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Energia do planeta pode ser 100% renovável em três décadas

postado por enerbio| março 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Cientistas afirmam que totalidade do consumo poderia ser completamente de fontes eólicas, solares e hidroelétricas
por Agência EFE

Um polêmico estudo elaborado pelos pesquisadores Mark Z. Jacobson e Mark A. Delucchi, da Universidade da Califórnia, em Davis, e publicado na revista “Energy Policy”, assegura que 100% da energia consumida no planeta poderia ser obtida de fontes completamente limpas e renováveis em um prazo de três ou quatro décadas.

No relatório se garante que esta energia teria um custo comparável ao da energia convencional que utilizamos na atualidade, e consideram que a conversão ao novo sistema seria um desafio como o do projeto Apolo, com o qual fomos à Lua na década de 1960.

O projeto consiste na utilização de 90% da eletricidade procedente das fontes eólicas e solares. O resto da energia necessária, 8%, poderia ser gerada a partir das fontes geotérmicas e hidroelétricas, enquanto os restantes 2% se extrairia da energia produzida pelas ondas e pelas marés.

No entanto, embora os dois cientistas tenham tentado dar resposta a muitas das dúvidas que se colocam no setor das energias renováveis, a controvérsia já está aberta: segundo alguns pesquisadores, esta é uma concepção otimista demais sobre o futuro das energias limpas.

Substituir o petróleo
Para Antonio Chica, cientista titular do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) no Instituto de Tecnologia Química de Valência, Espanha, “é preciso ser muito prudente na hora de afirmar que podemos nos servir de energias renováveis no tempo que indica este relatório”.

“Não se pode prever a provisão futura de petróleo, as altas de preços que possa ter ou os conflitos que se possam gerar em torno dele. Embora em questão tecnológica seja certo que, por exemplo, já há países que utilizam energia eólica ou solar que produz eletricidade em grandes quantidades e de uma maneira bastante fácil”, diz.

Segundo Jacobson e Delucchi, os meios de transporte seriam movidos por energia elétrica procedente de renováveis, eliminando completamente a dependência do petróleo. Carros, trens, navios seriam impulsionados por motores elétricos alimentados por pilhas de combustível, baseadas em hidrogênio obtido mediante eletrólises de água.

“Agora todas as grandes indústrias do automóvel estão trabalhando em alternativas que não utilizem petróleo e as alternativas são baterias e pilhas de combustível ainda em desenvolvimento. Essa pesquisa se deve a que a indústria é consciente de que o petróleo tem um tempo limitado”, adverte Antonio Chica.

“Mas para eles tanto faz que seja petróleo, hidrogênio ou qualquer energia renovável, o que lhes importa é que seja o mais barato e, por enquanto, o mais barato continua sendo o petróleo pela infraestrutura já existente que possui”, comenta.

“O mercado não vai se movimentar porque se polui mais ou menos. Os governos são os que teriam que direcionar o processo, assim como os níveis de poluição”, também assinala o cientista.

Esta transição para estas novas formas de energia traz uma despesa de adaptação tecnológica, mas Jacobson e Delucchi opinam que não é preciso que desenvolvamos nenhuma nova tecnologia porque elas já existem e se encontram disponíveis.

Jacobson e Delucchi apresentam um planeta semeado de sistemas eólicos e solares entre os quais se pudesse redistribuir a energia elétrica estacionária. Recolher o que o vento produz durante a noite e a energia solar durante o dia, e aproveitar ao máximo os excessos de geração que se produzem em algumas regiões e poder enviar para outras com mais dificuldades para gerá-las.

Quanto à instalação de turbinas eólicas, um dos maiores problemas é a das grandes superfícies que são necessárias para sua instalação. O número delas que aparece no projeto é tão grande que seria preciso cobrir 0,6% da terra firme disponível.

Mas Jacobson também tem resposta para este problema e propõe que “a maioria da terra existente entre as turbinas eólicas possa ser utilizada para a pecuária ou a agricultura”. Além disso acrescenta outra alternativa: instalá-los sobre plataformas flutuantes no mar.

Jacobson, reconhecido professor de engenharia civil especializado em temas ambientais, assegura que não existem barreiras de caráter tecnológico ou econômico para substituir todas as fontes de energia que utilizamos na atualidade por outras que sejam limpas e renováveis, e que o maior desafio é superar as barreiras políticas que o impedem.

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Biodiesel é destaque no carnaval carioca

postado por enerbio| março 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

Escola de samba vai utilizar o combustível renovável para mover carros alegóricos

Desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2010. A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles deste anoA escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel vai utilizar biodiesel para mover os carros alegóricos durante o desfile do carnaval carioca. O combustível renovável é feito a partir de plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal) e vem ganhando espaço no mercado nacional e internacional.

A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles. A iniciativa para utilizar o biocombustível no carnaval carioca é resultado de acordo entre a agremiação e as empresas produtoras do óleo, organizadas por meio da União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio).

Também participam da ação o Instituto Nacional da Tecnologia, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Os motores já estão instalados nas alegorias da Mocidade e passaram por vistorias e testes.

“Ações como esta dão visibilidade aos benefícios do uso do biodiesel e à expansão desse mercado a cada ano”, destaca o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. O combustível pode ser produzido a partir de inúmeras matérias-primas, como soja, canola, mamona, girassol, palma de óleo (também conhecida como dendê). Além disso, segundo informações do Ministério da Agricultura, não agride o meio ambiente, reduz as emissões do monóxido de carbono, de óxido de enxofre, dos hidrocarbonetos totais e de grande parte dos hidrocarbonetos tóxicos. Os hidrocarbonetos são compostos químicos de carbono e hidrogênio encontrados nos combustíveis tradicionais, como gasolina e diesel.

O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor do óleo, atrás apenas da Alemanha e da França. Números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2010, o Brasil produziu cerca de 2,4 bilhões de litros do óleo, 43% acima do registrado no ano anterior.

Fonte: Globo Rural Online

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Brasil precisa de investimento em energia limpa, diz Ipea.

postado por enerbio| fevereiro 16th, 2011 |Comentários 0 comentários

A meta de consolidar uma matriz de energia “limpa” no Brasil a partir dos avanços em biocombustíveis e outras fontes alternativas requer um maior investimento para os próximos anos, apontou um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O relatório “Energia e Meio Ambiente no Brasil” reconheceu o potencial do país sul-americano, mas destacou a necessidade de aumentar os investimentos em pesquisa e projetos, sem vê-los como “um sacrifício para a economia nacional” e sim como uma política de “responsabilidade social e ambiental”.

No caso dos biocombustíveis, para competir com os derivados do petróleo, o estudo sugere estímulos como os subsídios e até as isenções fiscais por parte do governo.

O estudo revela que o Brasil consome anualmente 25 bilhões de litros de etanol, segundo dados de 2009, e que essa demanda pode chegar aos 60 bilhões de litros em 2017.

Mais de 90% dos veículos automotores novos no Brasil estão dotados com a tecnologia flex, que permite a combustão com gasolina, etanol ou a mistura de ambos.

Apesar do crescimento da demanda de biocombustíveis no Brasil, o estudo mostrou também uma tendência ao aumento do consumo de combustíveis fósseis no país até 2030.

As mesmas projeções apontam que a energia eólica e a gerada a partir de resíduos sólidos também devem crescer no Brasil.

Fonte: Folha Online

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Boas notícias – Logística de Baixo carbono

postado por Eduardo Baltar| fevereiro 3rd, 2011 |Comentários 0 comentários

Recentemente, desenvolvemos um estudo que mostrou a grande quantidade de redução de emissões de gases do efeito estufa proporcionada por um de nossos clientes do setor de Navegação de Cabotagem em 2010.

À medida que a logística é efetuada por transporte marítimo e ferroviário em detrimento do rodoviário, menos impacto às mudanças climáticas é proporcionado. Diante desse fato, a ONU aprovou no ano passado uma metodologia que proporciona créditos de carbono para as empresas que realizam investimentos em infra-estrutura logística, visando essa troca.

Interessante que na semana passada, ao pegar um avião de Tam e ler a sua revista de bordo, li o pronunciamento do presidente da empresa, onde era comemorado o fato da empresa ter realizado em 20010 um vôo de teste, utilizando biocombustível. O vôo experimental teve partida e chegada no aeroporto Tom Jobim/Galeão e durou 45 minutos. A performance foi considerada excelente.

A matéria-prima utilizada foi o pinhão-manso, 100% nacional. A empresa tem o objetivo de no longo prazo substituir 20% do querosene vindo do petroleo por bioquerosene. Segundo a Tam, a redução de emissões pode chegar a 80%.

O que tem que ser comemorado com isso é o fato de grandes players da cadeia logística nacional estarem despertando para o combate às mudanças climáticas.

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Novas necessidades levam ao desenvolvimento de novas energias

postado por Gabriel| janeiro 17th, 2011 |Comentários 0 comentários

A preocupação com o meio ambiente deverá acelerar o emprego de gerações alternativas e renováveis, como a energia solar. Nesse cenário, surgem tecnologias como veículos elétricos e o ônibus movido a hidrogênio

Módulos fotovoltaicos, usados na energia solar, ganham cada vez mais espaço. Fonte: INSTITUTO GAIA VILLAGE/DIVULGAÇÃO/JC

A perspectiva da escassez do petróleo e da possibilidade de grandes aproveitamentos hidrelétricos no futuro já faz com que os pesquisadores e as empresas planejem opções de geração de energia para as décadas seguintes. O presidente do conselho da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), Hélio Guerra, destaca que são muitos os interesses envolvidos na criação de novas formas de produção de energia alternativas às fontes hidráulica e fósseis.

Genericamente, o dirigente aponta com perspectivas de crescimento nessa área fontes como a biomassa, o etanol (em um período menor) e o hidrogênio (em longo prazo). No entanto, ele argumenta que, nos próximos anos, as gerações tradicionais continuarão dominando a matriz energética mundial. A ressalva feita por Guerra é que o apelo da questão ecológica, levando em consideração temas como o aquecimento global, pode acelerar o emprego de gerações alternativas e renováveis, como a solar. Ele cita como outro exemplo desse cenário o fortalecimento do mercado de veículos elétricos. “É um produto que, com o passar do tempo, diminuirá de preço e melhorará a qualidade”, comenta Guerra.

Outro caminho salientado pelo presidente do Conselho da FDTE no setor de transportes é o uso do hidrogênio. “Mas é uma ação que ainda está em uma etapa inicial”, diz o especialista. Em 2009, foi lançado o primeiro ônibus brasileiro a hidrogênio. O protótipo do veículo foi fabricado para a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), em Caxias do Sul. O projeto teve direção do ministério das Minas e Energia e contou com recursos do Global Environment Facility (GEF), aplicados por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do governo de São Paulo. Participam do consórcio internacional para desenvolvimento da iniciativa as companhias AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, Epri, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti.

O ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d’água. A proposta envolve a aquisição, operação e manutenção de até cinco veículos com célula a combustível hidrogênio, mais a estação de produção de hidrogênio por eletrólise e abastecimento dos ônibus, além do acompanhamento e verificação do desempenho desses veículos.

O ônibus brasileiro é pioneiro ao utilizar um sistema híbrido, que combina a célula a combustível a hidrogênio e baterias. Essa estratégia permite aumentar a economia de combustível e racionalização da energia gerada. Isso porque é aproveitada a possibilidade de abastecer as baterias com a carga energética gerada pela célula durante os períodos em que o veículo está parado (para embarque/desembarque ou em semáforos, por exemplo).

Eletricidade a partir do lodo é opção para áreas portuárias

Uma pesquisa desenvolvida no município de Rio Grande tem como meta produzir dois benefícios na região: gerar energia e dar uma destinação adequada aos resíduos resultantes das dragagens realizadas no porto gaúcho. Até o final deste primeiro semestre, a perspectiva é da instalação de uma planta-piloto de uma Unidade de Tratamento de Sedimentos de Dragagem no porto rio-grandino, para aprofundar os estudos sobre o tema.

O projeto Bioconversão dos sedimentos de dragagem do porto de Rio Grande em energia elétrica foi aprovado em primeiro lugar no Termo de Referência TR01/2010, do Projeto Estruturante Polo Tecnológico Estadual da Secretaria da Ciência e Tecnologia. O governo do Estado financiará a iniciativa com R$ 300 mil em recursos, com contrapartida de R$ 60 mil do porto do Rio Grande, além do custo estimado em R$ 300 mil pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg) com o trabalho dos pesquisadores.

O professor do Laboratório de Controle de Poluição da Escola de Química e Alimentos (EQA) da Furg Fabrício Santana lembra que a possibilidade do aproveitamento dos sedimentos para a geração de energia surgiu na metade do ano de 2009. Nessa época, ele e a professora Cristiane Saraiva Ogrodowski visitaram uma embarcação que fazia a dragagem do porto e foi identificado no sedimento retirado um cheiro forte de enxofre.

No fundo do mar, nos sedimentos, existem vários compostos à base de enxofre, relata o pesquisador. E quando uma bactéria se alimenta de algum desses compostos, o produto desse metabolismo são sulfetos, que têm um odor bem característico. Normalmente, esse micro-organismo que faz a conversão dos materiais em sulfetos tem uma capacidade para gerar eletricidade. O nome popular da bactéria, apelidado por algumas revistas internacionais, é micróbio elétrico. Quando foi identificada a presença do agente no sedimento, foi discutida a possibilidade da aplicação de tecnologia de geração biológica de eletricidade para o sedimento de dragagem.

O processo realizado em Rio Grande consegue gerar uma eletricidade com uma voltagem nominal de 0,2 volts que pode ser utilizada para carregar baterias e outros equipamentos ou ser convertida em uma voltagem maior. Utilizando todo o sedimento de dragagem de manutenção do calado do porto rio-grandino (6,5 milhões de metros cúbicos a cada cinco anos) estima-se que seria possível gerar uma potência de até 580 MW (cerca de 15% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul).

Santana enfatiza que hoje é inviável aproveitar os sedimentos de dragagem para outras finalidades, devido à presença da matéria orgânica. Com esse processo de geração bioelétrica, o resíduo é “limpo” e pode também ser aproveitado no segmento da construção civil.

O professor comenta que a geração biológica de eletricidade, através de bactérias, começou a ser estudada a partir da década de 1960, porém foi nos últimos anos que os estudos intensificaram-se. O pesquisador acredita que entre 15 e 20 anos será possível implementar comercialmente plantas de geração elétrica, via processo biológico. O mercado dessa tecnologia, sugere Santana, é a substituição das estações de tratamento de efluentes.

Avançam pesquisas sobre fonte solar no Estado

Moehlecke diz que agora o objetivo é prospectar investidores. Fonte: MARCELO G. RIBEIRO/JC

Uma das novas fontes de energia que se encontra em desenvolvimento acelerado e deve se tornar uma realidade difundida em pouco tempo é a solar. Adriano Moehlecke, que com Izete Zanesco coordena o Núcleo Tecnológico de Energia Solar da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) (NT-Solar), lembra que em 2009 a planta-piloto instalada no Tecnopuc (parque tecnológico da Pucrs) produziu 12 mil células solares e 200 módulos fotovoltaicos. O próximo passo agora é realizar o planejamento para a implantação de uma unidade de fabricação com escala industrial.

Conforme Moehlecke, a estratégia deverá estar desenhada até março e, a partir desse ponto, serão prospectados possíveis investidores para o empreendimento. No momento, apoiam a construção do plano de negócios a Finep, a Eletrosul e o Grupo CEEE. Além disso, a expectativa do professor é de que até 2012 o NT-Solar alcance novos resultados e métodos de fabricação de módulos fotovoltaicos. “Essa é uma área que tem que avançar sempre na redução de custos e melhorias para transformar o processo de laboratório em produto industrializado”, defende o coordenador.

O pesquisador indica que a energia solar pode ser bem aproveitada no segmento residencial. Através da instalação de módulos fotovoltaicos nos telhados das casas, é possível gerar energia para atender às necessidades das unidades habitacionais. Ele relata que cálculos de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) preveem que para 2013 o valor do kWh produzido por módulos fotovoltaicos será similar ao do kWh residencial em vários estados brasileiros.

Moehlecke acrescenta que a fonte pode ter o seu aprimoramento em maior velocidade no Brasil se contar com o apoio do governo, algo que ocorreu com a energia eólica e os biocombustíveis no passado. No final do mês de dezembro, o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Ciência e Tecnologia assinaram um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento científico e tecnológico do aproveitamento de energia solar. O documento prevê a elaboração de projetos-piloto, de pesquisa e demonstrativos, capacitação técnica e de acordos nacionais e internacionais. O intuito é promover estudos, debates e outras atividades.

Apesar dessa sinalização de interesse governamental, Moehlecke revela algumas apreensões. “A preocupação, que às vezes eu tenho, é se o pré-sal não será o sepulcro da energia solar no País”, comenta.

Itaipu estuda combustíveis alternativos para veículos pesados

Protótipo quer motivar adoção de veículos ambientalmente corretos. Fonte: ALEXANDRE MARCHETTI/ITAIPUBINACIONAL/DIVULGAÇÃO/JC

Depois do aprimoramento dos automóveis elétricos de passeio, um dos focos dos pesquisadores dessa área é a realização de veículos coletivos e de transporte de cargas. No mês de dezembro, durante a 40ª Cúpula de Presidentes do Mercosul e Estados Associados – Cúpula Ñandeva, que aconteceu em Foz do Iguaçu, foi apresentado o primeiro ônibus elétrico híbrido com motor a combustão movido a etanol do mundo. O protótipo foi feito para demonstrar a viabilidade de os veículos elétricos serem aproveitados no segmento de transporte de passageiros.

O modelo possibilita conciliar a eficiência do motor elétrico com os benefícios ambientais do etanol. A ação visa a motivar o desenvolvimento de veículos ambientalmente corretos para utilização na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. O desempenho energético do veículo foi otimizado pelas baterias de cloreto de sódio que possibilitam o recarregamento por meio de tomadas convencionais de 220 V. O recarregamento das cinco baterias é feito em um tempo máximo de oito horas e, quando carregadas, fornecem tensão de 600 V e corrente de 32 Ampère-hora, tendo como resultado uma capacidade de armazenamento energético de 100 kWh. A autonomia calculada é cerca de 300 quilômetros, considerando a operação em percurso típico de corredor.

Apesar do projeto desenvolvido por Itaipu, ainda há uma dificuldade a ser superada para que mais veículos elétricos circulem nas ruas: o preço. O coordenador-geral brasileiro do projeto de veículo elétrico por Itaipu Binacional, Celso Novais, destaca o alto custo dos componentes desses produtos. “Por isso, a importância de elaborar tecnologia nacional para realizar esses veículos e abrir mercado”, defende Novais. Segundo ele, um dos pontos mais críticos na fabricação de um veículo elétrico são as baterias. “Quando se parte para um transporte de massa, mais baterias são necessárias e os valores aumentam”, explica o especialista.

Biogás é adotado como solução de problema ambiental

A produção de biogás, através da decomposição de matéria-orgânica, começa a ser difundida como uma resposta para o impacto ambiental que dejetos de suínos, aves, gado e outros animais causam. Uma das empresas que incentivam essa prática no País é a Itaipu Binacional. O superintendente de Energias Renováveis da companhia, Cícero Bley, explica que a empresa percebeu uma grande mudança nas águas da bacia hidrográfica que alimentam o reservatório da hidrelétrica: uma alteração biológica, chamada de eutrofização, resultado de uma proliferação excessiva de várias espécies de algas.

Essas algas alimentam-se de nutrientes orgânicos, que vêm pelas calhas dos rios, provenientes de dejetos da suinocultura, ovinocultura, avicultura, entre outras fontes. “E as carcaças das algas acumulam-se no fundo dos rios e começa um processo de geração de emissão de gases que provocam o efeito estufa”, diz Bley.

São cerca de 1,5 mil granjas no entorno do reservatório de Itaipu. O dirigente revela que esse cenário fez com que a companhia buscasse uma solução para esses dejetos. A alternativa adotada foi a geração de biogás, que está sendo aplicado em motores para a geração de energia elétrica.

O produtor local usa a energia para suas necessidades e o excedente é vendido para a Companhia Paranaense de Energia (Copel), que disponibiliza na rede elétrica. Pela Resolução Normativa Aneel 390/2009, qualquer distribuidora de energia elétrica pode fazer chamadas públicas para comprar eletricidade produzida por biodigestores. Bley diz que a experiência desenvolvida no Paraná pode ser replicada no País e acrescenta que a atividade pode se candidatar ao mercado de créditos de carbono.

Fonte: Jornal do Comércio, 17/01/2011. Por Jefferson Klein.

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Planeta vivo… Até quando?

postado por enerbio| janeiro 14th, 2011 |Comentários 0 comentários

Enquanto os aspectos sociais, econômicos e ambientais da sustentabilidade estiverem em uma gangorra com dois de um lado e um de outro, será difícil chegar ao equilíbrio que poderá assegurar a manutenção da vida (como se conhece hoje) no planeta. Essa foi uma das conclusões do relatório Planeta Vivo 2010, do WWF, realizado em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres e a Global Footprint Network e lançado em outubro. O que vemos, hoje, é a biodiversidade de “castigo”, enquanto a demanda crescente por riquezas e a satisfação do bem-estar são priorizadas.

O estudo, que relaciona o Índice Planeta Vivo – um indicador da “saúde” da biodiversidade mundial – com a Pegada Ecológica e a Pegada Hidrológica, mostra que a pegada mais do que dobrou desde os anos 1960, enquanto o índice sofreu uma redução de 30%. Nos países tropicais e nos mais pobres, essa queda atingiu 60% em menos de 40 anos. Ou seja, enquanto a saúde do planeta piora, são usados cada vez mais recursos naturais para atender às necessidades das sociedades que o habitam, como comida, energia e vestuário.

O índice é resultado de indicadores ambientais conjugados, obtidos a partir do monitoramento de 8 mil populações de mais de 2.500 espécies animais e vegetais. Entre as soluções apontadas para compensar o atual desequilíbrio, estão: a otimização do uso da terra para produção de combustíveis, alimentos e biomateriais; a redução alimentar da sociedade; e o investimento maciço no aumento da biocapacidade do planeta.

http://www.wwf.org.br/.

Fonte: Edição 31 da revista Brasil Sustentável. Uma publicação do CEBDS.

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Empreendedores Gaúchos investem em projetos bioenergéticos

postado por enerbio| dezembro 21st, 2010 |Comentários 0 comentários

Fonte: Jornal do Comércio/RS – Jefferson Klein

Os projetos de biocombustíveis, como as usinas de biodiesel e as plantas de etanol, devem se expandir no Rio Grande do Sul nos próximos anos. Uma prova disso é que várias iniciativas desse setor tiveram as concessões de incentivos do Fundo Operação Empresa (Fundopem/RS) aprovadas na semana passada pelo governo gaúcho. São pelo menos R$ 136 milhões que serão investidos pela iniciativa privada na expansão de empreendimentos energéticos no Estado.

Um desses complexos é o da Bianchini Indústria, Comércio e Agricultura. O grupo instalará uma planta industrial em Canoas, destinada à produção de biodiesel à base de óleo de soja e outras gorduras, tanto vegetais quanto animais, interligada ao parque industrial da empresa já existente no município. O diretor-superintendente da companhia, Arlindo Bianchini, relata que a capacidade de produção alcançará cerca de 900 mil litros ao dia e a unidade absorverá investimentos de R$ 70 milhões. Conforme o dirigente, a operação deverá ser iniciada em meados do próximo ano.

Outro projeto aprovado no Fundopem é o da empresa Fuga Couros, do município de Camargo. A empresa terá incentivo para um projeto da ordem de R$ 39,6 milhões para implementar uma unidade industrial para produzir biodiesel a partir de sebo animal refinado (50%) e óleo de soja bruto (50%). Já a Oleoplan Óleos Vegetais Planalto vai investir R$ 26,4 milhões para expandir a captação e armazenamento de matéria-prima para a produção de biodiesel. A companhia ampliará em 47% a capacidade de processamento de soja da unidade de Veranópolis, passando das atuais 1,55 mil toneladas ao dia para 2,2 mil toneladas diárias.

O assessor técnico em energia da Secretaria da Infraestrutura e Logística, João Carlos Félix, lembra que, em 2008 e no ano passado, o Rio Grande do Sul foi o maior produtor de biodiesel do País. Ele ressalta que um dos motivos para esse cenário é a tradição gaúcha na produção de soja. Para os próximos anos, Félix prevê que uma outra cultura também ganhará espaço no Estado na área de bionergia: a cana-de-açúcar, para a fabricação de etanol. Ele argumenta que, com a inclusão do Estado no zoneamento da cana, aumenta o interesse por essa cultura. “Não há segredos tecnológicos nessa atividade, basta que a economia dê sinais que será uma ação lucrativa”, comenta o assessor técnico.

O secretário estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Josué de Souza Barbosa, concorda com Félix que a tendência é aumentar os investimentos em bioenergia no Rio Grande do Sul. Ele afirma que a perspectiva é de que se eleve a obrigatoriedade de adição de biodiesel na fórmula do óleo diesel (atualmente em 5%) e isso, por consequência, aumentará a produção interna do biocombustível. “Pessoalmente, acho mais vantajoso transformar a soja em combustível para atender ao mercado interno do que exportar o grão”, diz Barbosa. Ele salienta ainda que o Rio Grande do Sul possui alternativas de outras oleaginosas que podem ser empregadas para essa finalidade, como a canola e o girassol.

Barbosa também aposta que nos próximos anos a fabricação de etanol crescerá no Estado. Um desses projetos é da empresa Norobios, na região de São Luiz Gonzaga, que deve produzir cerca de 120 milhões de litros de etanol ao ano, a partir de 2012. “Contaremos no futuro com uma matriz energética diversificada no Rio Grande do Sul”, prevê o secretário.

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