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Energias renováveis atingiram rendimentos recordes em 2011, diz relatório

postado por Micaela| março 15th, 2012 |Comentários 0 comentários

Apesar da instabilidade econômica que impactou o ano de 2011, as energias renováveis tiveram um bom ano, chegando a atingir rendimentos recordes e grandes aumentos de produção e instalação. Pelo menos é o que indica o Clean Energy Trends 2012 (Tendências da Energia Limpa 2012), novo relatório da Clean Edge, empresa de consultoria e pesquisa e energia limpa.

De acordo com o documento, todas as principais fontes de energia renovável (solar, eólica e biocombustíveis) tiveram altas taxas de crescimento em 2011, além de recordes de receita. A energia solar fotovoltaica, por exemplo, cresceu 69% em relação ao ano anterior, indo de 15,6 GW de capacidade instalada mundialmente em 2010 para mais de 26 GW em 2011.

Com relação aos rendimentos, a solar fotovoltaica teve um aumento de 29% em relação a 2010, subindo de US$ 71,2 bilhões para US$ 91,6 bilhões. A análise aponta que o percentual de crescimento dos rendimentos ficou menor do que o de capacidade instalada devido à queda do preço dos equipamentos e das instalações solares, que caíram de US$ 4,55 por watt de energia gerado em 2010 para US$ 3,48 em 2011.

E segundo o relatório, a tendência é que o crescimento nas instalações e nas receitas e a queda nos custos continuem na próxima década. O mercado deve atingir US$ 130,5 bilhões em 2021, enquanto o custo deve chegar a US$ 1,28 por watt gerado.

A energia eólica também apresentou crescimento semelhante. A capacidade instalada chegou a 41,6 GW, em grande parte graças à China, que foi responsável por 40% deste total, com 18 GW. Em segundo lugar ficou a União Europeia, com 10 GW, seguida dos Estados Unidos (7 GW), da Índia (3 GW) e do Canadá (1,3 GW).

Em relação às receitas, houve um crescimento de US$ 60,5 bilhões em 2010 para US$ 71,5 bilhões no último ano. Para 2021, a Clean Edge estima que os rendimentos da energia eólica cheguem a US$ 116,3 bilhões.

Já os biocombustíveis se mantiveram relativamente estáveis em se tratando de produção, subindo de 102,8 bilhões de litros gerados em 2010 para 105,4 bilhões em 2011. As receitas, por sua vez, subiram de US$ 56,4 bilhões em 2010 para US$ 83 bilhões em 2011.

Esse grande aumento foi impulsionado, sobretudo, pela alta nos preços das commodities, como o açúcar e os óleos vegetais, que subiram entre 10% e 20%. Para 2021, o relatório espera que os rendimentos dos biocombustíveis cheguem a US$ 139 bilhões.

Juntas, as três fontes de energia geraram US$ 246,1 bilhões em 2011, um crescimento de 31%em relação aos US$ 188 bilhões de 2010. A consultoria estima que esse valor chegue a US$ 385,8 bilhões nos próximos dez anos.

Mas apesar do enorme volume de capital movimentado e do crescimento da produção, o relatório sugere que todos esses ganhos não foram apropriadamente creditados devido aos revezes sofridos pela indústria renovável no último ano.

Um dos exemplos que o documento cita é o caso da companhia Solyndra, cuja falência ofuscou outras conquistas do setor, e fez com que muitos críticos das tecnologias limpas afirmassem que estas só se desenvolvem às custas de subsídios.

“O último ano pegou muitos na comunidade de tecnologia limpa de surpresa, à medida que a indústria se tornou um bode expiatório moderno. Os ataques esqueceram o fato de que muitas tecnologias de energia limpa estão se tornando custo-competitivas, são essenciais para a expansão dos mercados de energia em lugares como a China, o Japão e a Alemanha, e são uma proteção importante contra as formas mais voláteis de energia tradicional”, explicou Ron Pernick, co-fundador e diretor de gestão da Clean Edge.

O documento cita ainda outros pontos chave que favorecem e defendem o desenvolvimento do setor renovável: a indústria do petróleo, do gás e do carvão ainda recebe grandes subsídios; os projetos de energia nuclear requerem consideravelmente mais garantias de empréstimos do que as renováveis, e o acidente em Fukushima está estimulando a adoção das renováveis em detrimento da nuclear; o setor militar tem ajudado a desenvolver a energia limpa; a adaptação de edifícios está começando a desenvolver a eficiência energética; 2011 teve desenvolvimentos que apontam para um grande crescimento das tecnologias limpas etc.

 

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Clean Edge

Autor: Jéssica Lipinski

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Dois projetos de créditos de carbono da Enerbio são validados

postado por Eduardo Baltar| agosto 22nd, 2011 |Comentários 0 comentários

Dois projetos de MDL de energias renováveis desenvolvidos pela Enerbio foram validados no mês de agosto. Os projetos Complexo Carreiro II e o Projeto de MDL Santa Carolina foram validados pela Bureau Veritas Certification e estão sendo submetidos para a Comissão Ministerial de Mudança Global do Clima, ainda nesse mês.

Ambos projetos são formados por pequenas centrais hidroelétricas que geram energia limpa ao Sistema Interligado Nacional.

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Fundo de Mudança do Clima vai financiar projetos de transporte público com combustível limpo nas cidades da Copa

postado por Eduardo Baltar| julho 27th, 2011 |Comentários 0 comentários

As cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 terão projetos de mobilidade urbana ambientalmente sustentáveis privilegiados pelo Ministério do Meio Ambiente com financiamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A pasta vai dispor, a partir de agosto, de R$ 200 milhões em empréstimos reembolsáveis para o desenvolvimento de iniciativas na área.

A informação foi dada nesta terça-feira (26) pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do ministério, Eduardo Assad, durante o Seminário de Tecnologias Sustentáveis, no Rio. Segundo ele, a principal meta é iniciar uma renovação no sistema de transporte público feito por ônibus, principalmente na capital fluminense, que também sediará os Jogos Olímpicos de 2016.

“Junto com as prefeituras, promoveremos não a mudança total da frota de ônibus, mas vamos começar a incentivar essa mudança, escolhendo para cada capital o que há de melhor”, explicou.

O secretário disse que o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conta com R$ 230 milhões, dos quais R$ 30 milhões não são reembolsáveis e foram destinados a pesquisas e ao sistema de alerta contra catástrofes naturais. O restante, a partir da aprovação do Banco Central, será oferecido em várias linhas.

Segundo Assad, o fundo vai financiar tecnologias “prontas”, como é o caso dos ônibus movidos a etanol. “É uma tecnologia que a indústria pode entregar e os preços estão bons.” O secretário não descartou a possibilidade do financiamento da tecnologia do ônibus a hidrogênio. “Desde que o preço seja atrativo”, ressaltou.

Ele também incluiu na lista os ônibus híbridos (movidos a diesel e energia elétrica ou a diesel e etanol), que ainda estão sendo testados no país. “Na hora que a tecnologia estiver pronta, temos linha de financiamento, desde que [o projeto] seja economicamente viável”, acrescentou.

Investir em ônibus que utilizem cada vez menos combustíveis oriundos do petróleo é a principal alternativa para reduzir a emissão de gases do efeito estufa nas cidades. Segundo o professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Márcio D’Agosto, o transporte é o maior responsável pelas emissões nas áreas urbanas.

“A principal vantagem é a redução de poluentes ambientais. A pessoa está na Avenida Rio Branco [principal via do centro do Rio] e está respirando aquele ar cheio de partículas. Imagine como fica o pulmão do guarda de trânsito e do gari, que passam o dia inteiro ali. Precisamos de alternativas”, afirmou D’Agosto. O pesquisador coordena testes do primeiro ônibus flex urbano movido a gás e diesel, cuja tecnologia foi desenvolvida pela Bosch e pela MAN Latin America.

Para acessar o dinheiro do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, as prefeituras precisam associar-se às empresas do setor. (Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil)

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2012: Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

postado por Jhulie| julho 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

Mais de 1,4 bilhão de pessoas, em todo o mundo, não têm acesso à eletricidade e, por isso, possuem péssimas condições de vida. Para tentar mudar essa realidade, a ONU proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

 Dados da Rede de Conhecimento ONU-Energia* apontam que, atualmente, mais de 1,4 bilhão de pessoas de todo o mundo não possuem acesso à eletricidade e cerca de um bilhão tem acesso intermitente, ou seja, não contínuo, o que acarreta em problemas de saúde, déficit educacional, destruição ambiental e, até mesmo, atraso econômico. 

Para chamar a atenção da população mundial para este problema e, assim, fomentar ações que possam ajudar a mudar essa realidade, a ONU – Organização das Nações Unidas proclamou que 2012 será o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

O anúncio faz parte de uma iniciativa maior – também batizada de Energia Sustentável para Todos (Sustainable Energy for All*, em inglês) –, comandada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que até o ano de 2030 pretende alcançar três grandes objetivos. São eles:

– assegurar que todos tenham acesso a serviços modernos de energia;

– reduzir em 40% a intensidade energética global e

– aumentar em 30% o uso de energias renováveis em todo o mundo. 

Para isso, a iniciativa espera receber apoio dos governos, empresas do setor privado, ONGs e da própria sociedade civil, que pode acessar o site do Sustainable Energy for All e participar ou, mesmo, propor ações que garantam a universalização da energia sustentável. Faça parte desse movimento! 

No portal do projeto ainda é possível conferir o calendário de eventos  que a ONU está preparando para a celebração do Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

Sustainable Energy for All
* Rede de Conhecimento ONU-Energia

Fonte: Planeta Sustentável – Débora Spitzcovsky

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Sabesp chama fornecedores para medir impacto ambiental e emissão de gases

postado por Jhulie| maio 18th, 2011 |Comentários 0 comentários

A empresa de saneamento básico controlada pelo governo do estado de São Paulo, Sabesp, iniciou um processo para capacitar seus fornecedores para avaliar as emissões de gases do efeito estufa, a empresa informou em comunicado.

Sabesp convidou especialistas para falar com sua cadeia de fornecedores para capacitar-los a aderir ao Carbon Disclosure Project Supply Chain (CDP).

Segundo a assessoria de imprensa, a Sabesp é a primeira companhia de saneamento do país a participar do CDP e incluir incentivo a sua cadeia de suprimentos.

A avaliação dos impactos ambientais ao longo da cadeia de fornecedores é uma tendência observada em vários setores da economia do Brasil, desde o setor de varejo como Walmart a empresas de do setor construção como a Even.

Entre os objetivos do workshop é o de contribuir para ampliar a compreensão dos riscos das mudanças climáticas de uma parte significativa do negócio Sabesp (cadeia de fornecimento).

Agora, a Sabesp quer sensibilizar os fornecedores a tomar o mesmo caminho, Entre as vantagens, a metodologia abre espaço para a fixação de metas de redução da emissão, assim como serve para identificar novas oportunidades de negócios menos poluentes.

Fonte: Revista Sustentabilidade

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Metano Liberado nos Lixões Gera Energia Elétrica

postado por Jhulie| maio 12th, 2011 |Comentários 0 comentários

Na cidade de São Paulo, as usinas de metano implantadas nos aterros Bandeirantes e São João transformam o gás liberado pela decomposição do lixo em eletricidade, reduzindo em 20% as emissões de poluentes do município.

Transformar montes de lixo em algo produtivo, que diminui a quantidade de gases tóxicos lançados na atmosfera e ainda gera energia: essa é a ideia por trás das usinas de metano em funcionamento na cidade de São Paulo. Até 2007, cerca de 25% das emissões de gases de efeito estufa de São Paulo vinham dos aterros Bandeirantes (foto), ativo entre 1979 e 2006 e o maior da América Latina, e São João, que funcionou entre 1992 e 2007.

Hoje, o metano (gás 21 vezes mais nocivo que o CO2) liberado pelos lixões é usado para gerar energia elétrica. Um acordo feito com a prefeitura permitiu que os dois lixões fossem explorados para produzir energia. As empresas responsáveis por eles (Loga e EcoUrbis – que cuidam do Bandeirantes e do São João, respectivamente) fecharam uma parceira com a Biogás para que o metano captado seja queimado e transformado em eletricidade.

Os dois locais acumularam juntos 64 milhões de toneladas de lixo. O produto gerado por essa biomassa abastece 800 mil pessoas e reduz em 20% as emissões na cidade.

Fonte: Planeta Sustentável

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Fim das sacolas plásticas nos supermercados também em SP

postado por Jhulie| maio 6th, 2011 |Comentários 0 comentários

Depois de uma experiência piloto nas cidades de Jundiaí e Monte Mor, o banimento da entrega gratuita das sacolinhas plásticas se estenderá para todo o Estado.

É o que promete um acordo de cooperação que será assinado na semana que vem entre a Secretaria de Estado e Meio Ambiente e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). De acordo com esse protocolo, até o final do ano os supermercados representados pela Apas – que representa 80% dos supermercadistas paulistas – deixarão de entregar as atuais sacolas, que são derivadas de petróleo, ao consumidor.

“A proposta é o consumidor criar o hábito de levar a sua embalagem ao supermercado. Com a mudança de comportamento será possível acabar com o uso da sacola descartável e incluir as retornáveis (de pano, lona), carrinhos de feira, caixa de papelão”, explica Orlando Morando, vicepresidente da Apas. A idéia é induzir o cidadão a ir às compras com sacola retornável (como as de feira), ecobags (reutilizável e feita em material renovável), carrinho de feira, caixa de madeira ou mochila. Se for assim, o custo será zero. A outra opção será reutilizar caixas de papelão cedidas pelo supermercado.

Mas se preferir a sacola descartável, o consumidor terá de pagar pelo uso da embalagem ecologicamente correta – como a biodegradável, feita de amido de milho, já disponível nos supermercados de Jundiaí. Também serão oferecidas para venda caixas de papelão novas para montagem. “A ideia não é vender sacolinha, mas incentivar o consumidor a utilizar as retornáveis. O supermercado não terá margem de lucro porque repassará o mesmo valor cobrado pelo fabricante da embalagem”, frisa o vice-presidente da Apas.

A experiência de Jundiaí

Desde agosto do ano passado, Jundiaí – uma cidade de 370 mil habitantes – começou a pôr em prática a ação que se espalha pelo Brasil e pelo mundo: o fim das sacolas plásticas dos mercados, tirando de circulação o produto derivado do petróleo e que leva mais de um século para se decompor. Em seu lugar, está sendo comercializada uma sacola biodegradável (em 180 dias), feita de amido de milho a R$ 0,19.
Oito meses depois, a Prefeitura de Jundiaí calcula ter reduzido em 95% a distribuição das sacolas. A maioria dos moradores de Jundiaí optou por levar sacolas retornáveis e carrinhos de feira e poucos desembolsaram pela embalagem biodegradável. A substituição de embalagem teve adesão de 95% dos supermercados de Jundiaí e recebeu a aprovação de 75% da população, informa a Apas. A prática foi adotada, também, na cidade de Monte Mor.

*Com informação do Diário Oficial

Fonte: Página Sustentável

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A Polêmica das Sacolas Plásticas

postado por Gabriel| abril 20th, 2011 |Comentários 1 comentário

A cidade de Belo Horizonte baniu a utilização de sacolas plásticas derivadas de petróleo no comércio através da Lei 9.529/2008, a medida causou polêmica e muita discussão a respeito da utilização de sacolas plásticas. A aposentada Geraldina Soares, de 80 anos, escolhia uma sacola retornável para compras. “Vou fazer minha parte, mas não acho que as sacolinhas de plástico sejam as vilãs do meio ambiente. E as garrafas PETs e embalagens de isopor?”, questionou. Já a advogada Juliana Schmid, de 30, foi a favor da lei “Concordo com a mudança. As pessoas só criam consciência quando há uma lei” disse.

Segundo a Agência Ambiental da Inglaterra, as sacolinhas plásticas de supermercado causam um menor impacto ambiental do que outros modelos, quando a comparação leva em conta o uso da sacola uma única vez. Porém, deve-se levar em conta que o estudo foi realizado na Inglaterra, onde a matriz energética é principalmente de fontes não renováveis, ao contrário do Brasil. Também, que a idéia dos demais materiais é a sua reutilização e não apenas utilizado em uma única compra.

A questão legal a respeito das sacolas plásticas deve ser discutida, mas o certo é que temos reavaliar nosso comportamento na hora da compra independentemente de leis. Utilizar os conceito dos 4 R´s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Repensar) para evitar aqueles excessos de sacolas plásticas recebidos a cada compra feita, até em produtos o qual você pode carregar na mão mesmo.

A utilização de sacolas retornáveis é uma questão de costume, mas dificilmente estaremos a carregando em todas as compras. Por isso, devemos analisar bem se há necessidade de aceitar uma sacola plástica, que após isso será destinada ao lixo em pouco tempo sem um grande reaproveitamento.

Com informações do Jornal Estado de Minas e do Jornal do Comércio.

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Brasil bate recorde de participação na Hora do Planeta

postado por Gabriel| março 28th, 2011 |Comentários 0 comentários

A Hora do Planeta aconteceu no último sábado (26) e durante uma hora monumentos e casas em todo o mundo mantiveram suas luzes apagadas. No Brasil os destaques ficaram por conta de importantes pontos turísticos, como o Cristo Redentor, no Rio, e a Ponte Octávio Frias de Oliveira, em São Paulo.

Cristo Redentor foi um dos monumentos ao redor do planeta que tiveram as luzes desligadas. Foto: AP

O evento começou a ocorrer em 2007, na Austrália, e desde então tem conquistado cada vez mais participantes espalhados pelos mais diversos locais do mundo. Em 2011, a ONG ambiental WWF, que organiza a mobilização, conseguiu o apoio de 3.800 cidades, em 134 países, que mantiveram apagadas as luzes de diversos monumentos, entre as 20h30 e 21h30.

A Hora do Planeta acontece para mostrar, mobilizar e conscientizar as pessoas da importância da luta contra as mudanças climáticas. Quanto maior o número de participantes, maior é também a demonstração de que o mundo está preocupado com os impactos das ações humanas na natureza.

As grandes cidades brasileiras apoiaram o evento e mantiveram as luzes de lugares como o a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto, em Brasília, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio, a Ponte Estaiada, o Obelisco e o Teatro Municipal, em São Paulo, apagadas.

A ação foi repetida em casas, empresas e até mesmo em reuniões religiosas espalhadas por 127 municípios brasileiros que se comprometeram em apoiar a ideia e colaboraram para que o país batesse o recorde de participantes.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, juntamente com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, desligou as luzes da capital carioca e participou de uma homenagem feita às vítimas das enchentes no estado do Rio de Janeiro.

“Hoje, o Brasil está se juntando a mais de cem países no mundo para mostrar a necessidade de cuidar do planeta. A proteção do meio ambiente é vida e o povo brasileiro pode modificar a realidade atual de degradação. Depende de vocês e de todos nós”, declarou a ministra durante a sua participação no evento.

“A participação de pessoas, organizações e governos na Hora do Planeta é um gesto concreto em direção à sustentabilidade. Significa que todos estão preocupados e atentos ao aquecimento global e que queremos fazer a nossa parte pelo direito de nossos filhos e netos herdarem um planeta habitável”, finalizou a secretária geral da rede WWF-Brasil, Denise Hamú.

Fonte: Ciclo Vivo

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Solução para problemas do trânsito está no transporte coletivo

postado por Gabriel| março 24th, 2011 |Comentários 0 comentários

É difícil imaginar que a quantidade de acidentes de trânsito, de atropelamentos, de mortes, de pessoas feridas, de dor e de sofrimento irá diminuir somente com campanhas de conscientização. Também é difícil acreditar que os prejuízos econômicos e sociais que as intermináveis filas de automóveis em congestionamentos causam irão acabar somente pedindo-se que as pessoas deixem seus veículos em casa.

O fato é que, com o crescimento que a frota de veículos nas vias vem tendo, é inevitável que ocorram mais engarrafamentos e, assim, também é inevitável que o estresse dos motoristas aumente, gerando um comportamento mais agressivo. O que tem de ser feito, então, é reduzir o número de veículos nas vias. Há um problema, porém: como fazer isso em um país em que a economia está aquecida e em que as pessoas estão tendo cada vez mais facilidades para comprar um carro? A resposta dada por quem estuda o tema é quase unânime: investir em transporte coletivo.

Para o professor do Departamento de Engenharia de Produção e Transportes da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Luis Antonio Lindau, há muito o que ser feito na área.

“Precisamos melhorar bastante o transporte coletivo. Muito, muitíssimo”, enfatiza. Lindau não vê a realização de grandes obras viárias como uma solução para o problema. “Não tem como resolver fazendo isso. Se hoje dispuséssemos de uma fortuna para investir em obras, isso não resolveria o problema, pois ele cresce de uma forma muito maior que nossa capacidade de fazer obras”, destaca.

O especialista enfatiza que a criação de corredores exclusivos para os ônibus e de uma rede de transporte coletivo de alta eficiência são caminhos para se resolver o imbróglio. “Precisamos de uma solução de maior intensidade. Vamos concentrar no transporte coletivo”, diz.

Para Lindau, a criação de vias de uso único dos ônibus, com veículos modernos e confortáveis, faria, ao contrário do que se pode pensar, com que o custo das passagens diminuísse. “A tarifa de ônibus aumenta porque o próprio carro a faz aumentar. Na medida em que as vias estão mais congestionadas, é preciso mais ônibus para prover o mesmo serviço, pois o ônibus vai e não consegue voltar no tempo certo. Temos é que tirar o ônibus de qualquer congestionamento. Precisamos ter faixas só para ônibus, que, aliás são dez vezes mais eficientes para levar pessoas do que uma faixa de carro”, observa.

Se é sabido que o investimento em redes de transporte coletivo é o que traz mais retorno para a melhoria do trânsito nas grandes cidades, porque, então, isso não é feito? Para o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Marcos Bicalho, a resposta é simples. “Falta vontade política dos gestores.

Recursos existem e são gastos em outras coisas. Talvez porque as classes dirigentes não usem o transporte coletivo. É inegável que a indústria automobilística é uma cadeia produtiva enorme e que tem interesses enormes. Ninguém quer que essa corrente se rompa. Ninguém quer ver uma crise em um setor importante como esse”, afirma.

Bicalho defende os corredores para ônibus como a melhor alternativa, porém destaca a dificuldade para que isso seja realizado em grande escala. “Acho que os corredores são o ovo de Colombo. Mas eles são o conflito. É você tirar o espaço dos carros para dar espaço aos ônibus, uma decisão extremamente difícil e politicamente radical. Mais radical do que fazer metrô, porque no metrô você trabalha em um espaço novo. O corredor não, ele é uma ação revolucionária, subversiva em relação à ordem vigente”, argumenta.

Medidas de restrição ao uso do carro terão de ser tomadas

Outro ponto em que os estudiosos convergem diz respeito a medidas de restrição ao uso do automóvel. Para ambos, cada um apontando um modo diverso, elas precisam ser tomadas. “Uma coisa é ter o carro, a posse dele. Outra questão é como adequar isso ao limitado espaço urbano. Não conseguimos crescer o volume viário na forma como cresce a frota, então precisamos restringir o uso”, ressalta Lindau.

Para o professor da Ufrgs, os motoristas deveriam pagar uma tarifa pelo uso da via em horários de pico. “Isso faz com que pessoas que não precisam estar usando-a naquele momento repensem os seus deslocamentos. Isso existe em vários lugares: em Londres, em Estocolmo”, exemplifica.

Bicalho acredita que ações nesse sentido devem ser realizadas antes de os carros chegarem às ruas. “As restrições ao uso do automóvel devem ser econômicas. Tem uma colocação de um ex-secretário de São Paulo que é muito atual. Quando uma prefeitura vai fazer um corredor de ônibus ela é obrigada a realizar um estudo de impacto ambiental e a fazer medidas compensatórias dos impactos da obra, o que é correto. Só que isso torna o metrô e os corredores mais caros. Quando a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) aumenta a produção de veículos, ninguém exige que ela faça um estudo de impacto ambiental, e isso tem de ser feito. Essa produção tem um impacto enorme, e as companhias não pagam nada por isso”, enfatiza.

A produção de veículos em 2010 no Brasil foi recorde, alcançando 3,64 milhões de unidades, o que representa uma expansão de 14% sobre os 3,18 milhões de veículos produzidos no ano anterior.

Criação de mais ciclovias é alternativa sustentável

Em maio de 2008 a prefeitura de Porto Alegre apresentou o Plano Diretor Cicloviário Integrado com a promessa de que os 17,6 quilômetros de ciclovias considerados prioritários estariam prontos já no ano seguinte. A lei criando o plano foi sancionada pelo então prefeito José Fogaça no dia 15 de julho de 2009. Até agora, apenas oito quilômetros de vias exclusivas estão prontas na Capital: 4,8 quilômetros no bairro Restinga, dois na avenida Diário de Notícias e 1,2 em Ipanema.

Para uma cidade que se vangloria em ser uma das mais avançadas do País, a existência de somente oito quilômetros de ciclovias, enquanto no Rio de Janeiro existem 160, chega a ser vergonhoso. “Hoje as cidades desenvolvidas estão todas voltadas para isso. Dizemo-nos uma cidade avançada, mas não temos nenhuma medida na área de transportes que evidencie isso”, afirma o professor Lindau.

Quem se utiliza da bicicleta na Capital relata que as pistas existentes não se ligam a outros trechos da cidade, impossibilitando a mobilidade completa. O cozinheiro Mercelo Kalil, participante do grupo Massa Crítica – que ficou mais conhecido após um motorista ter atropelado vários de seus integrantes no dia 25 de fevereiro – acredita que existem possibilidades mais baratas para eles. “Há ruas com estacionamentos dos dois lados. Se em um desses lados fossem criadas faixas preferenciais para os que andam de bicicleta, ficaria mais seguro”, explica.

Segundo Kalil, além de um local apropriado, está faltando respeito dos condutores. “A maioria dos motoristas respeita, mas 10% não, o que é bastante. O que falta é educação e respeitar o limite de afastamento de um metro e meio de distância”, avalia. Ele também relata que muitos condutores aceleram perto dos ciclistas, querendo intimidá-los. “Ainda existem pessoas que acham que quem utiliza bicicletas deve andar nas calçadas. Deveria ser feita uma fiscalização maior em torno disso”, complementa.

Metrô ou corredores exclusivos para ônibus?

Capitais como Curitiba e Porto Alegre estão brigando para garantir verbas federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, que destinará R$ 18 bilhões para 24 grandes cidades do País. As duas metrópoles querem aproveitar a oportunidade para construírem seus metrôs.

Lindau acredita que os valores poderiam ser investidos de um melhor modo. “Seria preciso perguntar ao governo federal se vale a pena fazer alguns quilômetros de metrô ou centenas de quilômetros de redes de ônibus de alta capacidade”, desafia.

O superintendente da ANTP acredita que os dois sistemas se complementam. “Tem espaço para metrô e para corredor de ônibus. Nenhuma solução é por si só ideal. O metrô tem de se integrar com os ônibus. Se não se integrar, ele está meio morto”, observa.

Tanto Lindau quanto Bicalho preveem um futuro nebuloso nas vias das metrópoles brasileiras se nenhuma medida drástica for tomada. Entretanto, os dois acreditam que ainda há tempo para se fazer algo. “Nem tudo está perdido. O que está perdido é o modelo atual. O espaço viário, se for racionalizado, é ótimo”, diz o professor da Ufrgs.

Para Bicalho, o agravamento da situação é o maior aliado para que ações comecem a ser realizadas. “A discussão do transporte é como a questão ambiental. A crise é a aliada. A única esperança é que essa crise se agrave a tal ponto em que sejamos obrigados a tomar decisões antes de ser tarde demais”, conclui

Fonte: Jornal do Comércio

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