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Dois projetos de créditos de carbono da Enerbio são validados

postado por Eduardo Baltar| agosto 22nd, 2011 |Comentários 0 comentários

Dois projetos de MDL de energias renováveis desenvolvidos pela Enerbio foram validados no mês de agosto. Os projetos Complexo Carreiro II e o Projeto de MDL Santa Carolina foram validados pela Bureau Veritas Certification e estão sendo submetidos para a Comissão Ministerial de Mudança Global do Clima, ainda nesse mês.

Ambos projetos são formados por pequenas centrais hidroelétricas que geram energia limpa ao Sistema Interligado Nacional.

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China estuda limites regionais de emissões

postado por Eduardo Baltar| agosto 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

 A China está pesquisando a implantação de um limite absoluto sobre as emissões de dióxido de carbono em uma série de regiões piloto, anunciou um oficial da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas (NDRC, em inglês) na quinta-feira. “Estamos escolhendo determinadas regiões que têm as condições certas para implantar controles de emissões totais de carbono”, comentou Su, o diretor geral do gabinete de mudanças climáticas do NDRC.

Ele não comentou quais regiões fariam parte do esquema piloto, mas completou que espera os limites regionais seajm o primeiro passo no estabelecimento gradual de um esquema nacional de comércio de emissões. Pequim se comprometeu em reduzir a intensidade de carbono (quantidade de CO2 produzida por unidade de PIB) em 17% ao longo dos próximos cinco anos, usando mecanismos de mercado para alcançar as metas. “Na redução das emissões futuras, mais políticas dependerão de métodos de mercado”, comentou Su. Dezenas de propostas foram feitas, incluindo a transação de cotas de consumo de energia entre cidades e a imposição de limites absolutos sobre as emissões de CO2 de setores altamente consumidores de energia, como aço, geração de energia, e cimento. Su disse que a China também está comprometida em estabelecer mecanismos voluntários de comércio de carbono nos próximos cinco anos.

Porém, o país enfrenta muitas dificuldades devido a falta de infra-estrutura jurídica, padrões e sistemas de monitoramento, assim com especialistas para montar o mercado de emissões, enfatizou Su. “Há um tipo de mal entendido que o comércio de carbono requer apenas a implantação de uma bolsa para as transações, isto é um ponto de vista muito restrito”, disse ele. O país elaborou um plano de baixo carbono para os próximos cinco anos que deve incluir um limite nacional no consumo de energia de 4,1 bilhões de toneladas de carvão. Todavia, Pequim tem negado o estabelecimento de uma meta absoluta nacional sobre os gases do efeito estufa alegando que a prioridade como um país em desenvolvimento ainda é o crescimento econômico, e que os países industrializados devem carregar o peso maior em relação ao corte de emissões. Sob o Protocolo de Quioto, os países em desenvolvimento não são obrigados a fazer cortes absolutos em suas emissões, um principio conhecido como “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”.

Fonte Reuters – Traduzido por Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil

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Fundo de Mudança do Clima vai financiar projetos de transporte público com combustível limpo nas cidades da Copa

postado por Eduardo Baltar| julho 27th, 2011 |Comentários 0 comentários

As cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 terão projetos de mobilidade urbana ambientalmente sustentáveis privilegiados pelo Ministério do Meio Ambiente com financiamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A pasta vai dispor, a partir de agosto, de R$ 200 milhões em empréstimos reembolsáveis para o desenvolvimento de iniciativas na área.

A informação foi dada nesta terça-feira (26) pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do ministério, Eduardo Assad, durante o Seminário de Tecnologias Sustentáveis, no Rio. Segundo ele, a principal meta é iniciar uma renovação no sistema de transporte público feito por ônibus, principalmente na capital fluminense, que também sediará os Jogos Olímpicos de 2016.

“Junto com as prefeituras, promoveremos não a mudança total da frota de ônibus, mas vamos começar a incentivar essa mudança, escolhendo para cada capital o que há de melhor”, explicou.

O secretário disse que o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conta com R$ 230 milhões, dos quais R$ 30 milhões não são reembolsáveis e foram destinados a pesquisas e ao sistema de alerta contra catástrofes naturais. O restante, a partir da aprovação do Banco Central, será oferecido em várias linhas.

Segundo Assad, o fundo vai financiar tecnologias “prontas”, como é o caso dos ônibus movidos a etanol. “É uma tecnologia que a indústria pode entregar e os preços estão bons.” O secretário não descartou a possibilidade do financiamento da tecnologia do ônibus a hidrogênio. “Desde que o preço seja atrativo”, ressaltou.

Ele também incluiu na lista os ônibus híbridos (movidos a diesel e energia elétrica ou a diesel e etanol), que ainda estão sendo testados no país. “Na hora que a tecnologia estiver pronta, temos linha de financiamento, desde que [o projeto] seja economicamente viável”, acrescentou.

Investir em ônibus que utilizem cada vez menos combustíveis oriundos do petróleo é a principal alternativa para reduzir a emissão de gases do efeito estufa nas cidades. Segundo o professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Márcio D’Agosto, o transporte é o maior responsável pelas emissões nas áreas urbanas.

“A principal vantagem é a redução de poluentes ambientais. A pessoa está na Avenida Rio Branco [principal via do centro do Rio] e está respirando aquele ar cheio de partículas. Imagine como fica o pulmão do guarda de trânsito e do gari, que passam o dia inteiro ali. Precisamos de alternativas”, afirmou D’Agosto. O pesquisador coordena testes do primeiro ônibus flex urbano movido a gás e diesel, cuja tecnologia foi desenvolvida pela Bosch e pela MAN Latin America.

Para acessar o dinheiro do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, as prefeituras precisam associar-se às empresas do setor. (Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil)

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Para reduzir suas emissões de CO2, Reino Unido cria o banco de investimentos “verdes”

postado por Gabriel| junho 6th, 2011 |Comentários 0 comentários

Não, não é um pseudo-banco. Nesta semana, o próprio vice-primeiro ministro do Reino Unido, Nick Clegg, se encarregou de anunciar a criação do primeiro Banco de Investimentos Verdes (Green Investment Bank) do país e, muito provavelmente, do mundo.

Parque eólico em Norfolk, no Reino Unido. (Foto: Wikimedia Commons)

Parque eólico em Norfolk, no Reino Unido. (Foto: Wikimedia Commons)

De cara, a instituição surge com £3 bilhões (quase R$8 bilhões) que estarão disponíveis para financiamentos de empreendimentos de infraestrutura com baixa emissão de carbono – especialmente os relacionados a energias renováveis – a partir de abril de 2012. Algumas das áreas na mira do governo serão a energia eólica (em especial os parques eólicos offshore, em alto mar), a destinação e o tratamento correto de resíduos e a eficiência energética.

Este valor, porém, é pequeno se colocado ao lado das ambições do governo britânico. Até 2015, o país pretende captar no mercado em torno de £15 bilhões (quase R$ 40 bilhões) a fim de disponibilizar mais recursos para os investimentos verdes. Ou seja, a entidade não terá como mantenedor o tesouro britânico, o que tranquiliza investidores apreensivos em relação a uma possível falta de autonomia do banco.

A iniciativa, evidentemente, é louvável. Parte do setor público e, ao mesmo tempo em que sinaliza seu real compromisso de reduzir emissões de carbono, envolve o mercado no projeto, elevando os recursos disponíveis. Além disso, prevê empréstimos também aos cidadãos que quiserem fazer as reformas necessárias para aumentar a eficiência energética de suas residências.

Por que a criação do banco neste momento? Porque, neste mesmo mês, o governo se comprometeu a destinar recursos para conseguir reduzir as emissões de gases de efeito estufa do país em 50% até 2027, tendo como parâmetro as emissões de 1990.

Vale lembrar, contudo, a ressalva feita por George Monbiot, no The Guardian: o fato do país não considerar, nos seus cálculos, as emissões “terceirizadas”. O queria isso? Todo o carbono emitido em outros países, principalmente na China, durante a fabricação dos produtos importados pelo Reino Unido.

É uma atitude semelhante a de empresas que tomam medidas para diminuir as emissões de suas próprias fábricas, sem se preocupar com a forma como seus fornecedores trabalham. No caso das relações comerciais entre países, a posição adotada pelo Reino Unido tem certo respaldo, hoje, no Protocolo de Kyoto, que desobriga nações em desenvolvimento (China, por exemplo) de reduzir seus impactos ambientais.

De qualquer forma, o saldo de um banco voltado ao estímulo de tecnologias renováveis tende a ser positivo. No Brasil, temos iniciativas de incentivo às energias limpas como o Proinfa (programa de incentivo às fontes alternativas de energia elétrica), reduções de impostos federais e estaduais para energia eólica, linhas de crédito do BNDS para as alternativas, além do indíce de sustentabilidade criado pela BM&FBovespa. Banco, ainda não.

Fonte: Blog Empresa Verde

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Dinheiro dá em árvore, sim

postado por Gabriel| abril 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

Florestas em pé não são boas só para a biodiversidade. Elas geram bilhões para a economia. Quando as tratarmos como empresas, aí, sim, o desmatamento pode cair a zero. Ou abaixo de zero

CHINA, DESMATAMENTO ZERO

Um Maracanã de floresta acaba de desaparecer. Isso desde que você começou a ler este texto, há 1 segundo. Amanhã, neste mesmo horário, você levará a vida como sempre – esperamos. Mas os integrantes de 137 espécies de plantas, animais e insetos, não. Eles terão o destino que 50 mil espécies por ano têm: a extinção. Argumentos como os 15 Maracanãs de mata tropical devastados desde o início deste parágrafo – agora, 17 -, são fortes, mas nem sempre suficientes para que algo seja feito. Só que existe outro, talvez ainda mais persuasivo: dinheiro não dá em árvore, mas árvore dá dinheiro.

Hoje, manter uma floresta em pé é negócio da China. Em uma área estratégica perto do rio Yang Tsé, o governo chinês paga US$ 450 aos fazendeiros por hectare reflorestado. O objetivo é conter as enchentes que alteram o fluxo de água do rio. Equilíbrio ecológico, manutenção do ecossistema, mais espécies preservadas, esses são os objetivos do Partido Comunista Chinês? Não.

Trata-se de um investimento. O reflorestamento mantém o curso do rio estável e as árvores, sozinhas, aumentam a quantidade de chuva – as plantas liberam vapor d’água durante a fotossíntese. Resultado: mais água no Yang Tsé. O que isso tem a ver com dinheiro? A água alimenta turbinas das hidrelétricas distribuídas pelo rio – inclusive a megausina de Três Gargantas, 50% maior que Itaipu, que abriu as comportas em 2008.

Investindo em reflorestamento, os chineses agem de forma pragmática. Pagar fazendeiros = mais árvores. Mais árvores = mais água no rio. Mais água = mais energia elétrica barata (ainda mais no país que inaugura duas usinas a carvão por semana para dar conta de crescer como cresce). Mais energia barata, mais produção para a economia – e dinheiro para pagar os reflorestadores. O final dessa equação é surreal para os padrões brasileiros. A China, nação que mais polui e que mais consome matéria-prima, tem índice de desmatamento zero. Abaixo de zero, até: eles plantam mais árvores do que derrubam.

Não é só lá que as árvores valem dinheiro. No país que melhor preserva sua floresta tropical acontece a mesma coisa. É a Costa Rica. Os donos de terras de lá são pagos para manter áreas de floresta intactas. Parte do dinheiro vem de uma companhia hidrelétrica interessada em manter os rios que usa fluindo. Florestas, hidrelétricas… Só esses dois pontos já deixam claro que o Brasil tem algo a aprender. O berço da maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira (e 3ª do mundo) fica em plena Floresta Amazônica. É Belo Monte, no rio Xingu, a 40 quilômetros da cidade de Altamira, no Pará.

A partir de 2015, ela vai servir 26 milhões de habitantes. O dado mais célebre dela é outro: os 512 km2 de floresta inundada por suas barragens. É a área de uma cidade média, toda debaixo d’água. Mesmo assim, a usina pode fazer mais bem do que mal para a mata. Pelo menos nas próximas décadas. Se seguirmos a lógica da China e da Costa Rica, faz sentido que Belo Monte pague algo pela manutenção da floresta, já que sem ela não tem chuva o bastante, e sem chuva o bastante não tem energia.

E não são só hidrelétricas que lucram com as árvores de pé, e que podem pagar para mantê-las assim. O ciclo de chuvas da Floresta Amazônica é o que garante nossas safras agrícolas – sem ele, boa parte do país seria um deserto. A ONU calcula que mesmo uma queda mínima na quantidade de chuvas que a floresta produz pode trazer prejuízos entre US$ 1 bilhão a US$ 30 bilhões para a agricultura nos arredores da Amazônia.

As estimativas são imprecisas por uma limitação da ciência: não há como saber se um tanto de desmatamento vai provocar outro tanto de bagunça no ritmo das chuvas. Mas todo mundo sabe que a relação existe. O problema é quantificá-la. Mesmo assim, faz sentido imaginar um futuro em que os produtores agrícolas paguem pela preservação de florestas como uma espécie de seguro contra a falta de chuvas.

Claro que, se ficar só na conversa, nunca vai acontecer nada. Mas um grupo de cientistas americanos deu um passo importante. Criaram um software que busca calcular com alguma precisão quanto uma área desmatada ou reflorestada pode gerar em lucros (ou prejuízos) para a economia de uma região. O nome do programa é engenhoso: InVEST (Valoração Integrada de Serviços e Compensações do Ecossistema, em inglês – haja paciência para inventar uma sigla dessas). E ele já saiu do mundo das ideias: é o software que a China usa para gerenciar o retorno de seu reflorestamento. Enquanto isso, devastamos mais 200 Maracanãs no tempo que você levou para ler este texto.

Fonte: Planeta Sustentável

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BNDES assina contrato de US$ 300 milhões com JBIC

postado por Gabriel| abril 5th, 2011 |Comentários 0 comentários

Recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil

O BNDES e o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) assinaram contrato de financiamento no valor de US$ 300 milhões no âmbito da Linha Green. Os recursos apoiarão projetos ambientalmente sustentáveis no Brasil.

O contrato foi assinado no último dia 26 pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e pelo vice-presidente do JBIC, Yoshihiko Morita, em Calgary, Canadá, por ocasião da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Também esteve presente a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

A Linha Green (Global Action for Reconciling Economic Growth and Environmental Preservation) tem como objetivo apoiar projetos que favoreçam a preservação global do meio ambiente, promovendo a redução da emissão de gases do efeito estufa, a eficiência energética e o uso de energias renováveis.

Desde a década de 50, o BNDES opera em parceria com organismos multilaterais e agências governamentais para diversificar e ampliar seu funding.

Com a celebração de mais um contrato de empréstimo com o JBIC, o Banco dá continuidade à sua estratégia de diversificação de fontes de recursos e ampliação do seu relacionamento com instituições financeiras internacionais.

O relacionamento entre o BNDES e o JBIC começou em 1962, quando foi assinado o primeiro contrato de empréstimo com o The Export-Import Bank of Japan (JEXIM), antecessor do JBIC.

Desde então foram assinados 14 contratos, incluindo a nova cooperação da Linha Green. Ao longo desses mais de 40 anos, o BNDES e o JBIC têm buscado permanentemente desenvolver atividades com o propósito de estreitar seu relacionamento institucional.

O JBIC é uma instituição financeira integralmente controlada pelo governo do Japão. Desempenha importante papel na execução da política de cooperação econômica do governo japonês, apoiando o desenvolvimento estável e sustentável dos países estrangeiros. Assim, promove o fortalecimento das relações econômicas entre o Japão e a comunidade internacional.

Fonte: BNDES

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Agricultura e energia são prioridades do Fundo Clima

postado por Gabriel| março 21st, 2011 |Comentários 0 comentários

O primeiro orçamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) – R$ 238 milhões – terá como prioridades os setores da agricultura, energia, siderurgia e ações que contribuam para evitar o desmatamento da Amazônia e ainda os desmatamentos e queimadas no Cerrado. Nessas áreas se inserem a maior parte das iniciativas que fazem parte das metas voluntárias assumidas pelo Brasil em 2009 na Convenção do Clima, em Copenhagen, para a redução da emissão de gases de efeito estufa. As definições do Fundo são resultado de sua segunda reunião ordinária do comitê gestor, realizada nesta quinta-feira (17/3), na sede da Embrapa, em Brasília.

“No prazo de aproximadamente um mês deveremos ter o detalhamento de como e onde os recursos serão aplicados”, afirmou o secretário-executivo do MMA, Francisco Gaetani, que presidiu o encontro. O fundo é um dos principais instrumentos para o financiamento de atividades vinculadas à Política Nacional sobre a Mudança do Clima. Nos próximos dias, o assunto será debatido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O BNDES vai dispor R$ 204 milhões em linhas de crédito reembolsáveis e o MMA destinará R$ 34 milhões em recursos não-reembolsáveis. Serão contemplados projetos dos setores público e privado. Os convênios a serem firmados poderão ter a participação de organizações não-governamentais.

“Projetos referentes a outros setores serão contemplados, à medida em que os planos setoriais ficarem prontos”, afirmou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Eduardo Assad. A afirmação dele se refere aos planos setoriais previstos pelo Decreto 7.390, que já estão em andamento, para ações que contribuam com a redução da emissão dos gases que influenciam na temperatura global.

Os demais setores a serem contemplados por repasses do fundo estão definidos na Lei 12.187, que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima. Em seu artigo 11, estão mencionadas áreas como transporte, indústria de bens de consumo e construção civil, por exemplo.

Fonte: MMA (Ministério do Meio Ambiente)

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CNI lança guia para empresas sobre estratégias corporativas de baixo carbono

postado por enerbio| março 1st, 2011 |Comentários 0 comentários

A Confederação Nacional da Indústria lançou na última sexta-feira, 25 de fevereiro, em São Paulo, o guia “Estratégias Corporativas de Baixo Carbono: Gestão de Riscos e Oportunidades”. A publicação foi elaborada para detalhar o passo a passo para as empresas que pretendem se inserir na economia de baixo carbono. “É a ferramenta para que as indústrias coloquem a questão do baixo carbono no seu planejamento estratégico”, disse o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes.

Idealizado pela CNI e pela embaixada do Reino Unido, o documento foi elaborado em parceria com a ICF Consultoria do Brasil. O guia, segundo a confederação, ensina aos empresários as três fases para o planejamento estratégico de baixo carbono: diagnóstico das emissões, que inclui a análise de riscos e oportunidades; implementação dos projetos e programas para diminuir as emissões e divulgação das ações e engajamento da empresa.

De acordo com Fernandes, as indústrias brasileiras já perceberam a necessidade de atuar na economia de baixo carbono, emitindo menos gases de efeito estufa, aumentando a eficiência energética e consumindo menos recursos naturais. Mas chegar a esse ponto não é fácil e a maior parte das empresas ainda não sabe como fazê-lo.

A partir deste lançamento, a CNI realizará cursos para as empresas que pretendem mudar ou adaptar sua estratégia rumo à economia de baixo carbono. O foco será o segmento das micro e pequenas empresas. O primeiro curso ocorrerá nos próximos dias 24 e 25 de março, no escritório da CNI em São Paulo.

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Fonte: Canal Energia

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BID praticamente dobra crédito para sustentabilidade

postado por Gabriel| fevereiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

O BID (Banco Inter-Americano de Desenvolvimento) aumentou fortemente a destinação de fundos para melhoria ambiental, mudança climática e energias renováveis, chegando ao recorde de US$ 3,5 bilhões em 2009 –quase o dobro do ano anterior.

Os dados são de um relatório elaborado por um grupo independente comissionado pelo BID para revisar suas ações em sustentabilidade. O texto, obtido pela Folha, está sob avaliação pela diretoria do banco e ainda não foi aprovado oficialmente.

O BID deu um salto de US$ 11,2 bilhões em 2008 para US$ 15,5 bilhões em seus empréstimos totais em 2009.

Um total de 15 dos 33 empréstimos aprovados em 2009 (aproximadamente US$ 2 bilhões) estão relacionados a mudança climática e energias renováveis.

Outros US$ 1,8 bilhão foram destinados a projetos sobre água e sistemas sanitários, e US$ 55,3 milhões foram para gerenciamento de risco de desastres naturais.

Os autores mencionam a necessidade de foco em prevenção e mitigação de desastres, citando o terremoto no Haiti, as enchentes na Colômbia e os recentes deslizamentos no Brasil.

Fonte: Folha.com

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Banco do Nordeste aplica mais de R$ 777 milhões em financiamentos ambientais

postado por Gabriel| fevereiro 10th, 2011 |Comentários 0 comentários

Em 2010, o Banco do Nordeste destinou mais de R$ 777 milhões para atividades econômicas e empreendimentos que propiciam ou estimulam a sustentabilidade ambiental, desempenho recorde na sua história. O montante supera em cerca de 18% a meta estabelecida para o período no programa estratégico da instituição, sendo ainda 23% mais do que o resultado obtido em 2009, quando foram contratados R$ 629,5 milhões para o setor.

Desse montante, foram contratados R$ 753 milhões no âmbito do Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental (FNE Verde), e R$ 24 milhões nas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar destinadas a projetos ambientais (Pronaf-Floresta, Pronaf-Semiárido, Pronaf-Agroecologia e Pronaf-Eco).

De acordo com o superintendente da Área de Políticas de Desenvolvimento, José Rubens Dutra Mota, o Banco do Nordeste vem implementando ações que buscam posicionar a Região como destaque no desenvolvimento de atividades sustentáveis. “Com esse expressivo resultado, o BNB coloca-se como grande indutor da sustentabilidade ambiental nos empreendimentos da Região”.

Parte dos recursos foi destinada a projetos de geração de energias por fontes renováveis. A implantação de usinas eólicas, por exemplo, contou com recursos da ordem de R$ 673,2 milhões, cerca de 87% do total investido. Outros R$ 26,6 milhões foram concedidos à instalação de pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Ainda receberam investimentos atividades como florestamento e reflorestamento (R$ 7,5 milhões), indústria siderúrgica (R$ 10,7 milhões), silvicultura (R$ 13,1 milhões) e grãos (R$ 9,7 milhões).

Agricultura de Baixo Carbono

Ainda com relação à sustentabilidade ambiental, o Banco do Nordeste aplicou mais de R$ 179 milhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), nas finalidades relacionadas ao Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), gerido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Referido programa tem como objetivos principais promover a redução das emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias e contribuir para a redução do desmatamento. As finalidades apoiadas envolvem recuperação de áreas de pastagens degradadas, implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta e implantação e manutenção de florestas comerciais.

Fonte: PB Hoje

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