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Ações de Reduções de Emissões no setor aéreo

postado por enerbio| novembro 27th, 2010 |Comentários 0 comentários

A imposição de metas de redução de emissões ao setor aéreo é um dos pontos que vem sendo discutidos com frequência e está na pauta da COP-16 no México. 

A Companhia Chilena Lan Linhas aéreas divulgou algumas ações que serão adotadas nesse sentido. Foi apresentado um plano para redução de até 100 mil toneladas anuais das emissões de gás carbônico (CO2) por meio da diminuição em 2% do uso de combustível da frota.

Com a redução do peso a bordo, lavagem de motores, utilização de voos mais diretos e gestão de combustível mediante tecnologia de ponta, a companhia aérea reduzirá o uso de combustível em seus voos em 2%, equivalente às emissões geradas por 17,5 mil automóveis em um ano.

A LAN quer adaptar a próxima frota de 32 aeronaves Boeing 787 Dreamliner, consideradas as mais eficientes em consumo de combustível.

Além disso, conforme a companhia, a instalação de “winglets”, dispositivo que reduz a resistência aerodinâmica nas asas dos aviões, em toda a frota Boeing 767 de longo alcance, permitiu uma eficiência de 4,5% em consumo de combustível.

A LAN implementou, além disso, um programa piloto de reciclagem dos resíduos de seus voos, o que permitiu processar desde 2008 mais de mil toneladas anuais de papelão, papel, plástico e latas.

A chilena LAN, pertencente à aliança One World, anunciou em agosto deste ano a fusão com a brasileira TAM, formando assim o maior grupo aéreo da América Latina.

Junto com suas companhias subsidiárias, a LAN domina o mercado do Chile e Peru e oferece mais de 70 destinos no mundo todo em colaboração com outras companhias associadas.

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Copenhague Green Climate Fund ou Fundo verde

postado por Eduardo Baltar| novembro 27th, 2010 |Comentários 0 comentários

Um dos resultados do Acordo de Copenhague, resultado da COP-15 foi a criação do Copenhague Green Climate Fund. Este fundo destinaria recursos de países desenvolvidos para os países em desenvolvimento implementarem ações de  redução de emissões.

A Folha. Com divulgou matéria sobre o assunto que reproduzimos abaixo:

“O governo mexicano acredita que a 16ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP-16), a ser realizada na cidade mexicana de Cancún na próxima semana, vai aprovar a criação de um fundo financeiro a longo prazo, conhecido como Fundo Verde, para apoiar as nações em desenvolvimento na luta contra a mudança climática.

A ministra mexicana de Relações Exteriores, Patricia Espinosa, declarou em entrevista à agência de notícias Efe que o fundo pode contar com US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 e seria destinado exclusivamente aos países em desenvolvimento.

De acordo com a ministra, que presidirá a COP-16, é possível que a reunião aprove as regras gerais para o funcionamento do fundo a longo prazo, mas provavelmente não será decidido qual instituição o administrará.

“Ainda não conseguimos uma visão unificada para decidir se vamos usar instituições que já existem ou se devemos criar um novo órgão”, disse a secretaria de Relações Exteriores.

No entanto, ela se mostrou partidária de “não gerar mais burocracia e usar instituições existentes, como os bancos de desenvolvimento”.

Patricia ainda afirmou que a conferência de Cancún poderá fechar acordos para facilitar a transferência de tecnologia de países desenvolvidos a nações em desenvolvimento.”

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Concentração de GEEs bate recorde em 2009, diz OMM

postado por enerbio| novembro 26th, 2010 |Comentários 0 comentários

Apesar da redução de 1,3% nas emissões no ano passado com relação a 2008 em virtude da crise econômica, a presença dos gases do efeito estufa na atmosfera é a maior já registrada, garante a Organização Meteorológica Mundial

 

A concentração de dióxido de carbono, metano e o óxido nitroso, os principais gases do efeito estufa liberados pelo homem, atingiu em 2009 o maior nível desde a revolução industrial, afirma um estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado nesta terça-feira (23).

O dióxido de carbono atingiu 386,8 partes por milhão, um aumento de 38% com relação ao período pré-industrial.

Já o metano chegou a 1.803 partes por bilhão, 158% a mais que há 100 anos. De acordo com a OMM, a presença do gás voltou a subir depois de uma estabilização entre 1999 e 2006.

Este registro chama ainda mais atenção porque segundo o Global Carbon Project, um consórcio de instituições internacionais de pesquisa, as emissões caíram 1,3% em 2009 em relação a 2008 devido à crise financeira global.

“O CO2 na atmosfera tem uma longa vida. Isto significa que pequenas mudanças anuais ou crises na produção mundial demoram para ter consequências na concentração desses gases”, explicou Leonard Barrie, co-diretor do Departamento de Pesquisas da OMM.

Para a Organização, as emissões são provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, de mudanças no uso da terra e do desmatamento. Por exemplo, as atividades humanas são responsáveis por 60% das emissões de metano.

O relatório também alerta para a questão do aquecimento de regiões que eram permanentemente cobertas por neve, como o Ártico e a Sibéria. O que explicaria a volta do crescimento das emissões de metano.

“O degelo das regiões do extremo norte é cada vez mais preocupante e deveria se tornar foco de pesquisas com urgência. A quantidade de carbono estocada nessas áreas é capaz de acelerar as mudanças climáticas mesmo se os países adotem medidas de redução de emissões”, explicou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.

Cancún

O relatório chega bem às vésperas da Conferência do Clima (COP 16) no México, que começa na próxima segunda-feira (29).  Mais de 190 países participarão do encontro que tem como principal objetivo traçar um acordo global de redução das emissões.
Segundo o Global Carbon Project, a demanda por energia, especialmente, por carvão, petróleo e gás, proveniente da China, Índia e Brasil, pode resultar em um grande aumento das emissões já em 2010.

Em 2009, o declínio nas emissões de combustíveis fósseis foi maior nas nações desenvolvidas. Por exemplo, as emissões dos Estados Unidos, segundo maior emissor mundial, caíram 6,9%, do Reino Unido 8,6% e do Japão 11,8%. Porém as emissões do maior poluidor, a China, cresceram 8%, enquanto na Índia as emissões aumentaram 6,2% e na Coréia do Sul em 1,4%.

Inclusive, pela primeira vez, a China reconheceu ser o maior emissor mundial de gases do efeito estufa, confirmando o que cientistas têm dito há anos, porém segue defendendo seu direito de manter as emissões em alta.

O principal negociador chinês nas discussões climáticas, Xie Zhenhua, assumiu o fato ao divulgar a posição do governo nas negociações de Cancun. O país não quer ainda um acordo com força legal e é a favor da extensão do Protocolo de Quioto, que termina em 2012.

Muita coisa terá que ser discutida no México, mas para Leonard Barrie, da OMM, todos deveriam ter em mente que ações são necessárias.

“Se continuarmos com isso de ‘business as usual’ não alcançaremos o objetivo de manter o aquecimento da temperatura em menos de 2°C. Isso é uma certeza”, alertou Barrie.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

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Planeta passa longe de meta climática para limitar aquecimento global a 2ºC

postado por enerbio| novembro 24th, 2010 |Comentários 0 comentários

Se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.

O quão longe acaba de ser calculado por um grupo internacional de cientistas: 5 bilhões de toneladas de gás carbônico estarão “sobrando” na atmosfera em 2020.

Ou seja, para cumprir o que se comprometeram a fazer na conferência do clima de Copenhague e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo.

O recado foi dado nesta terça-feira (23) pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), num relatório intitulado “The Emissions Gap” (“A Lacuna das Emissões”).

O documento será entregue em Helsinque à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres.

Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague, o pífio documento que resultou da conferência.

O resumo da ópera é que, se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente – ou seja, a soma de todos os gases-estufa “convertidos” no potencial de aquecimento do CO2.

Se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. “Isso elimina a chance dos 2ºC, e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100″, disse à Folha Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório.

Sem solução – A implementação estrita do acordo também não resolve: as emissões globais cairiam para 52 bilhões de toneladas, ainda uma China de distância da meta de 2ºC.

Por “implementação estrita” os pesquisadores querem dizer duas coisas. Primeiro, as nações estão contando duas vezes emissões cortadas na área florestal. Se um país pobre planta florestas para vender créditos de carbono a um país rico, a dedução deveria estar apenas na conta do país rico. Mas costuma estar na de ambos.

“Na própria lei brasileira do clima está escrito que as reduções de emissão podem ser obtidas por MDL [venda de créditos de carbono para nações ricas]“, diz Ribeiro.

Outro ponto espinhoso é a venda de créditos em excesso por países como a Rússia, cujas emissões já são menores que as metas de Kyoto. O país ficou com créditos sobrando. (Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com)

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China admite pela 1ª vez ser principal emissor de gases-estufa do mundo

postado por enerbio| novembro 24th, 2010 |Comentários 0 comentários

A China reconheceu oficialmente pela primeira vez, nesta terça-feira (23), ter se tornado o principal país do mundo em volume de emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. 

“Ocupamos agora o primeiro lugar mundial em volume de emissões”, disse durante entrevista coletiva, em Pequim, Xie Zhenhua, chefe dos negociadores chineses para as questões climáticas. 

Até agora, as autoridades chinesas não reconheciam abertamente esse dado, estabelecido pela comunidade científica e as organizações internacionais, como a Agência Internacional de Energia (AIE). 

Pequim preferia insistir na necessidade de usar o cálculo do volume de emissões por habitante, segundo o qual a China, com seu 1,3 bilhão de habitantes, ficaria folgadamente atrás dos países desenvolvidos. 

Como sinal de que o tema continua sendo sensível, a declaração de Xie Zhenhua foi censurada da transcrição oficial da coletiva que ele concedeu. 

Representantes de mais de 190 países se reúnem de 29 de novembro a 10 de dezembro, em Cancún (México), para tentar chegar a um acordo para a redução das emissões, um ano depois da Conferência de Copenhague, que fracassou na tentativa de fixar metas concretas para depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto. (Fonte: G1)

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Nosso Blog

postado por enerbio| novembro 24th, 2010 |Comentários 0 comentários

A partir de hoje, com o nosso blog, disponibilizamos mais uma ferramenta de comunicação para os nossos clientes, fornecedores e demais stakeholders interessados em conhecer mais sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e mercado de carbono.

Aqui, discutiremos conceitos de sustentabilidade empresarial na prática e informaremos sobre o que há de mais atual nas discussões sobre as mudanças do clima.

Para iniciar, forneceremos informações diretamente da COP-16 em Cancún, onde faremos parte da delegação oficial brasileira.

Estamos atentos à posição de cada país quanto ao acordo que substituirá o Protocolo de Quioto e como isso se refletirá no Brasil.

Convidamos todos vocês a interagirem conosco.

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Prefeitos assinam acordo de redução voluntária de emissões

postado por enerbio| novembro 23rd, 2010 |Comentários 0 comentários

Mais de 135 cidades do mundo, incluindo Paris, Buenos Aires e Los Angeles, assinaram no México um compromisso voluntário de redução de emissões que pretendem que sirva de exemplo para o encontro mundial da ONU sobre o clima, que ocorre em Cancún a partir do próximo dia 29.

Os números precisos da redução serão concretizados nos próximos oito meses, afirma o compromisso assinado em uma cerimônia pública.

Entre as grandes cidades que assinaram o acordo, denominado Pacto da Cidade do México, estão Paris, Buenos Aires, Bogotá, Los Angeles, Johannesburgo e a própria Cidade do México, que tem mais de 20 milhões de habitantes.

Os prefeitos e autoridades locais se comprometeram “a reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa voluntariamente”, disse Gabriel Sánchez, presidente da ONG mexicana Fundacion Pensar, ao ler o acordo.

Os compromissos de cada cidade e seus resultados posteriores deverão ser publicados em um registro on-line para que possam ser verificados publicamente.

Os prefeitos enviarão este acordo aos governos que vão participar da cúpula da ONU sobre mudança climática. (Fonte: Folha.com)

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