentado exige soluções diferenciadas. Para Maria Netto, da Unidade de Mudanças Climáticas e Energias Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a responsabilidade dos governos é cada vez maior.

Tanto na parametrização das ações, no estabelecimento de benchmarks como no fornecimento de informações, o papel dos governos é essencial para auxiliar as empresas a terem posições mais claras em relação às oportunidades do cenário de carbono.

O papel do setor público através de políticas consistentes pode passar pelo estímulo e recompensa à melhoria na eficiência energética, promoção da abordagem setorial, desenvolvimento de programas que estimulem a participação do setor privado e no estabelecimento das NAMAs. Entretanto, em oposição ao que ocorre atualmente com os conflitos entre as mudanças no código florestal e os objetivos de redução do desmatamento determinados pela Política Nacional de Mudanças do Clima, as políticas têm que estar alinhadas entre si formando objetivos comuns. As grandes oportunidades atuais de redução das emissões, como no setor de transportes, dependem do engajamento do poder público.

Atualmente, a diversificação nas abordagens assumidas demonstra a força da iniciativa corporativa, como no caso citado por Maria do café colombiano que busca a neutralidade em carbono como uma forma de inserção no mercado.

Outro exemplo é o caso do Estado de São Paulo que está lançando este mês o seu esquema de comércio de emissões baseado na Politica Estadual de Mudanças Climáticas. Esta iniciativa importante no âmbito nacional já proporciona muitas oportunidades de projetos de empresas buscando se adequar às novas regras.

“Esta motivação que São Paulo nos proporcionou tem nos dado muito trabalho”, comentou Rodrigo Franco da empresa Carbon Market Consulting

Certificados de energias renováveis, como os negociados na India e nos Estados Unidos, também são alternativas interessantes que têm sido apresentadas regionalmente como forma de combater as crescentes emissões de GEEs.

Muito se fala também de acordos bilaterais, a exemplo do Japão que recentemente anunciou uma série de iniciativas neste sentido.

Para tornar a gama de informações sobre todas estas novas oportunidades disponíveis mais acessíveis aos latino-americanos, o BID está preparando um portal online chamado Finanzas Carbono. O site, em espanhol, contará com várias seções práticas sobre o mercado voluntário e compulsório de carbono.

A falta de informações tanto do setor público como privado ainda é um problema a ser superado no mercado brasileiro e na America Latina em geral para que a demanda existente no mercado seja atendida.

Consultorias brasileiras trabalharam em conjunto com a BM&F Bovespa e o Banco Mundial para a construção do ‘Projeto de Fortalecimento das Instituições e Infraestrutura do Mercado de Carbono Brasil’, que está disponível online na busca pela disseminação de informações práticas no país.

Fonte:Instituto CarbonoBrasil

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Brasil ocupa 3º lugar em número de projetos via MDL

postado por enerbio| fevereiro 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

Comunicado do Ipea nº 80 mostra oportunidades do país com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

“A maior utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo poderia ser um elemento importante para viabilizar projetos ou políticas públicas que contribuam ao desenvolvimento brasileiro sustentável”, afirmou a técnica de Planejamento e Pesquisa Maria Bernadete Gomes no lançamento do Comunicado do Ipea n° 80: Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 23, no auditório do Ipea no Rio de Janeiro, e também contou com a presença do técnico Albino Alvarez.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é originário das disposições do Protocolo de Quioto, no âmbito das discussões das mudanças climáticas. O Comunicado nº 80 trata dos panoramas brasileiro e mundial do MDL, do mercado de carbono – com seus volumes e valores –, das políticas públicas e medidas de desenvolvimento sustentável, do setor de saneamento básico do Brasil e do tratamento dos resíduos sólidos e projetos de geração de energia a partir de aterros.

Bernadete lembrou que a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, em 2005, lançou as bases para um mercado global de carbono, constituído por diferentes mercados regionais ou nacionais, assim como por mecanismos de projetos redutores de emissões do MDL ou Implementação Conjunta (IC). Alguns desses mercados foram criados com o objetivo de atender a compromissos de redução de emissões negociados no Protocolo de Quioto, em que se insere o MDL, enquanto outros são de natureza voluntária.

A participação brasileira no mercado de carbono tem se limitado, segundo a técnica, ao segmento de oferta de projetos via MDL, ocupando o terceiro lugar em número de projetos (13%), sendo que China e Índia responderam por 31% e 21% do total em 2008. O texto revela que o MDL vem sofrendo modificações importantes que podem ampliar a utilização pelos países beneficiários e se constituir em instrumento importante para o crescimento sustentável brasileiro.

O setor de saneamento básico, em particular o de tratamento de lixo, apresenta elevada potencialidade para a utilização de um MDL setorial. A elaboração desse mecanismo deve incorporar as principais lições derivadas da experiência acumulada dos créditos de carbono setoriais em outros países: o tamanho das fontes de emissão; a formulação de políticas setoriais de forma integrada com políticas ambientais; e o fortalecimento das instituições já existentes no MDL, em particular a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.

Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Brasileiro: Inserção internacional soberana; Macroeconomia para o desenvolvimento; Fortalecimento do Estado, das instituições e da Democracia; Infraestrutura econômica, social e urbana; Estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; Proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e Sustentabilidade ambiental.

A série Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, economia e bem-estar humano faz uma análise de diversos setores relacionados ao meio ambiente no Brasil. E busca servir como uma sistematização e reflexão sobre os desafios e oportunidades do tema meio ambiente, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da sustentabilidade ambiental.

Fonte: Portal Ipea

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Comitê Executivo divulga plano para expandir MDL

postado por Alice| fevereiro 23rd, 2011 |Comentários 0 comentários

Novas medidas previstas para os próximos dois anos visam atrair um maior número de projetos e países ao tornar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo mais acessível, eficiente e transparente

O Comitê Executivo (CE), que supervisiona o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), divulgou nesta semana um plano de ação para os próximos dois anos que tem por objetivos: melhorar a eficiência, aumentar o alcance global, dar mais transparência e incrementar a objetividade e integridade dos processos do MDL.

O plano é uma resposta às constantes criticas que o mecanismo sofre por ser muito burocrático e também por aprovar projetos de qualidade questionável. Além disso, será uma maneira de tentar expandir o mecanismo, que no momento está muito centralizado na China e na Índia.

“Nós trilhamos um longo caminho nos últimos anos, melhorando a eficiência e aumentando a participação no MDL. Esse plano de ação irá nos levar pelo resto da estrada, para 2012 e além”, afirmou Martin Hession, novo presidente do Comitê Executivo.

Entre os objetivos do CE está também a maior participação dos países africanos no MDL. Apenas a possível aprovação de novas metodologias para projetos de pequenos geradores de biogás pode fazer com que quase 20 milhões de projetos africanos entrem para o mecanismo.

Detalhes do plano:

Maior Eficiência na operação do MDL – O Comitê revisará todos os processos e requisitos para tentar remover os passos desnecessários e assim possibilitar que todos os projetos sejam avaliados dentro de um prazo aceitável.

Melhora da distribuição geográfica dos projetos – Facilitando financiamentos e o acompanhamento técnico, o Comitê tentará atrair para o mecanismo os países mais vulneráveis às mudanças climáticas, como as pequenas nações insulares.

Melhora da objetividade, clareza e integridade do MDL – O Comitê promoverá a reforma de padrões, procedimentos, métodos e ferramentas que garantam a credibilidade dos projetos sem que para isso seja necessário aumentar a burocracia.

Aumento da transparência do MDL – Serão estabelecidas novas modalidades de comunicação entre o CE, os secretariados e os participantes do mecanismo para que as informações fluam da maneira mais ágil possível.

Melhora da promoção do Mecanismo – O Comitê incentivará ações que divulguem os benefícios do MDL como uma ferramenta de mitigação climática e de desenvolvimento sustentável.

Para garantir que todas essas medidas surtam efeito, o CE realizará análises periódicas de desempenho e criará sistemas de monitoramento de cada uma dessas frentes de trabalho.

“O Comitê tentará abordar todas as críticas que o mecanismo já sofreu por parte dos setores públicos e privados. Futuras reuniões detalharão cada uma dessas ações”, explicou Hession.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) foi criado pela Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) como uma maneira de ajudar os países a cumprirem as metas do Protocolo de Quioto. Ele permite que nações ricas comprem créditos de carbono (RCEs) de projetos que reduzam emissões em países em desenvolvimento.

O mercado do MDL já negociou mais de 550 milhões de RCEs e possui outras 2,7 bilhões nos diversos estágios antes da aprovação.
Fonte: Instituto Carbono Brasil

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Projeto de REDD no Quênia adquire créditos voluntários

postado por Gabriel| fevereiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Pela primeira vez uma iniciativa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação conquista créditos de carbono para negociar nos mercados, atraindo assim mais capital privado para a conservação florestal

O conceito básico por trás do REDD é simples: projetos em países detentores de florestas recebem apoio de nações ricas ou de instituições para evitar o desmatamento e as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da degradação ambiental.

Uma das grandes dificuldades encontradas por esses projetos é que eles precisam firmar parceiras com os investidores, geralmente países europeus, por conta própria. Assim, a expansão e a multiplicação dessas iniciativas têm se dado de uma forma bastante lenta.

Agora, pela primeira vez, um projeto foi capaz de conquistar um padrão de validação internacional, o que possibilitou a aquisição de créditos de carbono para serem vendidos livremente nos mercados.

O feito foi conseguido pelo “Kasigau Corridor REDD project”, da consultoria norte-americana Wildlife Works Carbon, que recebeu nesta semana as primeiras Unidades de Carbono Voluntário (VCUs, em inglês) da Voluntary Carbon Standard (VCS).

“É um momento histórico para projetos de REDD em todo o mundo, pois demonstra que eles podem atrair investimento privado para seu importante trabalho”, afirmou David Antoniolo, presidente do VCS, um dos principais certificados internacionais.

Os projetos da Wildlife Works Carbon já haviam recebido validação GOLD do padrão Climate, Community and Biodiversity (CCB), em reconhecimento pelos benefícios ambientais e sociais para as regiões em que atuam – incluindo criação de empregos, educação e financiamentos. O “Kasigau Corridor REDD project” fica no Quênia e protege 500 mil acres de floresta.

“Este projeto prova que o REDD pode incentivar comunidades a transformar suas rotinas para evitar o desmatamento”, reconhece Antoniolo.

O projeto receberá 1,45 milhões de VCUs em seus primeiros seis anos e é estimado que reduza em seis milhões de toneladas as emissões durante os 30 anos de sua duração.

Cerca de 20% dessas VCUs serão apenas guardadas para servirem como garantia de segurança, o restante será registrado no Markit Environmental Registry para serem negociadas.

Futuro promissor

As iniciativas de REDD já vêm a algum tempo ganhando força, na última Conferência do Clima (COP 16), em Cancún, por exemplo, foram um dos grandes destaques positivos.

Além disso, as Nações Unidas acabam de anunciar a escolha de 2011 como o Ano Internacional das Florestas, o que deve tornar ainda mais visíveis os projetos que visam protegê-las.

Outro grande motivador do REDD será o futuro esquema de cap-and-trade da Califórnia, previsto para 2012, que já divulgou que deve trabalhar com créditos oriundos de projetos no México e no Brasil.

“Créditos que protegem florestas, espécies ameaçadas e o modo de vida de comunidades rurais serão um grande atrativo para organizações e consumidores que queiram participar dos mercados de carbono para reduzir suas emissões”, explicou Mike Korchinsky, fundador da Wildlife Works Carbon.

Dessa forma, parece que finalmente o REDD poderá ser incorporado aos mercados de carbono, o que deve estimular tanto os projetos quanto os próprios mercados.

A questão que permanece é se a expansão do REDD vai obedecer critérios para evitar atos de especulação e que ameacem as populações que vivem das florestas. É algo a se acompanhar nos próximos meses.

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Aliança foca geração de energia

postado por Gabriel| fevereiro 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

Grupos trabalham com projetos relacionados à biomassa, eólica e PCHs

PAULO MARINHO
A aliança entre os grupos Di Cavalcanti & Associados – Consultoria Empresarial e a empresa Enerbio – Energia e Meio Ambiente pode agregar mais cinco projetos de inventário de gases de efeito estufa só neste ano. A expectativa positiva vem do próprio consultor de empresas e representante do grupo que há 18 anos leva seu nome, Ricardo Di Cavalcanti. De acordo com ele, já existem negociações em andamento com três empresas do setor de geração de energia. “A nossa aliança foi firmada no ano passado e nós ficamos responsáveis pela parte financeira e de comercialização da Enerbio na Região Nordeste e, principalmente, em Pernambuco”, ressaltou.

Na prática, a Enerbio fez a aproximação com a Di Cavalcanti porque queria prospectar clientes no Nordeste através do grupo de consultoria. Segundo o pernambucano Eduardo Baltar, que dirige a Enerbio em Porto Alegre, o foco é trabalhar em cima de projetos relacionados à biomassa, eólica e PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). “Pela nossa aliança, conseguimos fechar dois contratos. Primeiro, fechamos com a Baterias Moura ainda no primeiro semestre para desenvolver um projeto de emissões de gases de efeito estufa. No segundo semestre, quantificamos as emissões do gás e sugerimos algumas ações para reduzir o volume. Isso faz parte do programa de sustentabilidade da Mou­ra”, explicou. Além de haver retorno ambi­en­tal, há o ga­nho mercadológico. “Multina­cionais e com­panhias brasileiras grandes vão passar a exigir dos seus fornecedores esse tipo de estudo”, complementa Baltar.

O outro contrato obtido através da aliança com a Di Cavalcanti foi o de desenvolvimento de um projeto de crédito de carbono para a usina eólica Casa Nova, da Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). O contrato foi assinado em dezembro de 2010. A nova obra acontecerá numa área localizada a 69 quilômetros da usina de Sobradinho, na Bahia. “Esperamos elaborar o projeto em três me­ses para que a ONU (Organização das Nações Unidas) possa fazer a avaliação sobre o documento”, disse Eduardo Baltar. Em mé­dia, a ONU demora um ano e seis meses para dar retorno so­bre um estudo desse porte.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Crédito de carbono serve como incentivo

postado por Gabriel| fevereiro 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

Crédito de carbono é um instrumento de incentivo a empresas de países em desenvolvimento. Apesar de causar polêmica pela forma como o benefício é concedido, o fato é que obras importantes para determinadas regiões têm sido viabilizadas por conta desse “certificado” liberado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como esclarece Eduardo Baltar, o representante da Enerbio – Energia e Meio Ambiente. “O crédito de carbono é colocado pela ONU na conta da empresa que o solicita. Ele é disponibilizado para grupos com obras que comprovadamente têm redução na emissão de gás do efeito estufa”, afirma.

Para ter o crédito de carbono aprovado pela ONU, é preciso apresentar um estudo apontando os resultados na redução dos gases efeito estufa e passar pela análise de uma auditoria credenciada pela própria Organização das Nações Unidas. Depois, o documento é submetido a uma comissão brasileira presidida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para ter o aval do Governo Federal e obter o registro do órgão internacional. O procedimento leva um ano e seis meses para ser concluído.

“Um crédito de carbono corresponde a uma tonelada de gás carbônico que deixou de ser emitida em um país em desenvolvimento. Uma usina eólica que tem 60 megawatts de potência instalada vai gerar em média R$ 941 mil anuais só com venda de crédito de carbono”, enfatiza Baltar. Cabe a empresa que ganha os créditos vendê-los para uma outra empresa de um país desenvolvido que tem metas para redução de emissão de gás efeito estufa e não consegue atingi-las. É a partir dessa negociação que a primeira capta o dinheiro necessário para tocar a sua obra. “É um recurso importante para as nações em desenvolvimento da África, América Latina”, conclui.

Fonte: Folha de Pernambuco

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As opções para compensar os impactos

postado por Gabriel| janeiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Depois de realizado o inventário das emissões de CO2, a empresa depara com as três principais possibilidades de compensação

Transformar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera em um benefício para o planeta. A ideia do método que compensa é suprir, de alguma forma, o impacto gerado pelas empresas. Do plantio de árvores até o investimento em energia limpa, o esforço é para dar um destino mais nobre às toneladas de carbono diagnosticadas no inventário. A escolha pelo método de compensação, porém, é uma decisão da empresa.

O critério que une as três principais formas de compensação é a adição de uma ação.

– Para compensar é preciso investir em algo realmente novo que beneficie o planeta – diz Eduardo Baltar da Enerbio.

Indo além da compensação, muitas empresas estão se mobilizando para aumentar a eficiência de seu processo produtivo, produzindo mais com menos gases liberados na atmosfera. É o caso da Natura que, além de compensar suas emissões, aderiu ao programa Defensores do Clima do WWF-Brasil. Agora, o compromisso da empresa é reduzir em 33% as emissões relativas até 2011 e em 10% as emissões absolutas até 2012.

Plantio de árvores

Embora seja uma das opções mais conhecidas e difundidas para a compensação de emissões de carbono, o plantio de mudas, quando realizado da forma correta, exige muito cuidado por parte da empresa. Na Enerbio, são exigidos de cinco a dez anos de monitoramento das árvores após o plantio. Além disso, solo, clima, tamanho e espécie das árvores também são considerados no calcular da compensação.

Ainda assim, a ação não é imediata nem linear. Se as plantas forem monitoradas por menos tempo, um ano, por exemplo, terão de ser plantadas mais mudas. Muitas empresas optam por essa possibilidade, mesmo com as dificuldades impostas pelo monitoramento constante e pela necessidade de área adequada próxima à sede da organização. Uma das justificativas é que o benefício do plantio de mudas para a imagem da empresa é imediato.

A empresa de segurança patrimonial Protecães optou por uma compensação diferente para o inventário de 2009. Além do plantio de árvores em parques e praças públicos de Cachoeirinha e Gravataí, também adquiriu créditos em um projeto de energia renovável. Somadas, as duas ações devem alcançar 375 toneladas de carbono.

Compra de créditos de carbono

Para adquirir créditos, as empresas têm duas possibilidades. O mercado regulado, formado pelos mecanismos do Protocolo de Kyoto, e o voluntário.

No primeiro caso, o protocolo permite a participação do Brasil por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Nele, as empresas com projetos que reduzam as emissões e tenham as suas metodologias de redução aprovadas pela ONU podem vender crédito para outras empresas. Mesmo com preço mais alto, essa opção pode agregar mais valor, pois tem mais credibilidade. Hoje, a cotação de um crédito de carbono via MDL está em torno de 12 euros. Cada crédito equivale à redução de uma tonelada de CO2.

Já no mercado voluntário, em que as empresas operam transações de redução de emissões sem a supervisão da ONU, o preço é um pouco menor e mais variável. Um crédito pode ser vendido por R$ 5 ou R$ 20, dependendo do projeto.

A unidade da ThyssenKrupp Elevadores em Guaíba (RS), por exemplo, começou a compensar seu inventário em dezembro de 2010. Por meio do Voluntary Carbon Standard, adquiriu 2.130 créditos em um projeto de energia renovável na cidade de Pinhal da Serra.

Um novo investimento

Para compensar os gases que libera na atmosfera, uma empresa pode investir em um projeto que compense suas emissões. O novo investimento pode ser relacionado ou não com a área de atuação da empresa. O importante é que seja algo novo e que reduza, de alguma forma, as emissões.

Investimentos em energia limpa como parques eólicos ou placas de energia solar são boas opções. Ações de cunho social como educação ambiental ou preservação de animais não são compensadores, no entanto, podem ser desenvolvidas de forma paralela a outro projeto. Muitas empresas optam por mantê-las em paralelo para reforçar a imagem positiva com o público.

A instalação de um centro de coleta e reciclagem para resíduos também é um exemplo de investimento que compensa as emissões de uma empresa. Para que o empreendimento valha como compensador, é preciso seguir critérios rigorosos e passar por uma auditoria. Todo esse processo costuma custar mais caro do que plantar árvores ou comprar créditos de carbono.

Fonte: Zero Hora, Nosso Mundo Sustentável (Matéria de Capa), 10/01/2011.

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