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Medição de carbono vira diferencial competitivo

postado por Gabriel| junho 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Atributos como alvura, textura e resistência marcam a qualidade do papel desde que os chineses o inventaram, há quase dois milênios. De uns anos para cá, no rastro da maior consciência ambiental e das pressões do mercado, a origem a partir de fontes recicladas ou produção sustentável passou a contar no valor do produto, que agora incorpora um diferencial estratégico capaz de interferir na decisão de compra: a pegada de carbono.

“É forte a demanda externa para a iniciativa, que permite comparar produtos e embute o compromisso com a redução de emissões de gases do efeito estufa”, aponta Marina Carlini, consultora de sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose, empresa que saiu na frente ao medir o carbono associado às diferentes linhas de papel.

A metodologia PAS 2050, desenvolvida pelo Departamento de Meio Ambiente do Reino Unido e Instituto Britânico de Padrões, tem a chancela do Carbon Trust – certificadora internacional que atesta e valida emissões.

“É um trabalho que envolve desde os insumos florestais e fabris com suas emissões até a produção, comercialização, uso pelo consumidor e disposição final do papel após o descarte, abrangendo toda a cadeia”, explica Carlini. No caso da marca mais popular da empresa, uma folha de papel sufite vendida no Brasil está associada a gases equivalentes a 6 gramas de dióxido de carbono (CO2).

Em termos comparativos, toda emissão de gases-estufa do município de São Paulo corresponderia a cerca de 2,6 trilhões de folhas. O papel exportado para a Europa tem pegada de 8,5 gramas. Para os EUA, fica em 9,5 gramas, incluindo o carbono atrelado ao transporte e ao uso na região de destino.

“O mais importante não é o número em si, mas o claro aceno para o mercado sobre o propósito de reduzir emissões, pois o Carbon Trust obrigatoriamente recalcula os dados da empresa a cada dois anos, propondo cortes gradativos”, afirma. O selo Carbon Reduction Label, que estampa o desenho de um pezinho simbolizando a “pegada”, já está nas embalagens da Suzano ao lado dos emblemas da reciclagem e da origem socioambiental. “Para uma empresa que exporta 40% da produção de papel, chegar primeiro é importante no cenário de concorrência acirrada”, atesta Adriano Canela, gerente de estratégia e marketing. “É uma questão de credibilidade”, diz o gerente, também válida para a celulose da empresa, 80% exportada. Vendida para a China, cada tonelada de celulose produzida em Mucuri (BA) “carrega” gases equivalentes a 900 quilos de CO2. Para a Europa, a pegada cai para 750 quilos.

“A gestão do carbono funciona como um raio X de todo o processo de produção e, a partir da pegada de carbono, podemos detectar pontos críticos e mapear oportunidades de redução para futuramente estabelecermos metas”, ressalta Canela. O próximo passo, segundo ele, é envolver no cálculo também a captura de carbono da atmosfera pelos plantios de eucalipto que alimentam as fábricas, o que depende de uma metodologia que tenha o consenso global. “Por conta da substituição de combustível fóssil na matriz energética, também olhamos para o mercado de crédito de carbono, mas é necessário aguardar as decisões dos países sobre o período posterior ao Protocolo de Kyoto, válido até 2012″, revela o gerente.

Mapas de carbono se tornaram rotina entre concorrentes, como a Fibria, que investe na medição sobre o potencial de suas florestas – inclusive as nativas. “As áreas de conservação têm grande poder de melhorar o balanço de carbono”, estima João Augusti, gerente de meio ambiente florestal. Para cada tonelada de gases emitida na produção, seis são sequestradas da atmosfera pelas árvores. A companhia segue a metodologia do GHG Protocol, que não faz cálculos sobre a matéria-prima e o uso dos produtos, restringindo-se às emissões das operações internas.

“Daremos prioridade à compra de insumos de quem estiver no mesmo processo”, revela João Augusti.

Fonte: Jornal Valor Econômico – Especial Negócios Sustentáveis

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ONU quer solução imediata de países para corte nas emissões de carbono

postado por Gabriel| maio 31st, 2011 |Comentários 0 comentários

A secretária-executiva para o clima da ONU (Organização das Nações Unidas), Christiana Figueres, afirmou nesta segunda-feira (30) que as estimativas divulgadas pela Agência Internacional de Energia (AIE), de que as emissões internacionais de gases bateram recorde histórico em 2010, é uma dura advertência aos governos para uma rápida progressão quanto aos acordos climáticos neste ano.

Ela cobrou avanços nas pré-negociações do clima, que vão acontecer na próxima semana na cidade de Bonn, na Alemanha, em preparação para a COP-17 (Conferência das Partes), que será realizada em Durban, na África do Sul, entre novembro e dezembro.

“Está claro que eles (os governos) precisam direcionar o mundo para o caminho certo e afastar as perigosas mudanças climáticas. Eu não vou ouvir que isso é impossível. Os governos precisam tornar isto possível para que a sociedade, as empresas e a ciência executem este trabalho”, afirmou.

As emissões internacionais de gases responsáveis pelo efeito estufa bateram um recorde histórico no ano passado, colocando em dúvida o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global em menos de 2 graus, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pela AIE.

Segundo a agência, as emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, cresceram 5% no ano passado em relação ao recorde anterior, em 2008. Em 2009, as emissões haviam caído graças à crise financeira global, que reduziu a atividade econômica internacional.

A AIE estimou ainda que 80% das emissões projetadas para 2020 no setor de energia já estão comprometidas, por virem de usinas elétricas atualmente instaladas ou em construção.

Metas – Christiana Figueres afirmou que na conferência do Clima de Durban, os governos terão que se comprometer a resolver dois grandes desafios. Segundo ela, o primeiro será reforçar as condições internacionais que permitem as nações trabalharem juntas para cortar emissões globais, o que inclui decisões sobre o futuro do Protocolo de Kyoto.

O segundo desafio é sobre a realização de um acordo eficaz para apoiar nações em desenvolvimento através de projetos como o Fundo Verde e mecanismos de tecnologia. “Em Durban, no fim do ano, os governos precisam assumir novos passos para avançar nestas duas tendências de forma muito rápida”, disse.

Fonte: Globo Natureza

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Brasil ocupa 3º lugar em número de projetos via MDL

postado por enerbio| fevereiro 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

Comunicado do Ipea nº 80 mostra oportunidades do país com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

“A maior utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo poderia ser um elemento importante para viabilizar projetos ou políticas públicas que contribuam ao desenvolvimento brasileiro sustentável”, afirmou a técnica de Planejamento e Pesquisa Maria Bernadete Gomes no lançamento do Comunicado do Ipea n° 80: Utilização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 23, no auditório do Ipea no Rio de Janeiro, e também contou com a presença do técnico Albino Alvarez.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é originário das disposições do Protocolo de Quioto, no âmbito das discussões das mudanças climáticas. O Comunicado nº 80 trata dos panoramas brasileiro e mundial do MDL, do mercado de carbono – com seus volumes e valores –, das políticas públicas e medidas de desenvolvimento sustentável, do setor de saneamento básico do Brasil e do tratamento dos resíduos sólidos e projetos de geração de energia a partir de aterros.

Bernadete lembrou que a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, em 2005, lançou as bases para um mercado global de carbono, constituído por diferentes mercados regionais ou nacionais, assim como por mecanismos de projetos redutores de emissões do MDL ou Implementação Conjunta (IC). Alguns desses mercados foram criados com o objetivo de atender a compromissos de redução de emissões negociados no Protocolo de Quioto, em que se insere o MDL, enquanto outros são de natureza voluntária.

A participação brasileira no mercado de carbono tem se limitado, segundo a técnica, ao segmento de oferta de projetos via MDL, ocupando o terceiro lugar em número de projetos (13%), sendo que China e Índia responderam por 31% e 21% do total em 2008. O texto revela que o MDL vem sofrendo modificações importantes que podem ampliar a utilização pelos países beneficiários e se constituir em instrumento importante para o crescimento sustentável brasileiro.

O setor de saneamento básico, em particular o de tratamento de lixo, apresenta elevada potencialidade para a utilização de um MDL setorial. A elaboração desse mecanismo deve incorporar as principais lições derivadas da experiência acumulada dos créditos de carbono setoriais em outros países: o tamanho das fontes de emissão; a formulação de políticas setoriais de forma integrada com políticas ambientais; e o fortalecimento das instituições já existentes no MDL, em particular a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.

Série
O Comunicado faz parte de um conjunto amplo de estudos sobre o que tem sido chamado, dentro da instituição, de Eixos do Desenvolvimento Brasileiro: Inserção internacional soberana; Macroeconomia para o desenvolvimento; Fortalecimento do Estado, das instituições e da Democracia; Infraestrutura econômica, social e urbana; Estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; Proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e Sustentabilidade ambiental.

A série Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, economia e bem-estar humano faz uma análise de diversos setores relacionados ao meio ambiente no Brasil. E busca servir como uma sistematização e reflexão sobre os desafios e oportunidades do tema meio ambiente, de forma a fornecer ao Brasil o conhecimento crítico necessário à tomada de posição frente aos desafios da sustentabilidade ambiental.

Fonte: Portal Ipea

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BNDES lançará Fundo do Índice Carbono Eficiente na BM&F BOVESPA

postado por Eduardo Baltar| janeiro 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

O BNDES selecionou o BlackRock Brasil para ser o gestor de um novo fundo de índice formado por ações de empresas que compõem o Índice de Carbono Eficiente (ICO2).

O instrumento, conhecido internacionalmente como Exchange Traded Fund (ETF), deverá ser constituído por ações da carteira da BNDESPAR e terá quotas negociadas na BM&FBOVESPA. Após o devido registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), seu lançamento ocorrerá por meio de oferta pública, semelhante às realizadas em operações com ações, destinadas às pessoas físicas e aos investidores institucionais.
O ETF refletirá o desempenho do ICO2. Sua carteira acompanhará a composição do índice, sendo formada pelas mesmas ações presentes no ICO2, com idêntica participação proporcional.

O Índice Carbono Eficiente teve o melhor desempenho na comparação com os índices amplos (não setoriais) da BMF&BOVESPA no último quadrimestre do ano, com rentabilidade de 10,69% de setembro a dezembro de 2010. No mesmo período, o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) apresentou uma evolução de 9,25%. Ou seja, os dois indicadores ligados a investimentos chamados “verdes” apresentaram desempenhos superiores aos demais.
Outros índices amplos com melhor performance na Bolsa foram o IBrX 100, com alta de 8,83%, seguido de IBrX 50, com 8,45%, e do Ibovespa, que apresentou rentabilidade de 6,38% no período.

Embora tenha sido lançado em dezembro do ano passado, o desempenho do ICO2 pôde ser calculado retroativamente a setembro de 2010 porque foi baseado na carteira do IBrX50, que é reponderada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro. O mesmo ocorrerá com a carteira do ICO2.
Metodologia – Desenvolvido pelo BNDES e pela BM&FBovespa a partir das ações que compõem a carteira do IBrX-50, o ICO2 considera em sua metodologia de cálculo, além da participação das ações no IBrX50, as emissões de gases de efeito estufa das empresas na definição de suas respectivas participações no novo índice. Ou seja, em uma comparação setorial, quanto maior forem as emissões em relação à receita, maior será a perda de participação da empresa no índice.
Trata-se de um instrumento econômico importante para estimular as maiores empresas brasileiras com ações em Bolsa a levantar e divulgar suas emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), primeiro passo para a adoção de práticas de gerenciamento das emissões.

Com o novo instrumento, o BNDES criará uma oportunidade para investidores de renda variável sensíveis às questões ambientais, bem como contribuirá para o desenvolvimento do mercado de ETF no Brasil. A primeira iniciativa do Banco nessa direção ocorreu em 2004, quando lançou o primeiro ETF brasileiro, o Fundo PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa, com excelentes resultados.
A estrutura final da operação ainda será definida pelo BNDES e pelo BlackRock e levará em consideração as condições de mercado vigentes à época da oferta pública das quotas do ETF.

A popularidade e a aceitação dos ETFs no mercado internacional cresceram quando os investidores identificaram a possibilidade de diversificar suas carteiras, aplicando em fundos com liquidez diária e que seguem vários índices representativos de diversas classes de ativos financeiros. No mundo, o valor dos ETFs ultrapassa US$ 1 trilhão. No Brasil, além do PIBB existem outros seis ETFs.
A BlackRock é líder mundial em gestão de investimentos, administrando cerca de US$ 3,2 trilhões de ativos.

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Cancún- Resultados além do Esperado

postado por Eduardo Baltar| dezembro 28th, 2010 |Comentários 0 comentários

Ontem foi publicado no Jornal Zero Hora de Porto Alegre, artigo escrito por mim, sobre os resultados da COP-16.

Segue abaixo:

Resultados além do esperado

Eduardo Baltar*

No último dia da COP-16, a ministra mexicana Patrícia Espinoza e a secretária executiva da COP, Christiana Figuerez, apresentaram formalmente os documentos prévios que sairiam como resultado da Conferência de Cancún. A primeira-ministra mexicana fez questão de ressaltar o fato de que aqueles documentos representavam com transparência tudo o que foi discutido nas últimas duas semanas. Foi aplaudida de pé por mais de três minutos.

Foi um momento de muita emoção para os negociadores e para quem acompanha de perto as negociações e sabe das dificuldades existentes. Contudo, o documento ainda passaria por ajustes dos grupos de negociação que se prolongaram até a madrugada do dia seguinte.

Várias demandas dos países em desenvolvimento foram atendidas, como (1) a criação do Green Climate Fund e seu conjunto de regulamentações, (2) a operacionalização do mecanismo tecnológico e suas regras de operacionalização e (3) o caráter voluntário das metas de redução de emissões dos países em desenvolvimento, dentre outras ações.

O Green Climate Fund será gerido por um conselho de 24 membros, igualmente distribuídos por representantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Esses últimos comemoraram a criação do fundo, que terá o Banco Mundial como tesoureiro provisório e fornecerá US$ 100 bilhões anuais para ações de combate à mudança do clima em países em desenvolvimento.

O mecanismo tecnológico está sendo estabelecido para proporcionar transferência de tecnologia de países desenvolvidos para nações pobres mais vulneráveis às mudanças climáticas. Os países em desenvolvimento, principalmente as potências emergentes (China, Brasil e Índia) divulgarão inventários de emissões de gases do efeito estufa e posicionamento sobre ações de redução.

O pacote de metas de redução de emissões dos países desenvolvidos ainda não está definido, mas o texto dá orientações sobre o estabelecimento desses objetivos e determina que as discussões devem acabar antes do fim do Protocolo de Kyoto.

Apenas a Bolívia não apoiou o documento. China, EUA, União Europeia, Brasil, Índia e outras importantes nações suportaram o documento e reconheceram o avanço realizado.

Foram dados passos importantes, mas o estabelecimento das metas de redução dos países desenvolvidos é um instrumento-chave para o combate às mudanças do clima.

A negociação continuará em Durban, África do Sul, no próximo ano.

*Eduardo Baltar é diretor da Enerbio Consultoria, responsável por diversos projetos de créditos de carbono e estratégias empresariais de combate à mudança do clima. Criador do Programa Emissão Zero de Carbono, participou da COP-15 e da COP-16 como membro da delegação brasileira

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ONU pede a países redução de CO2 para cumprir meta de Cancún

postado por enerbio| dezembro 21st, 2010 |Comentários 0 comentários

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta segunda-feira (17) que os governos mundiais se apressem a fazer reduções maiores em suas emissões de gases estufa, afirmando que, se isso não for feito, o mundo vai ultrapassar o limite de aquecimento global acordado este mês no México.

O Secretariado da ONU para as Mudanças Climáticas pediu que os países discutam os detalhes de novos acordos fechados em 11 de dezembro nas negociações em Cancún que envolveram 190 países, como o “Fundo Climático Verde” para ajudar países pobres.

“Todos os países, mas em especial os industrializados, precisam aprofundar seus esforços de redução de emissões, e precisam fazê-lo rapidamente”, disse em comunicado a chefe do Secretariado, Christiana Figueres.

Figueres falou que as promessas atuais de redução das emissões de gases estufa chegam a apenas 60 por cento do que é necessário para limitar a alta das temperaturas a 2 graus Celsius, o nível acordado no México para evitar mudanças mais perigosas no clima mundial.

A conferência do México pediu que os países apresentem listas formais de suas reduções de emissões, muitas delas já feitas sob um acordo não obrigatório fechado em 2009 numa cúpula em Copenhague.

Figueres pediu ideias sobre como as listas poderiam ser completadas até 28 de março de 2011, mas não definiu um prazo final fixo para isso. Um problema é que muitos países têm condições, que não são claras, vinculadas a suas promessas nacionais para o combate ao aquecimento global.

O Japão, por exemplo, está oferecendo reduzir suas emissões em 25 por cento até 2020 em relação aos níveis de 1990, como parte de um pacto futuro envolvendo o que afirma que terão que ser metas “ambiciosas” de todas as grandes economias, como China e Índia.

Os Estados Unidos prometeram cortes de 3% a 4% nas emissões dos EUA até 2020 em relação aos níveis de 1990, dependendo da aprovação de uma legislação no país. No entanto, isso não mais será possível após a vitória nas eleições parlamentares dos republicanos, que rejeitam a adoção de medidas mais duras.

A conferência de Cancún ajudou a recolocar as negociações climáticas da ONU nos trilhos, depois de Copenhague não ter conseguido acordar um novo tratado da ONU para evitar mais enchentes, ondas de calor, avalanches ou subida do nível dos mares.

Figueres elogiou o acordo fechado em Cancún, mas disse que ele “precisa ser implementado o mais rapidamente possível e precisa ser acompanhado por sistemas de responsabilidade dignos de crédito, que ajudem a mensurar os progressos reais”.

Em Cancún, os governos acordaram medidas como a criação de um novo fundo para ajudar a fiscalizar 100 bilhões de dólares de ajuda anual a países em desenvolvimento a partir de 2020, um novo mecanismo para reduzir o desmatamento e maneiras de ajudar países pobres a adaptar-se aos impactos das mudanças climáticas.

O acordo amplia muitos dos elementos do Acordo de Copenhague, não obrigatório, fechado entre 140 países em 2009, para que se torne um pacto de base mais ampla. A Bolívia foi o único país a fazer críticas acirradas ao acordo de Cancún, dizendo que é insuficiente para desacelerar as mudanças climáticas. (Fonte: Portal Terra)

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Califórnia aprova programa de comércio de carbono

postado por Eduardo Baltar| dezembro 17th, 2010 |Comentários 0 comentários

Com o potencial de se tornar o segundo maior mercado de permissões de emissão do planeta, o cap-and-trade californiano deve entrar em vigor em 2012 e pretende reduzir a atual liberação de gases do efeito estufa do estado em 15% até 2020

A oitava economia do mundo, o estado norte-americano da Califórnia, aprovou nesta quinta-feira (16) um pacote de medidas com mais de três mil páginas com o objetivo de frear as emissões de gases do efeito estufa. Entre essas ações está a criação de um mercado de carbono em 2012 que contará com mais de 600 indústrias e só será menor que o esquema europeu (EU ETS).

Chamado de Ato Californiano de Solução para o Aquecimento Global, o grupo de ações foi lançado em 2006 e tem como objetivo final limitar as emissões em 2020 para o nível de 1990, uma redução equivalente a 15% do nível atual.
Com a aprovação do Ato, a Califórnia espera que outros estados norte-americanos entrem também para o cap-and-trade ou criem sua própria iniciativa.

A Diretoria de Recursos do Ar, entidade responsável pela aprovação das medidas, afirmou que a Califórnia pretende assim preencher o vácuo deixado pela falta de ação do governo federal.

“A estagnação das novas leis climáticas e energéticas no congresso são um vexame para o país. Não podemos mais esperar. Porém, nós temos ainda muito que fazer até que o modelo da Califórnia esteja funcionando”, explicou Mary Nichols, presidente da diretoria.

Já para o governador Arnold Schwarzenegger, grande defensor do uso de ferramentas de mercado no combate às mudanças climáticas, a aprovação demonstra o pioneirismo e a coragem da Califórnia mesmo em momentos de crise econômica.

“Nós estamos liderando os EUA no desenvolvimento de políticas limpas e vendo a recuperação da nossa economia por isso. Desde 2006, o setor de empregos verdes criou vagas 10 vezes mais rápido do que qualquer outra área”, afirmou o governador, que participou da sessão de 10 horas que aprovou o conjunto de medidas.

Assim como em outras iniciativas de cap-and-trade, no começo serão distribuídas permissões de emissão para as indústrias, que só precisarão comprar créditos se ultrapassarem os limites estabelecidos pelas regras.
Nos primeiros três anos, o governo irá distribuir 90% das permissões, porcentagem que deve ser reduzida em uma taxa constante ainda não definida.

A idéia é incentivar as empresas a melhorar seus processos para emitirem menos ou para que comprem créditos provenientes de projetos de redução de emissões e assim impulsionem esse tipo de ação.

Entre esses projetos podem estar, por exemplo, programas de conservação florestal e de uso de biodigestores de metano na criação de animais, o que interessa diretamente o Brasil. Apesar das regras ainda não estarem detalhadas, o cap-and-trade da Califórnia deve seguir a política defendida por Schwarzenegger, que durante o Encontro Climático Global de Governadores fechou uma parceria com o Acre para a preservação ambiental.

Setores como cimento, geradoras de eletricidade e agronegócios estão incluídos no mercado e a intenção é que 85% dos maiores poluidores da Califórnia sejam obrigados a limitar suas emissões desde o início do programa.
Muitos criticaram o fato das permissões não serem leiloadas já a partir de 2012, medida que seria muito mais eficiente para reduzir as emissões e para movimentar o mercado.

“Os leilões nos dariam um preço base mais alto e diminuiria o risco de depois termos as permissões sendo negociadas por valores irrisórios”, disse Michael Hanneman, economista da Universidade de Berkeley.

Outra preocupação é com o preço da eletricidade e como isso vai afetar a vida das pessoas mais pobres. O único voto contrário à aprovação do pacote de medidas veio do físico John Telles, justamente com esse argumento.
“Não há elementos de proteção para as famílias de baixa renda se o custo da eletricidade subir demais. Além disso, esse tipo de mercado é aberto à manipulação, como já vimos acontecer nos anos 1990 quando a Califórnia mudou as regras do setor de energia”, afirmou Telles.

A importância do cap-and-trade californiano está ainda no fato que ele pode representar a grande motivação para a integração dos mercados já existentes.

Representantes do estado já estão conversando com a União Européia, assim como trocando informações com a China e o Canadá, países que estão perto de criar suas próprias iniciativas de cap-and-trade. Com isso, o mercado global de comércio de carbono pode ter ficado mais próximo.

Fonte:Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais – Autor: Fabiano Ávila

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Discussões sobre o MDL em Cancún

postado por Eduardo Baltar| dezembro 7th, 2010 |Comentários 0 comentários

Alguns aspectos do MDL vêm sendo discutidos. Muitos deles são demandas antigas de desenvolvedores e participantes de projeto como a Enerbio.

Os pontos mais relevantes são:

– A necessidade do Conselho Executivo do MDL rever os seus procedimentos de revisão e de fornecer uma maior transparência ao mesmo;
– A consideração e o estabelecimento de um mecanismo de apelação às decisões do Conselho Executivo, o que hoje não existe;
– O aumento da comunicação do Conselho Executivo com os participantes do projeto (inclusive com a possibilidade de resoluções de dúvidas por telefone e/ou email);
– O monitoramento ainda maior da performance das Entidades Operacionais Designadas;
– O desenvolvimento de abordagens alternativas à ferramenta de adicionalidade;
– O estabelecimento e a maior clareza sobre os procedimentos para validação dos fatores de emissão calculados pela Autoridade Nacional Designada;
– Redução do prazo do processo de registro no Conselho Executivo do MDL.

O texto ainda está em discussão. Hoje à tarde participarei de mais um grupo de discussão sobre o tema.

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Curiosidades de Cancún

postado por Eduardo Baltar| novembro 28th, 2010 |Comentários 0 comentários

Quando falamos de Conferências da ONU e reuniões internacionais, pensamos em pessoas engravatadas e com trajes formais em salas de reuniões. Porém, na COP-16 será diferente.

Com o clima quente que, varia entre 18ºC e 26ºC, e úmido (cerca de 85% de umidade), a UNFCCC liberou seus participantes de utilizarem trajes formais. O curioso é que foi indicado que sejam usadas as “Guayaberas”. São roupas  típicas da região mexicana.

Veja a foto a seguir.

Guayabera Shirt

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Ações de Reduções de Emissões no setor aéreo

postado por enerbio| novembro 27th, 2010 |Comentários 0 comentários

A imposição de metas de redução de emissões ao setor aéreo é um dos pontos que vem sendo discutidos com frequência e está na pauta da COP-16 no México. 

A Companhia Chilena Lan Linhas aéreas divulgou algumas ações que serão adotadas nesse sentido. Foi apresentado um plano para redução de até 100 mil toneladas anuais das emissões de gás carbônico (CO2) por meio da diminuição em 2% do uso de combustível da frota.

Com a redução do peso a bordo, lavagem de motores, utilização de voos mais diretos e gestão de combustível mediante tecnologia de ponta, a companhia aérea reduzirá o uso de combustível em seus voos em 2%, equivalente às emissões geradas por 17,5 mil automóveis em um ano.

A LAN quer adaptar a próxima frota de 32 aeronaves Boeing 787 Dreamliner, consideradas as mais eficientes em consumo de combustível.

Além disso, conforme a companhia, a instalação de “winglets”, dispositivo que reduz a resistência aerodinâmica nas asas dos aviões, em toda a frota Boeing 767 de longo alcance, permitiu uma eficiência de 4,5% em consumo de combustível.

A LAN implementou, além disso, um programa piloto de reciclagem dos resíduos de seus voos, o que permitiu processar desde 2008 mais de mil toneladas anuais de papelão, papel, plástico e latas.

A chilena LAN, pertencente à aliança One World, anunciou em agosto deste ano a fusão com a brasileira TAM, formando assim o maior grupo aéreo da América Latina.

Junto com suas companhias subsidiárias, a LAN domina o mercado do Chile e Peru e oferece mais de 70 destinos no mundo todo em colaboração com outras companhias associadas.

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