1. Twitter

Biodiesel é destaque no carnaval carioca

postado por enerbio| março 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

Escola de samba vai utilizar o combustível renovável para mover carros alegóricos

Desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2010. A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles deste anoA escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel vai utilizar biodiesel para mover os carros alegóricos durante o desfile do carnaval carioca. O combustível renovável é feito a partir de plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal) e vem ganhando espaço no mercado nacional e internacional.

A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles. A iniciativa para utilizar o biocombustível no carnaval carioca é resultado de acordo entre a agremiação e as empresas produtoras do óleo, organizadas por meio da União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio).

Também participam da ação o Instituto Nacional da Tecnologia, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Os motores já estão instalados nas alegorias da Mocidade e passaram por vistorias e testes.

“Ações como esta dão visibilidade aos benefícios do uso do biodiesel e à expansão desse mercado a cada ano”, destaca o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. O combustível pode ser produzido a partir de inúmeras matérias-primas, como soja, canola, mamona, girassol, palma de óleo (também conhecida como dendê). Além disso, segundo informações do Ministério da Agricultura, não agride o meio ambiente, reduz as emissões do monóxido de carbono, de óxido de enxofre, dos hidrocarbonetos totais e de grande parte dos hidrocarbonetos tóxicos. Os hidrocarbonetos são compostos químicos de carbono e hidrogênio encontrados nos combustíveis tradicionais, como gasolina e diesel.

O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor do óleo, atrás apenas da Alemanha e da França. Números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2010, o Brasil produziu cerca de 2,4 bilhões de litros do óleo, 43% acima do registrado no ano anterior.

Fonte: Globo Rural Online

Tags: , , , ,

Japão quer novo esquema de compensação de CO2 para complementar plano da ONU

postado por Gabriel| março 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

A ideia do Japão para um novo esquema de compensação de carbono complementaria o mecanismo existente na ONU e tornaria mais fácil aos países em desenvolvimento o acesso à tecnologia japonesa de energia limpa, afirmou um representante de assuntos climáticos na quarta-feira.

O Japão prosseguiu com planos para acordos bilaterais, nos quais investiria em projetos de energia limpa em países em desenvolvimento, para trocar por créditos para alcançar parte das metas de redução de gases de efeito estufa (GEEs) de seu território.

As Nações Unidas operam um esquema de compensação de carbono chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), mas este tem sido criticado por ser muito complexo e rígido, e por levar muito tempo para aprovar projetos.

Muitos países em desenvolvimento já expressaram interesse pelo esquema bilateral proposto pelo Japão, que poderia ser mais acessível que o MDL, disse Kenji Hiramatsu, diretor geral para assuntos globais do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

“Nós estamos muito atentos ao que este mecanismo pode contribuir para complementar o sistema internacional de comércio de carbono”, afirmou Hiramatsu em um seminário realizado por um grupo de pesquisa japonês.

“Como o mecanismo será conectado ao sistema internacional, ou sistema MDL, nós ainda estamos discutindo entre nós, mas eu estou convencido que algum mecanismo deve ser elaborado”.

A Europa, cujo esquema de comércio de emissões domina o mercado de carbono mundial, também está considerando a possibilidade de acordos de compensação bilaterais, enquanto os Estados Unidos também propuseram uma ideia para pactos bilaterais.

Mas alguns países podem achar tecnicamente difícil lançar mecanismos ajustados ao mercado fora da estrutura existente na ONU, afirmou um representante do clima das Nações Unidas.

“Eu não vou dizer que é impossível, mas eu acho que é muito complicado fazer isso”, disse Christiana Figueres, diretora da secretaria de mudanças climáticas da ONU, referindo-se aos mecanismos propostos pelo Japão e pelos Estados Unidos.

“Isso provavelmente vai complicar desnecessariamente a vida desses países. Talvez seja possível, mas não fácil de fazer. Eu não sei se haveria vontade política também”.

Figueres, que está no Japão para uma reunião informal com representantes do clima de cerca de 30 países, acrescentou que limites na conversibilidade poderiam reduzir o apelo desses esquemas quando comparados ao plano global de comércio de carbono submetido ao Protocolo de Quioto.

Hiramatsu afirmou que estava aberto a uma discussão de como aperfeiçoar o esquema MDL.

“Eu entendo que alguns elementos do Protocolo de Quioto deveriam ser incorporados a uma nova estrutura”, disse.

“Nós estamos muito felizes de nos comprometermos nesse tipo de discussão, de como melhorar o MDL, o que pode gerar algumas novas ideias como um mecanismo de compensação bilateral ou mesmo um tipo de mecanismo regional em um sistema de comércio de carbono”.

Retirado de: Instituto CarbonoBrasil
Tradução: Jéssica Lipinski
Fonte original: Reuters
Leia na íntegra (inglês)

Tags: , , , , ,

Mercado de CO2 deve crescer 15% em 2011

postado por Jhulie| janeiro 13th, 2011 |Comentários 0 comentários

Mercados de carbono de todo o planeta devem atingir em 2011 a marca de US$ 139 bilhões, um aumento considerável em relação aos US$ 120 bilhões de 2010, impulsionados principalmente pela maior procura das geradoras de energia elétrica européias por créditos.

Essa é a expectativa da Bloomberg New Energy Finance, que se baseia na teoria de que as companhias desejarão evitar os leilões de 2012, quando serão obrigadas por lei a obter créditos. A obrigatoriedade deve resultar em preços mais altos para a tonelada de CO2, por isso boa parte das empresas deve tentar garantir seus créditos ainda este ano.

Se for confirmada essa previsão, 2011 apresentará o maior crescimento registrado nos mercados de carbono nos últimos três anos, 15%.

“Apesar do pequeno progresso nas negociações climáticas internacionais, o valor dos mercados de carbono continuou a subir. É grande a possibilidade de que veremos em 2011 ainda mais atividade, principalmente na Europa, que continua sendo o carro chefe do comércio”, afirmou Guy Turner, analista da Bloomberg-NEF.

A Europa foi responsável por 81% do total de transações em 2010. O continente deve continuar na liderança até 2020, devido ao pequeno progresso nas legislações norte-americanas, japonesas e australianas.

Autor: Fabiano Ávila   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Tags: ,