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A Polêmica das Sacolas Plásticas

postado por Gabriel| abril 20th, 2011 |Comentários 1 comentário

A cidade de Belo Horizonte baniu a utilização de sacolas plásticas derivadas de petróleo no comércio através da Lei 9.529/2008, a medida causou polêmica e muita discussão a respeito da utilização de sacolas plásticas. A aposentada Geraldina Soares, de 80 anos, escolhia uma sacola retornável para compras. “Vou fazer minha parte, mas não acho que as sacolinhas de plástico sejam as vilãs do meio ambiente. E as garrafas PETs e embalagens de isopor?”, questionou. Já a advogada Juliana Schmid, de 30, foi a favor da lei “Concordo com a mudança. As pessoas só criam consciência quando há uma lei” disse.

Segundo a Agência Ambiental da Inglaterra, as sacolinhas plásticas de supermercado causam um menor impacto ambiental do que outros modelos, quando a comparação leva em conta o uso da sacola uma única vez. Porém, deve-se levar em conta que o estudo foi realizado na Inglaterra, onde a matriz energética é principalmente de fontes não renováveis, ao contrário do Brasil. Também, que a idéia dos demais materiais é a sua reutilização e não apenas utilizado em uma única compra.

A questão legal a respeito das sacolas plásticas deve ser discutida, mas o certo é que temos reavaliar nosso comportamento na hora da compra independentemente de leis. Utilizar os conceito dos 4 R´s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Repensar) para evitar aqueles excessos de sacolas plásticas recebidos a cada compra feita, até em produtos o qual você pode carregar na mão mesmo.

A utilização de sacolas retornáveis é uma questão de costume, mas dificilmente estaremos a carregando em todas as compras. Por isso, devemos analisar bem se há necessidade de aceitar uma sacola plástica, que após isso será destinada ao lixo em pouco tempo sem um grande reaproveitamento.

Com informações do Jornal Estado de Minas e do Jornal do Comércio.

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Enerbio é destaque na mídia

postado por Gabriel| abril 18th, 2011 |Comentários 0 comentários

A Enerbio foi citada em duas matérias de revistas distintas, a Amanhã e a Conexão Varejo. Em ambas as reportagens o diretor da empresa, Eduardo Baltar, foi consultado para dar seu parecer sobre os temas.

Na edição de março da revista Amanhã o tema abordado é “a pegada carbônica” e Baltar analisou as tendências das empresas para o controle das emissões dos gases do efeito estufa. “Muitas empresas estão criando verdadeiros departamentos de mudanças climáticas” diz Baltar. “Afinal, é bom lembrar que o envolvimento das organizações não pode ficar restrito aos altos escalões. As práticas têm de chegar até o chão da fábrica” alerta.

Baltar, na mesma matéria, também deu sua opinião sobre a falta de conhecimento das empresas sobre o GHG Protocol, considerado o programa padrão internacional para contabilidade e comunicação organizacional de gases do efeito estufa. “Penso que a falha é dupla aí, tanto do programa, que é o mais importante do país, quanto das empresas, que estão alheias ao assunto” opina.

Já a reportagem da revista Conexão Varejo, do mês de abril, é a respeito de lojas sustentáveis, citando a loja verde da C&A como exemplo. Baltar comentou sobre o que as empresas do setor podem fazer nesse sentido. “É importante repensar processos, visando a minimização de impactos, além de compensações voluntárias. É também, neste caso, necessário olhar para fora. Como a cadeia de fornecedores e distribuidores gerenciam seus impactos? Estes são relevantes para minha rede? Para o varejo, tenho certeza que são. É preciso dar o exemplo, e exigir ações da cadeia”, analisa.

Para finalizar, Baltar avaliou como positivo a proposta da C&A e que deve ser seguida. Ainda comentou como pode ser trabalhada toda sua cadeia nesse sentido, dos fornecedores até o cliente. “Acredito que é importante trabalhar o conceito com fornecedores, exigir informações e ações e prestar contas ao cliente”, diz.

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Dinheiro dá em árvore, sim

postado por Gabriel| abril 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

Florestas em pé não são boas só para a biodiversidade. Elas geram bilhões para a economia. Quando as tratarmos como empresas, aí, sim, o desmatamento pode cair a zero. Ou abaixo de zero

CHINA, DESMATAMENTO ZERO

Um Maracanã de floresta acaba de desaparecer. Isso desde que você começou a ler este texto, há 1 segundo. Amanhã, neste mesmo horário, você levará a vida como sempre – esperamos. Mas os integrantes de 137 espécies de plantas, animais e insetos, não. Eles terão o destino que 50 mil espécies por ano têm: a extinção. Argumentos como os 15 Maracanãs de mata tropical devastados desde o início deste parágrafo – agora, 17 -, são fortes, mas nem sempre suficientes para que algo seja feito. Só que existe outro, talvez ainda mais persuasivo: dinheiro não dá em árvore, mas árvore dá dinheiro.

Hoje, manter uma floresta em pé é negócio da China. Em uma área estratégica perto do rio Yang Tsé, o governo chinês paga US$ 450 aos fazendeiros por hectare reflorestado. O objetivo é conter as enchentes que alteram o fluxo de água do rio. Equilíbrio ecológico, manutenção do ecossistema, mais espécies preservadas, esses são os objetivos do Partido Comunista Chinês? Não.

Trata-se de um investimento. O reflorestamento mantém o curso do rio estável e as árvores, sozinhas, aumentam a quantidade de chuva – as plantas liberam vapor d’água durante a fotossíntese. Resultado: mais água no Yang Tsé. O que isso tem a ver com dinheiro? A água alimenta turbinas das hidrelétricas distribuídas pelo rio – inclusive a megausina de Três Gargantas, 50% maior que Itaipu, que abriu as comportas em 2008.

Investindo em reflorestamento, os chineses agem de forma pragmática. Pagar fazendeiros = mais árvores. Mais árvores = mais água no rio. Mais água = mais energia elétrica barata (ainda mais no país que inaugura duas usinas a carvão por semana para dar conta de crescer como cresce). Mais energia barata, mais produção para a economia – e dinheiro para pagar os reflorestadores. O final dessa equação é surreal para os padrões brasileiros. A China, nação que mais polui e que mais consome matéria-prima, tem índice de desmatamento zero. Abaixo de zero, até: eles plantam mais árvores do que derrubam.

Não é só lá que as árvores valem dinheiro. No país que melhor preserva sua floresta tropical acontece a mesma coisa. É a Costa Rica. Os donos de terras de lá são pagos para manter áreas de floresta intactas. Parte do dinheiro vem de uma companhia hidrelétrica interessada em manter os rios que usa fluindo. Florestas, hidrelétricas… Só esses dois pontos já deixam claro que o Brasil tem algo a aprender. O berço da maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira (e 3ª do mundo) fica em plena Floresta Amazônica. É Belo Monte, no rio Xingu, a 40 quilômetros da cidade de Altamira, no Pará.

A partir de 2015, ela vai servir 26 milhões de habitantes. O dado mais célebre dela é outro: os 512 km2 de floresta inundada por suas barragens. É a área de uma cidade média, toda debaixo d’água. Mesmo assim, a usina pode fazer mais bem do que mal para a mata. Pelo menos nas próximas décadas. Se seguirmos a lógica da China e da Costa Rica, faz sentido que Belo Monte pague algo pela manutenção da floresta, já que sem ela não tem chuva o bastante, e sem chuva o bastante não tem energia.

E não são só hidrelétricas que lucram com as árvores de pé, e que podem pagar para mantê-las assim. O ciclo de chuvas da Floresta Amazônica é o que garante nossas safras agrícolas – sem ele, boa parte do país seria um deserto. A ONU calcula que mesmo uma queda mínima na quantidade de chuvas que a floresta produz pode trazer prejuízos entre US$ 1 bilhão a US$ 30 bilhões para a agricultura nos arredores da Amazônia.

As estimativas são imprecisas por uma limitação da ciência: não há como saber se um tanto de desmatamento vai provocar outro tanto de bagunça no ritmo das chuvas. Mas todo mundo sabe que a relação existe. O problema é quantificá-la. Mesmo assim, faz sentido imaginar um futuro em que os produtores agrícolas paguem pela preservação de florestas como uma espécie de seguro contra a falta de chuvas.

Claro que, se ficar só na conversa, nunca vai acontecer nada. Mas um grupo de cientistas americanos deu um passo importante. Criaram um software que busca calcular com alguma precisão quanto uma área desmatada ou reflorestada pode gerar em lucros (ou prejuízos) para a economia de uma região. O nome do programa é engenhoso: InVEST (Valoração Integrada de Serviços e Compensações do Ecossistema, em inglês – haja paciência para inventar uma sigla dessas). E ele já saiu do mundo das ideias: é o software que a China usa para gerenciar o retorno de seu reflorestamento. Enquanto isso, devastamos mais 200 Maracanãs no tempo que você levou para ler este texto.

Fonte: Planeta Sustentável

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Energia eólica é campeã em investimentos

postado por Gabriel| abril 7th, 2011 |Comentários 0 comentários

Setor levou mais de U$ 100 bilhões em 2010

Foto: Diogo Martins / Creative Commons

A energia eólica foi o investimento preferido do setor de energia limpa, atraindo investimentos de mais de U$ 100 bilhões nos países do G-20, de acordo com relatório publicado esta semana. Eles cresceram 34% em 2010, e a energia eólica segue sendo o maior recipiente de investimentos em energia limpa, segundo o estudo Quem Está Ganhando a Corrida da Energia Limpa? “Os investimentos significaram a adição de 40 GW de capacidade e responderam por 48% dos investimento de energia limpa no ano passado”.

Publicado pelo Pew Charitable Trusts, o relatório examinou o financiamento de energia verde nos países do G-20, que incluem Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e o Reino Unido. Os investimentos totais em energia limpa chegaram a U$ 258 bilhões em 2010. China, Alemanha e Itália estão entre os países que mais tiveram sucesso em atrair investimentos privados. “A China continua a consolidar sua posição como líder mundial. Seu recorde de investimentos, de U$ 58 bilhões, representa um aumento de 39% sobre 2009″.

A Alemanha teve um aumento de 100% nos investimentos, ficando em segundo lugar entre as economias desenvolvidas, com U$ 43 bilhões. A Itália atraiu quase U$ 15 bilhões. O Reino Unido apresentou o maior declínio entre os países do G-20, caindo para décimo terceiro lugar no ano passado.

O dinheiro está sendo atraído para países que apoiam padrões de energia limpa, metas de redução de carbono e/ou incentivos para investimento e produção que criem segurança no longo prazo, nota o relatório, de acordo com o Renewable Energy World. “O setor de energia limpa está emergindo como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo, com um crescimento de investimentos de 630% desde 2004″, afirma Phyllis Cuttino, diretora do Programa de Energia Limpa do Pew.

Fonte: Planeta Sustentável

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Mercados de carbono buscam caminhos alternativos

postado por Gabriel| abril 7th, 2011 |Comentários 0 comentários

Com a dificuldade de se chegar a um acordo global para lidar com as mudanças do clima, as diversas partes envolvidas com o comércio de créditos procuram maneiras diferentes para acessar os benefícios de uma economia de baixas emissões

Uma nuvem paira sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), com discussões como da elegibilidade dos projetos provenientes de países emergentes e sobre a forma que as Ações Nacionais de Mitigação (NAMAS) tomarão.

Na União Européia, maior mercado de emissões do mundo, existe questionamentos sobre a possibilidade de apenas serem aceitos projetos em países menos desenvolvidos, como muitos africanos, e no caso da América Latina, apenas o Haiti.

A implementação das NAMAs também pode aos poucos ir tomando o lugar do MDL nos países emergentes, como o Brasil, ao passo que o sistema de redução das emissões com base em fatores determinados setorialmente entra em vigor.

Arnold Dixmude, representante das políticas ambientais da Comissão Européia na América Latina, ressalta algumas vantagens da abordagem setorial versus MDL, como a garantia de um esforço de redução de emissões mais abrangente, a exigência de um esforço compartilhado onde as ações domésticas de cada país são complementadas pela ajuda externa e uma administração menos problemática.

“Não é provável que o MDL desaparecerá dos (países) emergentes, porém será mais restrito, provavelmente aos excluídos do esquema setorial”, reforçou Dixmude durante o evento Carbon Market Americas em São Paulo.

Neste cenário um tanto incerto, o mercado, cada vez mais fragmentado exige soluções diferenciadas. Para Maria Netto, da Unidade de Mudanças Climáticas e Energias Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a responsabilidade dos governos é cada vez maior.

Tanto na parametrização das ações, no estabelecimento de benchmarks como no fornecimento de informações, o papel dos governos é essencial para auxiliar as empresas a terem posições mais claras em relação às oportunidades do cenário de carbono.

O papel do setor público através de políticas consistentes pode passar pelo estímulo e recompensa à melhoria na eficiência energética, promoção da abordagem setorial, desenvolvimento de programas que estimulem a participação do setor privado e no estabelecimento das NAMAs. Entretanto, em oposição ao que ocorre atualmente com os conflitos entre as mudanças no código florestal e os objetivos de redução do desmatamento determinados pela Política Nacional de Mudanças do Clima, as políticas têm que estar alinhadas entre si formando objetivos comuns. As grandes oportunidades atuais de redução das emissões, como no setor de transportes, dependem do engajamento do poder público.

Atualmente, a diversificação nas abordagens assumidas demonstra a força da iniciativa corporativa, como no caso citado por Maria do café colombiano que busca a neutralidade em carbono como uma forma de inserção no mercado.

Outro exemplo é o caso do Estado de São Paulo que está lançando este mês o seu esquema de comércio de emissões baseado na Politica Estadual de Mudanças Climáticas. Esta iniciativa importante no âmbito nacional já proporciona muitas oportunidades de projetos de empresas buscando se adequar às novas regras.

“Esta motivação que São Paulo nos proporcionou tem nos dado muito trabalho”, comentou Rodrigo Franco da empresa Carbon Market Consulting

Certificados de energias renováveis, como os negociados na India e nos Estados Unidos, também são alternativas interessantes que têm sido apresentadas regionalmente como forma de combater as crescentes emissões de GEEs.

Muito se fala também de acordos bilaterais, a exemplo do Japão que recentemente anunciou uma série de iniciativas neste sentido.

Para tornar a gama de informações sobre todas estas novas oportunidades disponíveis mais acessíveis aos latino-americanos, o BID está preparando um portal online chamado Finanzas Carbono. O site, em espanhol, contará com várias seções práticas sobre o mercado voluntário e compulsório de carbono.

A falta de informações tanto do setor público como privado ainda é um problema a ser superado no mercado brasileiro e na America Latina em geral para que a demanda existente no mercado seja atendida.

Consultorias brasileiras trabalharam em conjunto com a BM&F Bovespa e o Banco Mundial para a construção do ‘Projeto de Fortalecimento das Instituições e Infraestrutura do Mercado de Carbono Brasil’, que está disponível online na busca pela disseminação de informações práticas no país.

Fonte:Instituto CarbonoBrasil

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BNDES assina contrato de US$ 300 milhões com JBIC

postado por Gabriel| abril 5th, 2011 |Comentários 0 comentários

Recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil

O BNDES e o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) assinaram contrato de financiamento no valor de US$ 300 milhões no âmbito da Linha Green. Os recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil.

O contrato foi assinado no último dia 26 pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e pelo vice-presidente do JBIC, Yoshihiko Morita, em Calgary, Canadá, por ocasião da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Também esteve presente a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

A Linha Green (Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation) tem como objetivo apoiar projetos que favoreçam a preservação global do meio ambiente, promovendo a redução da emissão de gases do efeito estufa, a eficiência energética e o uso de energias renováveis.

Desde a década de 50, o BNDES opera em parceria com organismos multilaterais e agências governamentais para diversificar e ampliar seu funding.

Com a celebração de mais um contrato de empréstimo com o JBIC, o Banco dá continuidade à sua estratégia de diversificação de fontes de recursos e ampliação do seu relacionamento com instituições financeiras internacionais.

O relacionamento entre o BNDES e o JBIC começou em 1962, quando foi assinado o primeiro contrato de empréstimo com o The Export-Import Bank of Japan (JEXIM), antecessor do JBIC.

Desde então foram assinados 14 contratos, incluindo a nova cooperação da Linha Green. Ao longo desses mais de 40 anos, o BNDES e o JBIC têm buscado permanentemente desenvolver atividades com o propósito de estreitar seu relacionamento institucional.

O JBIC é uma instituição financeira integralmente controlada pelo governo do Japão. Desempenha importante papel na execução da política de cooperação econômica do governo japonês, apoiando o desenvolvimento estável e sustentável dos países estrangeiros. Assim, promove o fortalecimento das relações econômicas entre o Japão e a comunidade internacional.

Fonte: BNDES

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São Paulo apresentará inventário de Gases de Efeito Estufa

postado por Gabriel| abril 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

O governo do Estado de São Paulo apresentará oficialmente no dia 20 de abril às 10 horas, no Anfiteatro Augusto Ruschi, o 1º Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo.

Elaborado por uma rede composta por instituições especializadas nos setores inventariados, diversos especialistas e coordenado pela CETESB/SMA, o Inventário Estadual é resultado de uma iniciativa inédita no Brasil de elaboração de um amplo e detalhado diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo no período 1990-2008.

Instituído pela Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC – Lei Estadual nº 13.798/2009) e regulamentado pelo Decreto 55.947/2010, o Inventário Estadual foi desenvolvido com apoio da Embaixada Britânica no âmbito do Projeto “Apoio à Política Climática do Estado de São Paulo”, desenvolvido sob a responsabilidade do Programa de Mudanças Climáticas do Estado de São Paulo – PROCLIMA da CETESB.

O documento adota o mesmo método recomendado pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) para a elaboração de inventários nacionais, com adaptações para adequá-lo às condições objetivas de um governo estadual.

Ainda assim, buscou-se seguir fielmente as diretrizes gerais do método, visando à elaboração de um documento cujos resultados sejam comparáveis àqueles obtidos pelos Inventários Brasileiros de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa. Seguindo a classificação utilizada pelo IPCC, o Inventário foi classificado em cinco grandes setores, de acordo com a origem das emissões: energia; processos industriais; uso da terra, mudança no uso da terra e florestas; agropecuária e resíduos.

Mais informações e inscrições para a apresentação http://sistemasinter.cetesb.sp.gov.br/eventos/inventario/default.asp

Fonte: Instituto CarbonoBrasil

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Novo Código Florestal deve proibir desmatamento em florestas nativas, diz ministra

postado por Gabriel| abril 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

O projeto do novo Código Florestal busca a sustentabilidade e o desenvolvimento do país, disse na última sexta (1º) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para ela, a agricultura brasileira não será sustentável se não proteger as nascentes dos rios e outros recursos naturais. Em sua visita a Curitiba, onde foi debater com produtores rurais, empresários e parlamentares a proposta de mudança na legislação em tramitação no Congresso Nacional, a ministra adiantou que o governo não permitirá mais desmatamentos em florestas nativas.

Foto: Antônio Cruz/ABr

“Temos que proteger a biodiversidade, fazendo uso de instrumentos ecológicos mais modernos que permitam aumentar renda dos que têm florestas nas suas terras”, afirmou Izabella. Por isso, acrescentou, o Brasil está buscando alternativas para não ter mais desmatamentos em florestas nativas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Na manhã de sexta, a ministra participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná. “Estamos ouvindo a posição de agricultores familiares, conservacionistas e grandes produtores para que possamos avaliar se estamos no caminho certo para termos um Código Florestal moderno. A ideia é que ele resolva situações injustas do passado e propicie novas condições para a produção sustentável da agricultura brasileira e da economia florestal, além da conservação da biodiversidade.”

De acordo com a ministra, desde o ano passado o governo vem apresentando propostas para as alterações do Código Florestal. “Estamos em contato permanente com o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor do projeto que propõe a mudança, com deputados da bancada ruralista e ambientalistas para identificar alternativas para os problema apontados.”

Uma lei mais sólida, assinalou Izabella, evitará tragédias como a da região serrana do Rio, devastada por enxurradas e avalanches de terra no início deste ano. Ela estima que 90% dos prejuízos sofridos pelos municípios da região – quase mil pessoas morreram, cerca de 500 desapareceram e mais de 8 mil ficam desabrigados – ocorreram em consequência de ocupações inadequadas em área de preservação permanente.

Izabella também se reuniu com representantes do setor industrial, na Federação das Indústrias do Paraná, para ouvir sugestões ao novo Código Florestal. Presidentes de sindicatos e empresários do setor florestal pediram que o assunto seja tratado de maneira técnica e responsável.

Eles dizem que os empresários do setor florestal devem ser vistos como participantes ativos e corresponsáveis pelo desenvolvimento e o equilíbrio ambiental. Também reclamam do tratamento dado à cadeia produtiva, responsável pela produção da matéria-prima para as indústrias de móveis, celulose, papel e para fins energéticos.

De acordo com a Fiep, a indústria de base florestal é de grande importância para a economia do Paraná. O setor é composto por 6,2 mil empresas, que geram quase 100 mil empregos diretos. No ano passado, as exportações do segmento somaram US$ 1,183 bilhão.

O coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf- Sul), Neveraldo Oliboni – entidade que representa 150 mil agricultores familiares – entregou um documento à ministra sugerindo, entre outras medidas, a criação de uma política de pagamentos por serviços ambientais aos agricultores familiares.

Fonte: Agência Brasil

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Mudanças climáticas podem colocar em risco a viabilidade da usina de Belo Monte

postado por Gabriel| abril 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

Belo Monte, um empreendimento hidrelétrico que consumirá mais de R$ 20 bilhões para sua construção, poderá no mais drástico dos cenários de alterações climáticas perder mais de 80% de sua receita anual até 2050, como resultado da diminuição da vazão do Rio Xingu.

Imagem: consciencia.net

Isso é o que apontam dados preliminares de um estudo em desenvolvimento pelo WWF-Brasil no âmbito da parceria HSBC Climate Partnership por consultores especializados em hidrologia e mudanças climáticas. O estudo analisa a vulnerabilidade climática da produção de hidroeletricidade na região Norte do país com enfoque em alguns grandes empreendimentos como a usina hidrelétrica de Belo Monte.

“As prováveis mudanças na vazão do Rio Xingu, provocadas pelas alterações climáticas, colocarão em risco a viabilidade da usina de Belo Monte”, afirmou Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil. “Belo Monte pode gerar muito menos energia do que o previsto e muito menos receitas do que o esperado, tornando-se um fracasso financeiro”, acrescentou. “Os altos custos sociais e ambientais, aliados aos riscos financeiros, deveriam levar o Governo Brasileiro a uma ampla reflexão sobre a viabilidade da obra”, concluiu Rittl.

O estudo, a ser lançado ainda este ano, considerou quatro cenários de emissões futuras estabelecidos pelo IPCC – A1, A2, B1 e B2 – cada qual descrevendo um futuro possível para a humanidade e a curva de emissões globais resultantes. A aplicação de modelos climáticos dentre os mais robustos existentes, como o HadCM3 do Hadley Centre (Reino Unido) ou o ECHam4 do Max-Planck-Institute für Meteorologie (Alemanha), aos quatro cenários permite identificar a possibilidade de uma diminuição significativa na vazão da bacia do rio Xingu até 2050. Apesar de certa variabilidade nos resultados – alguns poucos mostram ganhos de receita que chegam a 4% até 2050, enquanto outros mostram uma queda bruta na receita chegando a quase 90% -, uma forte tendência é evidente: as perdas podem variar entre 4 e 10% da receita anual da usina até 2050.

De acordo com Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação do WWF-Brasil, as variações climáticas futuras não estão sendo incorporadas da forma devida no planejamento energético e na análise de viabilidade de projetos hidrelétricos na Amazônia Brasileira. “Tivemos duas secas muito severas na Amazônia em menos de dez anos, em 2005 e 2010. Temos de tirar lições destes eventos climáticos extremos e, de uma vez por todas, inserir a variável climática no planejamento da expansão da produção de energia no país. Com isso, ficaria ainda mais clara a atratividade da eficiência energética e de outras energias renováveis não-convencionais, como a energia eólica, a solar e a de biomassa. Havendo investimentos, estas alternativas podem gerar energia suficiente para atender as necessidades de crescimento econômico do Brasil, minimizando os riscos climáticos dos empreendimentos hidrelétricos”, concluiu Scaramuzza.

“O governo tende a considerar os projetos hidrelétricos um a um, o que é ineficiente sob aspectos econômicos, sociais e ambientais”, afirmou Denise Hamú, Secretária-Geral do WWF-Brasil. “Para viabilizar a Usina de Belo Monte, os riscos da obra foram socializados para atrair investidores. Os dados preliminares deste estudo indicam que os riscos financeiros podem ser ainda maiores do que aqueles originalmente previstos e isto torna evidente a necessidade de um olhar macro sobre o potencial, as vantagens e os riscos sociais e ambientais associados à expansão da produção de energia”, conclui Hamú.

O WWF-Brasil considera fundamental que a expansão da produção de energia hidrelétrica seja feita a partir de um olhar sobre toda a bacia Amazônica. É necessária uma análise integrada de cada bacia hidrográfica, considerando-se os riscos sociais e ambientais em toda a extensão dos rios, que são sistemas naturais contínuos, e não apenas das áreas de entorno dos projetos hidrelétricos.

Fonte: CicloVivo

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ONU diz que aquecimento global terá efeitos graves sobre alimentos

postado por enerbio| abril 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, fez um alerta nesta quinta-feira (31) sobre o que chamou de “potenciais efeitos catastróficos” das mudanças climáticas na produção de alimentos entre 2050 e 2100.

A agência apresentou um documento à Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, sugerindo aos governos medidas para evitar que a segurança alimentar seja comprometida.

Países em desenvolvimento – Segundo a FAO, as consequências do aquecimento global devem cada vez mais atingir nações em desenvolvimento. A agência exortou os governos a preparar suas populações para estes impactos, investindo em agricultura para que se tornem mais resistentes.

Apesar de ressaltar a importância de lidar com os riscos mais imediatos, o diretor-assistente geral para Recursos Naturais da FAO, Alexander Müller, reforçou que não faz sentido tentar mitigar as mudanças de longo prazo após seus efeitos começarem a ser sentidos.

Genética – A FAO aconselhou que se crie um banco de genes, porque algumas espécies correm o risco de desaparecer. Além disso, a organização afirmou ser necessário desenvolver variedades de alimentos melhor adaptadas às condições climáticas futuras.

Como impacto do aquecimento global na agricultura, os preços dos alimentos tendem a subir, tornando as populações mais pobres ainda mais vulneráveis. A Comissão Econômica e Social para a Ásia e o Pacífico, Escap, revelou que 20 milhões de pessoas foram impedidas de sair da pobreza no ano passado devido à elevação dos preços no setor alimentar.

(Fonte: Portal Terra)

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