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Energias renováveis atingiram rendimentos recordes em 2011, diz relatório

postado por Micaela| março 15th, 2012 |Comentários 0 comentários

Apesar da instabilidade econômica que impactou o ano de 2011, as energias renováveis tiveram um bom ano, chegando a atingir rendimentos recordes e grandes aumentos de produção e instalação. Pelo menos é o que indica o Clean Energy Trends 2012 (Tendências da Energia Limpa 2012), novo relatório da Clean Edge, empresa de consultoria e pesquisa e energia limpa.

De acordo com o documento, todas as principais fontes de energia renovável (solar, eólica e biocombustíveis) tiveram altas taxas de crescimento em 2011, além de recordes de receita. A energia solar fotovoltaica, por exemplo, cresceu 69% em relação ao ano anterior, indo de 15,6 GW de capacidade instalada mundialmente em 2010 para mais de 26 GW em 2011.

Com relação aos rendimentos, a solar fotovoltaica teve um aumento de 29% em relação a 2010, subindo de US$ 71,2 bilhões para US$ 91,6 bilhões. A análise aponta que o percentual de crescimento dos rendimentos ficou menor do que o de capacidade instalada devido à queda do preço dos equipamentos e das instalações solares, que caíram de US$ 4,55 por watt de energia gerado em 2010 para US$ 3,48 em 2011.

E segundo o relatório, a tendência é que o crescimento nas instalações e nas receitas e a queda nos custos continuem na próxima década. O mercado deve atingir US$ 130,5 bilhões em 2021, enquanto o custo deve chegar a US$ 1,28 por watt gerado.

A energia eólica também apresentou crescimento semelhante. A capacidade instalada chegou a 41,6 GW, em grande parte graças à China, que foi responsável por 40% deste total, com 18 GW. Em segundo lugar ficou a União Europeia, com 10 GW, seguida dos Estados Unidos (7 GW), da Índia (3 GW) e do Canadá (1,3 GW).

Em relação às receitas, houve um crescimento de US$ 60,5 bilhões em 2010 para US$ 71,5 bilhões no último ano. Para 2021, a Clean Edge estima que os rendimentos da energia eólica cheguem a US$ 116,3 bilhões.

Já os biocombustíveis se mantiveram relativamente estáveis em se tratando de produção, subindo de 102,8 bilhões de litros gerados em 2010 para 105,4 bilhões em 2011. As receitas, por sua vez, subiram de US$ 56,4 bilhões em 2010 para US$ 83 bilhões em 2011.

Esse grande aumento foi impulsionado, sobretudo, pela alta nos preços das commodities, como o açúcar e os óleos vegetais, que subiram entre 10% e 20%. Para 2021, o relatório espera que os rendimentos dos biocombustíveis cheguem a US$ 139 bilhões.

Juntas, as três fontes de energia geraram US$ 246,1 bilhões em 2011, um crescimento de 31%em relação aos US$ 188 bilhões de 2010. A consultoria estima que esse valor chegue a US$ 385,8 bilhões nos próximos dez anos.

Mas apesar do enorme volume de capital movimentado e do crescimento da produção, o relatório sugere que todos esses ganhos não foram apropriadamente creditados devido aos revezes sofridos pela indústria renovável no último ano.

Um dos exemplos que o documento cita é o caso da companhia Solyndra, cuja falência ofuscou outras conquistas do setor, e fez com que muitos críticos das tecnologias limpas afirmassem que estas só se desenvolvem às custas de subsídios.

“O último ano pegou muitos na comunidade de tecnologia limpa de surpresa, à medida que a indústria se tornou um bode expiatório moderno. Os ataques esqueceram o fato de que muitas tecnologias de energia limpa estão se tornando custo-competitivas, são essenciais para a expansão dos mercados de energia em lugares como a China, o Japão e a Alemanha, e são uma proteção importante contra as formas mais voláteis de energia tradicional”, explicou Ron Pernick, co-fundador e diretor de gestão da Clean Edge.

O documento cita ainda outros pontos chave que favorecem e defendem o desenvolvimento do setor renovável: a indústria do petróleo, do gás e do carvão ainda recebe grandes subsídios; os projetos de energia nuclear requerem consideravelmente mais garantias de empréstimos do que as renováveis, e o acidente em Fukushima está estimulando a adoção das renováveis em detrimento da nuclear; o setor militar tem ajudado a desenvolver a energia limpa; a adaptação de edifícios está começando a desenvolver a eficiência energética; 2011 teve desenvolvimentos que apontam para um grande crescimento das tecnologias limpas etc.

 

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Clean Edge

Autor: Jéssica Lipinski

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Empresas não conseguem reduzir carbono na cadeia de fornecedores

postado por Eduardo Baltar| fevereiro 2nd, 2012 |Comentários 0 comentários

02/02/2012 – Autor: Jéssica Lipinski – Fonte: Instituto CarbonoBrasil/CDP

Pesquisa do Carbon Disclosure Project indica que apesar de estarem tentando reduzir as emissões de carbono de suas cadeias de suprimento, o índice de corte de CO2 dos fornecedores ainda está longe de ser satisfatório Com a crescente preocupação com as mudanças climáticas e com as causas ambientais, cada vez mais empresas têm procurado práticas sustentáveis, como a redução de CO2, para gerirem seus negócios e se adequarem ao que os consumidores mais conscientes esperam delas.Mas será que essas iniciativas atingem toda a cadeia de suprimento das firmas?

Segundo um novo estudo do Carbon Disclosure Project (CDP), os fornecedores de empresas com planos de sustentabilidade estão investindo cada vez mais na redução de suas emissões, porém, o número ainda está longe ainda de ser satisfatório e pode resultar na perda de contratos.

De acordo com a análise, desenvolvida pela CDP e pela consultoria Accenture, enquanto 43% das 49 firmas multinacionais consultadas – entre elas a L´Oréal, a PepsiCo, a Philips e o Walmart – têm conseguido reduzir suas emissões anualmente, apenas 28% de seus fornecedores, dos 1864 entrevistados, têm feito o mesmo. E isso apesar de 39% das empresas perceberem economias financeiras com seus planos de diminuição de emissões e 34,5% terem se beneficiado com novos fluxos de receita por causa da redução de emissões de seus fornecedores.

Enquanto isso, 30% das companhias declararam que as mudanças climáticas já afetaram suas cadeias de suprimento pelo menos no último ano, e 53% dos fornecedores responderam que o fenômeno deve causar ou já está causando aumento nos custos operacionais. Além disso, apenas 24% das empresas ajudam seus fornecedores a quantificar o retorno de investimentos em baixo carbono. No entanto, o relatório mostra que a situação está melhorando. Em relação às firmas que têm estratégias para combater as mudanças climáticas, por exemplo, 90% incluíram essas orientações em seus contratos no último ano, contra 79% que o fizeram em 2010. Já 67% das companhias consultadas afirmaram que incorporaram a gestão de carbono em suas políticas de aquisição.

Além disso, em 2011, 39% das empresas entrevistadas disseram que iriam cancelar os contratos com fornecedores que não conseguissem cumprir os critérios ambientais formais dentro de cinco anos, contra 17% que responderam o mesmo em 2009. “As companhias que criam um crescimento sustentável e rentável através de cadeias de suprimentos eficientes ficarão mais bem posicionadas em longo prazo, à medida que fazem cada vez mais das reduções de emissões de carbono não apenas o preço de entrada no mercado, mas um ponto de diferenciação competitiva”, observou Gary Hanifan, líder de sustentabilidade global para cadeias de suprimentos da Accenture.

“À medida que as companhias examinam e modificam suas cadeias de suprimentos para fazê-las mais flexíveis e capazes de resistir a mudanças e efeitos de desastres naturais, elas precisam considerar também como suas cadeias de suprimento resistem ao escrutínio ambiental”, acrescentou Hanifan. O documento revela que no último ano, 63% das empresas afirmaram estar investindo na formação de seus funcionários para a gestão de carbono nas cadeias de suprimentos, um grande aumento em relação aos números de 2010 (41%) e 2009 (26%). O relatório mostra também que, em 2011, 62% das empresas criaram políticas de incentivos para os fornecedores que tiveram estratégias de redução de emissões efetivas, contra 28% que fizeram isso em 2010 e 19% em 2009.

Outros dados do estudo apontam ainda que 50% das companhias têm ou estão desenvolvendo obrigações contratuais para fornecedores que incluem informações sobre a gestão de emissões de carbono. Esse foi o primeiro ano que a CDP pontuou os fornecedores por seu desempenho em relação às emissões de CO2 e divulgou essa informação. Os pontos refletem a transparência das estratégias de mudanças climáticas dos fornecedores e suas ações para reduzir as emissões de carbono. Os resultados indicam que os fornecedores norte-americanos tendem a ser substituídos quando uma empresa quer capitalizar as oportunidades de mudanças climáticas. Os fornecedores asiáticos e europeus marcaram, respectivamente, 52 e 53 pontos de 100, e os norte-americanos fizeram apenas 45 pontos pela mesma classificação.

No entanto, Frances Way, diretora de programa do CDP, argumenta que as mudanças que estão ocorrendo agora nas cadeias de suprimento só poderão ser sentidas em alguns anos, razão pela qual os resultados ainda não se fazer sentir nas avaliações. “As companhias estão evoluindo a maneira que operam para capitalizar melhor as oportunidades das cadeias de suprimento de carbono eficientes. Uma mudança tão grande nos modelos de aquisição das companhias é encorajadora, mas, uma vez que essas tendências só estão emergindo agora, estamos ainda para ver um impacto transformador nas emissões dos fornecedores”, concluiu Frances.

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Rio terá primeira “Bolsa verde” do país

postado por Eduardo Baltar| dezembro 19th, 2011 |Comentários 0 comentários

O Rio de Janeiro terá a primeira “Bolsa verde” do Brasil. O projeto inédito pretende desenvolver um mercado de ativos ambientais para promover a economia verde fluminense. Será o primeiro mercado de carbono do país, mas o leque de commodities negociadas será mais amplo: terá efluentes industriais, reposição florestal e até lixo. A previsão é que comece a operar em abril de 2012, às vésperas da Rio+20, a conferência sobre desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

A reportagem é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor, 19-12-2011.

O primeiro passo nessa direção é o acordo de cooperação que será firmado amanhã entre a Secretaria de Estado do Ambiente, a Fazenda municipal e uma associação civil sem fins lucrativos, a BVRio. “A Bolsa é um ambiente de negociação, onde quem precisa de determinados ativos compra de quem tem”, explica Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio. Entre esses ativos, o carbono é o mais importante.

O mercado mais forte de créditos de carbono no mundo é o europeu. Movimentou mais de € 100 bilhões em 2010. A base é o estabelecimento de um teto de emissões de gases-estufa (conhecido em inglês por “cap”) e a comercialização de licenças para emitir (“trade”). Algumas vezes tais licenças são doadas pelos governos às empresas; outras, são vendidas.

A empresa que emite mais do que seu teto tem débito e compra créditos da outra, que emitiu menos – sistema de compensação e comércio conhecido por “cap & trade”. “Queremos estimular a melhor eficiência e incentivar quem consegue reduzir emissões a custo menor”, diz Suzana. No futuro, a Bolsa deverá abranger também energia renovável e biomassa.

O mesmo raciocínio se aplica aos efluentes industriais na Baía da Guanabara ou para créditos de logística reversa e reciclagem. No último caso, a lei determina que os produtos ou suas embalagens voltem às indústrias depois do consumo. A lógica aqui é permitir que empresas ou cooperativas que realizarem atividades de logística reversa vendam seus créditos a quem precise. “O crédito atesta que alguém reciclou uma tonelada de aço”, ilustra Pedro Moura Costa, presidente-executivo da BVRio.

“Uma empresa precisa reciclar aço, mas pode comprar os créditos de alguém que fez o trabalho para ela”, explica Moura Costa. “Você delega o que tem que fazer a empresas especializadas, que podem realizar o trabalho a um custo menor do que você faria e de um modo melhor.”

A BVRio é uma associação civil sem fins lucrativos, que quer desenvolver os tais ativos ambientais. Os associados da BVRio são representantes de empresas, tanto de indústrias como de outros setores (inclusive bancos) ONGs e cientistas ou pessoas envolvidas com finanças ambientais. Terá câmaras temáticas para discutir como esse espaço de negociação “pode nos ajudar a migrar para a economia verde”, diz Suzana.

Outro setor de transação na Bolsa verde será voltado aos proprietários rurais que tiverem uma área de florestas maior do que a exigida por lei (a chamada reserva legal). Eles poderão vender seus certificados para outros proprietários, que precisarem recuperar áreas. É um esquema similar aos créditos de reposição de retirada de vegetação. Nesse tópico, quem usa madeira retirada de florestas nativas tem obrigação de repor o que tirou. Empresas que fizerem plantio de modo voluntário poderão vender créditos às que têm a obrigação de repor a mata.

“O governo tem que criar a demanda para cada uma dessas commodities”, explica Moura Costa. “Estamos trabalhando para que o Estado tenha metas de redução”, diz Suzana, referindo-se aos gases-estufa. Ela adianta que há contatos com siderúrgicas, empresas de petróleo e gás, cimento, para identificar o custo de cortar emissões. “Ao mesmo tempo, queremos criar um mecanismo de mercado para que possam cumprir suas metas”, explica a subsecretária. “De um lado estaremos apertando, mas de outro, criando condições para que a economia verde deslanche.”

Se o objetivo imediato da Bolsa fluminense é estimular a economia verde no Estado, a iniciativa pode ter estímulos indiretos. Um deles, por exemplo, é atrair para o Rio um setor de prestação de serviços ambientais que, em Londres, já representa 9.000 empresas, em prega 160 mil pessoas e tem faturamento anual de 23 bilhões de libras esterlinas, diz Moura Costa.

Ele foi o fundador de uma das maiores empresas do mercado de carbono do mundo, a Ecosecurities, adquirida em 2009 pelo J.P.Morgan. “Quero agora fazer algo semelhante no Brasil”, diz. Engenheiro agrônomo com especialização florestal, Moura Costa acredita que a Bolsa verde pode aumentar a qualidade das metas ambientais que já existem, “que serão implementadas de modo melhor e por um custo menor”.

“É muito difícil estimar o volume de operação dessa Bolsa”, registra Eduarda La Rocque, secretária municipal da Fazenda do Rio. As conversas entre o governo estadual e o municipal se iniciaram há três meses, conta ela. “Queremos trazer o mercado financeiro mais para perto da economia verde”, diz ela. “Essa iniciativa carrega junto todo um entorno de serviços, que envolve advogados, corretoras e uma Bolsa de valores.”

Há muitos anos, o mercado de ações do Rio foi transferido para São Paulo. “Vamos ter que conseguir uma Bolsa parceira no projeto, que pode ser a de São Paulo, desde que toda a ‘inteligência’ da Bolsa verde esteja aqui”, diz Eduarda. “Bolsa hoje é virtual. Em tese, as transações podem ser feitas independentemente de onde se esteja.”

Há várias iniciativas similares à do Rio em estudo no Brasil. O governo federal há anos estuda o desenvolvimento de um mercado nacional de créditos de carbono. “Isso não é simples. Estamos, agora, estudando todas as regras”, antecipa Suzana. Segundo ela, a recente conferência internacional sobre mudança climática da ONU em Durban, na África do Sul, foi positiva (mesmo que os avanços tenham sido tênues) nesse sentido.

Durban apontou com clareza que há uma tendência irreversível para a economia de baixo carbono”, diz. “Isso cria, no mercado, uma expectativa positiva. Ninguém vai querer investir em uma tecnologia que será obsoleta em 10 ou 15 anos.”

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Canadá abandona oficialmente o Protocolo de Kyoto

postado por Eduardo Baltar| dezembro 13th, 2011 |Comentários 0 comentários

O Canadá se retirou do Protocolo de Kyoto, um acordo a redução das emissões de gases do efeito estufa, declarou nesta segunda-feira (12) o ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent.

“Estamos invocando o direito legal do Canadá de abandonar formalmente (o Protocolo de) Kyoto”, disse Kent após a conferência da ONU sobre o aquecimento global encerrada no domingo em Durban, África do Sul.

“Kyoto não funciona” e o Canadá corre o risco de pagar multas de vários bilhões de dólares se permanecer neste acordo, disse Kent.

O Protocolo de Kyoto, fechado em 1997, é o único tratado global que fixa reduções de emissões globais de carbono.

Mas as reduções fixadas afetam os países ricos, com exceção dos Estados Unidos, que não é signatário do acordo, e não afeta os grandes emergentes como China ou Índia.

Sob o Protocolo de Kyoto, o Canadá concordou em reduzir até 2012 suas emissões de carbono a 6% menos que os níveis registrados em 1990, mas, em vez disso, suas emissões aumentaram consideravelmente.

A saída do Canadá do protocolo fará com que o país evite pagar multas de até 13,6 bilhões de dólares por não ter cumprido as metas.

Os representantes de cerca de 190 países aprovaram no domingo na conferência da ONU sobre o clima de Durban um mapa do caminho para um acordo global em 2015 destinado a reduzir as emissões de gás de efeito estufa. (Fonte: G1)

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Pernambuco é o 1º estado do país a oferecer todo o ciclo de produção de eólicas

postado por Eduardo Baltar| dezembro 13th, 2011 |Comentários 0 comentários

Cerca de R$ 100 milhões serão investidos pela Eolice na construção de sua fábrica de produção de pás para usinas eólicas em Pernambuco. O estado passa a ser agora o primeiro ente da Federação brasileira a contar com todo o ciclo de produção de equipamentos para eólicas. Já estão instalados no estado a Iraeta (fabricante de flanges), a Impsa (geradores) e RM Eólica (torres), segundo o governo pernambucano.

As obras para a construção da unidade devem começar em junho do próximo ano e sua produção irá atender a demanda de parques eólicos no Brasil e no exterior. O diretor da Eolice, Romualdo de Barros, porém, disse que o mercado brasileiro será a prioridade da companhia. Para que se instalasse no estado, a empresa foi beneficiada com os incentivos previstos no Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) que prevê 75% de crédito presumido no ICMS durante 12 anos, podendo ser prorrogado por mais 12 anos.

De acordo com o governo pernambucano, a geração de energia limpa soma R$ 425 milhões em investimentos e gera aproximadamente 3,4 mil empregos em Pernambuco. Em uma tentativa de atrair mais empresas, o governo contratou estudos para detectar mais jazidas de ventos em seu território. Esse estudo incluirá torres de medição com altura entre 80 a 100 metros de altura.


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Continuidade de Quioto deve ser garantida na COP17

postado por Eduardo Baltar| dezembro 8th, 2011 |Comentários 0 comentários
 Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

A União Europeia está disposta a estender o protocolo mesmo sem o apoio de outras nações ricas, mas exige que todos se comprometam a seguir o roteiro de um novo acordo em 2020 com metas obrigatórias para a redução de emissões

 

A 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17), que termina nesta sexta-feira (9) em Durban, África do Sul, parece estar finalmente conseguindo chegar a alguns resultados, tanto para o financiamento climático quanto sobre o futuro do Protocolo de Quioto.

A Comissária Climática da União Europeia (UE), Connie Hedegaard, afirmou nesta quinta-feira (7) que o bloco vai dar continuidade ao protocolo mesmo sem a participação dos Estados Unidos, Japão, Rússia e Canadá.

“A Europa está pronta para estender Quioto sozinha. Nós queremos que os mecanismos que dependem do protocolo sigam funcionando e também achamos indispensável mandar uma boa mensagem para o mundo nessa conferência (…) Queremos resolver a questão climática o mais rápido possível”, declarou Hedegaard, que foi bastante aplaudida pelos presentes na coletiva de imprensa. Assim, a União Europeia está deixando claro que o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) prosseguirá com suas atividades.

As metas de emissões de gases do efeito estufa europeias sob esse segundo período de compromisso de Quioto serão definidas posteriormente.

“Estamos mostrando porque a Europa é a líder mundial nas questões climáticas e porque somos um exemplo para todas as nações. Queremos continuar utilizando a única ferramenta que temos para mitigar as mudanças climáticas”, afirmou Hedegaard.

Porém, a UE fez uma demanda: os países, tanto os ricos quanto os em desenvolvimento, devem aceitar participar do novo acordo climático que entrará em vigor em 2020 e terá metas para todos, sem exceção.

Os dois maiores emissores mundiais, Estados Unidos e China, normalmente os maiores obstáculos nas conferências climáticas, parecem dispostos a aceitar esta condição.

O negociador chefe chinês, Xie Zhenhua, declarou que seu país não vê problemas em adotar metas que respeitem a filosofia das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” a partir de 2020. Mas, cobrou que antes disso, as promessas feitas nas conferências passadas saiam do papel.

“O que é realmente importante é implementar os compromissos existentes e acompanhar o andamento das ações realizadas por cada nação”, afirmou Xie.

Já Todd Stern, chefe da delegação norte-americana, afirmou que se o acordo de 2020 realmente estabelecer metas para todos os países, os Estados Unidos serão signatários.

“Todos os grandes emissores, emergentes ou não, devem possuir metas e estar sujeitos sob a mesma força legal. Também não queremos saber de condicionais do tipo, ‘só cumpriremos nossas metas se recebermos o financiamento ou a tecnologia’”, salientou Stern.

O Brasil, que é um dos maiores defensores da continuidade do Protocolo de Quioto, também aceita a proposta europeia. “Se todos trabalharmos juntos poderemos negociar o mais cedo possível um novo instrumento legalmente vinculante sobre a convenção, baseado nas recomendações da ciência que inclua todos os países para o período imediatamente pós 2020”, afirmou Izabella Teixeira, em um discurso nesta quinta-feira (8).

Mesmo a Índia, que estava começando a se tornar o maior obstáculo das negociações climáticas, parece satisfeita com a ideia de que o Protocolo de Quioto será estendido se todos concordarem com o acordo de 2020. Provavelmente, a pressão dos outros membros do BASIC para que a COP17, sediada pela África do Sul, terminasse com um resultado positivo fez os indianos ficarem mais flexíveis.

Financiamento

Os negociadores também estão perto de concordar sobre o formato do Fundo Climático Verde, que promete até US$ 100 bilhões ao ano até 2020 para ajudar os mais vulneráveis a lidar com as mudanças climáticas.

“Estou bastante confiante de que veremos o fundo sair do papel de uma maneira positiva. Restam apenas alguns detalhes operacionais a serem esclarecidos”, afirmou Stern.

O México se ofereceu para ser a sede física da administração do fundo e a UE afirmou que disponibilizará €14 bilhões para a ajuda climática entre 2014 e 2020.

Os norte-americanos também prometeram fazer doações, mas, assim como outros países, estão esperando o anúncio definitivo de como o fundo funcionará.

“Ainda existem alguns problemas com os detalhes do fundo, mas acredito que os países conseguirão encontrar as soluções rapidamente”, concluiu Andrew Light, que vem trabalhando na criação do fundo há três anos, em entrevista para a Reuters.

Um rascunho circulando pela COP17 propõe ainda que parte dos recursos pode ser levantada através de uma taxa de carbono sobre o setor marítimo mundial.

Assim, parece que realmente teremos resultados positivos ao fim da COP17.

“O acordo de Durban dificilmente deixará de conter o segundo período de compromissos do Protocolo de Quioto; um ‘pacote Cancún’, com a plena operacionalização do Acordo de Cancún, com decisões finais sobre financiamento, tecnologia, adaptação e o regime de transparência”, escreveu Sérgio Abranches no Ecopolítica.

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Técnico do BNDES destaca crescimento de energias renováveis na carteira de financiamentos do banco

postado por Eduardo Baltar| dezembro 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

A participação das energias renováveis na carteira de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para o setor elétrico cresceu mais de 100% em 2011. O dado foi apresentado pelo diretor do Departamento de Energias Alternativas do BNDES, Antônio Carlos Tovar, que atribuiu a redução de 25% nas tarifas da energia negociadas nos últimos leilões à melhora das condições financiamento para os empreendedores.

“Hoje a predominância é de grandes projetos hidricos, mas existe um esforço para focar em outros projetos renováveis” explicou Tovar, durante a Conferência Brasileira de Energia, no Auditório do Tribunal de Contas da União. O técnico informou que a energia renovável tem atualmente as melhores condições na contratação de recursos em relação a outras fontes de geração, como o prazo para pagamento de 16 anos-, o financiamento de até 80% do valor total do projeto e o spread básico (taxa de risco) menor .

Balanço do BNDES mostra que foram aprovados de janeiro a setembro financiamentos no valor de R$1,4 bilhão para a instalação de parques eólicos. A expectativa é de que até o final do ano essas operações devem ultrapassar mais de R$ 3 bilhões. Já os empréstimos para pequenas centrais hidrelétricas deverão ficar acima de R$ 1 bilhão este ano.

As previsões de Tovar também são otimistas em relação aos empreendimentos de energia solar, segundo ele uma das poucas fontes em que o custo de produção tem caído ao longo do tempo. “Quando tivermos vários fabricantes produzindo no Brasil, formaremos uma cadeia de fornecedores. Fabricantes não apenas de paineis, mas também de semicondutores.”

Antonio Tovar disse ainda que desde 2000 a energia de fonte solar cresceu 55% ao ano no mundo. “É uma aposta da qual o Brasil não pode ficar fora. Precisamos não só do desenvolvimento da fonte de energia, mas da cadeia produtiva”, afirmou.

Fonte: Canal Energia


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Caixa vai financiar projetos de geração de crédito de carbono

postado por Eduardo Baltar| dezembro 6th, 2011 |Comentários 0 comentários

A Caixa Econômica Federal assinou nesta segunda-feira (5) um acordo de compra e venda de créditos de carbono com o Banco Mundial. Com o acordo, a Caixa poderá oferecer financiamento para implantação de aterros sanitários, tendo como garantia os créditos de carbono que serão gerados com a redução de emissões de gases de efeito estufa.

A Caixa também acertou com o Banco Mundial um empréstimo de US$ 50 milhões para investimentos em projetos de resíduos sólidos urbanos e financiamento de carbono.

Os créditos de carbono são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que diminuiu a sua emissão de gases de efeito estufa. Os créditos são obtidos com projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que têm metodologia definida pela Organização das Nações Unidas. Cada tonelada de dióxido de carbono que deixa de ser emitida corresponde a um crédito de carbono. O crédito pode ser negociado no mercado internacional.

Fonte: Carbono Brasil

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Empresas pedem por redução de CO2

postado por Eduardo Baltar| outubro 20th, 2011 |Comentários 0 comentários

Se a mitigação das mudanças climáticas depende de ações governamentais, empresariais e individuais, pelo menos a última iniciativa de grandes firmas globais indica que podemos dar um pequeno passo em direção a um futuro de baixo carbono. Nesta quinta-feira (20), mais de 200 empresas mundialmente conhecidas assinam um comunicado pedindo que os governos ajam para evitar o agravamento das mudanças climáticas.

Resta saber se os governos realmente atenderão ao pedido, e se as próprias companhias farão sua parte para contribuir com esse empreendimento multilateral. O 2˚C Challenge Communiqué, ou Comunicado do Desafio dos 2˚C, está em sua quinta edição e foi lançado em diversas cidades em 29 países do mundo por membros da Rede de Líderes Corporativos para a Ação Climática (CLN) como a Shell, a Tesco, a Kingfisher, a BSkyB, a Unilever, o Banco Lloyds e a EDF. Divulgado um dia após a declaração de 280 grandes investidores pedindo ao G20 ações climáticas concretas, o Communiqué alerta que “se não agirmos, os riscos das mudanças climáticas irão prejudicar seriamente a prosperidade global futura e infligir significativos custos social, econômico e ambiental no planeta” e declara que as firmas participantes manterão seu apoio “a acordos em mudanças climáticas no âmbito das Nações Unidas, que sejam robustos, equitativos e efetivos, construídos nos princípios existentes”.

No entanto, o documento enfatiza que são necessárias ações em níveis nacional e regional, pois “não podemos nem devemos esperar que um novo tratado internacional seja posto em prática. Todos os governantes devem adotar políticas e medidas nacionais que levem a ações rápidas. Essas políticas precisam ser ambiciosas, transparentes, mensuráveis e compatíveis com um futuro cenário global”.

O comunicado sugere ainda uma série de ações que os governos podem tomar para enfrentar e mitigar as mudanças climáticas, como: a colaboração internacional, a criação de mecanismos de mercado efetivos, o desenvolvimento de financiamentos de transição, o incentivo a inovações tecnológicas de baixo carbono e à eficiência, a urgência na conservação de florestas e a integração entre adaptação e diminuição de riscos climáticos. “Acreditamos que um quadro que encoraje a cooperação global e estimule uma economia de baixo carbono, enquanto une países, empresas e indivíduos nessa responsabilidade, é indispensável”, declarou Mike Brown, executivo-chefe do Grupo Nedbank, uma das corporações que assina o documento. Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que na última semana havia pedido que companhias em todo o mundo financiassem investimentos em baixo carbono apesar das incertezas dos debates climáticos, apoiou a ação da CLN. “Os governos já estabeleceram um caminho claro e coletivo para um futuro de baixo carbono, mas o mundo precisará cortar emissões mais rapidamente nos próximos anos para atingir todo o desafio das mudanças climáticas”, afirmou Figueres. “

As empresas que estão defendendo o Comunicado do Desafio dos 2˚C criaram um ótimo exemplo. A liderança corporativa que oferece um apoio vocal poderoso para ações dá aos governos a confiança maior que eles precisam para levar adiante um acordo de mudanças climáticas global que acabará por cobrir a atual lacuna de ambição”, acrescentou a secretária-executiva. EPC Mas não são apenas firmas internacionais que estão incluídas na iniciativa do Communiqué.

Algumas empresas brasileiras, como o Banco do Brasil, a Santos Brasil, o Grupo Boticário, a Natura, o Santander, a Pepsico e a TIM também assinam o documento. Essas companhias fazem parte da plataforma brasileira Empresas Pelo Clima (EPC), cujo objetivo é articular lideranças empresariais para gestão e redução das emissões de gases do efeito estufa (GEEs). Atualmente, a EPC conta com 39 companhias membro, e realiza diversas atividades para mobilizar e qualificar as firmas brasileiras nas discussões climáticas internacionais. Nesta quinta-feira (20), a EPC realiza em São Paulo o Evento Anual da Plataforma Empresas Pelo Clima, que reunirá membros e representantes dos setores privado, público e da sociedade civil para discutir cenários e tendências no contexto das questões climáticas.

Fonte: Carbono Brasil

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Produção de energia eólica no Brasil vai crescer sete vezes até 2014, prevê a EPE

postado por Jhulie| setembro 8th, 2011 |Comentários 0 comentários

A energia eólica entrou definitivamente na matriz energética brasileira e deve crescer sete  vezes em volume nos próximos  três anos, saindo dos atuais 1.114  megawatts (MW) para 7.098 MW  em 2014. A informação foi divulgada pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE),  Maurício Tolmasquim, na semana passada. “O mundo todo está  olhando para a questão da energia  eólica no Brasil. Nós já temos um  gigawatt (GW) instalado e vamos  multiplicar por sete, que já estão  contratados (em leilões) até 2014. É  um crescimento bastante expressivo”, disse Tolmasquim.

 Atualmente, quatro grupos dividem o mercado, mas a previsão  é que mais seis indústrias se instalem e comecem a produzir equipamentos até 2014. Ainda assim, segundo Tolmasquim, o Brasil ocupa  apenas o 21º lugar no ranking dos  países produtores de energia eólica, que tem a China em primeiro,  seguida pelos Estados Unidos, a  Alemanha e Espanha.                              

 Para o secretário de Planejamento Energético do Ministério de  Minas e Energia, Altino Ventura,  o sucesso da energia dos ventos explica-se por vários fatores. “A  tecnologia evoluiu. As torres hoje  são muito mais elevadas, saindo  de 50 metros de altura no passado para até 120 metros de altura  atualmente. A capacidade unitária  dos geradores também aumentou  e provocou uma redução de custos. A economia de escala, pelo  fato de haver demanda para a  energia eólica, também favoreceu  essa competitividade.”

 Para o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica  (Abeeólica), Ricardo Simões, o  desenvolvimento do setor vai gerar um grande volume de investimentos nos próximos anos. Atualmente o País conta com 57 parques  eólicos em produção e tem 30 em  construção.

 “Isto significa um investimento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, e o setor eólico deve chegar  em 2014 faturando mais de R$ 3  bilhões por ano. Estamos em um  processo de consolidação dessa  indústria, com aumento de escala  e ganho de competitividade. É um  ciclo virtuoso, de uma energia limpa, renovável e sem emissão de  gás do efeito estufa”, disse Simões.

Fonte: Jornal do Comércio, 08/09/2011.

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