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Onde foi parar a tal da mudança climática?

postado por Jhulie| junho 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

Para quem acompanha o assunto, 2011 vem sendo incomum, pouco se falou em mudanças climáticas. E isso, no rasto do encontro de Cancún – considerado um sucesso relativo, após o fracasso de Copenhague, mesmo tendo deixado em aberto questões essenciais. E até agora, não faltaram enchentes e eventos meteorológicos extremos ao redor do mundo que diferentemente dos anos anteriores, não levaram a discussão de volta às manchetes.

Tudo bem, no Brasil, o assunto do ano no meio ambiente – de mérito inquestionável – tem sido a reforma do Código Florestal. Mas onde estão os discursos de líderes mundiais prometendo mudanças para proteger o planeta das mudanças climáticas?

Alguns até disseram que iriam investir pesado em energias renováveis, entre eles a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O motivo? Bem, o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, assustou países que dependem em grande parte da energia nuclear.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu uma longa entrevista à BBC. Quase meia hora sobre quase todos os assuntos. Quase, porque não disse sequer uma vez as palavras: “mudança climática” ou mesmo “aquecimento global”.

Enquanto isso, os chamados “céticos” continuam a expressar as suas opiniões – raramente baseadas em ciência robusta, mas ocupando o espaço que a imprensa lhes dá. Apesar do barulho que fazem, pouca coisa mudou no consenso da comunidade científica em torno do assunto, como mostrou um estudo australiano nesta semana (uma das poucas vezes em que mudança climática foi manchete neste ano).

Por onde anda a opinião pública? Essa é a pergunta que me faço. Considerando que pesos-pesados da política, que costumam pagar pequenas fortunas para saber o que os seus eleitores pensam, não têm tocado no assunto – Obama falou no máximo em política energética -, seria errado supor que o assunto ficou impopular?

Na semana que vem, representantes dos países que participam da convenção da ONU sobre mudança climática (UNFCCC) voltam a se reunir em Bonn para diminuir as distâncias entre as posições dos 192 países. Afinal, em dezembro, um novo encontro sobre o clima, dessa vez na África do Sul, deveria alinhavar um acordo global.

Alguém ainda se importa?

 

Fonte:  BBC Brasil, por Eric Camara.

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Ideias ecológicas a partir da diversidade de modelos de transporte

postado por enerbio| março 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

A princípio, as políticas climáticas são definidas prioritariamente pelo Estado e pelas organizações internacionais. A Cúpula de Copenhague, no entanto, apontou um terceiro ator fundamental nesse processo: as cidades. Em 2009, a capital dinamarquesa promoveu, pela primeira vez em uma cúpula climática, um encontro de prefeitos do diferentes continentes.

Os governantes precisaram demonstrar autoconfiança, uma vez que uma parte significativa dos problemas ligados ao clima depende deles: de toda a energia produzida no planeta, os centros urbanos utilizam cerca de 80%. Ao mesmo tempo, eles são responsáveis por 75% das emissões globais de gases do efeito estufa.

“Sendo assim, é preciso que as cidades assumam um papel de liderança na questão da proteção climática: elas não somente são os maiores responsáveis pelas mudanças climáticas, como também os que mais sofrem suas consequências”, indica Reinhold Achatz, diretor do departamento de pesquisa da Siemens, que analisa políticas climáticas urbanas.

Efetivamente, a soma de todos os perímetros urbanos do planeta constitui apenas 3% da superfície terrestre. Contudo, as cidades abrigam metade da população mundial e até 2030, segundo estimativas da ONU, essa marca deve aumentar para 60% – o que corresponde a aproximadamente cinco bilhões de pessoas.

O crescimento populacional acarreta uma série de problemas: desde o tráfego mais intenso nas cidades, passando pela demanda elevada de energia, até o consumo excessivo de água. Justamente por esse motivo, em 2006, 40 das principais metrópoles do mundo se aliaram e fundaram o chamado Grupo de Liderança Climática das Grandes Cidades (C40). Com a iniciativa, as cidades pretendem interagir, aprendendo umas com as outras, e elevar o seu peso nas negociações climáticas internacionais.

Copenhague, a capital das bicicletas – Os grandes centros urbanos já são ativos em muitos campos – principalmente no relativo à política de transporte. Nesse âmbito, Copenhague detém uma posição de liderança: a cidade dinamarquesa é considerada a Capital Mundial das Bicicletas, por promover fortemente o transporte ciclístico desde a década de 1960.

“Trinta e sete por cento dos nossos cidadãos que trabalham vão de bicicleta para o emprego. Queremos dotar toda a cidade de ciclovias. Apenas algumas ruas ainda não foram adaptadas”, conta Lasse Lindholm, porta-voz da administração do município.

Semáforos ecológicos, pontos de aluguel de bicicleta dispostos por quase toda a cidade e amplos estacionamentos para os adeptos do veículo de duas rodas – o conceito ciclístico de Copenhague possui muitos elementos.

E, também muitos imitadores: cidades como Barcelona e Paris, por exemplo, já estão construindo sistemas semelhantes de aluguel, em larga escala. O incentivo ao uso de bicicletas é previsto ainda pela política de transporte de Estocolmo, Amsterdã, Viena e Oslo, consideradas particularmente ecológicas dentre as cidades europeias.

Criatividade global – A Cidade do México está construindo seu primeiro sistema de aluguel de bicicletas – em conjunto ainda com zonas para pedestres, linhas modernas de ônibus expressos, novas faixas exclusivas para o transporte coletivo e uma linha de metrô. Um bilhão de dólares deverão ser investidos nisso.

O êxito de medidas como a ampliação de linhas de ônibus, por exemplo, pode ser observada na capital colombiana: em Bogotá, o tempo de viagem dos passageiros diminuiu mais de 30%, enquanto as emissões de CO2 diminuíram em cerca de 300 mil toneladas por ano.

Em Londres, desde a implementação de pedágios urbanos, as emissões carbônicas anuais caíram 16%. Os motoristas que quiserem dirigir no centro da cidade, agora, são obrigados a pagar uma taxa. O método resultou ainda num encolhimento de 20% no tráfego municipal. O dinheiro recolhido pelos pedágios rende à cidade quase 140 milhões de euros – que são investidos, entre outros, na ampliação do transporte de curta distância.

Já Estocolmo introduziu o pedágio em 2007. Ao mesmo tempo, a capital sueca equipou toda a sua frota de ônibus com motores híbridos, movidos a biogás ou etanol. Esse é um dos motivos que a levou a ser eleita, em 2010, a Capital Verde da União Europeia. Em 2011, esse título é ostentado por Hamburgo.

Capital Verde Europeia – Uma razão que garantiu o título à cidade alemã é que para a maioria dos habitantes de Hamburgo o ponto de ônibus ou trem mais próximo não fica além de 300 metros de distância de sua residência.

O conceito de transporte ecológico inclui ainda dois ônibus com tração híbrida a diesel, que já estão em circulação – outros oito devem complementar a frota. “Agora estamos expandindo o transporte ciclístico em grande escala”, revela Volker Duman, porta-voz do departamento municipal de meio ambiente.

Ele aponta ainda que o S-Bahn (modelo alemão de trem de curta distância) que circula na cidade é 100% abastecido com eletricidade ecológica (hidroenergia). Com as novas medidas, a cidade espera atingir a sua ambiciosa meta climática: reduzir 80% das emissões municipais de CO2 até 2050. Uma primeira etapa já foi cumprida: a emissão per capita diminuiu 15% em relação à de 1990. “Uma conquista significativa para uma grande cidade”, assinalou a Comissão Europeia.

Fonte: Folha Online e Ambiente Brasil

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Cancún- Resultados além do Esperado

postado por Eduardo Baltar| dezembro 28th, 2010 |Comentários 0 comentários

Ontem foi publicado no Jornal Zero Hora de Porto Alegre, artigo escrito por mim, sobre os resultados da COP-16.

Segue abaixo:

Resultados além do esperado

Eduardo Baltar*

No último dia da COP-16, a ministra mexicana Patrícia Espinoza e a secretária executiva da COP, Christiana Figuerez, apresentaram formalmente os documentos prévios que sairiam como resultado da Conferência de Cancún. A primeira-ministra mexicana fez questão de ressaltar o fato de que aqueles documentos representavam com transparência tudo o que foi discutido nas últimas duas semanas. Foi aplaudida de pé por mais de três minutos.

Foi um momento de muita emoção para os negociadores e para quem acompanha de perto as negociações e sabe das dificuldades existentes. Contudo, o documento ainda passaria por ajustes dos grupos de negociação que se prolongaram até a madrugada do dia seguinte.

Várias demandas dos países em desenvolvimento foram atendidas, como (1) a criação do Green Climate Fund e seu conjunto de regulamentações, (2) a operacionalização do mecanismo tecnológico e suas regras de operacionalização e (3) o caráter voluntário das metas de redução de emissões dos países em desenvolvimento, dentre outras ações.

O Green Climate Fund será gerido por um conselho de 24 membros, igualmente distribuídos por representantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Esses últimos comemoraram a criação do fundo, que terá o Banco Mundial como tesoureiro provisório e fornecerá US$ 100 bilhões anuais para ações de combate à mudança do clima em países em desenvolvimento.

O mecanismo tecnológico está sendo estabelecido para proporcionar transferência de tecnologia de países desenvolvidos para nações pobres mais vulneráveis às mudanças climáticas. Os países em desenvolvimento, principalmente as potências emergentes (China, Brasil e Índia) divulgarão inventários de emissões de gases do efeito estufa e posicionamento sobre ações de redução.

O pacote de metas de redução de emissões dos países desenvolvidos ainda não está definido, mas o texto dá orientações sobre o estabelecimento desses objetivos e determina que as discussões devem acabar antes do fim do Protocolo de Kyoto.

Apenas a Bolívia não apoiou o documento. China, EUA, União Europeia, Brasil, Índia e outras importantes nações suportaram o documento e reconheceram o avanço realizado.

Foram dados passos importantes, mas o estabelecimento das metas de redução dos países desenvolvidos é um instrumento-chave para o combate às mudanças do clima.

A negociação continuará em Durban, África do Sul, no próximo ano.

*Eduardo Baltar é diretor da Enerbio Consultoria, responsável por diversos projetos de créditos de carbono e estratégias empresariais de combate à mudança do clima. Criador do Programa Emissão Zero de Carbono, participou da COP-15 e da COP-16 como membro da delegação brasileira

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Cancún – Resultados além do esperado

postado por enerbio| dezembro 13th, 2010 |Comentários 0 comentários

As negociações em Cancún avançaram até às 4h da manhã do sábado. No final da tarde de sexta-feira (por volta das 16:00), os documentos dos principais grupos de discussão (AWG-KP e AWG LCA) foram divulgados.

Próximo das 18:30, houve uma plenária comandada pela ministra mexicana Patrícia Espinoza e pela secretária executiva da COP, Christiana Figuerez, onde o documento foi apresentado formalmente. Ele refletia grande parte das demandas dos países em desenvolvimento. A primeira-ministra mexicana fez questão de ressaltar o fato daqueles documentos representarem realmente o que vinha sido discutido na Conferência.

A primeira-ministra mexicana foi aplaudida de pé, demonstrando a aceitação de toda a plenária aos documentos apresentados. Foi um momento de muita emoção para os negociadores e para quem acompanha de perto as negociações e sabe das dificuldades existentes.

Várias demandas dos países em desenvolvimento foram atendidas, como (i) a criação do Green Climate Fund e seu conjunto de regulamentações; (ii) a operacionalização do mecanismo tecnológico e suas regras de operacionalização; (iii) o avanço do Redd ; (iv) o caráter voluntário das metas de redução de emissões dos países em desenvolvimento, dentre outras ações.

O pacote de redução de emissões dos países desenvolvidos ainda não está definido, mas o texto dá orientações sobre o estabelecimento dessas metas e que as discussões devem acabar antes do fim do Protocolo de Quioto, para evitar o hiato entre o primeiro e o segundo período de compromisso dos países desenvolvidos.

Apenas a Bolívia não apoiou o documento. China, EUA, Comunidade Européia, Brasil, Índia, entre outras importantes nações aprovaram o documento e reconheceram o avanço realizado. Os países em desenvolvimento comemoraram a criação do Green Climate Fund, que deverá ser gerido, inicialmente, pelo Banco Mundial e fornecerá US$ 100 bilhões anuais para ações de combate à mudança do clima em países desenvolvidos. Os avanços no mecanismo de Redd também foram muito bem recebidos.

Foram dados passos importantes, mas o estabelecimento das metas de redução dos países desenvolvidos é um instrumento-chave para o combate às mudanças do clima. A negociação continuará em Durban, África do Sul, no próximo ano

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Organização da COP-16

postado por Eduardo Baltar| dezembro 10th, 2010 |Comentários 0 comentários

A COP-16 foi um exemplo de organização. Diferentemente da COP-15 em Copenhague, os mexicanos dividiram a Conferência em dois pavilhões. Um (o Cancunmesse) era destinado para side events, stands de ONGS e instituições públicas e privadas e stands de países e o outro (Moon Palace) para o ambiente de negociação oficial. Os dois pavilhões estão distantes aprox. 7 KM um do outros e há linhas de ônibus disponíveis 24 horas por dia para a logística.

Com isso, evitou-se a aglutinação de grande número de pessoas em um mesmo lugar, o que provocou problemas em Copenhague.

Além disso, há ônibus gratuito para os participantes que estão hospedados na Zona Hoteleira. A Zona Hoteleira é distante do local da Conferência, o que é minha única crítica à organização. Leva-se em torno de 40 minutos de ônibus para chegar à Conferência do ponto central da Zona Hoteleira.

É também importante destacar que várias ações ecologicamente corretas foram adotadas, como o uso de energia eólica, separação de lixo, ônibus híbridos, dentre outras ações. Creio que o Brasil pode se espelhar na organização dessa conferência para os futuros mega-eventos que acontecerão no país.

A foto a seguir mostra o ônibus híbrido utilizado para transporte entre o Moon Palace e o Cancunmesse.

Ônibus Híbrido

Ônibus Híbrido na COP-16

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De Cancún: Indefinições à vista

postado por Eduardo Baltar| dezembro 10th, 2010 |Comentários 0 comentários

Nesse momento, são 13:30 da sexta-feira, 10/12/2010, último dia da COP-16 em Cancún. Nenhum documento dos dois principais grupos de negociação presentes na Conferência está divulgado e disponíveis aos participantes do evento.
Os representantes dos países para assuntos específicos aguardam a divulgação de documentos que serão anunciados na plenária da Conferência das Partes.

Especula-se que o documento final da Conferência apenas apontará para a necessidade de se continuar evoluindo nas negociações globais de redução de emissões. Resta aguardar mais um pouco

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Braskem na COP-16

postado por Eduardo Baltar| dezembro 8th, 2010 |Comentários 0 comentários

Polietileno Verde - Braskem

A Braskem é, com certeza, uma das empresas brasileiras que mais investiu em exposição de seu produto na COP-16. A empresa está claramente percebendo as oportunidades de mercado que o momento oferece. O plástico verde foi apresentado em conferências do Espaço Brasil por executivos da empresa durante toda a tarde de ontem.

Além disso, a empresa conta com um stand na feira Green Solutions, onde empresas de todo o mundo apresentam a sustentabilidade de seus produtos e serviços.

Segue abaixo fotos da exposição da Braskem

Banner Braskem

Stand Braskem

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Manifestações das ONGs

postado por Eduardo Baltar| dezembro 8th, 2010 |Comentários 0 comentários

Painéis - Climate Justice

As ONGs atuam com força em eventos como a Conferência das Mudanças Climáticas. A seguir, mostramos algumas fotos tiradas de ações que estão sendo desenvolvidas por ONGs em Cancún durante a COP-16.

O prêmio Fóssil do Dia por exemplo é dado à países que obstruem as negociações. O Japão e o Canadá são vencedores frequentes.

Prêmio Fossil do dia

Ontem, um urso polar dava entrevistas no saguão do Cancunmesse, chamando atenção para o aquecimento global.
Outra ONG distribuía sementes aos participantes. São ações interessantes que chamam atenção, principalmente da imprensa.

Urso Polar em entrevista

Distribuição de sementes na COP-16

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Ministra fala da condução do processo político do Acordo Pós-Quioto

postado por Eduardo Baltar| dezembro 8th, 2010 |Comentários 2 comentários

A Ministra Izabella Texeira falou sobre o processo político de negociação de metas de redução de emissões para o período pós-Quioto. Apesar das dificuldades, ela acredita que um compromisso ainda pode ser alcançado em Cancún. Ela disse que está tendo um feeling semelhante ao que teve em Nagoya na Conferência da Biodiversidade.

Contudo, ela ressaltou que ainda há muito trabalho a ser feito. O Brasil conduz as negociações sobre metas de redução em conjunto com o Reino Unido. Hoje e nos próximos dias, os representantes dos países seu reunirão com blocos de países africanos, dos LDC (least developed countries) e dos pequenos países-ilhas.

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Press Conference – Brasil

postado por Eduardo Baltar| dezembro 8th, 2010 |Comentários 0 comentários

Estamos nesse momento acompanhando ao-vivo a press-conference da Ministra de Meio Ambiente, Izabella Texeira, e do Embaixador Luiz Figueiredo, chefe da delegação brasileira em Cancún.

Eles falam sobre o papel do Brasil que, em conjunto com o Reino Unido, ficou com a difícil responsabilidade de desenhar um framework para o segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto.

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