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Nova metodologia deve ajudar projetos de conservação

postado por Alice| julho 26th, 2011 |Comentários 0 comentários

Quantificar a redução de emissões de gases do efeito estufa de iniciativas que reduzem o desmatamento não planejado vai ficar mais fácil e o mercado de carbono deverá se expandir em países na África, Ásia e América Latina
O desmatamento e a degradação florestal correspondem a aproximadamente 20% da emissão global de gases do efeito estufa – mais do que o setor de transporte do mundo inteiro, atrás apenas do setor de energia. Por isso é crucial focar em ações para a prevenção do desmatamento.
A nova metodologia – aprovada pelo Verified Carbon Standard (VCS) – permite aos projetos calcularem emissões evitadas por desmatamento tanto na borda (“de fronteira”) de grandes áreas, como por exemplo, em áreas agrícolas, quanto de maneira desigual (“mosaico”) dentro da floresta.
“Esta metodologia irá finalmente gerar um arranjo para recompensar atividades inovadoras que reduzem o desmatamento pelo mundo enquanto promove a conservação de hábitats naturais, criando empregos sustentáveis e contribuindo para o bem-estar de comunidades locais”, disse Ellysar Baroudy, Fundo Biocarbon do Banco Mundial. “Um exemplo do impacto que esta metodologia terá em comunidades locais é o inovador mecanismo financeiro estabelecido no projeto Ankeniheny-Zahamena em Madagascar, para financiar a proteção de 370 mil hectares de reservas naturais através da venda de créditos de carbono pelo o Fundo BioCarbon do Banco Mundial”.
Enquanto os VCS atualmente têm nove metodologias no escopo de Agricultura, Floresta e Uso do Solo (AFOLU, em Inglês) – incluindo três metodologias relacionadas a projetos de REDD – esta metodologia é mais amplamente aplicável, abrindo a porta para um crescente número de projetos de REDD como, por exemplo, da África, a qual oportunamente será considerada nas discussões de REDD+ nas negociações da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima na próxima Conferência das Partes a ser realizada em Durban, na África do Sul, em Dezembro de 2011.

Fonte: www.institutocarbonobrasil.org.br

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Onde foi parar a tal da mudança climática?

postado por Jhulie| junho 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

Para quem acompanha o assunto, 2011 vem sendo incomum, pouco se falou em mudanças climáticas. E isso, no rasto do encontro de Cancún – considerado um sucesso relativo, após o fracasso de Copenhague, mesmo tendo deixado em aberto questões essenciais. E até agora, não faltaram enchentes e eventos meteorológicos extremos ao redor do mundo que diferentemente dos anos anteriores, não levaram a discussão de volta às manchetes.

Tudo bem, no Brasil, o assunto do ano no meio ambiente – de mérito inquestionável – tem sido a reforma do Código Florestal. Mas onde estão os discursos de líderes mundiais prometendo mudanças para proteger o planeta das mudanças climáticas?

Alguns até disseram que iriam investir pesado em energias renováveis, entre eles a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O motivo? Bem, o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, assustou países que dependem em grande parte da energia nuclear.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu uma longa entrevista à BBC. Quase meia hora sobre quase todos os assuntos. Quase, porque não disse sequer uma vez as palavras: “mudança climática” ou mesmo “aquecimento global”.

Enquanto isso, os chamados “céticos” continuam a expressar as suas opiniões – raramente baseadas em ciência robusta, mas ocupando o espaço que a imprensa lhes dá. Apesar do barulho que fazem, pouca coisa mudou no consenso da comunidade científica em torno do assunto, como mostrou um estudo australiano nesta semana (uma das poucas vezes em que mudança climática foi manchete neste ano).

Por onde anda a opinião pública? Essa é a pergunta que me faço. Considerando que pesos-pesados da política, que costumam pagar pequenas fortunas para saber o que os seus eleitores pensam, não têm tocado no assunto – Obama falou no máximo em política energética -, seria errado supor que o assunto ficou impopular?

Na semana que vem, representantes dos países que participam da convenção da ONU sobre mudança climática (UNFCCC) voltam a se reunir em Bonn para diminuir as distâncias entre as posições dos 192 países. Afinal, em dezembro, um novo encontro sobre o clima, dessa vez na África do Sul, deveria alinhavar um acordo global.

Alguém ainda se importa?

 

Fonte:  BBC Brasil, por Eric Camara.

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ONU diz que aquecimento global terá efeitos graves sobre alimentos

postado por enerbio| abril 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, fez um alerta nesta quinta-feira (31) sobre o que chamou de “potenciais efeitos catastróficos” das mudanças climáticas na produção de alimentos entre 2050 e 2100.

A agência apresentou um documento à Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, sugerindo aos governos medidas para evitar que a segurança alimentar seja comprometida.

Países em desenvolvimento – Segundo a FAO, as consequências do aquecimento global devem cada vez mais atingir nações em desenvolvimento. A agência exortou os governos a preparar suas populações para estes impactos, investindo em agricultura para que se tornem mais resistentes.

Apesar de ressaltar a importância de lidar com os riscos mais imediatos, o diretor-assistente geral para Recursos Naturais da FAO, Alexander Müller, reforçou que não faz sentido tentar mitigar as mudanças de longo prazo após seus efeitos começarem a ser sentidos.

Genética – A FAO aconselhou que se crie um banco de genes, porque algumas espécies correm o risco de desaparecer. Além disso, a organização afirmou ser necessário desenvolver variedades de alimentos melhor adaptadas às condições climáticas futuras.

Como impacto do aquecimento global na agricultura, os preços dos alimentos tendem a subir, tornando as populações mais pobres ainda mais vulneráveis. A Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico, Escap, revelou que 20 milhões de pessoas foram impedidas de sair da pobreza no ano passado devido à elevação dos preços no setor alimentar.

(Fonte: Portal Terra)

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Participe da hora do planeta!

postado por enerbio| março 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

O que é?

A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

Quando?

Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.

Onde?

No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa… Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior.

Fonte: http://www.horadoplaneta.org.br/index.php

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Crise nos ecossistemas vai além do aquecimento global

postado por Gabriel| março 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

Pesquisadores apontam que quanto maior a intervenção humana em um determinado ecossistema, menor é a sua capacidade de resistir ao aumento das temperaturas, por isso é importante combater outros fatores e não apenas as mudanças climáticas

Se os recifes de corais não estivem sendo pressionados pela poluição, sobrepesca, recreação e desenvolvimento costeiro, talvez muitos deles não morreriam com o aquecimento global / Lucas Bittencourt Müller

Nos dias de hoje a tendência é culpar o aquecimento global por todas as catástrofes e fenômenos naturais que não estamos acostumados a presenciar. Porém, o conhecimento que o ser humano tem dos diferentes sistemas terrestres ainda é pequeno diante da complexidade das interações químicas, físicas, biológicas e especialmente dos efeitos que as diversas atividades antrópicas têm sobre estas interações.

Muitos estudos indicam que sim, o clima está mudando e muito provavelmente o crescimento desenfreado da população humana tem muito a ver com isso, mas nem tudo é culpa apenas do dióxido de carbono que liberamos na atmosfera.

A intensidade do aquecimento global e seus efeitos dependem também do estado em que se encontram os diferentes ecossistemas terrestres, ou seja, qual o nível de stress que eles têm sido submetidos. Quanto maior a intervenção humana em um determinado ecossistema, menor é a sua capacidade de resistir ao aumento das temperaturas.

Isto é o que argumenta a cientista Camille Parmesan, Bióloga de Populações da Universidade de Austin e uma das autoras de um artigo publicado na última edição da revista Nature Climate Change.

Ela cita o exemplo dos recifes de corais, que infelizmente estão cada vez mais se tornando manchete devido ao estado crítico de conservação em que se encontram. Se os recifes de corais não estivem sendo pressionados pela poluição, sobrepesca, recreação e desenvolvimento costeiro, talvez muitos deles não morreriam após eventos de temperaturas altas.

Outros fatores que influenciam no stress dos ambientes naturais e reduzem a sua resiliência são a fragmentação de habitats, presença de espécies exóticas (como Pinus e Eucalyptus, muito comuns no Brasil), eliminação de predadores e muitos outros.

O artigo alerta que muitas pesquisas estão tentando atribuir diretamente ao aquecimento do clima a culpa por determinadas mudanças locais na distribuição de espécies e biodiversidade, o que pode acabar sendo uma análise muito superficial, a menos que se tenha uma série temporal de dados significativa.

Camille explica que ligar mudanças observadas ao componente humano do aquecimento global requer uma escala diferente, o que é mais bem feito com grandes áreas, por exemplo o norte europeu ou oeste dos Estados Unidos.

“Quanto mais local a escala que você considera, se torna mais difícil atribuir eventos individuais às mudanças climáticas globais induzidas pelos gases do efeito estufa”, completa citando o caso de um estudo com borboletas que abrange toda a Europa. Este estudo, segundo ela, demonstra efetivamente como dois terços das borboletas européias em alguns países estão mudando em direção ao norte.

Degelo

Um fato que corrobora com o alerta dos pesquisadores da Universidade de Austin é a notícia vinda da África que na realidade as previsões de degelo total do Monte Kilimanjaro até 2015 não estão se confirmando.

Um dos pesquisadores que participou do artigo publicado na revista Science em 2001, Douglas R. Hardy da Universidade de Massachussets, assumiu que não deveriam ter feito a previsão sem séries de dados temporais significativas.

“Não compreendíamos muito sobre os processos complicados no pico como sabemos agora”, explicou Hardy completando que as geleiras ainda estão diminuindo, mas não se tem certeza quantas décadas ainda podem persistir, talvez duas ou até cinco, comentou.

As pesquisas ao longo dos últimos dez anos demonstraram que o gelo está diminuindo em relação à área abrangida, porém não tanto em relação à espessura, o permite que persista por mais tempo.

“Ciência é e sempre foi um trabalho em evolução”, comentou o autor principal do artigo e geocientista da Universidade do Estado de Ohio Lonnie G. Thompsom. “Como cientistas, publicamos os dados baseados na melhor compreensão das informações naquela época”.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil

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Campanha da Fraternidade quer ampliar debate sobre mudanças climáticas

postado por enerbio| março 11th, 2011 |Comentários 0 comentários

A Igreja quer mobilizar fiéis sobre os impactos das mudanças climáticas e estimular ações práticas para preservar o meio ambiente. Com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou hoje (9) a 48ª Campanha da Fraternidade, que pretende alertar os católicos para a gravidade das consequências do aquecimento do planeta.

No texto-base da campanha, a CNBB expõe as principais conclusões da ciência sobre as mudanças climáticas e a participação humana no problema, faz críticas ao modelo energético que ainda privilegia fontes fósseis – grandes emissoras de gases de efeito estufa, ao desmatamento e até ao agronegócio.

Segundo o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, a ideia é aproximar o debate sobre mudanças climáticas das pessoas e estimular mudança de hábitos e políticas públicas que ajudem a preservar a vida e o planeta.

“Pergunta-se o que o cidadão comum pode fazer. As enchentes em São Paulo e em outros capitais, por exemplo, poderiam ser minimizadas se não houvesse uma massa de detritos jogados nos rios”, citou dom Dimas.

Entre as ações práticas sugeridas pela campanha estão a redução do uso de sacolas plásticas, o uso de energias renováveis e mudanças de hábitos de consumo. “As campanhas da Fraternidade são caracterizadas pela capilaridade, chegamos ao ribeirinhos da Amazônia e aos grandes condomínios. Isso contribui para o alcance da reflexão.”

Durante a apresentação da campanha, o secretário-geral da CNBB criticou a falta de investimentos em fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, o risco de aprovação de mudanças no Código Florestal sem considerar a opinião de movimentos ligados à terra e a construção de grandes projetos de infraestrutura sem garantia de contrapartidas sociais.

Dom Dimas reiterou críticas da CNBB a algumas das propostas de mudanças no Código Florestal previstas no relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), como a possibilidade de anistia para desmatadores e a redução de limites de áreas de preservação. “Nossa preocupação é que o código não seja votado de forma apressada porque as consequências serão duradouras.”

Fonte: Agência Brasil

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Eles optaram pelas energias renováveis. Nós também podemos?

postado por enerbio| março 10th, 2011 |Comentários 1 comentário

Alemanha e Japão são dois exemplos de países que conseguiram envolver a população para expandir o uso de energias renováveis

Em entrevista a Época NEGÓCIOS, o físico José Goldemberg, uma dos maiores especialistas em energia do Brasil, conta exemplos de países que conseguiram envolver a população para expandir o uso de energias renováveis. Mesmo lembrando que nossa matriz energética é preponderantemente limpa, casos como os descritos abaixo soam utópicos para a realidade brasileira. Ainda assim, inspiram iniciativas semelhantes por aqui.

Alemanha – Aerogeradores no quintal de casa

No país europeu, as chamadas “feed-in tariffs” (ou incentivos públicos para energias renováveis) foram a alavanca utilizada para estimular a adesão à energia eólica. Lá, um cidadão com área, dinheiro e disposição para investir em aerogeradores sabe que tem cliente certo para a energia que gerar. “O governo é obrigado a comprar e ainda paga valor mais alto do que o da energia fóssil. O sobrepreço é repassado à população. Sem leilão, sem burocracia”, afirma Goldemberg.

Japão – Do telhado para a geladeira

Painéis fotovoltaicos são uma opção limpa – e cara – de energia. Custam aproximadamente o dobro de qualquer outra modalidade. Na prática, estes painéis são instalados nos telhados das casas e convertem a luz solar em energia elétrica. O governo japonês oferece subsídios à população para a aplicação dos dispositivos nas residências. O cidadão interessado em usar a tecnologia tem acesso facilitado a empréstimos. “Durante o dia, em que há incidência dos raios solares, a maior parte das pessoas está trabalhando e, portanto, não utiliza a energia produzida. Nesse período, ela é direcionada à rede de distribuição. À noite, as famílias utilizam a energia fornecida pela rede. Ninguém paga conta de luz”, diz o físico.

Fonte: Revista Época Online

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Energia do planeta pode ser 100% renovável em três décadas

postado por enerbio| março 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Cientistas afirmam que totalidade do consumo poderia ser completamente de fontes eólicas, solares e hidroelétricas
por Agência EFE

Um polêmico estudo elaborado pelos pesquisadores Mark Z. Jacobson e Mark A. Delucchi, da Universidade da Califórnia, em Davis, e publicado na revista “Energy Policy”, assegura que 100% da energia consumida no planeta poderia ser obtida de fontes completamente limpas e renováveis em um prazo de três ou quatro décadas.

No relatório se garante que esta energia teria um custo comparável ao da energia convencional que utilizamos na atualidade, e consideram que a conversão ao novo sistema seria um desafio como o do projeto Apolo, com o qual fomos à Lua na década de 1960.

O projeto consiste na utilização de 90% da eletricidade procedente das fontes eólicas e solares. O resto da energia necessária, 8%, poderia ser gerada a partir das fontes geotérmicas e hidroelétricas, enquanto os restantes 2% se extrairia da energia produzida pelas ondas e pelas marés.

No entanto, embora os dois cientistas tenham tentado dar resposta a muitas das dúvidas que se colocam no setor das energias renováveis, a controvérsia já está aberta: segundo alguns pesquisadores, esta é uma concepção otimista demais sobre o futuro das energias limpas.

Substituir o petróleo
Para Antonio Chica, cientista titular do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) no Instituto de Tecnologia Química de Valência, Espanha, “é preciso ser muito prudente na hora de afirmar que podemos nos servir de energias renováveis no tempo que indica este relatório”.

“Não se pode prever a provisão futura de petróleo, as altas de preços que possa ter ou os conflitos que se possam gerar em torno dele. Embora em questão tecnológica seja certo que, por exemplo, já há países que utilizam energia eólica ou solar que produz eletricidade em grandes quantidades e de uma maneira bastante fácil”, diz.

Segundo Jacobson e Delucchi, os meios de transporte seriam movidos por energia elétrica procedente de renováveis, eliminando completamente a dependência do petróleo. Carros, trens, navios seriam impulsionados por motores elétricos alimentados por pilhas de combustível, baseadas em hidrogênio obtido mediante eletrólises de água.

“Agora todas as grandes indústrias do automóvel estão trabalhando em alternativas que não utilizem petróleo e as alternativas são baterias e pilhas de combustível ainda em desenvolvimento. Essa pesquisa se deve a que a indústria é consciente de que o petróleo tem um tempo limitado”, adverte Antonio Chica.

“Mas para eles tanto faz que seja petróleo, hidrogênio ou qualquer energia renovável, o que lhes importa é que seja o mais barato e, por enquanto, o mais barato continua sendo o petróleo pela infraestrutura já existente que possui”, comenta.

“O mercado não vai se movimentar porque se polui mais ou menos. Os governos são os que teriam que direcionar o processo, assim como os níveis de poluição”, também assinala o cientista.

Esta transição para estas novas formas de energia traz uma despesa de adaptação tecnológica, mas Jacobson e Delucchi opinam que não é preciso que desenvolvamos nenhuma nova tecnologia porque elas já existem e se encontram disponíveis.

Jacobson e Delucchi apresentam um planeta semeado de sistemas eólicos e solares entre os quais se pudesse redistribuir a energia elétrica estacionária. Recolher o que o vento produz durante a noite e a energia solar durante o dia, e aproveitar ao máximo os excessos de geração que se produzem em algumas regiões e poder enviar para outras com mais dificuldades para gerá-las.

Quanto à instalação de turbinas eólicas, um dos maiores problemas é a das grandes superfícies que são necessárias para sua instalação. O número delas que aparece no projeto é tão grande que seria preciso cobrir 0,6% da terra firme disponível.

Mas Jacobson também tem resposta para este problema e propõe que “a maioria da terra existente entre as turbinas eólicas possa ser utilizada para a pecuária ou a agricultura”. Além disso acrescenta outra alternativa: instalá-los sobre plataformas flutuantes no mar.

Jacobson, reconhecido professor de engenharia civil especializado em temas ambientais, assegura que não existem barreiras de caráter tecnológico ou econômico para substituir todas as fontes de energia que utilizamos na atualidade por outras que sejam limpas e renováveis, e que o maior desafio é superar as barreiras políticas que o impedem.

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Biodiesel é destaque no carnaval carioca

postado por enerbio| março 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

Escola de samba vai utilizar o combustível renovável para mover carros alegóricos

Desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2010. A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles deste anoA escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel vai utilizar biodiesel para mover os carros alegóricos durante o desfile do carnaval carioca. O combustível renovável é feito a partir de plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal) e vem ganhando espaço no mercado nacional e internacional.

A escola de samba utilizará cerca de 800 litros do óleo durante os desfiles. A iniciativa para utilizar o biocombustível no carnaval carioca é resultado de acordo entre a agremiação e as empresas produtoras do óleo, organizadas por meio da União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio).

Também participam da ação o Instituto Nacional da Tecnologia, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Os motores já estão instalados nas alegorias da Mocidade e passaram por vistorias e testes.

“Ações como esta dão visibilidade aos benefícios do uso do biodiesel e à expansão desse mercado a cada ano”, destaca o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. O combustível pode ser produzido a partir de inúmeras matérias-primas, como soja, canola, mamona, girassol, palma de óleo (também conhecida como dendê). Além disso, segundo informações do Ministério da Agricultura, não agride o meio ambiente, reduz as emissões do monóxido de carbono, de óxido de enxofre, dos hidrocarbonetos totais e de grande parte dos hidrocarbonetos tóxicos. Os hidrocarbonetos são compostos químicos de carbono e hidrogênio encontrados nos combustíveis tradicionais, como gasolina e diesel.

O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor do óleo, atrás apenas da Alemanha e da França. Números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2010, o Brasil produziu cerca de 2,4 bilhões de litros do óleo, 43% acima do registrado no ano anterior.

Fonte: Globo Rural Online

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UNFCCC lança portal para monitorar Acordos de Cancún

postado por Jhulie| março 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima espera que a ferramenta estimule o progresso dos tratados firmados na Conferência do Clima de 2010, que até agora não saíram do papel

 

Os representantes dos mais de 190 países reunidos no final do ano passado no México para discutir políticas climáticas para frear o aquecimento global, deixaram a Conferência do Clima de Cancún (COP 16) confiantes de que tinham realizado mais do que era esperado.

A COP16 estabeleceu um ‘Fundo Climático Verde’ que irá distribuir US$ 100 bilhões ao ano em ajuda à adaptação e mitigação das mudanças climáticas, criou mecanismos para transferência de tecnologias limpas e propôs uma estrutura para a preservação das florestas.

Na época, a presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres afirmou que “Cancún foi um grande passo, maior do que muitos imaginavam que seria possível e expandiu significantemente as opções para o combate ao aquecimento global. A ONU está pronta para ajudar a colocá-las em prática. O importante agora é agir”.

O problema é que essa ‘ação’ está demorando a acontecer. Mesmo as promessas da COP anterior, em Copenhague, ainda não foram cumpridas. Os US$ 30 bilhões prometidos em 2009 como parte do “fast start finance” para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas nos países mais vulneráveis não apareceram.

“Eu ficaria surpreso se me mostrassem que a liberação de recursos já ultrapassou os dois dígitos”, criticou o ministro do Meio Ambiente da Índia, Jairam Ramesh.

No que pode ser considerada agora como uma tentativa de estimular avanços para que os acordos firmados realmente saiam do papel, a UNFCC divulgou nesta segunda-feira (1) um novo website que permite o acompanhamento do progresso dos Acordos de Cancún.

O site possui logo em sua homepage uma barra com datas e ações que permite o entendimento do que está sendo feito para cumprir os compromissos firmados no ano passado. Infelizmente, a barra mostra claramente que até agora praticamente nada foi realizado.

Além disso, o site disponibiliza todos os detalhes das negociações climáticas e as promessas específicas para cada área, como mitigação, adaptação e transferência de tecnologias. A agenda para 2011 também pode ser conferida.

Com certeza, o website representa um passo a mais na transparência das políticas climáticas e vai tornar muito mais fácil acompanhar os rumos das negociações, que no momento começam a aquecer.

Quioto

Outro sinal de que a UNFCCC está disposta a por as coisas para funcionar foi a declaração em Tóquio de Christiana Figueres, que afirmou que o Japão deve repensar sua posição e aceitar uma extensão do Protocolo de Quioto, que expira no final de 2012.

“Vocês investiram muito na infraestrutura do Protocolo. Rejeitar tudo isso será um desperdício de tempo e dinheiro. Somente Quioto pode usar os mecanismos criados para ele”, explicou Figueres.

O governo japonês, porém, rebateu dizendo que um item presente nos Acordos de Cancún permite que o país continue usando o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e outras ferramentas de Quioto mesmo não fazendo mais parte do Protocolo.

As indústrias japonesas estão bastante envolvidas com os mercados de carbono mundiais, principalmente com Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), pois precisam comprar créditos para cumprir as metas estabelecidas pelo governo.

Japão, Rússia e Canadá são os maiores opositores à extensão de Quioto porque acreditam que o Protocolo não é mais viável por deixar de fora os dois maiores emissores de gases do efeito estufa, Estados Unidos e China. Os três países preferem que um novo acordo climático global seja estabelecido.

Pressão

Quem também não está contente com os rumos das negociações é o grupo chamado BASIC, formado por Brasil, África do Sul, Índia e China, que se reuniu no último fim de semana em Nova Deli e divulgou uma nota afirmando que os Acordos de Cancún não substituem o chamado Bali Road Map.

O grupo está se referindo ao conjunto de decisões firmado em 2007 durante a Conferência do Clima da Indonésia.

“Existe um grande número de questões presentes no Bali Road Map que não foram contempladas em Cancún, em particular as referentes a direitos de propriedade intelectual e de comércio, que são muito importantes para o BASIC. Nós faremos de tudo para que esses tópicos voltem a ser discutidos”, afirmou Jairam Ramesh.

Além disso, o grupo questiona a validade das promessas de Cancún, uma vez que nem as de Copenhague começaram a ser cumpridas. “Não há porque se falar em um ‘Fundo Climático’ se nem uma fração dos US$ 30 bilhões prometidos em 2009 como financiamento rápido foi liberada”, explicou o ministro do Meio Ambiente indiano.

O comunicado do BASIC afirma ainda que para que o grupo apoie um acordo climático global em Durban em 2011 será preciso: a extensão do Protocolo de Quioto ou dos compromissos sob ele, a criação de um mecanismo de monitoramento das ações climáticas em todos os países e a adoção de metas ambiciosas de redução de emissões nas nações desenvolvidas.

Com certeza as negociações climáticas têm pela frente um ano cheio de debates e decisivo no que diz respeito a criação de um acordo internacional para frear as emissões de gases do efeito estufa e para mitigar os efeitos do aquecimento global.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/UNFCCC
Autor: Fabiano Ávila
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