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UE crê em redução de 25% de CO2 europeu com economia de energia

postado por enerbio| fevereiro 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

A Comissão Europeia acredita que a União Europeia possa reduzir em 2012 suas emissões de dióxido de carbono (CO2) em 25% só cumprindo seu objetivo de economia energética para esse ano (uma melhora na eficiência de 20% com relação a 1990), indicaram à agência de notícias Efe fontes comunitárias.

A ideia está no “Mapa de caminho para uma economia baixa em carbono em 2050″, que a comissária europeia de Ação pelo Clima, Connie Hedegaard, apresentará em 8 de março e à qual teve acesso a Efe.

A nova estratégia prometia lançar luz sobre o dilema europeu entre manter para 2020 seu objetivo de corte de emissões de CO2 em 20% e elevá-lo até 30%, mas, longe de esclarecer os termos, desvia a atenção em direção à necessidade de fazer mais em matéria de eficiência energética.

O documento garante que a oferta da UE de chegar a 30% em sua redução de emissões, se outros países fizerem esforços similares, “segue na mesa”.

O texto afirma que, para alcançar o outro grande compromisso comunitário em matéria de emissões (corte entre 80% e 95% para 2050), será necessário alcançar até 2030 uma redução de 40% com relação aos níveis de CO2 de 1990.

Por outro lado, só com o compromisso alcançado pela UE de 20% mais eficiência do ponto de vista energético até 2020, seria possível alcançar uma diminuição de 25% das emissões poluentes.

Evitar o desperdício energético e reduzir a dependência das importações –a UE compra do exterior 54% do gás e do petróleo que consome– reportará benefícios no valor de entre 175 bilhões de euros a 320 bilhões de euros anuais nas próximas quatro décadas.

A UE prometeu em 2007 triplicar a meta de reduzir suas emissões em 20% (compromisso que em 2008 ampliou para 30% de forma condicional), alcançar que 20% da energia consumida provenha de fontes renováveis e adote as medidas necessárias para que a economia energética chegue até 20%, tudo até 2020.

Dos três objetivos, o de eficiência energética é o único que não é obrigatório e o que pode não ser cumprido, como reconheceu a cúpula dos líderes da UE em 4 de fevereiro.

Por isso, Hedegaard insiste na necessidade de seguir em frente, embora não reivindique diretamente a fixação da meta vinculativa, como quer o Parlamento Europeu e as organizações ambientalistas.

A bola está no telhado do comissário de Energia europeu, Günther Oettinger, reticente de contrair novas obrigações. O alemão deve apresentar seu plano energético para os próximos anos.

A rivalidade entre ambos os comissários já foi sentida em outras ocasiões, como foi o caso dos subsídios às minas de carvão deficitárias.

Hedegaard defendeu eliminar as ajudas em 2014, mas Oettinger pediu que se mantivessem até 2018 para contentar a Espanha e a chanceler alemã, Angela Merkel, com a qual compartilha nacionalidade, partido e interesses.

O colégio de comissários da UE respaldou autorizar as ajudas até 2018.

Fonte: Folha Online

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ONU apresenta solução financeira para economia sustentável

postado por enerbio| fevereiro 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

As Nações Unidas revelaram nesta segunda-feira um estudo estratégico que, se colocado em prática, garantirá um futuro sustentável para o planeta através de investimentos no valor de US$ 1,3 trilhão de dólares por ano –ou 2% da riqueza gerada pela economia global– em dez setores-chave.

Esta mudança de paradigma em prol de uma “economia verde” também ajudaria a aliviar a miséria crônica, afirma o Unep (Programa Ambiental da ONU) em seu relatório, apresentado em uma reunião com mais de cem ministros do Meio Ambiente em Nairóbi.

De acordo com a estratégia da ONU, a renda individual superaria as trajetórias previstas pelos modelos econômicos tradicionais, ao mesmo tempo em que reduziria à metade a “pegada ecológica” per capita da humanidade até 2050.

Entretanto, o Unep admite que reestruturar a economia global contrariaria uma série de interesses poderosos, e seria um desafio para o mercado de trabalho.

O plano, porém, promete gerar índices de crescimento iguais ou maiores que a abordagem tradicional para os negócios, que, apesar de ter alimentado dois séculos de industrialização vertiginosa, deteriorou pouco a pouco os recursos naturais da Terra.

“Precisamos continuar a desenvolver e expandir nossas economias”, disse Achim Steiner, diretor executivo do órgão, ao apresentar o estudo.

“Mas este desenvolvimento não pode vir às custas dos próprios sistemas que sustentam a vida na terra, nos mares e em nossa atmosfera, que por sua vez sustentam nossas economias e a vida de cada um de nós”, acrescentou.

As mudanças climáticas cada vez mais rápidas, a dramática redução da biodiversidade, a frequente escassez de comida, o crescente abismo entre a demanda e o fornecimento de água doce, a destruição das florestas tropicais são todos lembretes de que o equilíbrio e a generosidade da Terra não podem ser considerados eternos, destaca o documento.

GERENCIAMENTO

A crise financeira global de 2008 também jogou luz sobre problemas estruturais profundos do sistema econômico. “Embora as causas de crises como esta variem, em um nível essencial todas elas compartilham uma característica comum: a má alocação de recursos”, indicou por sua vez Pavan Sukhdev, analista do Deutsche Bank, que participou do estudo da ONU.

O relatório aponta incentivos “perversos” que encorajam o comportamento não sustentável, incluindo os US$ 600 bilhões gastos anualmente com subsídios à produção de combustíveis fósseis e os US$ 20 bilhões destinados à indústria da pesca, cada vez mais predatória.

A ONU lançou um apelo aos líderes políticos, para que abram a cabeça e não tenham medo de inovar.

“Os governos têm um papel central na modificação de leis e políticas, investindo dinheiro público na riqueza pública para tornar esta transição possível”, ressaltou Sukhdev.

Além disso, ações e iniciativas do setor público certamente “atrairiam trilhões de dólares em capital privado em prol da economia verde”, afirmou.

O relatório do Unep deseja, acima de tudo, combater o que descreve como “mitos” acerca do crescimento sustentável, a começar pela ideia de que a preservação do ambiente necessariamente acarreta menor crescimento econômico.

“Hoje há evidência suficiente (para provar) que tornar as economias mais verdes não inibe a criação de riqueza e muito menos a criação de empregos”, indica o texto.

Fonte: Folha Online

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Embaixador defende mobilizaçã​o da sociedade em busca do desenvolvi​mento sustentáve​l

postado por Alice| fevereiro 18th, 2011 |Comentários 0 comentários

O embaixador Luiz Figueiredo, diretor do Departamento do Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, chamou a atenção para o desafio do Brasil de desempenhar um papel de destaque na área de meio ambiente, visando ao desenvolvimento sustentável, com soluções de ordem econômica e social. Segundo ele, o mundo sempre espera do país “soluções criativas para tudo”.
O embaixador participou nesta quinta-feira (17) de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) sobre a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável Rio+20, marcada para 2012, no Brasil.
O evento será realizado 20 anos depois da Conferência Rio 92, sobre o clima, que, de acordo com Figueiredo “trouxe muito aprendizado”. O embaixador diz que “o olhar inovador que se espera do país” só pode ser construído em um contexto de mobilização da sociedade nessa direção. Ele destacou que o encontro não terá especificamente caráter ambiental, mas pretende analisar o desenvolvimento sustentável.
Para o cientista político Murillo de Aragão, membro do CDES, é um desafio conciliar a questão econômica, com a social e a ambiental. “Não há um pensamento denso na sociedade, uma mentalidade educacional voltada o meio ambiente”. Segundo ele, 80% do alumínio usado no Brasil para fabricar latas de bebidas são reciclados e isso não ocorre para preservar o meio ambiente, mas porque a coleta desse material tem fins econômicos. Enquanto isso, garrafas PET são jogadas na rua sem preocupação com as consequências, ressaltou.
Na avaliação de Alberto Broch, representante dos trabalhadores no conselho, o país não quer “uma economia verde com exploração e trabalho escravo”. Ele entende que “não haverá sucesso no debate continental sobre meio ambiente enquanto existir a miséria”.
“É preciso discutir o padrão tecnológico que se usa para a produção de alimentos, para saber se é sustentável e qual o modelo de produção que devemos utilizar para que a atividade seja sustentável”, defendeu Broch. (Fonte: Lourenço Canuto/ Agência Brasil)
Fonte: Ambiente Brasil

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Estudos relacionam enchentes com o aquecimento global

postado por Alice| fevereiro 17th, 2011 |Comentários 0 comentários

Artigos na revista Nature afirmam que as chuvas ficaram mais intensas no fim do século XX devido às mudanças climáticas e que nunca antes a ciência esteve tão perto de comprovar os efeitos do “fator homem” no clima

Toda a vez que ocorre algum fenômeno climático extremo, como secas prolongadas ou tempestades, sempre vem a dúvida se são eventos causados pelas mudanças climáticas. Mesmo as declarações de especialistas costumam ser vagas nessas ocasiões, com opiniões do tipo: “existem indícios” ou “é muito cedo para afirmar”.

Por isso merecem destaque dois estudos publicados na edição desta quarta-feira (16) da revista Nature. Um deles afirma que o aumento das chuvas registrado depois de 1950 se deve com certeza ao aquecimento global e que isso pode ser relacionado à ação do homem. O outro liga a enchente do ano 2000 no Reino Unido com as emissões de gases do efeito estufa após a revolução industrial.

“Os modelos climáticos melhoraram muito nos últimos dez anos. Nós podemos agora dizer com confiança que o aumento da intensidade das chuvas nas décadas finais do século XX não pode ser explicada sem levarmos em conta as emissões de gases do efeito estufa”, afirmou Gabriele Hegerl, da Universidade de Edimburgo e autora do estudo “Human contribution to more-intense precipitation extremes”.

O trabalho, realizado por pesquisadores canadenses e britânicos, observou a frequência e a intensidade das chuvas no Hemisfério Norte durante o período de 1951 a 1999.

Apesar de existirem variações de ano para ano, no geral as tempestades foram ficando mais comuns com o passar do tempo. Segundo os modelos computacionais utilizados, nada explica o porquê disso além da possível mudança na composição da atmosfera.

“Nós conseguimos estabelecer uma ligação entre a influência antropogênica e as transformações na precipitação. O que ainda não podemos quantificar é o tamanho dessa influência”, explicou Xuebin Zhang, da agência governamental canadense Environment Canada.

O estudo também aponta que os modelos computacionais mais utilizados atualmente subestimam o quanto cresceu a quantidade de chuvas no planeta.

Fator Homem

Já a pesquisa “Anthropogenic greenhouse gas contribution to flood risk in England and Wales in autumn 2000” utilizou simulações climáticas para avaliar as enchentes no Reino Unido em 2000, ano que teve os meses de outubro e novembro mais úmidos já registrados desde 1766.

Algumas dessas simulações foram rodadas excluindo as emissões geradas pela humanidade. Dessa maneira, foi possível descobrir que o “fator homem” teria dobrado a possibilidade desses eventos acontecerem.

“Para termos certeza dos dados, nós rodamos as simulações milhares de vezes”, salientou Pardeep Pall, líder do estudo.

Essa tarefa só foi conseguida porque mais de 50 mil pessoas emprestaram seus computadores para a pesquisa, participando através do site www.climateprediction.net. O que demonstra como a população em geral já está engajada na luta contra as mudanças climáticas

Segundo um dos autores do estudo, Myles Allen, da Universidade de Oxford, essas pesquisas serão úteis para o desenvolvimento de projetos de mitigação e adaptação, podendo ainda facilitar a consolidação de acordos internacionais.

“Uma base científica sólida que demonstre com clareza a influência do homem no clima irá convencer os países mais ricos a ajudar as nações mais pobres e vulneráveis”, disse.

Apesar de estar mais concreta do que nunca a hipótese de que o homem é um grande fator nas mudanças climáticas, os próprios pesquisadores alertam que ainda existem muitas incertezas.

“O que queremos é que mais centros de pesquisas reproduzam nosso método e que os dados sejam compartilhados para que finalmente tenhamos uma conclusão”, afirmou Allen.

Imagem: Enchente do ano 2000 em seu auge na cidade inglesa de Shrewsbury / Bob Bowyer

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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Brasil precisa de investimento em energia limpa, diz Ipea.

postado por enerbio| fevereiro 16th, 2011 |Comentários 0 comentários

A meta de consolidar uma matriz de energia “limpa” no Brasil a partir dos avanços em biocombustíveis e outras fontes alternativas requer um maior investimento para os próximos anos, apontou um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O relatório “Energia e Meio Ambiente no Brasil” reconheceu o potencial do país sul-americano, mas destacou a necessidade de aumentar os investimentos em pesquisa e projetos, sem vê-los como “um sacrifício para a economia nacional” e sim como uma política de “responsabilidade social e ambiental”.

No caso dos biocombustíveis, para competir com os derivados do petróleo, o estudo sugere estímulos como os subsídios e até as isenções fiscais por parte do governo.

O estudo revela que o Brasil consome anualmente 25 bilhões de litros de etanol, segundo dados de 2009, e que essa demanda pode chegar aos 60 bilhões de litros em 2017.

Mais de 90% dos veículos automotores novos no Brasil estão dotados com a tecnologia flex, que permite a combustão com gasolina, etanol ou a mistura de ambos.

Apesar do crescimento da demanda de biocombustíveis no Brasil, o estudo mostrou também uma tendência ao aumento do consumo de combustíveis fósseis no país até 2030.

As mesmas projeções apontam que a energia eólica e a gerada a partir de resíduos sólidos também devem crescer no Brasil.

Fonte: Folha Online

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Estudo mostra projetos “Estádios Solares” para a Copa de 2014

postado por Gabriel| fevereiro 15th, 2011 |Comentários 0 comentários

Em 2014 o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol e o intuito do país e da Fifa (Fédération International de Football Association) é mostrar ao mundo como é feita uma copa “verde”. Para isso, os estádios receberão certificações e adequações ambientais para reduzir o impacto que um evento desse porte causa na natureza.

Diante dessa premissa um grupo de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), coordenado por Ricardo Rüther, juntamente com o Instituto para o Desenvolvimento das Energias Alternativas da América Latina (Ideal), realizou um relatório com projetos de instalação de placas fotovoltaicas nos estádios usados na Copa.

A pesquisa detalhou os projetos elaborados especificamente para cada estádio, com base nos pré-requisitos definidos pela Fifa. (Imagem: Portal 2014)

O estudo “Estádios Solares Opção Sustentável para a Copa de 2014 no Brasil” tem como objetivo fornecer informações atualizadas sobre os projetos Estádios Solares, com estimativas de potência instalada e de custos de instalação dos sistemas de captação de energia solar.

Além de incentivar o uso dessa tecnologia para o evento esportivo, os autores acreditam que através dessa iniciativa a busca por alternativas limpas de obtenção de energia possa se popularizar no Brasil.

A pesquisa detalhou os projetos elaborados especificamente para cada estádio, com base nos pré-requisitos definidos pela Fifa. Foram colocados os gastos e o potencial energético de cada uma das construções, adaptando-os às necessidades de cada região.

O Maracanã, por exemplo, que será o palco da final da Copa, ao longo de sua área de 23.162 metros quadrados, seria capaz de produzir de 1,46 MWp a 3,28 MWp de energia, dependendo do tipo de tecnologia que fosse implantado.

Para todos os projetos foram feitos dois cenários. O primeiro com a instalação de silício cristalino, que é a tecnologia usada normalmente, e com filmes finos de silício amorfo, que é mais caro, porém produz mais energia.

Clique aqui para ter acesso ao relatório completo.

Fonte: CicloVivo

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Executivo indiano anuncia investimento inicial para futuro parque eólico em Tapes

postado por enerbio| fevereiro 15th, 2011 |Comentários 0 comentários

O CEO mundial da Suzlon, empresa indiana que fabrica componentes para aerogeradores, Tulsi Tanti, anunciou no final da manhã desta segunda-feira que a empresa vai instalar dois aerogeradores com capacidade para 4,2 megawatts (MW) de energia no município de Tapes (2,1 MW cada um), na região Sul do Estado, onde a empresa poderá construir uma unidade. Os aerogeradores devem estar prontos até o fim do ano e servirão para a empresa testar o solo, por conta do peso das torres, e o regime de ventos da região na prática, como um projeto piloto para futura instalação de um parque eólico.

O executivo indiano também encontrou-se com o prefeito de Tapes, Sylvio Tejada, e com o vice-governador do Estado, Beto Grill, depois de visitar a área próxima ao futuro terminal portuário do município onde a empresa estuda se instalar, chamada Capão da Moça. À tarde, o CEO também terá uma audiência em Porto Alegre com o governador Tarso Genro.

O investimento na região ficaria sob responsabilidade do grupo espanhol Impel, em parceria com a Suzlon, conforme antecipou a matéria na edição desta terça-feira de Zero Hora.

Qualidade de vento

Tanti conheceu a área do futuro terminal portuário de Tapes e disse que ficou “impressionado” com as condições naturais do município, especialmente a oferta de água e alimentos. Segundo Tanti, a região tem “excelente qualidade de vento” para a produção de energia eólica e pode gerar entre 3000 MW e 5000 MW de energia eólica por ano. Atualmente, todo o Brasil produz em torno de 900 MW.

— Tenho muito interesse em explorar as oportunidades do Rio Grande do Sul — disse.

A Suzlon possui fábricas na Índia, China e Alemanha e está há quatro anos no Brasil, com negócios especialmente na região Norte e Nordeste, e possui 42% de participação de mercado sobre toda a capacidade eólica produzida no país.

Conforme Tanti, o país tem um ótimo potencial energético:

— O Brasil é muito dependente da energia hídrica e acanhado nos investimentos em energia eólica. Acredito que o governo deveria ter como meta 25% da matriz energética eólica até 2020, como já fizeram outros países — declarou.

Viabilidade do parque depende de leilão

O projeto de Tapes poderá ser acelerado dependendo do resultado do próximo leilão de energia renovável, marcado pelo Ministério das Minas e Energia para o segundo trimestre do ano – entre abril e junho. A expectativa é de uma compra de 2 mil MW por parte do governo, entre energia eólica, termelétricas a biomassa, hidrelétricas e gás natural.

A expectativa da Impel e da Suzlon é vender cerca de 400 MW de energia no leilão para viabilizar o investimento. Mas o prefeito de Tapes, Sylvio Tejada, não é tão otimista. De acordo com Tejada, o Rio Grande do Sul apresenta menos competitividade que projetos eólicos estruturados para o Nordeste do país.

— O negócio é consistente, e eu estou otimista. Mas leilão é leilão — advertiu o prefeito.

Fonte: Zero Hora

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Orçamento de Obama para 2012 estipula U$8 bilhões para energia limpa

postado por Gabriel| fevereiro 15th, 2011 |Comentários 0 comentários

O presidente Barack Obama propôs nesta segunda-feira o aumento dos fundos para pesquisa e desenvolvimento de energia limpa no orçamento de 2012, através da redução de subsídios para combustíveis fósseis, como o petróleo, gás e carvão.

O orçamento libera ao Departamento de Energia U$29,5 bilhões para o ano fiscal de 2012, uma elevação de 4,2% em relação ao proposto no orçamento de 2011, e de 12% em relação ao orçamento aprovado em 2010. Deste total, U$8 bilhões serão destinados a pesquisas na área de energia limpa, como energia eólica, solar e baterias avançadas.

Reuters/Lucy Nicholson

“Não importa quem vai liderar a economia mundial, a economia verde vai comandar a criação de empregos altamente qualificados e com altas remunerações para as pessoas”, disse a administração na apresentação do orçamento.

O orçamento também disponibilizará U$853 milhões para auxiliar novas tecnologias em energia nuclear, como pequenos reatores modulares.

A Casa Branca solicitou U$36 bilhões em garantias de empréstimo para auxiliar no financiamento da construção de usinas nucleares, como tinha feito no último ano. O programa de empréstimo já tem U$18 bilhões em autorizações.

Para ajudar a pagar as iniciativas para energia limpa, a Casa Branca está pedindo ao Congresso para revogar U$3,6 bilhões em subsídios para petróleo, gás natural e carvão, uma proposta que totalizaria U$46,2 bilhões em uma década. Além disso, o orçamento para 2012 reduz os fundos para pesquisas em petróleo e gás e para programas de combustível de hidrogênio.

Porém, muito republicanos se opõem ao corte de subsídios para os combustíveis fósseis, dizendo que isso prejudicaria indústrias que geram empregos enquanto a economia ainda está abalada.

“Dadas as grandes diferenças de prioridade entre os republicanos da Câmara e a Casa Branca nas questões energéticas, acreditamos que poucos dos cortes e aumentos propostos se tornarão leis”, disse Whitney Stanco, analista de políticas energéticas da MF Global.

Os republicanos, que agora têm o controle da Câmara dos Representantes, propuseram o corte dos fundos do programa da Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) para a regulamentação de gases do Efeito Estufa, dizendo que o Congresso é que deveria decidir se quer lutar contra as mudanças climáticas, e não a administração.

Os republicanos podem tentar forçar uma paralisação do governo se a administração Obama não concordar na diminuição das despesas. Mas analistas dizem que um adiamento na regulamentação climática da EPA pelo Congresso é mais provável do que uma paralisação do governo por causa de uma regulamentação ambiental.

O orçamento de Obama cortará U$1,3 bilhões ou 13% dos fundos da EPA para 2012, com reduções no programa de diesel limpo e nos projetos de conservação dos Grandes Lagos.

Stanco afirmou que o mais provável é que os fundos do orçamento para veículos elétricos estimulem a criação de uma lei nesse setor, à medida que esses fundos forem se aproximando aos valores do orçamento para veículos movidos a gás natural. O orçamento para 2012 propõe U$588 milhões para tecnologias automobilísticas, um aumento de 88% em relação aos níveis atuais.

O orçamento dobrará o número de centros de inovações energéticas para seis para fazer cientistas trabalharem em questões como raros elementos químicos, armazenamento de energia e baterias e desenvolvimento de tecnologias inteligentes projetadas para tornar a transmissão de eletricidade mais eficiente.

Fonte: Reuters Autor: Timothy Gardner
Retirado de: Instituto CarbonoBrasil Traduzido por Jéssica Lipinski

Leia na íntegra (inglês)

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Executivo indiano visita área de Tapes que poderá receber parque eólico

postado por Gabriel| fevereiro 15th, 2011 |Comentários 0 comentários

O CEO mundial da Suzlon, empresa indiana que fabrica componentes para aerogeradores, Tulsi Tanti, visitou nesta manhã o município de Tapes, na região Sul do Estado, onde a empresa poderá construir uma unidade. O executivo indiano também encontrou-se com o prefeito de Tapes, Sylvio Tejada, e ainda irá reunir-se hoje no município com o vice-governador do Estado, Beto Grill, e com o governador Tarso Genro, em audiência marcada para Porto Alegre.

O investimento na região ficaria sob responsabilidade do grupo espanhol Impel, em parceria com a Suzlon, conforme antecipou a matéria na edição desta terça-feira de Zero Hora.

Tanti conheceu a área do futuro terminal portuário de Tapes e disse que ficou “impressionado” com as condições naturais do município, especialmente a oferta de água e alimentos da região. Segundo Tanti, a região tem “excelente qualidade de vento” para a produção de energia eólica.

- Tenho muito interesse em explorar as oportunidades do Rio Grande do Sul – disse.

A Suzlon possui fábricas na Índia, China e Alemanha e está há quatro anos no Brasil, com negócios especialmente na região Norte e Nordeste, e possui um market share de 42% de toda a capacidade eólica produzida no país.

Conforme Tanti, o país tem um ótimo potencial energético.

- O Brasil é muito dependente da energia hídrica e acanhado nos investimentos em
energia eólica. Acredito que o governo deveria ter como meta 25% da matriz energética eólica até 2020, como já fizeram outros países – declarou.

Fonte: Zero Hora

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Uma rasteira no passado

postado por Gabriel| fevereiro 15th, 2011 |Comentários 0 comentários

©Greenpeace/Lunaé Parracho

O Ministério Público do Rio Grande do Sul está prestes a impedir a emissão de 2,76 milhões de toneladas de CO2 anuais na atmosfera. O órgão estabeleceu ao presidente e ao diretor de licenciamentos do IBAMA prazo de 15 dias para suspensão de operação do Complexo Termelétrico Presidente Médici, mais conhecido como Usina de Candiota I, II e a III, recém inaugurada.

O complexo ganhou fama após a desistência da presidente Dilma em comparecer pessoalmente à inauguração, dia 28 de janeiro, possivelmente receosa da reação dos eleitores que confiaram em seu discurso de posse, no qual garantia que os incentivos do setor energético, em seu mandato, seriam renováveis.

O Greenpeace esteve em Candiota no início do ano e denunciou os impactos da termelétrica na região, além da escolha da presidente eleita em manter os investimentos em uma tecnologia suja e ultrapassada.

Assista ao vídeo sobre a termelétrica, publicada no dia da inauguração:

Fonte: Greenpeace Brasil

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