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Produção de energia eólica no Brasil vai crescer sete vezes até 2014, prevê a EPE

postado por Jhulie| setembro 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

A energia eólica entrou definitivamente na matriz energética brasileira e deve crescer sete  vezes em volume nos próximos  três anos, saindo dos atuais 1.114  megawatts (MW) para 7.098 MW  em 2014. A informação foi divulgada pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE),  Maurício Tolmasquim, na semana passada. “O mundo todo está  olhando para a questão da energia  eólica no Brasil. Nós já temos um  gigawatt (GW) instalado e vamos  multiplicar por sete, que já estão  contratados (em leilões) até 2014. É  um crescimento bastante expressivo”, disse Tolmasquim.

 Atualmente, quatro grupos dividem o mercado, mas a previsão  é que mais seis indústrias se instalem e comecem a produzir equipamentos até 2014. Ainda assim, segundo Tolmasquim, o Brasil ocupa  apenas o 21º lugar no ranking dos  países produtores de energia eólica, que tem a China em primeiro,  seguida pelos Estados Unidos, a  Alemanha e Espanha.                              

 Para o secretário de Planejamento Energético do Ministério de  Minas e Energia, Altino Ventura,  o sucesso da energia dos ventos explica-se por vários fatores. “A  tecnologia evoluiu. As torres hoje  são muito mais elevadas, saindo  de 50 metros de altura no passado para até 120 metros de altura  atualmente. A capacidade unitária  dos geradores também aumentou  e provocou uma redução de custos. A economia de escala, pelo  fato de haver demanda para a  energia eólica, também favoreceu  essa competitividade.”

 Para o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica  (Abeeólica), Ricardo Simões, o  desenvolvimento do setor vai gerar um grande volume de investimentos nos próximos anos. Atualmente o País conta com 57 parques  eólicos em produção e tem 30 em  construção.

 “Isto significa um investimento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, e o setor eólico deve chegar  em 2014 faturando mais de R$ 3  bilhões por ano. Estamos em um  processo de consolidação dessa  indústria, com aumento de escala  e ganho de competitividade. É um  ciclo virtuoso, de uma energia limpa, renovável e sem emissão de  gás do efeito estufa”, disse Simões.

Fonte: Jornal do Comércio, 08/09/2011.

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Gasolina terá menos álcool

postado por Eduardo Baltar| agosto 30th, 2011 |Comentários 0 comentários

Visando equilibrar a oferta de álcool no país, o Governo determinou que a partir de outubro, o percentual de álcool na gasolina. esse percentual passará de 25% a 20%. A medida visa evitar desabastecimento do alcool no mercado nacional.

Além de ter a possibilidade de impactar preços dos combustíveis, essa ação impacta as emissões de CO2 no país.

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Estado do RS disputa dois leilões com 1,5 mil MW

postado por Jhulie| agosto 17th, 2011 |Comentários 0 comentários

Capacidade de empreendimentos gaúchos tem volume correspondente a 40% da atual demanda média estadual

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza hoje e amanhã dois leilões de energia: os 02/2011 (A-3) e 03/2011 (Reserva), respectivamente. Os certames serão operacionalizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 321 empreendimentos a participar das disputas, o que significa capacidade instalada total prevista de 14.083 MW. Desse total, 1.501 MW são oriundos de projetos a serem construídos no Rio Grande do Sul.

Participarão das concorrências empreendimentos hidrelétricos, eólicos e de termelétricas a gás natural e biomassa (queima de material orgânico). Quanto aos projetos gaúchos, foram habilitados 57 eólicos, somando 1.456 MW, e duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 45 MW. Esse volume de energia corresponde a aproximadamente 40% da demanda média do Estado.

O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Ricardo Pigatto, adianta que a expectativa é de que os leilões concretizem a venda de 4 mil a 5 mil MW de potência. Para o dirigente, as eólicas deverão ser o destaque, confirmando o maior montante negociado. No entanto, Pigatto teme que os baixos valores estipulados como tetos inviabilizem uma maior comercialização. Já sobre as PCHs, o receio ainda é maior. “Será uma surpresa se as PCHs conseguirem vender energia”, afirma.

Para o leilão 002/2011 (A-3), o preço inicial para os produtos Disponibilidade (fontes eólicas e termelétricas a biomassa ou a gás natural) e Quantidade (fontes hidrelétricas) será de R$ 139,00 por MWh. O preço de referência da hidrelétrica Jirau-Ampliação será de R$ 102,00/MWh. O preço de referência das PCHs será de R$ 139,00/MWh. Já o preço inicial da energia do leilão 003/2011 (Reserva) será de R$ 146,00/MWh.

Os empreendimentos que venderem energia nos leilões,  ofertando os menores preços, terão que iniciar as atividades até  meados de 2014. No caso do leilão  Reserva, a energia contratada só  será usada em situações de eventuais problemas de oferta para o sistema nacional.

O Rio Grande do Sul poderia disputar os leilões com o dobro da energia habilitada. Isso porque, em maio, havia sido cadastrado para participar da concorrência o projeto de 1.467 MW do grupo Bolognesi, que será construído no município de Rio Grande. A iniciativa prevê a implementação de uma termelétrica e de um terminal de Gás Natural Liquefeito, totalizando um investimento de cerca de R$ 2,2 bilhões.

Pigatto explica que a falta da licença ambiental de instalação e a indeterminação do local onde será instalado o píer de atracação dos navios de gás que abastecerão o terminal não permitiu que os fornecedores do gás estipulassem pontos do contrato como, por exemplo, os seguros. “Esse é um projeto estruturante para o Estado e o governo gaúcho precisa dar uma atenção especial para que ele continue competitivo e dispute o próximo leilão no final do ano”, defende o dirigente.

Fonte: Jornal do Comércio

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OMI aprova regulamentação para emissões de navios

postado por Jhulie| julho 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Depois de anos se esquivando de qualquer medida de mitigação climática, os países que formam a Organização Marítima Internacional aceitaram novas normas que visam limitar a liberação de gases do efeito estufa

Mesmo com a navegação respondendo por até 4% das emissões mundiais, o setor marítimo sempre foi contrário a leis que afetassem sua produtividade e empresas da área estão costumeiramente entre as que mais criticam políticas como o Esquema de Comércio de Emissões Europeu (EU ETS).

Agora, parece que finalmente a Organização Marítima Internacional (OMI) resolveu ceder um pouco e aprovou na última sexta-feira (15), em Londres, uma série de metas de eficiência energética que prometem evitar as emissões anuais de 50 milhões de toneladas de gases do efeito estufa a partir de 2020.

O Energy Efficiency Design Index (EEDI) obriga que os navios acima de 400 toneladas produzidos a partir de 2013 deverão apresentar uma eficiência energética 10% maior do que os atuais. Essa porcentagem passará para 20% entre 2020-2024 e para 30% depois de 2024.

“Apesar de não ter sido atingido o consenso, adotamos medidas obrigatórias para a eficiência dos navios. Esperamos que todos os países membros sigam as novas normas e assim o objetivo de ajudar o meio ambiente seja alcançado”, declarou Efthimios E. Mitropoulos, Secretário-Geral da OMI.

As nações emergentes, lideradas pela China, Brasil, Arábia Saudita e África do Sul, não irão adotar a medida imediatamente, pois argumentaram que precisam de tempo para conseguir desenvolver novas tecnologias. Assim, para esses países, as metas só começarão a valer a partir de 2019.

Esse precedente cria uma situação perigosa, já que um estaleiro na União Europeia, por exemplo, poderá alegar a mesma condição e pedir mais tempo para se adequar. Além disso, se uma empresa multinacional construir navios a pedido das nações em desenvolvimento, ainda está incerto se deve cumprir ou não as normas.

Outra crítica diz respeito aos navios atuais, que ficaram de fora do esquema. Como embarcações, de maneira geral, possuem uma longa vida útil, o formato das metas não devem apresentar impactos significativos na próxima década.

“Adotar o EEDI foi um acerto, mas o grande prazo dado enfraquece os efeitos da decisão. Se a OMI não mostrar ações mais rápidas em navios que estejam em funcionamento, muito provavelmente a União Européia irá forçar alguma obrigação para o setor”, afirmou Bill Hemmings, diretor da ONG Transport & Environment.

Se o mesmo padrão de eficiência energética fosse aplicado para as mais de 30 mil embarcações navegando atualmente, cerca de US$ 50 bilhões seriam poupados anualmente em combustível e 220 milhões de toneladas de CO2 deixariam de ser emitidas.

Da forma que está proposto, o plano da OMI não deve agradar a União Européia, que já afirmou mais de uma vez que depois que as companhias áreas ingressarem no EU ETS em 2012, será a vez das marítimas.

“Apesar do anúncio da OMI ser bem vindo, isso não significa que o setor marítimo deixará de fazer parte do EU ETS. Na realidade, participar do mercado é apenas uma das opções, ainda estamos avaliando qual é a melhor forma de lidar com as emissões dos navios”, explicou um porta-voz da Comissão Européia.

Autor: Fabiano Ávila   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

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2012: Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

postado por Jhulie| julho 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

Mais de 1,4 bilhão de pessoas, em todo o mundo, não têm acesso à eletricidade e, por isso, possuem péssimas condições de vida. Para tentar mudar essa realidade, a ONU proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

 Dados da Rede de Conhecimento ONU-Energia* apontam que, atualmente, mais de 1,4 bilhão de pessoas de todo o mundo não possuem acesso à eletricidade e cerca de um bilhão tem acesso intermitente, ou seja, não contínuo, o que acarreta em problemas de saúde, déficit educacional, destruição ambiental e, até mesmo, atraso econômico. 

Para chamar a atenção da população mundial para este problema e, assim, fomentar ações que possam ajudar a mudar essa realidade, a ONU – Organização das Nações Unidas proclamou que 2012 será o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

O anúncio faz parte de uma iniciativa maior – também batizada de Energia Sustentável para Todos (Sustainable Energy for All*, em inglês) –, comandada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que até o ano de 2030 pretende alcançar três grandes objetivos. São eles:

– assegurar que todos tenham acesso a serviços modernos de energia;

– reduzir em 40% a intensidade energética global e

– aumentar em 30% o uso de energias renováveis em todo o mundo. 

Para isso, a iniciativa espera receber apoio dos governos, empresas do setor privado, ONGs e da própria sociedade civil, que pode acessar o site do Sustainable Energy for All e participar ou, mesmo, propor ações que garantam a universalização da energia sustentável. Faça parte desse movimento! 

No portal do projeto ainda é possível conferir o calendário de eventos  que a ONU está preparando para a celebração do Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

Sustainable Energy for All
* Rede de Conhecimento ONU-Energia

Fonte: Planeta Sustentável – Débora Spitzcovsky

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As lixeiras do mundo desenvolvido

postado por Jhulie| julho 4th, 2011 |Comentários 0 comentários

Parte das 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico produzida no mundo até o final do ano vai chegar ao Brasil, à China e a outros 20 países em desenvolvimento. Isso significa que o celular e o computador pessoal que os americanos jogam fora são “exportados” em forma de e-lixo

 Até o final de 2011, o mundo vai produzir 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico. É o equivalente a todo o detrito gerado por uma metrópole como São Paulo ao longo de oito anos. Apesar do volume, ninguém sabe o que fazer com computadores, TVs e celulares usados. Uma pequena parcela é reciclada por empresas interessadas em explorar metais usados na fabricação de componentes. A maior parte, no entanto, não recebe nenhum tipo de tratamento. O e-lixo gerado em países ricos é incinerado, despejado em aterros sanitários ou exportado ilegalmente para lugares como China, Índia e Brasil.

CORRIDA AO OURO
Quanto há de metais preciosos nos aparelhos eletrônicos (1)

Notebook
500 g de cobre
1 g de prata
220 mg de ouro
80 mg de paládio 

Celular
9 g de cobre
250 mg de prata
24 mg de ouro
9 mg de paládio

SEGUNDA VIDA
Japão e europa são as regiões que mais reciclam o lixo eletrônico no mundo (2)
84% – Japão
40% – Europa
14% – Estados Unidos
10% – Austrália
7,6% – Canadá
6% – China
4% – Índia

50 milhões de toneladas é a quantidade de lixo eletrônico gerada no mundo ao ano. Só na União Europeia são cerca de 9 milhões de toneladas (3)
21 bilhões de dólares é o potencial de receita do mercado global de recuperação do lixo eletrônico até 2020, segundo a consultoria GBI Research
80% do lixo eletrônico enviado para reciclagem nos Estados Unidos é exportado (4)
14% das 3,1 milhões de toneladas de lixo eletrônico produzidas nos Estados Unidos em 2008 foram para reciclagem. As outras 86% acabaram em aterros sanitários, foram incineradas ou exportadas para outros países (5)

Fontes: (1) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, em inglês) (2) GBI Research (3) UNEP (4) Basel Action Network (5) Environmental Protection Agency

O QUE FAZER COM O LIXO ELETRÔNICO?
A pior opção é jogar o celular ou o monitor no lixo de casa. veja aqui cinco dicas de como se livrar de aparelhos usados sem poluir o meio ambiente.

Doação
Aquele velho smartphone pode parecer pré-histórico para você, mas existem milhares de pessoas que fariam um bom uso dele. Algumas ONGs retiram os aparelhos em casa. 

Nova função
Comprou um iPod novo e não sabe o que fazer com aquele tijolo que ficou guardado na gaveta? Uma boa opção é transformá-lo num disco rígido portátil. 

Reciclagem
Já existem algumas empresas cujo negócio é reaproveitar de forma adequada o material usado na fabricação de computadores e outros equipamentos. 

Logística reversa
Empresas como HP, Vivo e Philips contam com um setor responsável por coletar produtos usados de suas marcas e dar um fim adequado a eles. 

Não compre
Ok, é difícil. Mas tente resistir ao impulso de comprar o último lançamento sempre. Ao usar seu computador, smartphone ou notebook por mais tempo você vai economizar e ajudar a produzir menos lixo eletrônico.

Fontes: Organização das Nações Unidas (ONU), Greenpeace, Silicon Valley Toxics Coalition, Solving The E-Waste Problem, All Voices, Interpol e Basel Action Network

Fonte Principal da Matéria: Planeta Sustentável

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Onde foi parar a tal da mudança climática?

postado por Jhulie| junho 2nd, 2011 |Comentários 0 comentários

Para quem acompanha o assunto, 2011 vem sendo incomum, pouco se falou em mudanças climáticas. E isso, no rasto do encontro de Cancún – considerado um sucesso relativo, após o fracasso de Copenhague, mesmo tendo deixado em aberto questões essenciais. E até agora, não faltaram enchentes e eventos meteorológicos extremos ao redor do mundo que diferentemente dos anos anteriores, não levaram a discussão de volta às manchetes.

Tudo bem, no Brasil, o assunto do ano no meio ambiente – de mérito inquestionável – tem sido a reforma do Código Florestal. Mas onde estão os discursos de líderes mundiais prometendo mudanças para proteger o planeta das mudanças climáticas?

Alguns até disseram que iriam investir pesado em energias renováveis, entre eles a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O motivo? Bem, o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, assustou países que dependem em grande parte da energia nuclear.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu uma longa entrevista à BBC. Quase meia hora sobre quase todos os assuntos. Quase, porque não disse sequer uma vez as palavras: “mudança climática” ou mesmo “aquecimento global”.

Enquanto isso, os chamados “céticos” continuam a expressar as suas opiniões – raramente baseadas em ciência robusta, mas ocupando o espaço que a imprensa lhes dá. Apesar do barulho que fazem, pouca coisa mudou no consenso da comunidade científica em torno do assunto, como mostrou um estudo australiano nesta semana (uma das poucas vezes em que mudança climática foi manchete neste ano).

Por onde anda a opinião pública? Essa é a pergunta que me faço. Considerando que pesos-pesados da política, que costumam pagar pequenas fortunas para saber o que os seus eleitores pensam, não têm tocado no assunto – Obama falou no máximo em política energética -, seria errado supor que o assunto ficou impopular?

Na semana que vem, representantes dos países que participam da convenção da ONU sobre mudança climática (UNFCCC) voltam a se reunir em Bonn para diminuir as distâncias entre as posições dos 192 países. Afinal, em dezembro, um novo encontro sobre o clima, dessa vez na África do Sul, deveria alinhavar um acordo global.

Alguém ainda se importa?

 

Fonte:  BBC Brasil, por Eric Camara.

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Código Florestal que favorece o desmatamento é aprovado pela Câmara

postado por Gabriel| maio 25th, 2011 |Comentários 0 comentários

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o novo código florestal brasileiro, que favorece o desmatamento no País. A nova legislação dispensa que propriedades de até quatro módulos fiscais (medida que varia de 20 a 400 hectares) recomponham a área de reserva legal desmatada. Enquanto o código atual exige reserva legal mínima em todas as propriedades, variando de 80% na Amazônia a 35% no Cerrado e 20% nas outras regiões.

Para esses casos, não haverá obrigatoriedade de percentual mínimo de preservação, valendo a manutenção da área de vegetação nativa existente em julho de 2008. Também fica autorizada a recomposição em áreas fora da propriedade, desde que no mesmo bioma. A redação aprovada consolida plantações em encostas e topos de morros, definidas como APP, entre elas café, maçã, uva e fumo. A medida não permite, no entanto, novos desmatamentos nessas áreas.

Outra emenda bastante polêmica no novo código é a 164 — de autoria do deputado Paulo Piau (PMDB-MG)—, que dá aos estados e ao Distrito Federal, tirando a exclusividade da União, o poder de definir os critérios de utilidade pública, baixo impacto ou interesse social para a regularização, além de liberar plantações e pastos feitos em APP até julho de 2008.

O texto com a proposta do novo código florestal será encaminhada para votação no senado e ainda pode sofrer algumas alterações. Se o projeto for aprovado pelo senado, a presidenta Dilma Rousseff ainda poderá vetá-lo. Segundo declaração do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a posição da presidenta era contrária ao novo código, pois significa anistia aos desmatadores. O governo também quer que as possíveis liberações de desmatamento em Áreas de Preservação Permanente sejam regulamentadas por decreto presidencial.

Com informações de: AGÊNCIA BRASIL

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Sabesp chama fornecedores para medir impacto ambiental e emissão de gases

postado por Jhulie| maio 18th, 2011 |Comentários 0 comentários

A empresa de saneamento básico controlada pelo governo do estado de São Paulo, Sabesp, iniciou um processo para capacitar seus fornecedores para avaliar as emissões de gases do efeito estufa, a empresa informou em comunicado.

Sabesp convidou especialistas para falar com sua cadeia de fornecedores para capacitar-los a aderir ao Carbon Disclosure Project Supply Chain (CDP).

Segundo a assessoria de imprensa, a Sabesp é a primeira companhia de saneamento do país a participar do CDP e incluir incentivo a sua cadeia de suprimentos.

A avaliação dos impactos ambientais ao longo da cadeia de fornecedores é uma tendência observada em vários setores da economia do Brasil, desde o setor de varejo como Walmart a empresas de do setor construção como a Even.

Entre os objetivos do workshop é o de contribuir para ampliar a compreensão dos riscos das mudanças climáticas de uma parte significativa do negócio Sabesp (cadeia de fornecimento).

Agora, a Sabesp quer sensibilizar os fornecedores a tomar o mesmo caminho, Entre as vantagens, a metodologia abre espaço para a fixação de metas de redução da emissão, assim como serve para identificar novas oportunidades de negócios menos poluentes.

Fonte: Revista Sustentabilidade

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ONU Pede Redução de Emissões e Critica Estados Unidos

postado por Jhulie| maio 13th, 2011 |Comentários 0 comentários

UNFCCC quer acelerar as negociações climáticas e afirma que a declaração dos EUA de que não haverá acordo na próxima Conferência do Clima é um freio de mão nos esforços mundiais para mitigar as consequências do aquecimento global

 

Restam pouco mais de seis meses para a Conferência do Clima (COP 17), na África do Sul, e para a presidente da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, este é o momento dos países concentrarem esforços para acelerar as negociações climáticas.

Segundo a costa-riquenha, que está em visita aos Estados Unidos, é preciso fortalecer as condições internacionais que permitem políticas de redução de emissões e que estabelecem as plataformas para que os países trabalhem em conjunto para o bem comum.

“Isto significa confrontar a questão do futuro do Protocolo de Quioto, o único acordo atual que contém compromissos assumidos pelas nações industrializadas”, afirmou Christiana.

Sob Quioto, os países ricos signatários possuem metas obrigatórias e devem reduzir suas emissões ou comprar créditos de carbono pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para compensá-las. O primeiro período do Protocolo termina em 2012 e é preciso decidir se haverá uma segunda fase.

“O que os governos devem encarar é que já existe a possibilidade de que ocorra um intervalo entre o fim do Protocolo de Quioto e o início de um novo acordo. Quanto mais tempo levarem para decidir sobre esse assunto, maior será o intervalo. Acredito que ninguém quer isso”, declarou.

Uma lacuna muito longa sem Quioto poderia acabar com ferramentas como os mercados de carbono e o próprio MDL. 

Além do futuro do Protocolo, a presidente do UNFCCC também salientou que é necessário acelerar a criação de novas instituições climáticas, que sejam responsáveis pelo financiamento e transferência de tecnologias para mitigação e adaptação ao aquecimento global.

Falando diretamente sobre a declaração do enviado norte-americano para mudanças climáticas Todd Stern, que disse no final de abril que um acordo na COP 17 é praticamente impossível, Figueres classificou a postura dos Estados Unidos como um “sério freio de mão” nos esforços mundiais de combate às mudanças climáticas.

Para a presidente da UNFCCC, existe uma grande dissonância entre a incapacidade política de Washington com o potencial do país para liderar o mundo rumo a um futuro de energias limpas e menos dependente dos combustíveis fósseis.

Porém, Christiana ainda acredita que os Estados Unidos irão, eventualmente, se unir ao resto do mundo industrializado e adotar reduções obrigatórias nas emissões de gases do efeito estufa.

“A expectativa é que os EUA assumam sua responsabilidade histórica como o maior emissor de todos os tempos”, concluiu.

 Escolhas

Um relatório divulgado nesta quinta-feira (12) pode ajudar nessa mudança da postura dos norte-americanos. Produzido pelo National Research Council, um braço da respeitada National Academy of Sciences, o “America’s Climate Choices” (algo como “Escolhas Climáticas da América”) afirma que o aquecimento global é real e que seus efeitos já podem ser sentidos.

O estudo recomenda que uma política nacional para limitar as emissões deve ser adotada o mais rápido possível e que colocar um preço no carbono deve ser parte integrante de qualquer iniciativa que venha a ser criada.

“Os riscos associados em continuar com uma postura passiva são muito maiores do que os envolvidos em partir para a ação. Isto porque qualquer política pode ser revertida posteriormente, mas as consequências das mudanças climáticas não”, afirma o documento.

O “America’s Climate Choices” foi encomendado pelo Congresso há alguns anos e seu objetivo é oferecer conselhos de como os Estados Unidos devem reagir aos efeitos potenciais do aquecimento global.

 Autor: Fabiano Ávila   –   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

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